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sexta-feira, 27 de março de 2026

Semicondutores de potência no Japão: rumo à integração da Rohm, Toshiba e Mitsubishi Electric

Se a integração entre Rohm, Toshiba e Mitsubishi Electric acontecer, nascerá uma das maiores empresas de semicondutores de potência do mundo

Rohm, Toshiba e Mitsubishi Electric
As três empresas japonesas gigantes – Rohm, Toshiba e Mitsubishi Electric – deverão iniciar negociações para uma integração nos negócios de semicondutores de potência, utilizados em veículos elétricos (VEs), data centers e outros.

A Rohm recebeu uma oferta de aquisição da Denso, importante fabricante de autopeças, e o impacto dessa oferta será um foco importante daqui para frente.

Segundo fontes da NHK, em matéria publicada na quinta-feira (26), espera-se que Rohm, Toshiba e Mitsubishi Electric anunciem o início das negociações de integração para seus negócios de semicondutores de potência em breve.

Mitsubishi Electric
A Rohm e a Toshiba já estão em negociações para integrar seus negócios de semicondutores de potência, já divulgado para a imprensa anteriormente, e agora a Mitsubishi Electric também se juntará a elas.

Se concretizada, essa integração criaria uma das maiores empresas de semicondutores de potência do mundo.

Onde se usam os semicondutores de potência
São utilizados em veículos elétricos e híbridos, data centers, turbinas eólicas, fontes de alimentação de servidores de IA, nos diversos transportes ferroviários e em uma gama de sistemas de transmissão e distribuição de energia. A demanda global deve crescer ainda mais no futuro.

Como a concorrência com empresas estrangeiras está se intensificando, é provável que as três empresas busquem aumentar ainda mais sua competitividade por meio da integração de seus negócios.
Fonte: Portal Mie com NHK

terça-feira, 11 de maio de 2021

Panasonic anuncia retirada da produção nacional de TV

A Panasonic, que lançou a tevê a cores em 1960, e já foi uma das maiores do segmento, anunciou a retirada da produção nacional

Panasonic
Na segunda-feira (10) a Panasonic informou que encerrou a produção nacional dos aparelhos de tevê OLED (eletroluminescência orgânica ou LED orgânico), levando-a para o exterior. 

Essa produção estava na planta de Utsunomiya (Tochigi), encerrada no final de março deste ano. O motivo da desistência é que o custo era alto devido à pequena produção, o que levou à queda na lucratividade. Também encerrou no Vietnã e na Índia.

A planta de Tochigi permanecerá como base de desenvolvimento dos métodos de fabricação dos televisores e produção de peças de reparo.

Informou que concentrará as produções na Malásia e República Tcheca, além de terceirizar a produção dos aparelhos menores para uma indústria da China.

A Panasonic começou a produção doméstica de televisores em 1952 durante a antiga era Matsushita Electric Industrial e vendeu mais de 20 milhões de unidades em todo o mundo, no seu auge em 2010. Lançou a tevê a cores em 1960. Desde muito tempo o segmento de aparelhos de tevê foi o carro-chefe da fabricante.

No entanto, devido à forte concorrência de preços com fabricantes sul-coreanos e chineses, foi forçada a se retirar da atividade da tevê de plasma, em 2014.

Declínio dos fabricantes japoneses
No ano fiscal de 2020 mais recente, as vendas globais dos aparelhos de tevê caíram para 3,6 milhões de unidades.

A Panasonic quer melhorar sua lucratividade revisando seu sistema de produção em todo o mundo. A retirada da produção doméstica tornou-se um símbolo do declínio dos fabricantes japoneses de televisores.

A Hitachi, que produzia aparelhos com a marca Wooo, interrompeu a produção em 2012. A Toshiba vendeu sua produção doméstica, da marca Regza, para um fabricante chinês há três anos. Além disso, a Sharp interrompeu a produção de TVs LCD em sua fábrica na província de Tochigi há três anos.

Continuam em atividade o Grupo Sony, com planta em Inazawa (Aichi) e Mitsubishi Electric, com fábrica em Nagaokakyo (Quioto). 
Fonte: Portal Mie com NHK e Nikkei