segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Entrada de mais trabalhadores estrangeiros no Japão é apoiada por 47% das empresas, mostra pesquisa

O governo japonês planeja criar um novo status de visto de cinco anos
 trabalhadores estrangeiros no Japão

A aceitação de mais trabalhadores estrangeiros em áreas onde o Japão está enfrentando escassez de mão de obra foi apoiada por 47 por cento das 1.005 empresas entrevistadas em uma pesquisa do jornal Mainichi realizada por telefone entre os dias 6 e 7 de outubro. Trinta e dois por cento foram contra a ideia, enquanto 22 por cento optaram por não responder à pergunta.

O governo japonês planeja criar um novo status de visto de cinco anos para trabalhadores estrangeiros a partir do próximo ano. As opiniões estavam divididas quanto a permitir ou não que esses estrangeiros ficassem no Japão por um período ilimitado de tempo.

Enquanto 40% apoiaram a ideia de um limite de tempo irrestrito, 38% foram contra. Os 21 por cento restantes não responderam. O governo não tem planos de estender o visto do período atualmente planejado de cinco anos.

Entre aqueles que são a favor mais trabalhadores estrangeiros em setores como construção e cuidados a idosos, 63% apoiaram permanência ilimitada, enquanto 32% desaprovaram tal opção. Os números foram invertidos entre aqueles contra a expansão da aceitação de trabalhadores estrangeiros, com 28% para permanência ilimitada e 67% contra.

Os resultados da pesquisa sugerem que o governo deve fornecer explicações detalhadas e cuidadosas dos projetos de lei relacionados aos trabalhadores estrangeiros que pretende apresentar durante a sessão extraordinária do Parlamento, programada para o próximo dia 24.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Japão vai encorajar empresas a empregar trabalhadores até os 70 anos

Esforço do governo para remodelar a mão de obra face a uma população em encolhimento e idade avançada
Trabalhadores de idade mais avançada
O governo japonês vai pavimentar o caminho para trabalhadores permanecerem empregados até os 70 anos, se eles escolherem assim, como parte de seu esforço para remodelar a mão de obra face a uma população em encolhimento e idade avançada.

Tóquio busca revisar a legislação a qual agora exige que as empresas permitam aos funcionários que quiserem trabalhar até os 65 anos. Isso será gradualmente elevado para a idade de 70, incialmente como uma meta não obrigatória.

O primeiro-ministro Shinzo Abe disse ao jornal Nikkei Asian Review em 3 de setembro que ele quer deixar as pessoas trabalharem além dos 65 anos. O governo discutirá a questão com líderes de negócios no outono.

Antes da mudança da lei, o governo fornecerá suporte às empresas interessadas em empregar pessoas mais velhas.

Essas medidas serão acompanhadas por incentivos maiores para que os trabalhadores de idade mais avançada atuem.

As companhias estabelecem suas próprias idades de aposentadoria – tipicamente menos de 65 anos – e os funcionários que desejam permanecer além desse ponto são geralmente recontratados como salários significantemente mais baixos.

Duas em cada três pessoas com 60 anos de idade ou mais querem continuar trabalhando além dos 65, de acordo com uma pesquisa do governo, mas o pagamento reduzido significa que muitos optam por viverem de suas pensões.

Os setores público e privado buscarão renovar a performance de avaliação e sistemas de remuneração para garantir que os mais velhos com habilidade e desejo de trabalhar não sofram um golpe financeiro por fazer isso.

O governo também vai considerar a reformulação do sistema de aposentadoria, oferecendo pagamentos maiores àqueles que começam a coletar benefícios aos 70 anos ou mais.

Contudo não está claro se as empresas atentas a custos de trabalho mais altos concordarão com esse esforço.

Empresas que têm estruturas de salários com base em senioridade podem responder a uma idade de aposentadoria tardia ao reduzir o salário ao nível de ingresso. E se a economia esfriar, as empresas vão ficar mais opostas a medidas que elevam custos.
Fonte: Portal Mie com Nikkei

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Aeroporto de Narita contrata mais estrangeiros

A medida realizada pelo aeroporto ocorre quando o país busca atrair 40 milhões de turistas estrangeiros até 2020, ano das olimpíadas
Aeroporto de Narita

A maior porta de entrada internacional do Japão está contratando mais estrangeiros para melhor atender os visitantes do exterior, enquanto eles chegam em grandes números sob a política do governo para promover o turismo.

A medida realizada pelo Narita International Airport Corp ocorre quando o país busca atrair 40 milhões de turistas estrangeiros até 2020, ano que Tóquio sediará as Olimpíadas e Paralimpíadas, e 60 milhões até 2030, para atingir crescimento econômico em meio a um mercado doméstico que está encolhendo, caracterizado por uma população em envelhecimento e persistente baixa taxa de natalidade.

Habilidades em idioma e bagagem educacional
O Ministério dos Transportes está agora considerando criar uma nova categoria de visto para expandir o emprego estrangeiro em aeroportos de todo o país para conter uma esperada escassez de japoneses.

No final de julho, Roneta Ratumaitavuki, fijiana de 24 anos, começou a trabalhar no aeroporto como uma das primeiras estrangeiras empregadas diretamente pela operadora do complexo.

Fluente em inglês, Ratumaitavuki estava atendendo um grupo de homens de Singapura no balcão de recepção de um saguão pago, orientando-os sobre onde poderiam fumar e perguntando se eles pagariam suas contas juntos ou separados.

Habilidades em idioma e bagagem educacional superior eram o que o aeroporto estava buscando quando decidiu recrutar pessoal de Fiji.

Após saber que o país onde o inglês é falado tem muitas pessoas formadas, mas várias desempregadas, a operadora do aeroporto realizou entrevistas e ofereceu cargos a três de 181 que se candidataram, de acordo com seus oficiais.

Face ao crescente número de usuários de aeroportos, uma empresa que faz a parte de segurança em Narita também começou a contratar pessoal estrangeiro nos últimos anos e agora emprega 10 pessoas de países que incluem China, Coreia do Sul e Sri Lanka.

“Com a (limitada) habilidade linguística dos japoneses, geralmente leva-se tempo para realizar verificações em materiais, incluindo líquidos”, disse um oficial responsável pelas inspeções.

Aumento de trabalhadores estrangeiros em Narita

Aumento de trabalhadores estrangeiros em Narita
O aumento no número de trabalhadores estrangeiros em Narita não só reflete a necessidade por pessoas com habilidade de comunicação em inglês e outras línguas, mas também o fato de que os japoneses acabam se afastando por conta do trabalho duro e longas horas que os empregos em aeroportos envolvem.

“Enquanto os aeroportos pareçam glamourosos, o trabalho realizado lá é muitas vezes duro, sujo e perigoso”, disse um oficial superior no Narita International Airport, frisando que as pessoas que executam tais trabalhos estão na ativa até tarde da noite ou de madrugada fora dos horários de voos.

“Os japoneses estão escolhendo empregos com melhores condições de trabalho”, disse Mamoru Uematsu, um executivo da Biseisha Co., que faz a limpeza no aeroporto 24 horas.

Ao dizer que 35 dos 300 funcionários da empresa agora são estrangeiros, Uematsu disse que os aeroportos japoneses não podem operar sem essa mão de obra.

O número de passageiros internacionais que usou aeroportos japoneses no ano fiscal de 2016 cresceu 1,4 vez em comparação a 2012, de acordo com o Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo.
Fonte: Portal Mie com Mainichi

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Até 2050, Japão visa produzir apenas carros eletrificados

A meta é produzir apenas carros elétricos, híbridos e movidos a célula de combustível para reduzir as emissões de gás de efeito estufa
O Japão visa produzir apenas carros eletrificados

O Japão visa produzir apenas carros eletrificados até o ano 2050 para reduzir as emissões de gás de efeito estufa.

O ministério da indústria decidiu sobre a estratégia durante uma reunião realizada na terça-feira (24). Dentre os participantes estavam executivos de montadoras como a Toyota, Nissan e Honda, além de professores universitários e outros.

Eles adotaram uma meta de longo prazo, até 2050, para reduzir emissões de carros japoneses em até 80% dos níveis de 2010. Para chegar a isso, eles estabeleceram um objetivo de produzir somente carros elétricos, híbridos e movidos a célula de combustível.

A indústria, academia e o governo vão trabalhar juntos para desenvolver tecnologias de próxima geração, como novos tipos de baterias e motores.

O ministro da indústria, Hiroshige Sato, disse aos participantes que as metas de tornar populares veículos eletrificados e reduzir emissões enviam uma mensagem de que o Japão contribuirá proativamente aos esforços.

A medida do Japão ocorre em meio a uma mudança global para tais veículos, principalmente na Europa e na China.

O ministério planeja explorar planos detalhados que incluem um novo padrão de quilometragem, e espera que as fabricantes japonesas mantenham a competitividade.
Fonte: Portal Mie com NHK

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Japão precisa atrair mais trabalhadores estrangeiros para aliviar falta de mão de obra, dizem economistas

Pesquisa também mostrou que o país deve prosseguir com o aumento do imposto sobre consumo de 8% para 10%
Japão precisa atrair mais trabalhadores estrangeiros

O governo do Japão precisa promover mais investimentos corporativos e inovação, além de atrair mais trabalhadores estrangeiros para aliviar a escassez de mão-de-obra, mostrou uma pesquisa da Reuters com economistas na última quarta-feira.

O Japão também deve prosseguir com o aumento do imposto sobre consumo de 8% para 10% no próximo ano, como planejado, disseram analistas, mesmo que a economia pareça estar em uma fase difícil após a contração no primeiro trimestre.

A pesquisa também mostrou que os economistas continuam divididos sobre quando o banco central iniciará o processo de redução de seu programa de estímulo, com alguns prevendo que será em algum momento do ano que vem e outros considerando que o processo não começará antes de 2020 ou mais tarde.

Todos os entrevistados concordam que a inflação permanecerá bem abaixo da meta de 2 por cento do banco central por algum tempo.

Na semana passada, o governo divulgou seu roteiro para o próximo ano em áreas como trabalho, educação e redução da dívida do governo, que é mais que o dobro do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Na pergunta sobre o que o Japão mais precisa entre esses objetivos, 14 economistas destacaram "investimento e inovação", outros 14 também apontaram "aceitar mais trabalhadores estrangeiros" e dez salientaram o aumento do imposto sobre consumo em outubro de 2019.

Oito citaram "promover mais a força de trabalho de mulheres e idosos", mostrou a pesquisa realizada de 5 a 12 de junho. Os entrevistados puderam escolher até três respostas.

"O Japão deveria aumentar a produtividade e restaurar a saúde fiscal de forma equilibrada", disse Hiroaki Mutou, economista-chefe do Tokai Tokyo Research Institute. "O governo deveria se abster de tomar medidas que transfiram a carga fiscal para as gerações futuras".

Quanto à meta para a taxa de inflação ao consumidor no Japão, 17 dos 38 economistas responderam que seria de cerca de 1 por cento e 16 falaram em cerca de 2 por cento, segundo a pesquisa.

O programa de estímulo do Banco do Japão desde 2013 até agora não conseguiu elevar os preços para atingir a meta. "Acreditamos que a meta de 2 por cento pode nunca ser atingida", disse Marcel Thieliant, economista sênior da Capital Economics.

"Pode fazer sentido visar uma taxa de inflação mais baixa para manter a credibilidade do banco e sua capacidade de reagir às preocupações sobre a estabilidade financeira."
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Suprema Corte do Japão obriga empresa a dar benefícios iguais para trabalhadores efetivos e temporários

Juiz alegou que a diferença de tratamento pode esbarrar no artigo 20 da Lei de Contratos de Trabalho
Suprema Corte do Japão

A Suprema Corte do Japão decidiu nesta sexta-feira (1) que trabalhadores temporários têm o direito de receber alguns dos benefícios concedidos aos funcionários efetivos, informou a emissora NHK.

A maior autoridade judiciária do país analisou um processo movido pelo ex-motorista de uma transportadora de Hamamatsu (Shizuoka), alegando que a empresa diferenciava salários e não concedia benefícios aos funcionários sem contrato efetivo.

O processo passou por duas instâncias, após recursos impetrados pela empresa, e agora a apelação foi indeferida pela Corte.

O juiz Tsuneyuki Yamamoto disse que a transportadora deverá dar a todos os trabalhadores, independente do tipo de vínculo empregatício, quatro benefícios: auxílio transporte, prêmio para motoristas que não cometem acidentes, subsídio de trabalho e ajuda para refeições.

O juiz alegou que essa diferença de tratamento entre funcionários pode esbarrar no artigo 20 da Lei de Contratos de Trabalho, que proíbe "disparidades irracionais".

A Suprema Corte deixou em pendência um quinto benefício, para funcionários que não faltam ao trabalho, dizendo que é preciso analisar melhor se os temporários teriam direito à ajuda da mesma forma que os efetivos.

A decisão da Corte pode influenciar outras empresas a igualar o tratamento e conceder os mesmos benefícios para todos os tipos de funcionários.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 22 de maio de 2018

Região Tokai depende dos trabalhadores estrangeiros

Brasileiros são top na região, com aumento de 45 mil trabalhadores entre 2013 a 2017
Crescimentos da mão de obra estrangeira na região Tokai
 
A filial de Nagoia (Aichi) do Banco do Japão, informou nesta terça-feira (22) o resultado de uma pesquisa sobre a mão de obra na região Tokai. Foram analisadas as províncias de Aichi, Gifu, Mie e Shizuoka, com dados de 2017.

O aumento da força de trabalho na região Tokai, em 2017, indica que 60% corresponde à mão de obra estrangeira. Isso mostra a dependência das indústrias e empresas em relação aos trabalhadores estrangeiros.

Também apresentou na segunda-feira (21) como organizar questões como a expansão dessa mão de obra e melhoria do ambiente de trabalho na área de enfermagem, que enfrenta escassez de pessoal.

Em relação à situação econômica o relatório indica expansão desde outubro do ano passado.

Dependência dos trabalhadores estrangeiros
Segundo o relatório o total de trabalhadores em 2017 nas 4 províncias foi de 8,11 milhões de pessoas, com crescimento de 130 mil em relação a 2013. Do total de pessoal 230 mil são estrangeiros, com aumento de 80 mil.

Nas 3 províncias, excluindo Shizuoka, o número de trabalhadores verde amarelo é de 45 mil pessoas, com aumento de 11 mil.

A mão de obra filipina aumentou para 29 mil pessoas com crescimento superior ao dos brasileiros, com 12 mil.

A população trabalhadora do Vietnã vem em terceiro lugar com 27 pessoas. O total de estagiários técnicos das 3 províncias subiu para 46 mil pessoas.
Fonte: Portal Mie com Mainichi e Nikkei