terça-feira, 22 de maio de 2018

Região Tokai depende dos trabalhadores estrangeiros

Brasileiros são top na região, com aumento de 45 mil trabalhadores entre 2013 a 2017
Crescimentos da mão de obra estrangeira na região Tokai
 
A filial de Nagoia (Aichi) do Banco do Japão, informou nesta terça-feira (22) o resultado de uma pesquisa sobre a mão de obra na região Tokai. Foram analisadas as províncias de Aichi, Gifu, Mie e Shizuoka, com dados de 2017.

O aumento da força de trabalho na região Tokai, em 2017, indica que 60% corresponde à mão de obra estrangeira. Isso mostra a dependência das indústrias e empresas em relação aos trabalhadores estrangeiros.

Também apresentou na segunda-feira (21) como organizar questões como a expansão dessa mão de obra e melhoria do ambiente de trabalho na área de enfermagem, que enfrenta escassez de pessoal.

Em relação à situação econômica o relatório indica expansão desde outubro do ano passado.

Dependência dos trabalhadores estrangeiros
Segundo o relatório o total de trabalhadores em 2017 nas 4 províncias foi de 8,11 milhões de pessoas, com crescimento de 130 mil em relação a 2013. Do total de pessoal 230 mil são estrangeiros, com aumento de 80 mil.

Nas 3 províncias, excluindo Shizuoka, o número de trabalhadores verde amarelo é de 45 mil pessoas, com aumento de 11 mil.

A mão de obra filipina aumentou para 29 mil pessoas com crescimento superior ao dos brasileiros, com 12 mil.

A população trabalhadora do Vietnã vem em terceiro lugar com 27 pessoas. O total de estagiários técnicos das 3 províncias subiu para 46 mil pessoas.
Fonte: Portal Mie com Mainichi e Nikkei

sexta-feira, 13 de abril de 2018

BC do Japão diz que falta de mão de obra pode afetar economias regionais

O banco central melhorou sua avaliação para as áreas de Kyushu e Shikoku

BC do Japão

O banco central do Japão manteve uma visão em geral otimista sobre as economias regionais, em sinal de sua convicção sobre uma ampla recuperação, mas alertou que a escassez de mão-de-obra e a guerra comercial entre Estados Unidos e China podem obscurecer as perspectivas.

A avaliação do banco central em um relatório na quinta-feira sugere que provavelmente manterá suas projeções positivas de crescimento e de preços quando realizar uma revisão trimestral de suas projeções em na reunião de política monetária de 26 e 27 de abril.

O presidente do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, enfatizou sua determinação em manter o programa de estímulo do banco central para atingir sua meta de 2 por cento, mesmo que a economia continue a se expandir moderadamente.

“Com o aumento do hiato do produto melhorando e as expectativas de inflação de médio a longo prazo crescendo, esperamos que a inflação acelere como tendência e caminhe a 2 por cento”, disse Kuroda em uma reunião trimestral dos gerentes regionais do banco central do Japão na quinta-feira.

No relatório divulgado pelos gerentes regionais do Banco do Japão, o banco central melhorou sua avaliação para Kyushu e Shikoku, entre as nove regiões do Japão, e manteve sua visão otimista de seis áreas, à medida que o aperto no mercado de trabalho elevou a renda e o consumo das famílias.

Um alto funcionário do banco central japonês disse ao Parlamento na quinta-feira que havia sinais promissores na economia que ajudariam o banco central a atingir sua meta de preço.

“As expectativas de inflação de médio e longo prazos estão emergindo recentemente da fraqueza, enquanto os salários e a inflação estão subindo moderadamente”, disse o diretor-executivo do Banco do Japão, Eiji Maeda.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 28 de março de 2018

Comunidade brasileira cresce no Japão

Apesar do crescimento a comunidade verde amarela não chegou a 200 mil residentes

Gráfico mostra os estrangeiros no Japão, por origem

O Ministério da Justiça divulgou na terça-feira (27) os números dos residentes estrangeiros no Japão, fechados em dezembro de 2017. O total é de 2.561.848, o que se traduz em aumento de 7,5% em relação a 2016.

Apesar do crescimento da comunidade verde amarela, de 5,8%, não chegou a 200 mil. Fechou o ano anterior com 191.362 pessoas, em 5.º lugar no ranking dos estrangeiros. A maioria possui visto permanente: 112.876 pessoas, o que representa 59%.

Antes da crise, em 2007 a comunidade brasileira viveu o auge em número de residentes: 313.771. A curva começou a decrescer no ano seguinte, com o Lehman Shock. Em 2012 o registro foi de 190.609 pessoas, chegando a 173.437 em 2015. Mesmo em meio à falta de mão de obra, o crescimento da comunidade verde amarela tem sido menor do que as demais.

Brasileiros em quinto lugar
As maiores comunidades são de pessoas vindas dos países da Ásia. Brasil e Estados Unidos são os únicos das 10 maiores, de outro continente.
  1.         China:  730,890
  2.         Coreia do Sul: 450.663
  3.         Vietnã: 262.405
  4.         Filipinas: 260.553
  5.         Brasil: 191.362
  6.         Nepal: 80.038
  7.         Tailândia: 56.724
  8.         Estados Unidos: 55.713
  9.         Tailândia: 50.179
  10.         Indonésia: 49.982
A população brasileira dentro do Japão representa 7,5%, bem aquém dos 28,5% dos chineses.

A comunidade que teve um crescimento notável foi a vietnamita, com 31.2%, por conta do aumento dos estagiários técnicos e estudantes.

As províncias com maior número de residentes estrangeiros são Tóquio, Aichi, Osaka e Kanagawa, pois são as que mais oferecem vagas de trabalho e também recebem estudantes.
Fonte: Portal Mie com MOJ

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Japão abrirá mais as portas para profissionais estrangeiros

Mesmo com avanços tecnológicos e maior participação de mulheres e idosos, muitas áreas enfrentam escassez de trabalhadores qualificados
Japão está trabalhando para aceitar mais estrangeiros com qualificação
O Japão está trabalhando para aceitar mais estrangeiros com qualificação, visando áreas que estão enfrentando escassez de mão de obra mesmo com avanços tecnológicos e maior participação de mulheres e idosos.

O primeiro-ministro Shinzo Abe vai instruir agências relevantes em uma reunião do conselho econômico para considerar medidas a fim de aumentar a contratação de estrangeiros. A meta é incorporar as medidas na estratégia de crescimento do governo que deve ser lançada no início de junho.

Trabalhos que necessitam de mais pessoas
A revisão das leis da imigração é uma possibilidade. O Japão, agora, concede 18 classes de permissão para trabalho, a maioria das quais são para profissionais altamente qualificados como médicos e professores. Um grupo de ação sob a secretaria do gabinete determinará quais outros trabalhos necessitam de mais pessoas e vai adicioná-los à lista.

Além disso, também haverá facilitação para obter um dos 18 tipos existentes de permissões de trabalho ao flexibilizar as exigências. Ainda não está claro quais categorias específicas que poderiam ser expandidas, mas campos cuja escassez de mão de obra é persistente, como cuidados de enfermagem e agricultura, são possíveis candidatos.

Em 2017, cerca de um milhão de estrangeiros trabalharam no Japão
Cerca de 1,28 milhão de estrangeiros trabalharam no Japão ano passado, de acordo com o governo. Desde 2012, tal número cresceu de 1,1% para 2% na força de trabalho da nação. Contudo, grande parte do aumento veio de estudantes que trabalhavam meio período e de estagiários técnicos, não aqueles que vieram ao Japão especificamente para trabalhar.

O governo está focado em aumentar o número de trabalhadores estrangeiros qualificados no Japão. Enquanto nos EUA, Reino Unido e Alemanha a população em idade de trabalho tem aumentado na última década, no Japão o efeito é contrário.

Trabalhadores estrangeiros são fundamentais para manter a vitalidade econômica do país, visto que a população encolhe cada vez mais.
Fonte: Portal Mie com Nikkei

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Número de trabalhadores estrangeiros bate recorde em Shizuoka; brasileiros crescem 4%

Pela primeira vez o número passou de 50 mil trabalhadores na província
Trabalhadores estrangeiros em Shizuoka

O Escritório do Trabalho de Shizuoka divulgou na quarta-feira (15) o último levantamento relacionado ao número de trabalhadores estrangeiros na província, referente a outubro do ano passado, informou uma reportagem do Shizuoka Shimbun.

O número de brasileiros cresceu 4% na província em relação ao período anterior, com um total de 17.364 trabalhadores.

De acordo com os dados, o número total de trabalhadores estrangeiros chegou a 51.832 pessoas, um aumento de 11,3%.

Os brasileiros representam 33,5% do total. O número de trabalhadores filipinos cresceu 15,2% e ocupa o segundo lugar, com 12.024 pessoas. Os chineses ocupam o terceiro lugar com 7.148 pessoas atuando em Shizuoka, um crescimento de 2,7%.

O registro atual também bateu um recorde e pela primeira vez o número de trabalhadores estrangeiros passou de 50 mil na província. Shizuoka ocupa o sexto lugar na lista de províncias com mais contratação de trabalhadores não japoneses.

O mesmo levantamento também mostrou que o número de empresas e fábricas que contratam estrangeiros cresceu 9,3%, totalizando 6.288 pontos de emprego.

Quase metade desses estrangeiros (45%) atua em áreas de produção de equipamentos de transporte e de peças eletrônicas e automobilísticas.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Economia crescente e falta de mão de obra fazem Japão ter a maior oferta de emprego desde 1973

A economia japonesa está passando pelo seu segundo ciclo de expansão mais longo na era do pós-guerra 

Emprego no Japão
A disponibilidade de emprego do Japão em 2017 aumentou para o nível mais alto em 44 anos, disse o governo nesta terça-feira, no mais recente sinal de que o país atingiu uma boa fase de crescimento econômico.

O índice de empregos subiu para 1,50 no ano passado, o maior resultado desde 1973, quando atingiu o recorde histórico de 1,76. Isso significa que 150 vagas estavam disponíveis para cada 100 candidatos a emprego.

A taxa de desemprego caiu pelo sétimo ano consecutivo, para 2,8%, a menor desde 1993, mostraram dados do governo.

A economia do Japão, que cresceu a uma taxa anualizada de 2,5 por cento em julho-setembro, está passando pelo seu segundo ciclo de expansão mais longo na era do pós-guerra, ajudada pela forte demanda no exterior.

A taxa de desemprego manteve-se abaixo de 3 por cento para grande parte de 2017, mas a escassez de mão de obra ainda não se traduz em crescimento salarial mais robusto, uma dor de cabeça para os formuladores de políticas econômicas, já que o Banco do Japão ainda está longe de atingir sua meta de inflação de 2%.

As taxas de participação da força laboral das mulheres aumentaram, enquanto as empresas também encorajaram pessoas idosas a retornar ao mercado de trabalho.

O número de mulheres nas folhas de pagamento atingiu um máximo de 28,59 milhões em 2017, e a taxa de desemprego feminino ficou em 2,7%, ante os 2,8% em 2016. O desemprego masculino caiu para 3,0%, abaixo dos 3,3% do ano anterior.

Em dezembro, a disponibilidade de emprego aumentou para 1,59, atingindo seu nível mais alto em 44 anos, mas o desemprego subiu para 2,8%, ante 2,7% em novembro, piorando pela primeira vez em sete meses, de acordo com dados do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar e do Ministério do Interior e das Comunicações.

"A situação pode ser diferente dependendo do setor e entre trabalhadores regulares e de meio período, mas é evidente que a escassez de mão de obra é grave à medida que a economia está se expandindo", disse Yuichiro Nagai, economista da Barclays Securities Japan Ltd.

O primeiro-ministro Shinzo Abe está pedindo às empresas para aumentar o salário dos funcionários em pelo menos 3 por cento a partir do próximo ano fiscal, que começa em abril.

As empresas estão relutantes em aumentar os salários em parte por causa da incerteza sobre suas perspectivas econômicas e algumas, aparentemente, preferem aumentar o salário dos funcionários temporários para garantir trabalho, e não para os efetivos, de acordo com uma recente análise do governo.
Fonte: Alternativa com Reuters

sábado, 13 de janeiro de 2018

Xerox negocia novo acordo com japonesa Fujifilm, diz jornal

As duas empresas já têm uma joint-venture de cinco décadas focada na região da Ásia-Pacífico
Fujifilm

A Xerox, sob pressão para encontrar novas fontes de crescimento em meio à redução da demanda por impressoras e copiadoras, está em negociações com a fabricante japonesa de câmeras Fujifilm que podem incluir uma mudança de controle, informou o Wall Street Journal.

Sediada em Norwalk, Connecticut, a Xerox tem sido alvo do investidor ativista Carl Icahn, enquanto se esforça para reinventar seu legado de negócios. A Fujifilm está tentando reformular sua área de copiadoras com foco maior em serviços para documentos.

A Xerox e a Fujifilm já têm uma joint-venture de cinco décadas focada na região da Ásia-Pacífico, incluindo Japão e China, o que deixa a Xerox a cargo do restante do mercado.

Na última quarta-feira, o WSJ citou uma pessoa familiarizada com o assunto dizendo que uma aquisição total da Xerox não está na mesa.

A Xerox e Fujifilm não comentaram o assunto.

A Xerox tem um valor de mercado de cerca de 7,7 bilhões de dólares e a Fujifilm é avaliada em torno de 22 bilhões de dólares.

A Xerox “desesperadamente” precisa de uma nova liderança, dada a lentidão em lançar novos produtos e aumentar a receita, escreveu Icahn em carta aberta a acionistas em dezembro, um dia após nomear quatro membros para o conselho. Ele é o maior acionista da Xerox, com participação de 9,7 por cento.
Fonte: Alternativa