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segunda-feira, 18 de maio de 2026

Setor de restaurantes no Japão enfrenta pausa em vistos para estrangeiros

Empresas como Skylark e Mos Food Services alertam que a medida pode causar a saída de estrangeiros do país e afetar planos de expansão

suspender a emissão de vistos especiais
Operadores de restaurantes no Japão foram forçados a revisar suas estratégias de contratação de estrangeiros após o governo suspender a emissão de vistos especiais necessários para o setor.

A ação foi tomada à medida que o número de detentores do visto se aproxima da cota pré-estabelecida.

A suspensão repentina pelas autoridades de imigração do Japão gerou temores de uma competição acirrada por talentos estrangeiros, em um momento em que o país, historicamente conhecido por sua política de imigração rigorosa, depende cada vez mais dessa mão de obra diante da escassez de trabalhadores locais.

O número de trabalhadores estrangeiros com status de Visto de Trabalhador com Habilidades Específicas Tipo I na indústria de serviços alimentícios atingiu cerca de 46 mil até o final de fevereiro, segundo dados preliminares, estando a caminho de superar a cota do ano fiscal de 2028, fixada em 50 mil.

Impactos operacionais e incertezas no setor
Como a Agência de Serviços de Imigração suspendeu a emissão de certificados de elegibilidade para pedidos de visto Tipo I desde o dia 13 de abril, alguns operadores alertaram que trabalhadores estrangeiros que estavam sendo auxiliados a obter tais vistos podem retornar aos seus países de origem e não voltar ao Japão.

As regras atuais determinam:

  • Visto Tipo I: Permite trabalhar no Japão por até cinco anos, mas não permite trazer familiares.
  • Visto Tipo II: Não possui limite de tempo de permanência e permite a vinda de familiares.

A Skylark Holdings é uma das empresas afetadas, pois emprega 32 estudantes estrangeiros como trabalhadores de meio período e os auxiliava na preparação para o exame de status Tipo I, agendado para junho.

A empresa planejava promovê-los após dois anos de experiência e torná-los funcionários em tempo integral após a obtenção do status Tipo II.

Um representante da Skylark afirmou que, como a empresa prioriza o atendimento ao cliente, alguns funcionários podem optar por retornar ao país de origem em vez de buscar status de visto em um dos outros 15 campos permitidos, já que “ingressaram na empresa por considerarem gratificante interagir com os clientes”.

A Mos Food Services, operadora da rede Mos Burger, também expressou preocupação, visto que oferece suporte no Vietnã para pessoas que buscam vistos de habilidades específicas.

A suspensão pode afetar planos de desenvolvimento de novas lojas
Segundo a Associação de Serviços Alimentícios do Japão, que conta com cerca de 400 operadores de restaurantes como membros, a suspensão pode afetar planos de desenvolvimento de novas lojas e horários de funcionamento.

O setor teme que empresas comecem a “aliciar” trabalhadores que já possuem o visto Tipo I. A associação planeja solicitar ao Ministério da Agricultura, Florestas e Pescas que aumente a cota de 50 mil trabalhadores.

Contudo, o ministério exige esforços redobrados das companhias, afirmando que “há espaço para debate sobre se as empresas fizeram seus melhores esforços para garantir trabalhadores domésticos primeiro, um pré-requisito para o sistema de vistos”.
Fonte: Portal Mie com JT

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Trabalhadores com habilitação estrangeira poderão dirigir veículos de serviço aeroportuário

Regra flexibilizada em outubro visa acelerar a contratação de trabalhadores estrangeiros essenciais no ‘ground handling’ (serviços de solo), diminuindo a dependência do moroso processo de conversão da carteira de motorista.

veículos de serviço aeroportuário
Em outubro, o governo japonês introduziu uma medida especial que flexibiliza as regras de contratação, permitindo que trabalhadores estrangeiros dirijam veículos de serviço aeroportuário — como os utilizados para transporte de carga e reboque de aeronaves — portando apenas suas carteiras de habilitação estrangeiras, desde que atendam a requisitos específicos.

A decisão foi motivada pela preocupação com o tempo prolongado necessário para converter uma habilitação estrangeira em uma japonesa, processo conhecido como gaimen kirikae, o que estava impactando negativamente a oferta de mão de obra essencial.

Um funcionário do Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo (MLIT) justificou a mudança: “Levamos em consideração o fato de que essas estradas [pistas de aeroportos] são diferentes das vias públicas usadas por veículos comuns. Esperamos que isso contribua para aliviar a escassez de mão de obra.”

Com a expansão da demanda por viagens aéreas, garantir o pessoal para as tarefas de serviços de solo, que incluem a condução de veículos e o atendimento a passageiros, tornou-se um grande desafio para as companhias aéreas. 

De acordo com o MLIT, o número de trabalhadores estrangeiros com o visto de residência “Trabalhador Qualificado Específico” (Specified Skilled Worker), que permite a entrada imediata no mercado de trabalho, tem aumentado rapidamente, o que reforça a necessidade de agilizar sua integração.
Fonte: Portal Mie com Kobe Shimbun

terça-feira, 2 de abril de 2024

Japão aprova subsídio adicional de ¥590 bilhões para nova fábrica de chips

O governo tem apoiado o fortalecimento do sistema de produção no país para garantir o fornecimento estável de semicondutores

Rapidus em Hokkaido
O ministro da Economia, Comércio e Indústria do Japão, Ken Saito, anunciou nesta terça-feira (2) a aprovação de um subsídio adicional de até 590 bilhões de ienes para a empresa Rapidus, que visa a produção em massa de chips de próxima geração no país, informaram a Reuters e a Bloomberg.

O total de subsídios do governo para a empresa chegará a quase 1 trilhão de ienes.

Saito mencionou que os chips de próxima geração nos quais a Rapidus está trabalhando são tecnologias chave para a economia japonesa, incluindo inteligência artificial (AI) e condução autônoma. Ele também destacou a crescente importância dos processos de fabricação posteriores em semicondutores e o envolvimento da Rapidus no desenvolvimento de processos avançados como um dos motivos para o apoio.

Fundada em 2022, a Rapidus tem como objetivo iniciar a produção em massa de semicondutores lógicos de 2 nanômetros até 2027, em parceria com a IBM e a organização de pesquisa baseada na Bélgica, Imec.

O governo japonês tem apoiado o fortalecimento do sistema de produção no país para garantir o fornecimento estável de semicondutores como uma questão importante de segurança econômica. Especificamente, a Rapidus é considerada uma "última chance" para a recuperação da indústria de semicondutores japonesa.

O governo já havia decidido apoiar a Rapidus com um total de 330 bilhões de ienes até o ano fiscal anterior e continua a fornecer suporte significativo.

A empresa está construindo uma fábrica de chips em Chitose (Hokkaido) desde setembro do ano passado, com um investimento estimado em 5 trilhões de ienes.

O subsídio adicional virá de fundos reservados no orçamento suplementar do ano fiscal de 2023. O financiamento é destinado a aplicações como a introdução de equipamentos para linhas piloto, o envio de engenheiros para a IBM e o desenvolvimento de tecnologias de embalagem avançada.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 12 de dezembro de 2023

TSMC prepara cerimônia de abertura de fábrica de chips no Japão

A mídia taiwanesa divulgou na segunda-feira (11) que a planta sendo construída na província de Kumamoto para a TSMC realizará uma cerimônia de abertura no mês que vem

Taiwan Semiconductor Manufacturing Co
A cerimônia de abertura para uma planta que está atualmente em construção no sudoeste do Japão pela maior fabricante de chips do mundo, que tem sede em Taiwan, será realizada em fevereiro.

A mídia taiwanesa divulgou na segunda-feira (11), citando partidos familiares com o governo japonês e fontes de companhias afiliadas, que a planta sendo construída na província de Kumamoto para a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) realizará uma cerimônia de abertura no mês que vem.

A versão digital da Liberty Times reportou que maquinários e equipamentos estão sendo instalados na planta e que a produção piloto provavelmente começará em abril.

C.C. Wei, chefe executivo da TSMC, revelou em outubro que a planta criará localmente 800 empregos e que o trabalho de instalação de equipamentos havia começado.

Wei sugeriu que a companhia pode começar a produção em massa de chips antes do fim de 2024, como planejado.

Quando contactado pelo NHK, um funcionário da TSMC se negou a comentar sobre as reportagens da mídia.

A ministra da Economia de Taiwan, Wang Mei-hua, disse que a construção da planta está procedendo na “velocidade mais rápida do mundo”, graças à cooperação do governo japonês e municípios locais.
Fonte: Portal Mie com NHK

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Japão quer primeira fábrica que produza chips de 20 nanômetros no país, segundo jornal Nikkan Kogyo

O investimento está estimado em 1 trilhão de ienes (US$ 9,2 bilhões)

TSMC
O governo do Japão quer que a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. Ltd. (TSMC) e o Sony Group invistam 1 trilhão de ienes (US$ 9,2 bilhões) para construir a primeira fábrica de chips de 20 nanômetros do país, informou o jornal Nikkan Kogyo na quarta-feira (26).

A fábrica seria construída perto da unidade de sensores de imagem da Sony no sudoeste do Japão, de acordo com uma proposta apresentada pelo Ministério do Comércio e Indústria do Japão, cita a notícia. Não foram dados mais detalhes sobre a proposta ou quando ela foi feita.

O CEO da Sony, Kenichiro Yoshida, recusou-se a comentar a notícia em um briefing estratégico na quarta-feira, mas disse que "o fornecimento estável de chips é importante para o Japão manter sua competitividade internacional".

A TSMC também não quis comentar. Um porta-voz do ministério disse que a notícia não era verdade, mas não quis entrar em detalhes.

A amarga tensão comercial entre os Estados Unidos e a China resultou na preocupação de que grande parte da produção mundial de chips esteja localizada em Taiwan, além de contribuir para uma escassez global de chips que atingiu as montadoras de maneira particularmente forte.

O Japão, como os Estados Unidos, está procurando em aumentar a produção de semicondutores em ambiente doméstico, em uma tentativa de garantir que suas empresas possam proteger os componentes essenciais.

A fábrica de semicondutores mais avançada do Japão, que fabrica chips de 40 nanômetros, é a Renesas Electronics Corp.

Um chip de 20 nanômetros é mais poderoso, pois contém mais transistores em um espaço menor.

O líder democrata do Senado dos EUA, Chuck Schumer, revelou neste mês uma lei para aprovar US$ 52 bilhões para aumentar significativamente a produção e pesquisa de chips semicondutores nos EUA em cinco anos.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Governo japonês considera introduzir folga semanal seletiva de 3 dias

A introdução desse sistema permitirá às pessoas que desejam trabalhar de forma diferente possam optar por 3 dias de folga semanal

home office
Como os efeitos da infecção pelo novo coronavírus continuam a se prolongar, cada vez mais as empresas revisam seus estilos de trabalho, como a introdução do home office, deslocamento escalonado, bem como aumento dos dias de folga, não só no sábado e domingo.

Nessas circunstâncias, o governo está considerando a introdução de um sistema seletivo de três dias de folga semanal, com mais flexibilidade no estilo de trabalho.

Presume-se que pode haver casos em que pessoas interessadas em aproveitar esses 3 dias de folga possam investir em uma atividade extra nas áreas rurais. Assim, o governo considera incentivar o fluxo dessas pessoas da área urbana para a agrícola, com plano de bancar o custo de locomoção. 

Além do home office, atividades paralelas estão em alta na sociedade, pela necessidade.

O PLD-Partido Liberal Democrata está debatendo essa proposta desde fevereiro. Assim, funcionários das empresas que quiserem adotar esse novo sistema de folga semanal de 3 dias terão também seu salário reduzido. Mas, garantiria sua vaga, evitando demissão, como vem ocorrendo com mais frequência.

Em contrapartida, poderiam se dedicar a uma atividade extra e reduziriam a ida ao local de trabalho, fator positivo dentro da epidemia do coronavírus. 

Mas, parece que nem tudo funcionaria bem assim. Há empresas que proíbem seus funcionários de ter uma atividade paralela. Por outro lado, favorece funcionários com idade mais avançada que não necessitam trabalhar tanto. 
Fonte: Portal Mie com NHK e Fin Tech 

terça-feira, 30 de março de 2021

Lei do “salário igual para trabalho igual” entra em vigor no Japão para pequenas e médias empresas

Medida de equiparação salarial vale para funcionários efetivos e temporários

salário igual para trabalho igual
A lei do “salário igual para trabalho igual” para funcionários efetivos e temporários vai valer no Japão para pequenas e médias empresas a partir de abril, depois de já ter entrado em vigor para grandes companhias há um ano.

Segundo a lei, as empresas são obrigadas a igualar os salários e os benefícios entre os funcionários que realizam as mesmas funções, independente do tipo de contrato (efetivo, temporário, terceirizado ou qualquer outro formato).

As grandes companhias podem se adaptar mais facilmente às mudanças, mas o cenário é diferente para as pequenas e médias empresas. O aumento dos custos com a mão de obra pode forçá-las a reduzir o piso salarial, cortar benefícios, diminuir as vagas de trabalho ou até mesmo fechar as portas, nos casos mais extremos.

A medida faz parte das reformas na lei trabalhista e está dentro do Plano de Reforma do Estilo de Trabalho (Hatarakikata Kaikaku) do governo japonês, que já impôs outras mudanças como o limite de horas extras.

Fumio Shimamura, especialista técnico em leis, normas trabalhistas e seguro social (Shakai Hoken Roumushi), disse à revista Alternativa que não se deve ignorar a possibilidade de ocorrer uma diferença salarial porque na prática, além das mesmas funções de um trabalhador de empreiteira, o funcionário efetivo (seishain) pode ter mais responsabilidades e ser cobrado e remunerado por isso.

O especialista lembra que no Japão é muito comum alterações de leis ou normas entrarem em prática de forma branda, sem imposição. “Mesmo não sendo compulsórios, as empresas japonesas geralmente procuram atender o que está previsto nesses artigos. Porém, o processo é lento”, disse. 

O que são pequenas e médias empresas?
As pequenas e médias empresas no Japão são classificadas de acordo com a área de atuação:
- Setor de produção, construção e transportes: menos de 300 funcionários e capital inferior a ¥300 milhões

- Setor de comércio: menos de 100 funcionários e capital inferior a ¥100 milhões

- Setor de serviços: menos de 100 funcionários e capital inferior a ¥50 milhões

- Setor de varejo: menos de 50 funcionários e capital inferior a ¥50 milhões
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Mais de 220 mil pessoas podem perder emprego no Japão devido ao estado de emergência

Impacto econômico será de ¥5,8 trilhões, segundo o Instituto de Pesquisas Nomura

estado de emergência
Um estudo feito pelo Instituto de Pesquisas Nomura mostrou que o estado de emergência, que foi estendido pelo governo japonês até 7 de março em 10 províncias, pode deixar mais de 220 mil pessoas sem emprego no país, informou a TV Asahi nesta quarta-feira (3).

O Instituto calculou que o estado de emergência de dois meses, declarado no início de janeiro, pode causar um impacto econômico de ¥5,8 trilhões, equivalente a 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em termos anualizados.

Com base nesses números, 229 mil trabalhadores podem perder o emprego, uma vez que o estado de emergência mantém as pessoas em casa e reduz o consumo, afetando diretamente o setor de serviços, como restaurantes, que reduziram o horário de funcionamento.

O governo estendeu o estado de emergência até 7 de março em Tóquio, Kanagawa, Saitama, Chiba, Aichi, Gifu, Osaka, Hyogo, Quioto e Fukuoka.

Apenas a província de Tochigi terá o estado de emergência suspenso em 7 de fevereiro, devido à queda no número de novos casos de coronavírus.

O primeiro-ministro Yoshihide Suga disse que qualquer província poderá ter o estado de emergência suspenso antes de 7 de março se o número de infecções cair para baixos níveis.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Montadoras japonesas estão cortando produção em meio à escassez de chips

Montadoras japonesas estão cada vez mais reduzindo suas produções

montadoras japonesas
Montadoras japonesas estão cada vez mais reduzindo suas produções após atrasos em suas aquisições de chips semicondutores terem se tornado evidentes no início de janeiro.

A escassez global de semicondutores é um golpe para as montadoras, que viram suas produções se recuperarem em prazo relativamente precoce das dificuldades provocadas pela pandemia de coronavírus.

O governo japonês pediu para aumentar os envios ao Japão, contudo, é provável que leve vários meses para montadoras japonesas receberem materiais suficientes.

“O impacto não é pequeno”, disse um oficial sênior de uma grande montadora.

A demanda por semicondutores cresceu em linha com um aumento nas vendas de computadores e consoles de games em meio à pandemia. Em contraste, a produção de automóveis caiu no primeiro semestre de 2020.

Isso promoveu uma mudança no fornecimento de semicondutores, de automóveis para outros produtos, dificultando a aquisição de chips por montadoras, disseram oficiais da indústria.

A Nissan e a Honda estão cortando produção nacional de carros compactos em várias milhares de unidades por mês cada.

A Toyota está reduzindo produção nos EUA e França. A companhia está investigando o impacto financeiro da medida, disse um oficial de relações públicas.

Um oficial da Rohm disse que “suas plantas de semicondutores vêm funcionando a altas taxas de utilização desde o outono passado”.

A Renesas Electronics está fabricando chips para montadoras em sua planta de Hitachinaka (Ibaraki) em nome da Asahi Kasei, que suspendeu produção devido a um incêndio.

Mesmo assim, a escassez de material continua, levando a Renesas e a Toshiba a proporem aumentar os preços de seus semicondutores.

Em 26 de janeiro, o ministro da indústria, Hiroshi Kajiyama, disse que o governo está pedindo a fabricantes taiwanesas de semicondutores, incluindo a Taiwan Semiconductor Manufacturing, que aumentem a produção.

Mesmo após a atual escassez for eliminada, a demanda por semicondutores deve aumentar ainda mais em linha com o acelerado desenvolvimento tecnológico.

“Montadoras podem precisar rever a maneira que elas desenvolvem planos de produção e pedidos de peças”, disse um oficial sênior do ministério da indústria.
Fonte: Portal Mie com Japan Times

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Toshiba quer dominar mercado de tecnologia de criptografia quântica no Japão e no exterior

 Esse sistema deverá ser usado em áreas altamente confidenciais

Toshiba Corporation
A Toshiba Corporation anunciou um plano para comercializar sua tecnologia de comunicação de criptografia quântica no ano fiscal de 2021, para proteção de dados no Japão e em outros países, publicou a Reuters. 

A comunicação criptografada quântica é uma medida de segurança de comunicação de última geração e, em teoria, não pode ser descriptografada nem mesmo por um computador quântico, e deve ser usada em campos altamente confidenciais, como governo, finanças e assistência médica. 

A Toshiba já aceitou encomendas do governo japonês para proteção de suas redes de comunicação, o primeiro projeto comercial do país, segundo a NHK.

Fora do Japão, a Toshiba formou parcerias com a empresa britânica de telecomunicações BT e a norte-americana Verizon Communications.

A competição para desenvolver a tecnologia está se intensificando entre os países em todo o mundo.

A China planeja expandir sua tecnologia em todo o país até 2025.

A Toshiba tem liderado pesquisa e desenvolvimento no campo e possui mais patentes do que seus concorrentes.

A empresa tem como objetivo comercializar a tecnologia antes de outras empresas no Japão e no exterior e ganhar a maior participação de mercado do mundo.

A Toshiba espera que o mercado global cresça para mais de 19 bilhões de dólares em 2035.
Fonte: Alernativa com Reuters

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Mais de 2 milhões de pessoas perderam emprego no Japão em agosto, diz governo

 A taxa de desemprego ajustada sazonalmente subiu para 3,0%

emprego no Japão
A taxa de desemprego no Japão subiu em agosto para seu maior nível em três anos e a disponibilidade de empregos teve a maior baixa em mais de seis anos, mostraram dados do governo nesta sexta-feira (2), indicando que os danos causados ​​pela pandemia de Covid-19 persistiram ao longo do mês.

Os dados mostraram que cerca de 2,06 milhões de pessoas perderam seus empregos em agosto, 490 mil a mais do que no mesmo mês do ano anterior, marcando o sétimo mês consecutivo de aumento.

Os números foram divulgados depois que o novo primeiro-ministro Yoshihide Suga se comprometeu a proteger empregos, manter as empresas em atividade e ajudar a economia a se recuperar do impacto das medidas tomadas para conter a disseminação do novo coronavírus.

“O subsídio especial de emprego do governo para apoiar as empresas atingidas pelo coronavírus ajudou a controlar a taxa de desemprego, que poderia ter aumentado muito mais”, disse Atsushi Takeda, economista-chefe do Instituto de Pesquisa Itochu.

“As pessoas começaram a buscar empregos, mas o mercado de trabalho não é forte o suficiente para absorvê-los. O ritmo de recuperação do mercado de trabalho deve desacelerar e a taxa de desemprego pode aumentar ainda mais”.

A taxa de desemprego do Japão ajustada sazonalmente subiu para 3,0% em agosto, a maior desde maio de 2017, mostraram dados do Ministério do Trabalho.

A proporção de empregos para candidatos caiu de 1,08 em julho para 1,04 em agosto, atingindo um nível visto pela última vez em janeiro de 2014.

A piora nas condições do mercado de trabalho provavelmente aumentará a pressão para que o governo ofereça mais apoio às pequenas e médias empresas para ajudar a prevenir novas demissões de funcionários.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Governo ajudará empresas japonesas a transferirem produção da China

Segundo fontes, o governo japonês planeja subsidiar 57 projetos para transferir produção de fábricas para o Japão
empresas japonesas

De acordo com reportagem da rede NHK, o governo japonês ajudará financeiramente companhias que produzem máscaras e outros produtos a realocarem ou diversificarem suas bases de produção da China e de outros lugares.

Ele espera reduzir o risco de concentrar produção em certas partes do mundo.

No início deste ano, envios ao Japão de máscaras cirúrgicas e outros produtos foram paralisados em meio à propagação do coronavírus. Isso foi parcialmente porque o país vinha dependendo amplamente de instalações de produção na China para tais itens.

Fontes informadas dizem que o governo japonês planeja subsidiar 57 projetos para transferir fábricas para o Japão. Suas operadoras incluem a Iris Ohyama, que produz máscaras, e a Saraya, que fabrica álcool.

O governo também planeja estender o suporte financeiro a outros 30 projetos de negócios para realocar a fabricação de máscaras e de autopeças da China e de outros lugares para países do sudeste asiático como Vietnã e Tailândia.

Os subsídios provavelmente somarão cerca de 70 bilhões de ienes ($650 milhões). O governo deve publicar os nomes dos beneficiários do subsídio na semana que vem.
Fonte: Portal Mie com NHK

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Saiba mais sobre a Indústria 4.0 e como ela afetará os trabalhadores no Japão

O termo Indústria 4.0 foi cunhado na Alemanha e diz respeito à quarta revolução do processo produtivo
trabalhadores no Japão

Os processos produtivos na história passaram por três revoluções: a mecânica, a elétrica e a da automação. Mas agora chegou a vez da quarta revolução.

É a chamada indústria 4.0, que em termos bem simples pode ser definida como “fábrica inteligente”, isto é, todo seu processo produtivo – seja de que área for – envolve a integração de banco de dados de alta tecnologia, inteligência artificial e equipamentos ligados à internet das coisas.

Embora pareça um tema distante, em algum aspecto afetará a forma de trabalhar de todos, especialmente no Japão.

Alguns brasileiros no Japão estão bastante integrados ao assunto, como é o caso de Anderson Miyada, formado em ciência da computação no Brasil e que trabalha atualmente como técnico em melhoria no sistema produtivo (kaizen) e programação para automação de máquinas.

Outro profissional é Clayton Noboro Yugue, de Nagoia (Aichi), engenheiro de desenho assistido por computador (CAD, na sigla em inglês) e fundador da empresa de tecnologia Aliena Corporation.

Miyada conta que quando a Alemanha lançou seu plano de indústria 4.0, a proposta foi considerada inovadora e atraiu a atenção de grandes indústrias. De certa forma, ele ressalta que essa ideia também já vinha sendo discutida em outros países.

Como funciona?
Na indústria 4.0 uma fábrica produz determinada peça ou produto numa linha de produção totalmente integrada, desde a compra dos insumos à sua fabricação e distribuição, tendo um mínimo de interferência humana.

“E a indústria automobilística é a que está mais à frente”, explica Miyada.

 “O transporte público ferroviário no Japão também está avançado. Um exemplo é a Japan Railways (JR), que coordena todas as operações por um sistema inteligente. É uma empresa que sempre busca inovar”, acrescenta Yugue.

No cotidiano de uma empresa classificada como indústria 4.0, uma central coleta os dados gerados pelas máquinas situadas nas diferentes fases da linha de produção. Esses dados são analisados pela Inteligência Artificial (IA).

Através da IA torna-se possível arquitetar os ajustes necessários na fabricação do produto.

Este sistema conta ainda com a chamada rede neuronal integrada (que permite às máquinas aprenderem novos padrões, adaptando-se a mudanças e imitando processos humanos), ligado com a internet das coisas (isto é, todo equipamento conectado à rede mundial de computadores), tornando mais rápido todas as fases da produção e menos sujeito a erros.

Japão 
Em abril de 2016 o governo japonês aprovou o 5º Plano Básico de Ciência e Tecnologia que envolve principalmente o desenvolvimento do que as autoridades chamam de sociedade inteligente envolvendo as empresas do futuro.

Batizada de sociedade 5.0, ela é marcada pelo uso total de inovações tecnológicas, incluindo a internet das coisas, inteligência artificial e big data, que estão incluídas como requisitos para a indústria 4.0.

As autoridades japonesas consideram que esse sistema trará uma nova forma de sabedoria para a sociedade e os processos produtivos.

Pesquisas do setor indicam que a empresa japonesa Fanuc está na dianteira da automação, com cerca de 400 mil robôs instalados.

Ela é seguida pela também japonesa Yaskawa, que está empatada com a Asea Brown Boveri (empresa sueca), cada uma com aproximadamente 300 mil.

Entre outras empresas com cerca de 100 mil robôs nas fábricas estão as japonesas Kawasaki, Nachi, Kuka, Denso, Mitsubishi e Epson.

Esses robôs não têm exatamente a forma humanoide, como nos filmes de ficção, mas são máquinas autônomas que reduzem a interferência humana em processos industriais.

E os trabalhadores? 
Pelo alto custo de transformação das atuais empresas nesse conceito da quarta revolução, talvez demore um tempo até que todas se encaixem nessa nova realidade. Mas até lá, muitas pessoas terão que se adaptar ao futuro que já desponta no horizonte.

“Mas isso também vai depender do grau de autonomia que os equipamentos terão segundo as regras de cada empresa”, acrescenta Miyada, referindo-se à necessidade de uma maior ou menor interferência humana na indústria 4.0.

Em uma fábrica de Shizuoka, que produz peças de precisão, por exemplo, um computador fica diante de cada funcionário encarregado de dar o toque final no produto.

Se o trabalhador pegar uma ferramenta errada, um aviso aparecerá na tela.

Segundo Yugue, existem fábricas em que a kensa (inspeção de qualidade) é feita com microscópio que vem com um programa que analisa cada peça.


O fato é que as pessoas precisarão desenvolver certas habilidades requeridas por empresas para se encaixarem no perfil de indústria 4.0.

“O comum será o profissional ter conhecimento de programação, robótica, dominar linguagem de programação, eletrônica, eletricidade, mecatrônica”, explica Miyada, citando que já existem indústrias exigindo de novos trabalhadores conhecimentos técnicos nestas áreas, num indicativo de que no futuro o trabalho repetitivo deixará de ser feito por pessoas.

Mas Miyada avisa que há outros aspectos a considerar.

Para se dar bem nessas empresas o funcionário precisará saber trabalhar em equipe, ser mais sociável e resolver problemas.

“Além disso, precisa dominar o sistema de kaizen, que busca a melhoria da produção. E como a tecnologia se renova a todo instante, a pessoa tem que estudar sempre e se tornar adaptável”, garante.

Não só as indústrias serão afetadas por essa nova onda, mas também outras áreas.

Miyada acredita que por mais que todos os processos sejam automatizados e distanciados da interferência humana, ainda assim haverá espaço para quem tiver habilidade manual.

Ele lembra: “Por mais que a máquina trabalhe, ainda será preciso o toque especial de alguém”.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Exportações e importações do Japão têm a maior queda em 10 anos

O impacto do vírus provavelmente continuará a ser visto nas importações e exportações em junho, disse oficial do ministério das finanças
Exportações e importações do Japão

As exportações e importações do Japão registraram em maio as maiores quedas em mais de 10 anos, refletindo enfraquecimento rápido na demanda doméstica e do exterior, enquanto a pandemia de coronavírus continuou a travar as atividades econômicas globalmente, mostraram dados do governo na quarta-feira (17).

As exportações caíram 28,3% ante o ano anterior para ¥4,18 trilhões, a queda mais acentuada desde um declínio de 30,6% em setembro de 2009 após a crise financeira global, de acordo com um relatório preliminar do Ministério das Finanças. As exportações tiveram queda pelo 18º mês consecutivo.

Por item, exportações de carros diminuíram 64,1%, a maior queda desde abril de 2011 quando mergulharam 67,1% após o massivo terremoto e tsunami no mês anterior no nordeste do Japão terem forçado uma interrupção na produção. O número mais recente seguiu uma queda de 52,6% em abril.

As exportações de peças de carros despencaram 57,6%.

As importações em geral caíram 26,2%, para ¥5,02 trilhões, também registrando o maior declínio desde outubro de 2009 quando elas diminuíram 35,5%, com compras de fontes de energia como petróleo bruto e aeronaves encolhendo, disse o ministério. O número teve queda pelo 13º mês consecutivo.

Em abril, as importações tiveram uma queda mais moderada de 7,1%, refletindo uma recuperação nas compras da China, cuja economia estava recomeçando após o primeiro surto do vírus do mundo.

O déficit comercial em maio situou-se a ¥833,39 bilhões, marcando o segundo mês consecutivo no vermelho.

“É difícil prever desenvolvimentos iminentes, mas dada a atual situação nacional e internacional, o impacto do vírus provavelmente continuará a ser visto nos números de importações e exportações em junho”, disse um oficial do ministério aos repórteres.

O crescimento do Japão depende em sua maioria de comércio e turismo, todos os quais vêm sendo duramente afetados por restrições de viagens, pedidos para as pessoas ficarem em casa e distanciamento social destinados a reduzir a propagação da Covid-19.

O Japão já entrou em recessão, definida como dois trimestres seguidos de contração. A terceira maior economia do mundo já havia desacelerado no trimestre final do ano passado ante do vírus ter alcançado a escala de pandemia. O atual trimestre, até o fim de junho, deve ter uma outra contração.
Fonte: Portal Mie com Japan Times

terça-feira, 9 de junho de 2020

Japão aprova mudanças na lei para combater condução perigosa de bicicletas

Algumas das proibições são frear bruscamente ou bloquear o caminho
lei para combater condução perigosa de bicicletas

O governo do Japão aprovou nesta terça-feira (9) uma ordem de execução da lei de trânsito recentemente revisada para combater o uso de bicicletas de forma perigosa.

A ordem de execução proibirá ações como tocar a campainha para incomodar outros ciclistas, frear desnecessariamente e bloquear o caminho, publicou a Kyodo News.

A nova ordem entrará em vigor em 30 de junho, juntamente com os regulamentos sobre a condução imprudente de automóveis.

Ciclistas com 14 anos ou mais serão obrigados a fazer um curso de segurança no trânsito se violarem as regras duas vezes dentro de três anos.

Uma multa de até 50.000 ienes será aplicada se eles não seguirem o curso.

Em meio ao surto de coronavírus, mais pessoas estão pedalando para trabalhar para evitar o transporte público.

Além disso, os serviços de entrega de alimentos estão aumentando à medida que as pessoas se abstêm de comer em restaurantes.

No ano passado houve 26.687 incidentes envolvendo ciclistas que trafegaram de forma perigosa, mas apenas 328 infratores fizeram o curso de segurança, de acordo com a Agência Nacional de Polícia.

Em todo o Japão, em 2019, foram registrados 80.473 acidentes de trânsito envolvendo bicicletas, deixando 433 mortos, segundo a polícia.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Osaka começa a liberar gradualmente volta ao trabalho na província

A decisão afeta empresas, universidades e outras instituições acadêmicas
Osaka

A província de Osaka começará a liberar gradualmente o funcionamento de empresas e de outros setores da sociedade que estão temporariamente fechados para conter a disseminação do coronavírus.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (14) depois que Osaka cumpriu os critérios estabelecidos de forma independente para suspender a solicitação, noticiou a NHK.

A província removerá neste sábado (16) a suspensão de atividades realizadas por universidades e outras instituições acadêmicas, museus, bibliotecas, instalações comerciais, teatros e cinemas.

A solicitação também valerá para instalações de lazer, esporte e lazer, se o espaço total for inferior a 1.000 metros quadrados. Estão incluídas na medida salas de pachinko e cibercafés.

Pubs e restaurantes deverão fechar às 22h e parar de oferecer bebidas alcoólicas às 21h.

A província manterá a suspensão de atividades para bares, locais de música ao vivo, academias e outros tipos de empresas onde as infecções por aglomeração foram confirmadas.

A solicitação também permanecerá em vigor para os organizadores e operadores dos locais dos eventos, exceto os espaços alugados para reuniões.

Osaka criará diretrizes específicas para os operadores de empresas e instalações para impedir a propagação de infecções.

A decisão encerrar a suspensão das atividades até então vigente ocorreu após Osaka atender a três critérios por sete dias consecutivos.

De acordo com os critérios, deve haver menos de 10 novos casos não rastreáveis por dia; a porcentagem de casos positivos entre os testados para o vírus deve ser menor que 7%; e a taxa de ocupação de leitos hospitalares para pacientes em estado grave deve ser abaixo de 60 por cento.

Osaka planeja preparar outro conjunto de condições para atenuar ou suspender a solicitação de fechamento temporário de empresas e instalações que continuarão a ser cobertas por ela.

A província considera também relaxar a solicitação se o governo central elevar o estado de emergência em Osaka.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Japão poderá levantar o estado de emergência antes do prazo, diz Suga

Algumas escolas já retomaram as aulas, como em Tottori e Aomori
estado de emergência

O governo do Japão poderá levantar o estado de emergência em todo o país antes do final deste mês, mesmo em províncias que estão em "alerta especial", como Tóquio e Osaka.

Segundo noticiou a NHK, Yoshihide Suga, secretário-chefe do gabinete do primeiro-ministro Shinzo Abe disse a repórteres nesta quinta-feira (7) que especialistas analisarão e avaliarão por volta de 14 de maio o número de casos de Covid-19, bem como a disponibilidade de assistência médica em cada região.

Ele disse que se os especialistas decidirem que a declaração de emergência pode ser levantada antes de 31 de maio, o governo fará isso independentemente da situação das províncias.

Escolas
Enquanto isso, cerca de 140 estudantes retornaram às aulas em uma escola primária na província de Tottori, que estava fechada desde 27 de abril.

"Eu estava em casa e entediado, então estou feliz (por estar de volta)", disse um garoto da terceira série, que não quis ser identificado.

"Mal posso esperar para almoçar e ver meus amigos", acrescentou.

Masafumi Kohara, pai de dois meninos que frequentam outra escola primária na província, disse que as escolas são "precisamente" o tipo de local que as pessoas foram aconselhadas pelo governo a evitar.

"Não sei o que é certo", disse Kohara, de 34 anos.

Um total de 76 escolas administradas pelo governo da província de Aomori também reabriu após fechar temporariamente em 20 de abril.

Na cidade de Aomori, vários estudantes do ensino médio que usavam máscaras foram para a escola de bicicleta ou foram deixados de carro. Eles foram vistos conversando com amigos que estavam esperando por eles.

"Estou feliz que eles tenham reaberto, pois posso ver meus amigos novamente", disse o estudante Raimu Fujita, 16 anos.

"No entanto, estudar será um pouco complicado."
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 9 de março de 2020

Japão planeja dar ¥4.100 por dia a pais autônomos afetados por suspensão de aulas

O governo também vai ajudar trabalhadores assalariados por meio de subsídios às empresas
Governo vai ajudar trabalhadores assalariados por meio de subsídios às empresas

O governo japonês planeja dar uma ajuda de ¥4.100 por dia a pais autônomos e freelancers que tiveram o trabalho afetado pela suspensão das aulas dos filhos nas escolas, informou a emissora TBS nesta segunda-feira (9).

A categoria de trabalhador autônomo inclui pessoas que têm um pequeno negócio e atuam por conta própria, sem vínculo empregatício. Freelancers são profissionais que oferecem seus serviços a empresas e instituições, como fotógrafos, redatores, designers e outros tipos de funções.

O primeiro-ministro Shinzo Abe pediu às autoridades locais o fechamento de todas as escolas (shougakkou, chuugakkou e koukou) a partir de 2 de março até as férias de primavera, em uma tentativa de conter a propagação do coronavírus.

Os autônomos e freelancers precisarão cumprir alguns requisitos para receber a ajuda, mas os detalhes só serão divulgados na terça-feira (10), juntamente com um pacote extra de ¥270 bilhões.

Ajuda a pais assalariados
O governo também vai ajudar os trabalhadores assalariados - efetivos, não efetivos e de meio período - que precisarem faltar durante a suspensão das aulas, em forma de pagamento de subsídios às empresas.

Os empregadores que pagarem o salário-base integral aos funcionários, independente do valor, receberão subsídios de até ¥8.330 por dia de folga dos pais que ficarem em casa para cuidar dos filhos.

Seria como uma espécie de férias remuneradas: os pais poderão faltar sem ter perdas salariais, mas somente as empresas que concordarem em pagar os dias parados aos funcionários estarão aptas a receber os subsídios do governo, independente do número de funcionários e do setor de atuação.

A medida, que também será divulgada oficialmente na terça-feira, será válida para pais que folgarem por qualquer número de dias no período de 27 de fevereiro a 31 de março.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Punição mais severa no Japão por dirigir com celular: saiba o que muda em dezembro

O valor das multas vai triplicar, assim como o número de pontos perdidos na habilitação
 legislação de trânsito no Japão

O governo japonês determinou nesta sexta-feira (13) que entrará em vigor em 1º de dezembro deste ano uma alteração da legislação de trânsito que torna mais rigorosa a punição para quem dirigir mexendo no telefone celular ou em outros dispositivos, informou a emissora NHK.

O movimento que deu origem às mudanças na legislação de trânsito, aprovadas em maio, surgiu após um acidente fatal em 2016. Um menino de 9 anos morreu depois de ser atropelado por um caminhão cujo motorista estava jogando Pokémon Go no celular.

A partir de dezembro, o valor das multas por dirigir mexendo no celular vai triplicar, assim como o número de pontos perdidos na carteira de habilitação.

A punição para motoristas com celular que causam acidentes ou oferecem grande perigo no trânsito também ficará mais severa.

De acordo com as novas determinações, os casos de condução que representam uma ameaça no trânsito seriam excluídos de qualquer forma de tratamento especial que permitiria aos motoristas infratores escapar de uma acusação criminal pagando uma multa.

Segundo a Agência Nacional de Polícia, o Japão registrou no ano passado 2.790 acidentes causados por motoristas que dirigiam e mexiam no celular ao mesmo tempo.

O que muda a partir de dezembro 
Punição por dirigir mexendo no celular
- Aumento da multa de ¥6 mil para ¥18 mil (veículos comuns), de ¥6 mil para ¥15 mil (veículos de duas rodas), de ¥7 mil para ¥25 mil (veículos de grande porte) e de ¥5 mil para ¥12 mil (veículos motorizados de até 50 cilindradas)
- Aumento do número de pontos da habilitação de 1 para 3

Em caso de reincidência
- Multa de até ¥100 mil ou prisão de até 6 meses

Oferecer grande perigo no trânsito ou causar acidentes por causa de celular
- Aumento da multa de ¥50 mil para ¥300 mil
- Aumento do tempo de prisão de 3 meses para até 1 ano
- Aumento do número de pontos da habilitação de 2 para 6
- A carteira de habilitação do infrator pode ser suspensa por até 30 dias
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Entrada de mais trabalhadores estrangeiros no Japão é apoiada por 47% das empresas, mostra pesquisa

O governo japonês planeja criar um novo status de visto de cinco anos
 trabalhadores estrangeiros no Japão

A aceitação de mais trabalhadores estrangeiros em áreas onde o Japão está enfrentando escassez de mão de obra foi apoiada por 47 por cento das 1.005 empresas entrevistadas em uma pesquisa do jornal Mainichi realizada por telefone entre os dias 6 e 7 de outubro. Trinta e dois por cento foram contra a ideia, enquanto 22 por cento optaram por não responder à pergunta.

O governo japonês planeja criar um novo status de visto de cinco anos para trabalhadores estrangeiros a partir do próximo ano. As opiniões estavam divididas quanto a permitir ou não que esses estrangeiros ficassem no Japão por um período ilimitado de tempo.

Enquanto 40% apoiaram a ideia de um limite de tempo irrestrito, 38% foram contra. Os 21 por cento restantes não responderam. O governo não tem planos de estender o visto do período atualmente planejado de cinco anos.

Entre aqueles que são a favor mais trabalhadores estrangeiros em setores como construção e cuidados a idosos, 63% apoiaram permanência ilimitada, enquanto 32% desaprovaram tal opção. Os números foram invertidos entre aqueles contra a expansão da aceitação de trabalhadores estrangeiros, com 28% para permanência ilimitada e 67% contra.

Os resultados da pesquisa sugerem que o governo deve fornecer explicações detalhadas e cuidadosas dos projetos de lei relacionados aos trabalhadores estrangeiros que pretende apresentar durante a sessão extraordinária do Parlamento, programada para o próximo dia 24.
Fonte: Alternativa com Reuters