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terça-feira, 11 de maio de 2021

Panasonic anuncia retirada da produção nacional de TV

A Panasonic, que lançou a tevê a cores em 1960, e já foi uma das maiores do segmento, anunciou a retirada da produção nacional

Panasonic
Na segunda-feira (10) a Panasonic informou que encerrou a produção nacional dos aparelhos de tevê OLED (eletroluminescência orgânica ou LED orgânico), levando-a para o exterior. 

Essa produção estava na planta de Utsunomiya (Tochigi), encerrada no final de março deste ano. O motivo da desistência é que o custo era alto devido à pequena produção, o que levou à queda na lucratividade. Também encerrou no Vietnã e na Índia.

A planta de Tochigi permanecerá como base de desenvolvimento dos métodos de fabricação dos televisores e produção de peças de reparo.

Informou que concentrará as produções na Malásia e República Tcheca, além de terceirizar a produção dos aparelhos menores para uma indústria da China.

A Panasonic começou a produção doméstica de televisores em 1952 durante a antiga era Matsushita Electric Industrial e vendeu mais de 20 milhões de unidades em todo o mundo, no seu auge em 2010. Lançou a tevê a cores em 1960. Desde muito tempo o segmento de aparelhos de tevê foi o carro-chefe da fabricante.

No entanto, devido à forte concorrência de preços com fabricantes sul-coreanos e chineses, foi forçada a se retirar da atividade da tevê de plasma, em 2014.

Declínio dos fabricantes japoneses
No ano fiscal de 2020 mais recente, as vendas globais dos aparelhos de tevê caíram para 3,6 milhões de unidades.

A Panasonic quer melhorar sua lucratividade revisando seu sistema de produção em todo o mundo. A retirada da produção doméstica tornou-se um símbolo do declínio dos fabricantes japoneses de televisores.

A Hitachi, que produzia aparelhos com a marca Wooo, interrompeu a produção em 2012. A Toshiba vendeu sua produção doméstica, da marca Regza, para um fabricante chinês há três anos. Além disso, a Sharp interrompeu a produção de TVs LCD em sua fábrica na província de Tochigi há três anos.

Continuam em atividade o Grupo Sony, com planta em Inazawa (Aichi) e Mitsubishi Electric, com fábrica em Nagaokakyo (Quioto). 
Fonte: Portal Mie com NHK e Nikkei

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Nissan suspende operações em linhas de produção de fábricas no Japão

Suspensão das operações em linhas de produção no Japão se deve à interrupção nas redes de fornecimento de peças vindas da China
Nissan Motor

De acordo com informações divulgadas pela rede NHK, a Nissan Motor suspenderá operações de linhas de produção de uma fábrica na província de Tochigi na terça-feira (3) devido a uma interrupção na rede de fornecimento da China. A empresa produz carros de luxo nessa planta.

A Nissan também suspendeu a produção em suas duas fábricas na província de Fukuoka nesta sexta-feira (28). Oficiais dizem que ambas as plantas voltarão às operações normais no dia seguinte. Além disso, a produção dependerá de fornecimentos da China.

Outras montadoras estão no mesmo barco. A Honda, Mazda e Suzuki, todas, tiveram que reduzir a produção.
Fonte: Portal Mie com NHK

sábado, 21 de outubro de 2017

Shiseido construirá primeira fábrica no Japão em 36 anos

Para atender a demanda com o aumento das vendas para estrangeiros, a Shiseido vai construir sua primeira fábrica em 36 anos na província de Tochigi
A Shiseido Co. investirá cerca de 40 bilhões de ienes ($353 milhões) na construção de sua primeira fábrica em 36 anos para atender a crescente demanda por parte dos (turistas) estrangeiros, anunciou a gigante dos cosméticos na quinta-feira (19).

A fábrica será construída em Otawara (Tochigi) e poderá ser aberta no ano fiscal de 2019.

Ela é projetada para satisfazer a crescente demanda por produtos da Shiseido tanto no Japão quanto no exterior, disse a empresa, salientando que as vendas para estrangeiros são particularmente sólidas.

Loções e outros produtos para pele vendidos em farmácias nacionais e outros locais serão produzidos nessa fábrica de Tochigi, que ocupará uma área de 38 mil metros quadrados.

A Shiseido tem observado que suas vendas para turistas do exterior, principalmente os da China, estão crescendo de forma substancial.

Cerca de um quarto das vendas globais da Shiseido na primeira metade deste ano foram para clientes chineses.
Fonte: Portal Mie com Asahi