sexta-feira, 27 de março de 2026

Semicondutores de potência no Japão: rumo à integração da Rohm, Toshiba e Mitsubishi Electric

Se a integração entre Rohm, Toshiba e Mitsubishi Electric acontecer, nascerá uma das maiores empresas de semicondutores de potência do mundo

Rohm, Toshiba e Mitsubishi Electric
As três empresas japonesas gigantes – Rohm, Toshiba e Mitsubishi Electric – deverão iniciar negociações para uma integração nos negócios de semicondutores de potência, utilizados em veículos elétricos (VEs), data centers e outros.

A Rohm recebeu uma oferta de aquisição da Denso, importante fabricante de autopeças, e o impacto dessa oferta será um foco importante daqui para frente.

Segundo fontes da NHK, em matéria publicada na quinta-feira (26), espera-se que Rohm, Toshiba e Mitsubishi Electric anunciem o início das negociações de integração para seus negócios de semicondutores de potência em breve.

Mitsubishi Electric
A Rohm e a Toshiba já estão em negociações para integrar seus negócios de semicondutores de potência, já divulgado para a imprensa anteriormente, e agora a Mitsubishi Electric também se juntará a elas.

Se concretizada, essa integração criaria uma das maiores empresas de semicondutores de potência do mundo.

Onde se usam os semicondutores de potência
São utilizados em veículos elétricos e híbridos, data centers, turbinas eólicas, fontes de alimentação de servidores de IA, nos diversos transportes ferroviários e em uma gama de sistemas de transmissão e distribuição de energia. A demanda global deve crescer ainda mais no futuro.

Como a concorrência com empresas estrangeiras está se intensificando, é provável que as três empresas busquem aumentar ainda mais sua competitividade por meio da integração de seus negócios.
Fonte: Portal Mie com NHK

sexta-feira, 6 de março de 2026

Toyota anuncia redução de produção de 40 mil veículos: afeta fornecedores

Toyota suspende produção de Land Cruisers após escalada de tensão no Oriente Médio

Toyota
A instabilidade geopolítica no Golfo Pérsico acaba de atingir o coração da indústria automobilística japonesa, como a Toyota. 

A Toyota Motor confirmou na quinta-feira (5) uma redução severa em suas linhas de montagem do Japão, cancelando a produção de 40 mil veículos destinados ao mercado do Oriente Médio devido ao colapso logístico gerado pelo conflito entre EUA, Israel e Irã.

O freio no Land Cruiser
O corte atinge em cheio os modelos de maior prestígio e demanda da marca, como o SUV de luxo Land Cruiser, produzido nas plantas do Japão.

A decisão reflete o temor da montadora com a segurança das rotas marítimas: com os ataques em Teerã e a tensão no Estreito de Ormuz, o transporte de veículos tornou-se uma operação de alto risco e custo imprevisível.

Cronograma de retração da Toyota
A Toyota já notificou sua cadeia de fornecedores sobre a revisão imediata do cronograma.

  • Março: de 9 a 31, redução de 20 mil unidades até o fim do mês.
  • Abril: corte adicional de 18 mil unidades.
  • Impacto na cadeia: o movimento gera um efeito cascata nas fábricas de autopeças, que precisarão ajustar seus estoques e turnos de trabalho diante da menor demanda da gigante de Aichi.

Do otimismo à realidade do conflito
Este anúncio surge como um balde de água fria de seu anúncio em fevereiro, quando a Toyota projetava um trimestre recorde. A meta global era produzir 2,65 milhões de unidades entre março e maio — uma alta de quase 6% impulsionada pelo sucesso dos modelos híbridos (HVs) e do novo RAV4.

Embora a demanda por veículos híbridos continue em ascensão global, a “barreira” geográfica imposta pelo conflito no Oriente Médio força a montadora a recalcular sua rota, priorizando a segurança em detrimento do volume de vendas no exterior.
Fonte Portal Mie com Nikkei e Chukei

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Aumento salarial dos trabalhadores das grandes montadoras do Japão

Começou a negociação pelo aumento salarial dos trabalhadores das maiores montadoras, na chamada batalha da primavera, com pedidos mais moderados

montadoras do Japão
Na chamada batalha da primavera (shunto), os sindicatos dos trabalhadores das grandes montadoras do Japão apresentaram suas demandas para negociação do aumento salarial.

A reunião ocorreu na quarta-feira (18) e foi pontuada por uma tendência notável de redução nas reivindicações pelo aumento salarial e bônus deste ano fiscal em comparação com o ano passado.

O sindicato dos trabalhadores da Nissan Motor, que está atravessando um período difícil, solicitou um aumento salarial mensal reduzido, se comparado ao ano passado, de 10 mil ienes e bônus equivalente a 5 salários.    

Já o sindicato dos trabalhadores da Honda apresentou um pedido de aumento mensal de 18,5 mil ienes e bônus equivalente a 5,4 meses de salário.

O da Mitsubishi Motors pediu 18 mil ienes mensais de aumento e bônus de 5 salários, ambos inferiores à demanda do ano passado.   

Em relação ao sindicato dos trabalhadores da Toyota Motor apresentou 19 cenários diferentes de aumento salarial, discriminados por tipo de cargo e qualificação.

No cenário mais otimista, solicitaram um aumento mensal de 21.580 ienes. Também solicitaram um pagamento único de bônus equivalente a 7,3 meses de salário, menor do que o pedido no ano passado.

Os sindicatos dos trabalhadores da Subaru e da Mazda também solicitaram pagamentos únicos menores do que no ano passado.

Os representantes de cada sindicato explicaram que suas reivindicações são mais baixas do que no ano passado porque as empregadoras enfrentam desafios causados pelo tarifaço de Trump e outros fatores.
Fonte: Portal Mie com NHK e FNN

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Montadoras japonesas perdem participação de mercado no Sudeste Asiático

Montadoras japonesas estão perdendo participação de mercado no Sudeste Asiático, devido à crescente concorrência de marcas chinesas, que impulsionam as vendas de veículos elétricos

montadoras japonesas
Montadoras japonesas estão perdendo participação de mercado no Sudeste Asiático, à medida que rivais chineses intensificam a produção local para impulsionar as vendas de veículos elétricos na região.

Em resposta, empresas automobilísticas japonesas têm reduzido a produção na Tailândia, uma após a outra. Isso pode desferir um golpe nas cadeias de suprimentos na região do Sudeste Asiático, que abriga mais de 2,7 mil fabricantes japonesas de peças.

A participação de mercado pode cair abaixo de 70%
Na Thailand International Motor Expo, realizada em Bangkok em novembro e dezembro, a Toyota Motor revelou a mais recente edição de sua linha de picapes Hilux, que recentemente passou por uma revisão completa pela primeira vez em uma década.

Além de melhorar a eficiência de combustível dos modelos a diesel, a empresa adicionou um modelo de veículo elétrico (VE) à linha. Já começou a aceitar pedidos.

Na Tailândia, as picapes são consideradas o “carro nacional”, e a Hilux, que é produzida principalmente no país, tem desfrutado de uma popularidade robusta na região.

No entanto, durante uma coletiva de imprensa, Noriaki Yamashita, presidente da Toyota Motor Thailand, disse com uma expressão séria, “Queremos proteger nossas cadeias de suprimentos aumentando as vendas”.

A Tailândia responde por quase 20% do mercado automotivo do Sudeste Asiático.

No entanto, a participação combinada do mercado tailandês detida por nove montadoras japonesas caiu para 69,8% nos primeiros 10 meses de 2025, uma queda de 6,6 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024.

Essas empresas mantiveram uma participação de mercado na faixa de 80% a 90% ao longo da década de 2010, mas isso despencou para 77,8% em 2023. É até possível que fique abaixo de 70% para a totalidade de 2025.

Na Indonésia, que responde por cerca de 30% do mercado automotivo do Sudeste Asiático, as montadoras japonesas também viram sua participação de mercado cair abaixo de 90% em 2024 e diminuir ainda mais, para 82,9%, nos primeiros 10 meses de 2025.

A concorrência entre montadoras japonesas e locais está se intensificando no Vietnã.

Impacto nas cadeias de suprimentos
A expansão agressiva de montadoras chinesas, como a BYD, para países do Sudeste Asiático, incluindo Tailândia e Indonésia, desde 2022, tem sido um fator importante na súbita perda de terreno das montadoras japonesas.

Ao reduzir drasticamente o preço dos VEs, as empresas automobilísticas chinesas invadiram o que antes era um reduto japonês, conquistando uma participação de mercado de mais de 20% na Tailândia.

As montadoras chinesas também intensificaram a produção de veículos elétricos em novas fábricas na Tailândia e estão competindo ferozmente com as empresas japonesas, mesmo na Indonésia.

Sob a pressão desta invasão chinesa, as montadoras japonesas estão reduzindo sua produção na Tailândia. A Honda Motor consolidará suas duas fábricas de veículos acabados no país em um único local o mais cedo possível em 2026.

A Mitsubishi Motor também planeja suspender a produção em uma de suas três fábricas em 2027.
Fonte: Portal Mie com JN

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Falências no Japão devem superar 10 mil em 2025 pelo segundo ano consecutivo

Pequenas empresas foram as mais afetadas pelo aumento dos preços e pela escassez de mão de obra

Falências no Japão
O número de falências corporativas no Japão totalizou 9.372 no período de janeiro a novembro, tornando provável que o número para 2025 ultrapasse 10 mil pelo segundo ano consecutivo, de acordo com uma empresa de pesquisa de crédito na segunda-feira (8).

As falências com dívidas ¥10 milhões ou mais em novembro caíram 7,5% em relação ao ano anterior, para 778, informou a Tóquio Shoko Research.

Pequenas empresas foram particularmente atingidas pelo aumento dos preços e pela escassez de mão de obra, mostraram os dados.

Redução da dívida total e impacto sensorial
O total de dívidas em novembro caiu 48,6%, para ¥82,4 bilhões, já que as falências envolvendo passivos de ¥500 milhões ou mais foram reduzidas pela metade.

Por setor, o de serviços registrou o maior número de falências no mês com 250, embora tenha sido uma diminuição de 17,8% em comparação com o mesmo período do ano passado.

As falências de 700 empresas no período de janeiro a novembro foram atribuídas às pressões inflacionárias, um aumento de 7,4%, com a fraqueza do iene contribuindo para custos mais altos de alimentos e energia.
Fonte: Portal Mie com MN

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Trabalhadores com habilitação estrangeira poderão dirigir veículos de serviço aeroportuário

Regra flexibilizada em outubro visa acelerar a contratação de trabalhadores estrangeiros essenciais no ‘ground handling’ (serviços de solo), diminuindo a dependência do moroso processo de conversão da carteira de motorista.

veículos de serviço aeroportuário
Em outubro, o governo japonês introduziu uma medida especial que flexibiliza as regras de contratação, permitindo que trabalhadores estrangeiros dirijam veículos de serviço aeroportuário — como os utilizados para transporte de carga e reboque de aeronaves — portando apenas suas carteiras de habilitação estrangeiras, desde que atendam a requisitos específicos.

A decisão foi motivada pela preocupação com o tempo prolongado necessário para converter uma habilitação estrangeira em uma japonesa, processo conhecido como gaimen kirikae, o que estava impactando negativamente a oferta de mão de obra essencial.

Um funcionário do Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo (MLIT) justificou a mudança: “Levamos em consideração o fato de que essas estradas [pistas de aeroportos] são diferentes das vias públicas usadas por veículos comuns. Esperamos que isso contribua para aliviar a escassez de mão de obra.”

Com a expansão da demanda por viagens aéreas, garantir o pessoal para as tarefas de serviços de solo, que incluem a condução de veículos e o atendimento a passageiros, tornou-se um grande desafio para as companhias aéreas. 

De acordo com o MLIT, o número de trabalhadores estrangeiros com o visto de residência “Trabalhador Qualificado Específico” (Specified Skilled Worker), que permite a entrada imediata no mercado de trabalho, tem aumentado rapidamente, o que reforça a necessidade de agilizar sua integração.
Fonte: Portal Mie com Kobe Shimbun

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Sumitomo e Toyota visam produção em massa de materiais para baterias de veículos elétricos

A Sumitomo Metal Mining e a Toyota Motor anunciam parceria para produção em massa de materiais catódicos para baterias de estado sólido, visando veículos elétricos. Objetivo é comercializar as baterias inovadoras entre 2027 e 2028.

Sumitomo e Toyota
A Sumitomo Metal Mining e Toyota Motor firmaram um acordo para a produção em massa de materiais catódicos para baterias de estado sólido destinadas a veículos elétrico (VEs).

Essa parceria, anunciada na quarta-feira (8), visa acelerar o desenvolvimento conjunto com o objetivo da Toyota de alcançar o uso comercial dessas baterias inovadoras entre 2027 e 2028.

As baterias de estado sólido prometem diversas vantagens em relação às baterias tradicionais à base de líquidos, que utilizam soluções eletrolíticas. Entre os benefícios esperados estão tempos de carga mais curtos e maior autonomia para os veículos elétricos.

Desde 2021, as duas empresas têm realizado pesquisas conjuntas e já desenvolveram materiais catódicos com excelente durabilidade.

Agora, o foco é melhorar ainda mais a qualidade e reduzir os custos de produção em preparação para a produção em massa dessas baterias.
Fonte: Portal Mie