terça-feira, 22 de agosto de 2017

Gifu procura estrangeiros interessados em seguir carreira de bombeiro

Cidade liberou o trabalho na área para residentes de outras nacionalidades por falta de candidatos
Corpo de Bombeiros
Desde o início deste ano fiscal (abril/2017), a cidade de Gifu (capital da província de mesmo nome) passou a aceitar o recrutamento de estrangeiros para trabalhar no Corpo de Bombeiros, mas ainda não recebeu nenhuma solicitação.

Segundo reportagem do jornal Asahi, a decisão foi tomada no meio político depois de uma análise relacionada à falta de mão de obra nas instituições onde os bombeiros atuam.

Em 2009, um Comitê de Análise do Corpo de Bombeiros foi montado para decidir questões como a entrada de estrangeiros na área.

Na época, o trabalho dos bombeiros foi considerado como “exercício de força pública” e ficou decidido que a cidade não aceitaria trabalhadores que não tivessem nacionalidade japonesa.

Em abril do ano passado, um homem turco mostrou interesse na carreira, mas teve a solicitação negada.

Em junho do ano passado, o assunto foi discutido na câmara municipal e os vereadores concluíram que a atuação de estrangeiros poderia melhorar a capacidade de prevenção de desastres. Algumas condições foram elaboradas, como a necessidade do candidato ter visto permanente, e a atuação dos estrangeiros passou a ser vista como positiva.

“Além de resolver as questões de falta de mão de obra, ainda podemos melhorar a prevenção de desastres com uma corporação mais multicultural”, analisou o funcionário da prefeitura responsável pela demanda.

No momento, a cidade aguarda a manifestação de interesse por parte de estrangeiros residentes para que seja possível ingressar na carreira. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 058-214-4925 (em japonês).
Fonte: Alternativa

sábado, 29 de julho de 2017

Salário mínimo médio do Japão sobe para 848 ienes

Salário do Japão
A decisão foi anunciada na noite de terça-feira pelo Conselho Central do Salário Mínimo do Japão, com aumento de 25 ienes a hora
O Sub-Comitê do Conselho Central do Salário Mínimo, ligado ao Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, decidiu na terça-feira (25), o aumento de 25 ienes para a média do salário mínimo, elevando-o a 848 ienes a hora. Esta decisão é para o ano fiscal de 2017. É o maior aumento desde 2002 e ficou dentro da meta do governo, que era de 3%.

Com essa decisão, o governo espera promover melhorias nas condições para os empregados não regulares, como aqueles que trabalham em tempo parcial (part time)  ou arbeit (arubaito) que ganham pouco mais que o salário mínimo atual. Além disso, espera avançar para a redução da diferença salarial entre empregados regulares e não-regulares.

Novo salário mínimo a partir de outubro
A média salarial atual é de 823 ienes a hora e o Conselho de cada província determina o seu piso salarial mínimo. O governo espera implantar este novo valor já a partir de outubro deste ano.

O conselho, considerando a economia de cada região, dividiu as províncias em grupos de A a D, para a implantação do novo salário mínimo. No grupo A estão Tóquio, Kanagawa, Osaka e mais 3, com 26 ienes de aumento; no grupo B entraram Ibaraki, Shizuoka, Hyogo e mais 8 províncias, com 25 ienes a mais; no grupo C estão Hokkaido, Tokushima, Fukuoka e mais 11 províncias, com 24 ienes e no grupo D entraram Aomori, Ehime, Miyazaki e mais 13 províncias, com 22 ienes de aumento.
Com novo salário mínimo espera-se reduzir as diferenças

Em março deste ano, o governo anunciou que tem em mente chegar a mil ienes a hora, como média do país, com a execução da reforma trabalhista.

O número de trabalhadores não regulares no Japão é de cerca de 40%. Esse público recebe cerca de 60% a menos que o trabalhador regular. Segundo o jornal econômico Nikkei, está abaixo dos países europeus onde a margem é de 70 a 80%.

Com kaizen nesse aspecto, na redução dessa diferença, há expectativa de aquecimento da economia do país.
Fonte: Portal Mie com Nikkei Shimbun e Yomiuri

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Produção industrial aumenta no Japão, mostram dados do governo

A produção industrial aumentou e o número de vagas por candidato avançou para a maior alta em 43 anos
Produção industrial aumenta no Japão

A produção em fábricas no Japão aumentou no mês de maio em comparação ao ano anterior e o número de vagas por candidato avançou para a maior alta em 43 anos, refletindo escassez de mão de obra enquanto a economia ganha momento graças às fortes exportações para o restante da Ásia, divulgou o jornal Asahi.

O aumento ano a ano de 6.8% na produção em fábricas divulgado na sexta-feira (30) foi o 7º mês consecutivo de ganhos, embora a produção tenha caído 3.3% em maio ante o mês anterior, em parte devido ao feriado de Golden Week.

Segundo o governo, apesar da proporção alta de vagas por candidato, a 1.49 para 1 (149 vagas para 100 candidatos), a mais alta desde fevereiro de 1974, o índice de desemprego aumentou de 2.8% em abril para 3.1% em maio.

O governo revisou sua mais recente estimativa para o crescimento anual real no trimestre janeiro-março para 1% em comparação à estimativa anterior de 2.2%. Um fator fundamental que limita demanda em potencial é o salário, que continuou relativamente estável.

A falta de mão de obra vem piorando enquanto a idade da população em idade de trabalho vem aumentando, mas as empresas não aumentaram os salários de funcionários permanentes, embora o salário por hora pago aos part-timers e trabalhadores por contrato ter subido.

Isso complicou os esforços para estimular inflação, a principal estratégia de crescimento adotada pelo governo do primeiro-ministro Shinzo Abe e o banco central.

Preços mais altos do petróleo empurraram o índice de inflação em maio para 0.4%, mas excluindo tanto os custos voláteis de alimentos e energia, a inflação se manteve estável, de acordo com o Ministério de Assuntos Internos e Comunicações.

Outros dados mostraram os gastos do consumidor avançando 0.1% a menos no mês de maio, ante o ano anterior, enquanto a renda familiar caiu 1.7% em comparação a 2016.
Fonte: Portal Mie com Asahi

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Reforma do estilo de trabalho no Japão: criação da Kids Week

Kids Week
O governo quer implementar a Kids Week dentro dos planos da Reforma de Estilo de Trabalho, já a partir do ano que vem

Uma das propostas do governo é estimular os trabalhadores a tirar as férias remuneradas (yukyu) a que tem direito. Ele quer a colaboração dos setores público e privado do país, instalando uma nova conferência para discussão do tema, especialmente sobre a “Reforma do Estilo das Férias”, dentro do seu projeto de Reforma do Estilo de Trabalho.

O que o governo pretende implementar já no ano que vem é a chamada Kids Week. Uma parte do período de férias escolares de verão seria transferida para uma outra data, na tentativa de aumentar a taxa de gozo das férias remuneradas. Dessa forma, o governo pretende proporcionar a oportunidade para os pais trabalhadores a passarem um tempo com seus filhos na Kids Week (Semana das Crianças, em tradução livre). Para a implementação desse projeto, ele contaria com as autoridades municipais para acertar essa semana especial com o calendário de festivais de verão locais.

Kids Week e aumento da solicitação de férias
O pensamento do governo é de criar política de base, junto aos municípios, de forma que possam prever em orçamento essa implantação no próximo ano fiscal.

Ainda durante este mês, pretende abrir uma conferência com as partes relacionadas. Seriam o MEXT-Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia, Ministério da Economia, Comércio e Indústria, pessoas e entidades relacionadas à educação para debaterem sobre a reforma relacionada às férias.

Com a introdução da Kids Week, o governo tem uma meta. Segundo dados do ano de 2.015, o índice de solicitação de pedido de férias remuneradas (yukyu) foi de 48,7%. Ele pretende atingir 70% até 2.020 e para isso quer contar com a cooperação dos setores privado e público.

Sob a ótica do governo, para continuar desenvolvendo sua proposta de Reforma do Estilo de Trabalho, é preciso prosseguir com o assunto das férias remuneradas no Japão.
Fonte: Portal Mie com NHK

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Sony vê aumento na demanda por chips impulsionando lucro para recorde em quase 20 anos

O retorno ao resultado de 20 anos atrás acontece após uma grande reformulação da companhia 

A Sony afirmou na sexta-feira que espera que seu lucro anual suba 73 por cento, perto de um recorde de quase duas décadas, impulsionado pela demanda de fabricantes de smartphones por chips.

A Sony estimou lucro operacional de 500 bilhões de ienes (4,5 bilhões de dólares) no ano fiscal que se encerra em março. Se alcançado, o resultado será o maior desde o pico de 526 bilhões de ienes registrado no ano fiscal de 1998, quando vendas fortes de eletrônicos se combinaram com a popularidade do primeiro PlayStation e o sucesso do filme "Homens de Preto".

O retorno ao resultado de 20 anos atrás acontece após uma grande reformulação da companhia promovido pelo presidente-executivo, Kazuo Hirai, que incluiu a saída da Sony do mercado de notebooks e redução das operações do grupo com televisores.

A Sony previu que as operações da divisão de chips, que incluem sensores de imagem, retornarão ao lucro neste ano, estimando resultado positivo de 120 bilhões de ienes.

Para atender à demanda, a companhia vai mais que dobrar o investimento em sensores de imagem para 110 bilhões de ienes, elevando a capacidade de produção em 13,6 por cento até o final de março.

Na área de videogames, outro pilar de receita do grupo japonês, a Sony espera elevar o lucro em 25,4 por cento, impulsionado pelas vendas online de jogos.

"Faz mais de três anos e meio desde o lançamento do PlayStation 4", disse o vice-presidente financeiro da Sony, Kenichiro Yoshida. "As vendas provavelmente vão desacelerar (em 10 por cento) para 18 milhões de unidades neste ano, mas estamos planejando grandes lançamentos de jogos. Acreditamos que a plataforma entrou no período de colheita", disse o executivo se referindo ao momento de pico na receita.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 4 de abril de 2017

Empresas japonesas acham que a Economia do País vem melhorando

Empresas japonesas

O Banco Central do Japão (Nichigin) divulga para o público, a cada trimestre, um “índice DI” (Diffusion Index) que mede como as empresas japonesas sentem a respeito da situação da Economia Japonesa: se ela está melhorando, ou se está piorando.

O novo índice DI foi divulgado no dia 3 de abril último e revelou que a economia vem melhorando a 2 trimestres consecutivos. O índice para este trimestre foi de 12 pontos positivos, 2 pontos superior que no trimestre passado.

índice DI

O índice DI das grandes empresas do setor industrial foi de 12 pontos positivos, 2 pontos melhor que no trimestre passado. Já para o setor de serviços (das grandes empresas) foi de 20 pontos positivos, também 2 pontos superior que no trimestre anterior.

Para as médias empresas do setor industrial, o índice melhorou em 5 pontos comparado ao último trimestre (de 6 para 11). O índice DI para o setor de serviços das médias empresas também continua alto: 17 pontos, um ponto a mais que no trimestre anterior.

Já os índices em relação à expectativa da economia para o próximo trimestre, não foram tão bons: em todos os setores, os índices foram inferiores que os deste trimestre. Os índices indicam que as empresas esperam dificuldades no futuro próximo. Isto se deve às incertezas quanto ao futuro da economia mundial, principalmente devido ao fato de o novo presidente norte-americano não estar conseguindo aprovar no Congresso suas promessas de campanha para o setor de Economia.
Fonte: IPC Digital

quarta-feira, 15 de março de 2017

Linha de Apoio aos Latinos oferece curso para formar novos voluntários

É preciso falar fluentemente português ou espanhol e ter mais de 25 anos
Linha de Apoio aos Latinos

A Linha de Apoio aos Latinos (LAL) vai oferecer um curso de capacitação para formação de novos voluntários.

A LAL é uma organização sem fins lucrativos que oferece apoio emocional e humano às pessoas que falam português e espanhol e que vivem no Japão, seja nas dificuldades de comunicação, problemas de adaptação, solidão, dúvidas, angústias ou simplesmente para ouvir seu desabafo.

O atendimento é feito por voluntários preparados no curso de capacitação, que é oferecido gratuitamente.

Quando: maio a dezembro de 2017, as quartas-feiras, das 10h15 às 13h30; ou sábados, das 17h30 às 21h (em média três dias por mês).

Local: na cidade de Yokohama (Kanagawa), perto da estação de Yokohama.

Objetivo: crescimento pessoal e preparação de voluntários para o atendimento na linha telefônica através da relação de ajuda.

Requisitos: falar fluentemente português ou espanhol e ter mais de 25 anos de idade.

Mais informações:
Tel/fax: 045-333-6216 (terças e quintas-feiras, das 10h às 16h)
http://www.lal-yokohama.org/LAL-por.htm
E-mail: yindlal@ceres.ocn.ne.jp
Fonte: Alternativa