segunda-feira, 13 de maio de 2019

Malásia inicia negociações para enviar 50 mil trabalhadores ao Japão

Os dois países pretendem chegar a um acordo em julho deste ano
trabalhadores estrangeiros

A Malásia está negociando com o Japão o envio de até 50 mil trabalhadores ao país sob um novo programa de vistos, lançado em abril, informou a agência de notícias Kyodo.

Os dois países pretendem chegar a um acordo em julho deste ano, quando o ministro de Recursos Humanos da Malásia, M. Kulasegaran, visitará Tóquio para assinar um memorando de cooperação.

O memorando visa fornecer uma estrutura básica no compartilhamento de informações para o recrutamento de operários em setores específicos para trabalhar no Japão, país que sofre com a falta de mão de obra devido ao rápido envelhecimento da população e à baixa taxa de natalidade.

O primeiro-ministro da Malásia, Mahathir Mohamad, deve visitar o Japão no final deste mês para discutir os detalhes.

O Japão implementou o sistema de vistos para trazer cerca de 345 mil trabalhadores estrangeiros ao país nos próximos cinco anos. Eles podem atuar em 14 áreas de trabalho, incluindo construção, agricultura e cuidados a idosos.

O Japão assinou acordos com as Filipinas, Nepal, Mongólia, Camboja e Mianmar. Ainda está negociando com a China, a Indonésia, a Tailândia e o Vietnã. A Malásia seria o 10º país a enviar trabalhadores.

Os dois países ainda não chegaram a um acordo sobre quais setores serão abertos aos trabalhadores da Malásia, disse um funcionário do governo japonês, acrescentando que o esquema poderia abrir 50 mil vagas no Japão para os malaios.

Novos trabalhadores estrangeiros
Número de trabalhadores
345.150 durante cinco anos, a partir de abril de 2019

Vistos
Categoria 1 - Para trabalhadores com baixa qualificação. Duração de 5 anos, sem possibilidade de renovação. Familiares não serão aceitos.

Categoria 2 - Para trabalhadores com alta qualificação. Duração de 5 anos, com renovação ilimitada. Cônjuges e filhos serão aceitos.

Áreas de trabalho
Assistência a idosos - 60.000 vagas
Limpeza de prédios - 37.000 vagas
Indústria de materiais - 21.500 vagas
Fabricação de maquinário - 5.250 vagas
Indústria eletrônica - 4.700 vagas
Construção - 40.000 vagas
Construção de navios - 13.000 vagas
Manutenção de veículos - 7.000 vagas
Aviação - 2.200 vagas
Hotelaria - 22.000 vagas
Agricultura - 36.500 vagas
Pesca - 9.000 vagas
Produção de alimentos - 34.000 vagas
Serviços em restaurantes - 53.000 vagas

Países que aplicarão testes de idioma japonês e de capacitação
Vietnã, Filipinas, Camboja, Indonésia, China, Tailândia, Myanmar, Mongólia e Nepal
Fonte: Alternativa

sábado, 6 de abril de 2019

Brasileira se torna primeira comissária de bordo estrangeira de companhia aérea no Japão

Vanessa Barrachi dará suporte ao crescente número de turistas estrangeiros
Primeira comissária de bordo estrangeira

A companhia aérea Japan Transocean Air (JTA) contratou sua primeira comissária de bordo estrangeira para dar suporte ao crescente número de turistas de outros países que visitam o Japão.

Segundo a emissora QAB, a nova funcionária da JTA é a brasileira Vanessa Barrachi. Ela foi apresentada na sexta-feira (5) juntamente com outras comissárias de bordo e pilotos japoneses em uma cerimônia que marcou o início dos trabalhos em Okinawa, onde fica a sede da companhia.

Vanessa disse à TV que vai se comunicar em inglês com passageiros estrangeiros e, no caso de quem não fala inglês, se esforçará para conversar através de gestos.

A JTA pertence ao grupo Japan Airlines (JAL), uma das maiores companhias aéreas do país.
JTA
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 14 de março de 2019

Empresas japonesas oferecem aumento salarial menor em negociações com sindicatos

A Toyota propôs reajuste de ¥10.700 em média, uma queda de ¥1.000 em relação ao ano passado
empresas japonesas

As grandes empresas japonesas ofereceram aumentos salariais menores nas negociações anuais sobre reajustes na quarta-feira, enquanto o primeiro-ministro Shinzo Abe mantém a pressão sobre as companhias para melhorar a remuneração dos funcionários, em um esforço visando vencer a deflação que assola o Japão por quase duas décadas.

Mas, à medida que o crescimento econômico desacelera, as empresas se preocupam em oferecer grandes aumentos salariais, porque isso os compromete com custos fixos mais altos em um momento de incerteza, à medida que os lucros da empresa se estabilizam.

"O ímpeto em relação aos aumentos salariais pode enfraquecer, já que a inflação subjacente continua fraca", disse Hisashi Yamada, economista sênior do Japan Research Institute.

“A incerteza é alta nas perspectivas externas, como a guerra comercial entre os EUA e a China e a política instável da Europa. Além disso, o imposto sobre consumo vai aumentar em outubro. Sem aumentos suficientes de salários, é difícil derrotar a deflação.”

Os resultados das conversas “shunto” entre administração e sindicatos - anunciados por grandes empresas em setores como carros e eletrônicos - deram o tom para os salários de funcionários em tempo integral em todo o país, que têm implicações para os gastos do consumidor e a inflação.

Incertezas Globais
Uma desaceleração na economia global, a guerra comercial sino-americana e a trepidação sobre a forma final de um acordo para selar a saída da Grã-Bretanha da União Europeia aumentaram drasticamente as tensões sobre as empresas em todo o mundo.

Diante da crescente incerteza sobre as perspectivas de crescimento, as firmas japonesas cautelosas concentram-se mais no pagamento da soma total anual, incluindo bônus, do que o pagamento mensal, que determinará a contribuição à aposentadoria e os benefícios previdenciários.

A Toyota Motor, maior montadora do Japão, ofereceu na quarta-feira um aumento salarial de 10.700 ienes em média, uma queda de 1.000 ienes em relação ao ano passado.

"Tomamos a decisão com o aumento do imposto sobre consumo no outono, levando em conta a necessidade de aumentar a produtividade, a competitividade e responder às motivações dos sindicalistas", disse Tatsuro Ueda, diretor do grupo de administração geral e recursos humanos da Toyota, a repórteres.

A Honda Motor ofereceu um aumento de salário base de 1.400 ienes, uma queda de 300 ienes em relação a 2018, enquanto a Nissan Motor apresentou um aumento de 3.000 ienes, inalterado em relação ao ano passado.

Gigantes da eletrônica, como Panasonic, Hitachi e Mitsubishi Electric, ofereceram um aumento salarial de 1.000 ienes, uma queda de 500 ienes em relação ao ano passado.

“A tendência dos aumentos salariais permanece intacta. Espero que o crescimento dos salários continue impulsionando o ciclo virtuoso da economia”, disse o secretário-chefe do gabinete, Yoshihide Suga, a repórteres.

Uma pesquisa do Instituto de Administração Trabalhista previu que o crescimento salarial cairá para 2,15 por cento neste ano, afastando-se dos 2,26 por cento registrados no ano passado e dos 2,38 por cento em 2015, apesar das pesadas pilhas de dinheiro corporativo.

Uma pesquisa corporativa da Reuters no mês passado constatou que uma pequena maioria - 51% das empresas pesquisadas - viu os salários aumentarem em torno de 1,5% a 2% este ano.

Mas, embora as empresas sejam conservadoras com aumentos salariais, muitas direcionaram suas grandes pilhas de dinheiro para recompras de ações para garantir melhores retornos aos seus investidores.

No próximo ano fiscal, a partir de 1º de abril, o governo de Abe começará a implementar uma reforma no estilo de trabalho para conter as notórias jornadas de trabalho do Japão.

A reforma também inclui “pagamento igual para trabalho igual”, com o objetivo de reduzir as disparidades salariais entre funcionários efetivos e trabalhadores temporários ou em tempo parcial e elevar a idade de aposentadoria para lidar com o envelhecimento da população.

A medida afastou o foco dos aumentos salariais, frustrando as esperanças dos formuladores de políticas de estimular um ciclo virtuoso, aumentando os salários para estimular o consumo e impulsionar a inflação para a meta de 2 por cento.

Os sindicatos do Japão tendem a não ser tão agressivos quanto os do Ocidente porque atribuem maior importância à segurança no emprego e mantêm um senso de lealdade da empresa.

A diminuição do número de membros de sindicatos privou os sindicalistas de poder de barganha, com as empresas contratando mais trabalhadores temporários não-sindicalizados e funcionários não regulares, que representam quase 40% dos trabalhadores.

"Nas negociações deste ano, as empresas e os sindicatos não parecem dar maior ênfase aos aumentos salariais do que antes", disse Kiichi Murashima, economista do Citigroup Global Markets Japan.

"Em vez disso, eles estão considerando uma gama mais ampla de questões como disparidade salarial, produtividade da mão-de-obra e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal".
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Japão registra maior déficit comercial em quase 5 anos

As exportações para todos os mercados caíram 8,4% em janeiro
Japão registra maior déficit comercial

O Japão registrou em janeiro o maior déficit comercial em quase cinco anos, ampliando sua sequência de contas no vermelho pelo quarto mês consecutivo, ao mesmo tempo em que as exportações para a China diminuem.

Os números divulgados na quarta-feira (20) pelo Ministério das Finanças  mostram o déficit para o mês de 12,7 bilhões de dólares.

As exportações para todos os mercados caíram 8,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, principalmente devido a uma queda nas vendas de navios e maquinário para produção de semicondutores.

As importações caíram 0,6% por conta da queda nos preços do petróleo.

Exportações para a China tiveram recuo de 17,4%. Autoridades do governo disseram que isso pode ser resultado da desaceleração econômica da China, e afirmam que o feriado do Ano Novo chinês também pode ter afetado a demanda.

Por outro lado, o superávit do Japão com os Estados Unidos aumentou pela primeira vez em sete meses, crescendo 5,1% em relação ao ano anterior. As exportações de veículos para os EUA aumentaram 13%.
Fonte: Alternativa com Agência Brasil

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Subaru retoma produção de fábrica em Gunma após duas semanas de paralisação

Suspeita de defeito em peça de direção hidráulica foi a causa da parada

A Subaru informou nesta segunda-feira (28) que retomou a produção de sua única fábrica de automóveis no Japão após uma paralisação de quase duas semanas devido a uma suspeita de defeito em um componente de direção hidráulica.

A empresa disse em um comunicado que ainda não sabe o impacto que a parada da produção em Ota (Gunma) teria em seus ganhos, que já estão a caminho de uma terceira queda anual.

A paralisação da unidade em Ota, uma das duas fábricas da Subaru no mundo e responsável por cerca de 60% de sua produção global, começou no turno da noite de 16 de janeiro.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Produção das fábricas cai no Japão; taxa de desemprego sobe para 2,5%

Os riscos globais crescentes prejudicam a demanda e ameaçam a economia do país
Produção das fábricas no Japão

A produção industrial japonesa se contraiu em novembro e reverteu parcialmente o ganho do mês anterior, enquanto as vendas no varejo diminuíram drasticamente, à medida que os riscos globais crescentes prejudicam a demanda e ameaçam a economia do país, que depende das exportações.

A queda nas fábricas foi de 1,1 por cento, pressionada por um recuo na produção de máquinas para uso geral, após um aumento de 2,9 por cento em outubro, segundo dados divulgados pelo governo nesta sexta-feira (28).

Fabricantes entrevistados pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI) esperam que a produção suba 2,2% em dezembro, mas caia 0,8% em janeiro.

O declínio ocorre em um momento de aumento da volatilidade nos mercados globais devido a preocupações com a desaceleração do crescimento nas economias dos EUA e da China, a incerteza sobre as políticas fiscal e monetária dos EUA e o protecionismo comercial.

Além das preocupações sobre a demanda no exterior, o consumo privado do Japão, que representa cerca de 60% da economia, também não mostra sinais de força.

As vendas no varejo do Japão aumentaram 1,4 por cento no ano até novembro, desacelerando acentuadamente em relação ao aumento de 3,6 por cento observado em outubro e diminuindo o ganho de 2,2 por cento esperado pelos economistas.

Desemprego
Dados separados mostraram que a taxa de desemprego do Japão subiu para 2,5% em novembro, ante 2,4% em outubro, e a disponibilidade de empregos cresceu para 1,63 vagas por candidato, de 1,62 no mês anterior, o melhor índice em 44 anos.

O envelhecimento e o encolhimento da população do Japão levaram a um mercado de trabalho restrito, causando escassez de mão de obra e elevando os salários gradualmente, à medida que muitas empresas se esforçam para atrair trabalhadores.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Toyota vai produzir veículos híbridos no Brasil a partir de 2019

A empresa não informou qual será o modelo a ser fabricado no país
Toyota

A Toyota anunciou na quinta-feira que vai ser a primeira montadora de veículos a produzir no Brasil um modelo híbrido, que além do motor elétrico é equipado com outro a combustão.

A companhia afirmou que o modelo, um “híbrido flex” em que o motor a combustão funciona com gasolina e álcool, será produzido no Brasil a partir de 2019. A empresa não informou qual será o modelo a ser produzido com essa motorização e nem onde a montagem do veículos será feita.

O projeto tem parceria com a principal entidade representante do setor sucroalcooleiro no Brasil, a Unica, e está inserido em programa de apoio a universidades como USP e UnB, “permitindo a combinação de um motor elétrico e outro à combustão utilizando etanol brasileiro”, afirmou a Toyota.

O anúncio ocorreu após meses de testes, que culminaram em março com a ida de um modelo Prius com motorização híbrida flex de São Paulo para Brasília.

Atualmente o Prius é o veículo híbrido mais vendido no Brasil. O modelo, que é importado, custa cerca de 127 mil reais e teve vendas de cerca de 2 mil unidades em 2017.

Segundo a Toyota, a decisão de produção de um carro híbrido flex no Brasil ocorreu com a sanção nesta semana do programa de incentivo automotivo Rota 2030, “que oferece previsibilidade para as empresas investirem no longo prazo no país e estabelece, dentre outras medidas, novas políticas de estímulo a veículos mais eficientes”.
Fonte: Alternativa com Reuters