quarta-feira, 25 de julho de 2018

Até 2050, Japão visa produzir apenas carros eletrificados

A meta é produzir apenas carros elétricos, híbridos e movidos a célula de combustível para reduzir as emissões de gás de efeito estufa
O Japão visa produzir apenas carros eletrificados

O Japão visa produzir apenas carros eletrificados até o ano 2050 para reduzir as emissões de gás de efeito estufa.

O ministério da indústria decidiu sobre a estratégia durante uma reunião realizada na terça-feira (24). Dentre os participantes estavam executivos de montadoras como a Toyota, Nissan e Honda, além de professores universitários e outros.

Eles adotaram uma meta de longo prazo, até 2050, para reduzir emissões de carros japoneses em até 80% dos níveis de 2010. Para chegar a isso, eles estabeleceram um objetivo de produzir somente carros elétricos, híbridos e movidos a célula de combustível.

A indústria, academia e o governo vão trabalhar juntos para desenvolver tecnologias de próxima geração, como novos tipos de baterias e motores.

O ministro da indústria, Hiroshige Sato, disse aos participantes que as metas de tornar populares veículos eletrificados e reduzir emissões enviam uma mensagem de que o Japão contribuirá proativamente aos esforços.

A medida do Japão ocorre em meio a uma mudança global para tais veículos, principalmente na Europa e na China.

O ministério planeja explorar planos detalhados que incluem um novo padrão de quilometragem, e espera que as fabricantes japonesas mantenham a competitividade.
Fonte: Portal Mie com NHK

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Japão precisa atrair mais trabalhadores estrangeiros para aliviar falta de mão de obra, dizem economistas

Pesquisa também mostrou que o país deve prosseguir com o aumento do imposto sobre consumo de 8% para 10%
Japão precisa atrair mais trabalhadores estrangeiros

O governo do Japão precisa promover mais investimentos corporativos e inovação, além de atrair mais trabalhadores estrangeiros para aliviar a escassez de mão-de-obra, mostrou uma pesquisa da Reuters com economistas na última quarta-feira.

O Japão também deve prosseguir com o aumento do imposto sobre consumo de 8% para 10% no próximo ano, como planejado, disseram analistas, mesmo que a economia pareça estar em uma fase difícil após a contração no primeiro trimestre.

A pesquisa também mostrou que os economistas continuam divididos sobre quando o banco central iniciará o processo de redução de seu programa de estímulo, com alguns prevendo que será em algum momento do ano que vem e outros considerando que o processo não começará antes de 2020 ou mais tarde.

Todos os entrevistados concordam que a inflação permanecerá bem abaixo da meta de 2 por cento do banco central por algum tempo.

Na semana passada, o governo divulgou seu roteiro para o próximo ano em áreas como trabalho, educação e redução da dívida do governo, que é mais que o dobro do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Na pergunta sobre o que o Japão mais precisa entre esses objetivos, 14 economistas destacaram "investimento e inovação", outros 14 também apontaram "aceitar mais trabalhadores estrangeiros" e dez salientaram o aumento do imposto sobre consumo em outubro de 2019.

Oito citaram "promover mais a força de trabalho de mulheres e idosos", mostrou a pesquisa realizada de 5 a 12 de junho. Os entrevistados puderam escolher até três respostas.

"O Japão deveria aumentar a produtividade e restaurar a saúde fiscal de forma equilibrada", disse Hiroaki Mutou, economista-chefe do Tokai Tokyo Research Institute. "O governo deveria se abster de tomar medidas que transfiram a carga fiscal para as gerações futuras".

Quanto à meta para a taxa de inflação ao consumidor no Japão, 17 dos 38 economistas responderam que seria de cerca de 1 por cento e 16 falaram em cerca de 2 por cento, segundo a pesquisa.

O programa de estímulo do Banco do Japão desde 2013 até agora não conseguiu elevar os preços para atingir a meta. "Acreditamos que a meta de 2 por cento pode nunca ser atingida", disse Marcel Thieliant, economista sênior da Capital Economics.

"Pode fazer sentido visar uma taxa de inflação mais baixa para manter a credibilidade do banco e sua capacidade de reagir às preocupações sobre a estabilidade financeira."
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Suprema Corte do Japão obriga empresa a dar benefícios iguais para trabalhadores efetivos e temporários

Juiz alegou que a diferença de tratamento pode esbarrar no artigo 20 da Lei de Contratos de Trabalho
Suprema Corte do Japão

A Suprema Corte do Japão decidiu nesta sexta-feira (1) que trabalhadores temporários têm o direito de receber alguns dos benefícios concedidos aos funcionários efetivos, informou a emissora NHK.

A maior autoridade judiciária do país analisou um processo movido pelo ex-motorista de uma transportadora de Hamamatsu (Shizuoka), alegando que a empresa diferenciava salários e não concedia benefícios aos funcionários sem contrato efetivo.

O processo passou por duas instâncias, após recursos impetrados pela empresa, e agora a apelação foi indeferida pela Corte.

O juiz Tsuneyuki Yamamoto disse que a transportadora deverá dar a todos os trabalhadores, independente do tipo de vínculo empregatício, quatro benefícios: auxílio transporte, prêmio para motoristas que não cometem acidentes, subsídio de trabalho e ajuda para refeições.

O juiz alegou que essa diferença de tratamento entre funcionários pode esbarrar no artigo 20 da Lei de Contratos de Trabalho, que proíbe "disparidades irracionais".

A Suprema Corte deixou em pendência um quinto benefício, para funcionários que não faltam ao trabalho, dizendo que é preciso analisar melhor se os temporários teriam direito à ajuda da mesma forma que os efetivos.

A decisão da Corte pode influenciar outras empresas a igualar o tratamento e conceder os mesmos benefícios para todos os tipos de funcionários.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 22 de maio de 2018

Região Tokai depende dos trabalhadores estrangeiros

Brasileiros são top na região, com aumento de 45 mil trabalhadores entre 2013 a 2017
Crescimentos da mão de obra estrangeira na região Tokai
 
A filial de Nagoia (Aichi) do Banco do Japão, informou nesta terça-feira (22) o resultado de uma pesquisa sobre a mão de obra na região Tokai. Foram analisadas as províncias de Aichi, Gifu, Mie e Shizuoka, com dados de 2017.

O aumento da força de trabalho na região Tokai, em 2017, indica que 60% corresponde à mão de obra estrangeira. Isso mostra a dependência das indústrias e empresas em relação aos trabalhadores estrangeiros.

Também apresentou na segunda-feira (21) como organizar questões como a expansão dessa mão de obra e melhoria do ambiente de trabalho na área de enfermagem, que enfrenta escassez de pessoal.

Em relação à situação econômica o relatório indica expansão desde outubro do ano passado.

Dependência dos trabalhadores estrangeiros
Segundo o relatório o total de trabalhadores em 2017 nas 4 províncias foi de 8,11 milhões de pessoas, com crescimento de 130 mil em relação a 2013. Do total de pessoal 230 mil são estrangeiros, com aumento de 80 mil.

Nas 3 províncias, excluindo Shizuoka, o número de trabalhadores verde amarelo é de 45 mil pessoas, com aumento de 11 mil.

A mão de obra filipina aumentou para 29 mil pessoas com crescimento superior ao dos brasileiros, com 12 mil.

A população trabalhadora do Vietnã vem em terceiro lugar com 27 pessoas. O total de estagiários técnicos das 3 províncias subiu para 46 mil pessoas.
Fonte: Portal Mie com Mainichi e Nikkei

sexta-feira, 13 de abril de 2018

BC do Japão diz que falta de mão de obra pode afetar economias regionais

O banco central melhorou sua avaliação para as áreas de Kyushu e Shikoku

BC do Japão

O banco central do Japão manteve uma visão em geral otimista sobre as economias regionais, em sinal de sua convicção sobre uma ampla recuperação, mas alertou que a escassez de mão-de-obra e a guerra comercial entre Estados Unidos e China podem obscurecer as perspectivas.

A avaliação do banco central em um relatório na quinta-feira sugere que provavelmente manterá suas projeções positivas de crescimento e de preços quando realizar uma revisão trimestral de suas projeções em na reunião de política monetária de 26 e 27 de abril.

O presidente do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, enfatizou sua determinação em manter o programa de estímulo do banco central para atingir sua meta de 2 por cento, mesmo que a economia continue a se expandir moderadamente.

“Com o aumento do hiato do produto melhorando e as expectativas de inflação de médio a longo prazo crescendo, esperamos que a inflação acelere como tendência e caminhe a 2 por cento”, disse Kuroda em uma reunião trimestral dos gerentes regionais do banco central do Japão na quinta-feira.

No relatório divulgado pelos gerentes regionais do Banco do Japão, o banco central melhorou sua avaliação para Kyushu e Shikoku, entre as nove regiões do Japão, e manteve sua visão otimista de seis áreas, à medida que o aperto no mercado de trabalho elevou a renda e o consumo das famílias.

Um alto funcionário do banco central japonês disse ao Parlamento na quinta-feira que havia sinais promissores na economia que ajudariam o banco central a atingir sua meta de preço.

“As expectativas de inflação de médio e longo prazos estão emergindo recentemente da fraqueza, enquanto os salários e a inflação estão subindo moderadamente”, disse o diretor-executivo do Banco do Japão, Eiji Maeda.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 28 de março de 2018

Comunidade brasileira cresce no Japão

Apesar do crescimento a comunidade verde amarela não chegou a 200 mil residentes

Gráfico mostra os estrangeiros no Japão, por origem

O Ministério da Justiça divulgou na terça-feira (27) os números dos residentes estrangeiros no Japão, fechados em dezembro de 2017. O total é de 2.561.848, o que se traduz em aumento de 7,5% em relação a 2016.

Apesar do crescimento da comunidade verde amarela, de 5,8%, não chegou a 200 mil. Fechou o ano anterior com 191.362 pessoas, em 5.º lugar no ranking dos estrangeiros. A maioria possui visto permanente: 112.876 pessoas, o que representa 59%.

Antes da crise, em 2007 a comunidade brasileira viveu o auge em número de residentes: 313.771. A curva começou a decrescer no ano seguinte, com o Lehman Shock. Em 2012 o registro foi de 190.609 pessoas, chegando a 173.437 em 2015. Mesmo em meio à falta de mão de obra, o crescimento da comunidade verde amarela tem sido menor do que as demais.

Brasileiros em quinto lugar
As maiores comunidades são de pessoas vindas dos países da Ásia. Brasil e Estados Unidos são os únicos das 10 maiores, de outro continente.
  1.         China:  730,890
  2.         Coreia do Sul: 450.663
  3.         Vietnã: 262.405
  4.         Filipinas: 260.553
  5.         Brasil: 191.362
  6.         Nepal: 80.038
  7.         Tailândia: 56.724
  8.         Estados Unidos: 55.713
  9.         Tailândia: 50.179
  10.         Indonésia: 49.982
A população brasileira dentro do Japão representa 7,5%, bem aquém dos 28,5% dos chineses.

A comunidade que teve um crescimento notável foi a vietnamita, com 31.2%, por conta do aumento dos estagiários técnicos e estudantes.

As províncias com maior número de residentes estrangeiros são Tóquio, Aichi, Osaka e Kanagawa, pois são as que mais oferecem vagas de trabalho e também recebem estudantes.
Fonte: Portal Mie com MOJ

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Japão abrirá mais as portas para profissionais estrangeiros

Mesmo com avanços tecnológicos e maior participação de mulheres e idosos, muitas áreas enfrentam escassez de trabalhadores qualificados
Japão está trabalhando para aceitar mais estrangeiros com qualificação
O Japão está trabalhando para aceitar mais estrangeiros com qualificação, visando áreas que estão enfrentando escassez de mão de obra mesmo com avanços tecnológicos e maior participação de mulheres e idosos.

O primeiro-ministro Shinzo Abe vai instruir agências relevantes em uma reunião do conselho econômico para considerar medidas a fim de aumentar a contratação de estrangeiros. A meta é incorporar as medidas na estratégia de crescimento do governo que deve ser lançada no início de junho.

Trabalhos que necessitam de mais pessoas
A revisão das leis da imigração é uma possibilidade. O Japão, agora, concede 18 classes de permissão para trabalho, a maioria das quais são para profissionais altamente qualificados como médicos e professores. Um grupo de ação sob a secretaria do gabinete determinará quais outros trabalhos necessitam de mais pessoas e vai adicioná-los à lista.

Além disso, também haverá facilitação para obter um dos 18 tipos existentes de permissões de trabalho ao flexibilizar as exigências. Ainda não está claro quais categorias específicas que poderiam ser expandidas, mas campos cuja escassez de mão de obra é persistente, como cuidados de enfermagem e agricultura, são possíveis candidatos.

Em 2017, cerca de um milhão de estrangeiros trabalharam no Japão
Cerca de 1,28 milhão de estrangeiros trabalharam no Japão ano passado, de acordo com o governo. Desde 2012, tal número cresceu de 1,1% para 2% na força de trabalho da nação. Contudo, grande parte do aumento veio de estudantes que trabalhavam meio período e de estagiários técnicos, não aqueles que vieram ao Japão especificamente para trabalhar.

O governo está focado em aumentar o número de trabalhadores estrangeiros qualificados no Japão. Enquanto nos EUA, Reino Unido e Alemanha a população em idade de trabalho tem aumentado na última década, no Japão o efeito é contrário.

Trabalhadores estrangeiros são fundamentais para manter a vitalidade econômica do país, visto que a população encolhe cada vez mais.
Fonte: Portal Mie com Nikkei