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sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Fabricantes japonesas reduzirão dependência de fornecedores da China, mostra pesquisa

Cinquenta e três por cento buscam alternativas, visto que riscos de Taiwan e da Covid pesam

Fábrica de equipamentos de proteção pessoal na China
Mais da metade de fabricantes japonesas planejam reduzir a dependência de fornecedores chineses, visto que as companhias buscam construir mais redes flexíveis em meio às crescentes tensões entre EUA e China, descobriu uma pesquisa do site Asia Nikkei.

O Asia Nikkei conduziu uma pesquisa com redes de fornecimento em meados de novembro e recebeu respostas de 79 de 100 grandes fabricantes japonesas abordadas.

De acordo com os resultados, 78% das companhias disseram que o risco na obtenção de peças e materiais da China aumentou comparado há 6 meses.

Cinquenta e três por cento das empresas disseram que reduziriam a proporção de fornecimento da China em sua produção global. Especificamente, 60% das empresas que trabalham com maquinários, 57% das automotivas e químicas e 55% de eletrônicas disseram que fariam isso.

Como razões para reduzir a dependência chinesa, 80% das companhias citaram preocupações com uma emergência em Taiwan, enquanto 67% citaram a política zero Covid da China para conter o coronavírus através de lockdowns e outras medidas rigorosas.

Daquelas que disseram que reduziriam a dependência de fornecedores na China, cerca de 86% citaram o Japão como uma país de fonte alternativa, antes da Tailândia (76%) e outras nações no Sudeste Asiático.

Além do iene fraco, companhias japonesas parecem ver a produção doméstica como relativamente mais vantajosa do que a no exterior devido a aumentos salariais domésticos mais lentos.

A Panasonic transferiu parte de sua produção de aspiradores de pó e outros produtos da China para o Japão.

Já a Kirin Holdings está considerando diversificar sua obtenção de ácido cítrico, incluindo compras da Tailândia e de outros países.
Fonte: Portal Mie com Asia Nikkei

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Novos casos de Covid fazem Toyota suspender produção noturna de fábrica em Aichi

A produção de cerca de 660 veículos deve ser afetada pela paralisação

Toyota Motor
A Toyota Motor disse que suspendeu as operações do turno da noite a partir de segunda-feira (8) em uma linha de produção na fábrica de Tsutsumi, na cidade de Toyota (Aichi), devido a novos casos de Covid-19 entre seus funcionários.

A suspensão ocorre quando a montadora japonesa procura aumentar sua produção a sério depois que os lockdowns na China e uma escassez global de chips a forçaram a reduzir repetidamente a produção no trimestre de abril a junho, ficando cerca de 10% abaixo da meta inicialmente planejada.

Ao menos 16 trabalhadores na fábrica de Tsutsumi testaram positivo para Covid-19 na linha 1, tornando difícil para a empresa garantir funcionários suficientes para as operações, informou a empresa em comunicado na terça-feira.

A produção de cerca de 660 veículos seria afetada pela suspensão na segunda e na terça-feira, disse um porta-voz à Reuters, incluindo modelos como Corolla e Prius.

Em relação ao turno da noite desta quarta-feira, a Toyota disse que iria decidir no decorrer do dia se a produção seria retomada.

A montadora suspendeu as operações noturnas na unidade de Takaoka, cidade de Toyota, por dois dias pelo mesmo motivo no final de julho.

A maior montadora do mundo em vendas manteve sua meta de produção global de 9,7 milhões para o ano fiscal que termina em março de 2023, dizendo que a produção e as vendas estão no caminho da recuperação a partir deste mês.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Suzuki suspenderá produção em fábricas de Kosai e Makinohara, na província de Shizuoka

A fabricante de carros alega falta de peças após casos de Covid entre fornecedores

Suzuki
As fábricas da Suzuki nas cidades de Kosai e Makinohara, na província de Shizuoka, suspenderão a produção neste sábado (22). O anúncio foi feito pela fabricante nesta sexta-feira (21), publicou o jornal Keizai. 

A empresa alegou que funcionários de fornecedores de peças foram confirmados como infectados pelo coronavírus e isso afetou o fornecimento de peças de reposição. 

A Suzuki não informou o quanto isso afetará, mas o setor de Relações Públicas da empresa disse que a produção poderá ser recuperada durante este prazo.

A unidade de Kosai produz os minicarros "Spacia" e "Hustler", enquanto a fábrica Sagara, de Makinohara, fabrica os compactos "Swift" e "Solio".

Nos dias 6 a 8 deste mês a unidade de Kosai, da Suzuki, interrompeu sua operação noturna em algumas linhas após casos de Covid no Sudeste Asiático e também devido à estagnação na fabricação de peças. 
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Toyota pretende recuperar em dezembro produção reduzida por falta de peças, dizem fontes

Os embarques de componentes podem ajudar a montadora a recuperar cerca de um terço da produção

Toyota
A Toyota Motor quer recuperar em dezembro a produção reduzida pela escassez de componentes, após uma recuperação nos embarques de fornecedores atingidos pela pandemia do coronavírus.

Os embarques podem ajudar a montadora a recuperar cerca de um terço da produção perdida por interrupções no fornecimento, disseram três fontes familiarizadas com os planos.

No mês passado, a Toyota cortou sua meta de produção para este ano fiscal, que termina em março de 2022, em 300.000 veículos, para 9 milhões de unidades, porque o aumento das infecções de Covid-19 desacelerou o trabalho nas fábricas de peças na Malásia e no Vietnã, agravando a escassez global de chips que a forçou a reduzir a produção, assim como outras montadoras.

A Toyota pediu aos fornecedores que compensassem a perda de produção para que pudesse montar 97.000 veículos adicionais entre dezembro e o final de março, com alguns considerando turnos adicionais de fim de semana para cumprir o pedido, disseram as fontes.

"Nada ainda foi decidido sobre os planos de produção para além de novembro", disse um porta-voz da Toyota.

"As taxas de infecção de Covid-19 no Sudeste Asiático estão caindo drasticamente e as preocupações das pessoas sobre o risco de produção estão diminuindo", disse Takashi Miyao, pesquisador da Carnorama, consultor da indústria automotiva. “Parece que a indústria está saindo de um túnel”, acrescentou.

A Toyota, que havia fortalecido sua cadeia de suprimentos contra interrupções após o terremoto de 2011 que devastou a costa nordeste do Japão, foi a última das principais montadoras a rever seus planos de produção devido à escassez de peças. A pandemia forçou o fechamento das fábricas de componentes e, ao mesmo tempo, aumentou a demanda por semicondutores de que as montadoras precisavam, já que as pessoas forçadas a ficar em casa compravam tablets e outros dispositivos eletrônicos.

Com poucas peças, as montadoras não conseguiram tirar proveito da recuperação da demanda por carros em mercados importantes, como a China. As vendas de veículos lá em setembro caíram um quinto em relação ao ano anterior.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Volume de produção da Honda chega a 40% entre agosto e setembro e será de 70% no mês 10

A empresa alega falta de componentes automotivos, como é o caso de semicondutores

Honda Motor
A Honda Motor Co. disse nesta terça-feira (21) que suas fábricas de automóveis no Japão operaram com 40% da capacidade em agosto e setembro. O motivo é a escassez de semicondutores e outros componentes causada pela pandemia da COVID-19.

Em um comunicado à imprensa em seu site, a Honda disse que a produção no início de outubro deve se recuperar para 70% da capacidade.

"Estamos fazendo o que podemos para minimizar o impacto na produção, mas a situação continua incerta", disse a empresa japonesa.

Nesta semana, a Honda também anunciou que lançará o primeiro site de venda online de carros novos no Japão no próximo mês, segundo a NHK. 

O objetivo da medida é evitar o sistema de vendas que vem vigorando nas lojas, de contato entre vendedores e clientes, em razão da pandemia do coronavírus. 

O site terá informações para compra de automóveis, cotações, contratos entre outras informações. 

Com isso a Honda espera conquistar também novos clientes, especialmente a geração mais jovem.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Crescimento da economia do Japão acelerará somente no fim do ano, dizem economistas

O crescimento no atual trimestre será mais lento do que o esperado

economia do Japão
A economia do Japão crescerá neste trimestre em um ritmo muito mais lento do que o esperado, já que o ressurgimento das infecções por coronavírus está prejudicando o ímpeto de recuperação, revelou uma pesquisa da Reuters.

Mas os analistas preveem que o crescimento vai acelerar no final do ano, já que a esperança de uma alta nos gastos em meio a uma expansão da distribuição de vacinas permitirá que a economia se livrar do arrasto da pandemia.

Esperava-se que a economia crescesse 2,7% anualizado no trimestre julho-setembro, de acordo com a pesquisa de 2 a 11 de agosto com cerca de 40 economistas. Isso foi bem abaixo da expansão de 4,2% projetada no mês passado e de 4,8% de crescimento previsto em junho.

O governo vai divulgar uma estimativa preliminar de crescimento do produto interno bruto para abril-junho na segunda-feira (16), que os analistas esperam chegar a 0,5% anualizado. Isso foi um pouco acima da previsão anualizada de 0,4% no mês passado, embora a previsão de crescimento trimestre a trimestre ainda tenha ficado inalterada em 0,1%.

"Um atraso na recuperação do consumo privado, especialmente centrado na indústria de serviços, representa um risco de queda para a economia", disse o economista da Barclays Securities, Kazuma Maeda.

A economia do Japão encolheu anualizados 3,9% no primeiro trimestre e sua recuperação ficou atrás de outras nações avançadas, já que o lançamento tardio da vacina e a falta de gastos em serviços minaram o ímpeto.

Mais de 80% dos analistas entrevistados disseram que era alta a probabilidade de que novas variantes da Covid-19 e o recente aumento da infecção do coronavírus atrasassem a recuperação econômica do país, com a maioria deles esperando um atraso de cerca de três meses.

"Certamente o número recorde de casos resultará em cautela adicional do consumidor e forçará o governo a manter as restrições por mais tempo", disse Marcel Thieliant, economista sênior da Capital Economics.

A previsões da pesquisa mostraram que o crescimento econômico aceleraria para 5,4% anualizado em outubro-dezembro e ficaria em 3,2% nos primeiros três meses do próximo ano, ante 4,6% e 2,7%, respectivamente, projetados no mês passado.

A previsão para o ano fiscal atual foi cortada para 3,5% de crescimento, de 3,6% esperados anteriormente, enquanto a do próximo ano fiscal foi elevada para 2,7%, de 2,6%.

Os preços básicos ao consumidor, que excluem os preços voláteis dos alimentos frescos, devem crescer apenas 0,3% neste ano fiscal, inalterado em relação ao mês passado, mostrou a pesquisa.

Os respondentes foram unânimes em dizer que o Banco do Japão (BOJ) manteria sua meta de taxa de juros de curto prazo em -0,1% e a meta de rendimento de títulos de 10 anos em torno de 0% em sua reunião de política entre 21 e 22 de setembro.

Quase 90% dos analistas na pesquisa esperavam que o BOJ relaxasse sua política monetária quando fizer seu próximo movimento, embora eles estivessem divididos sobre o que o banco central faria se eventualmente restringisse sua estrutura de política.

As opções mais amplamente esperadas eram que o BOJ ajustasse sua orientação futura, aumentasse a meta de rendimento de 10 anos ou acabasse com sua política de taxas negativas e aumentasse as taxas de juros de curto prazo, mostrou a pesquisa, inalterada em relação ao mês passado.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Toyota suspenderá operações de fábrica de subsidiária por falta de peças

As operações na planta de Fujimatsu da Toyota Auto Body em Aichi seriam suspensas em 29 e 30 de julho e de 2 a 4 de agosto

Fujimatsu da Toyota Auto Body
A Toyota disse na quinta-feira (22) que suspenderia temporariamente as operações na fábrica de uma subsidiária por um total de 5 dias devido a uma falta de peças resultado da pandemia de Covid-19 no Sudeste Asiático.

As operações na planta de Fujimatsu da Toyota Auto Body na província de Aichi seriam suspensas em 29 e 30 de julho e de 2 a 4 de agosto, disse a montadora em uma declaração.

A Toyota também suspendeu as operações em 3 fábricas na Tailândia nesta semana também devido a uma falta de peças causada pela pandemia de coronavírus no país no Sudeste Asiático, disse um porta-voz.

A paralisação na produção nessas 3 plantas tailandesas duraria até 28 de julho, e a Toyota decidiria separadamente se as fábricas retomarão as operações após essa data, acrescentou o porta-voz.

Na quarta-feira (22), a Honda disse que a companhia suspenderia a produção de carros em sua planta de Suzuka (Mie) por 5 dias no início de agosto devido a problemas no fornecimento relacionados à Covid-19 no Sudeste Asiático.
Fonte: Portal Mie com Nippon

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

BC do Japão melhora perspectiva de crescimento para próximo ano fiscal

No entanto, o banco central ofereceu uma visão mais desanimadora sobre o consumo

banco central do Japão
O banco central do Japão deixou inalterada sua política monetária na quinta-feira e melhorou a projeção econômica para o próximo ano fiscal, que começa em abril, mas alertou para os crescentes riscos às perspectivas uma vez que as medidas de emergência contra o coronavírus ameaçam a frágil recuperação.

O presidente do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, disse que a diretoria também discutiu a revisão de suas ferramentas de política monetária a ser feita em março, embora tenha dado poucas indicações sobre qual será o resultado.

"Nossa revisão não irá focar apenas em lidar com os efeitos colaterais de nossa política. Precisamos torná-la mais eficaz e ágil", disse Kuroda em entrevista à imprensa.

Como esperado, o banco central manteve suas metas sob o controle da curva de rendimentos em -0,1% para os juros de curto prazo e em torno de 0% para os rendimentos dos títulos de 10 anos.

Em novas projeções trimestrais, o Banco do Japão melhorou a previsão de crescimento para o próximo ano fiscal a uma expansão de 3,9% ante 3,6% há três meses, com base nas esperanças de que o enorme pacote de gastos do governo vai aliviar o impacto da pandemia.

Mas ofereceu uma visão mais desanimadora sobre o consumo, alertando que os gastos com serviços continuarão sob "forte pressão de baixa" devido ao novo estado de emergência adotado este mês.

"A economia do Japão está acelerando como tendência", disse o banco central no relatório.

Embora Kuroda tenha reiterado a prontidão do banco para aumentar o estímulo, ele mostrou esperanças de que as exportações robustas e a distribuição esperada das vacinas melhorem as perspectivas para a recuperação.

"Não acho que o risco de o Japão cair de volta em deflação seja alto", disse ele, sinalizando que o banco central ofereceu estímulo suficiente por enquanto para aliviar o impacto da Covid-19.

Muitos analistas esperavam que o Banco do Japão optasse pela manutenção da política monetária antes da revisão em março, que busca tornar suas ferramentas sustentáveis.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Honda fechará fábrica na Índia

A montadora japonesa está reduzindo a produção em 40% porque a pandemia de Covid-19 afetou as vendas de carros

Honda
A Honda Motor diminuirá a produção de veículos de 4 rodas na Índia em 40% e fechará uma de suas duas fábricas no país.

As vendas na nação no sudeste asiático foram afetadas pela pandemia de coronavírus, forçando as fábricas a operarem em capacidade inferior. Ao consolidar a produção em um único local, a montadora visa aumentar a eficiência.

A decisão ocorre quando a Honda busca reduzir o excesso de capacidade em todo o mundo a fim de aumentar a lucratividade de suas operações de veículos de 4 rodas.

A fábrica a ser fechada fica na Grande Noida, no estado de Uttar Pradesh, na periferia de Nova Déli. Ela foi inaugurada em 1997 e tem uma capacidade anual de 100 mil veículos. O carro subcompacto City é um dos principais produzidos na planta.

Toda a produção da Honda na Índia será integrada na fábrica mais nova de Tapukara no estado de Rajastão.
Fonte: Portal Mie com Asia Nikkei


quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Medidas mais fortes são necessárias no Japão para evitar estado de emergência, diz ministro

“Não devemos nos acostumar com o coronavírus e não devemos subestimá-lo”, disse a Associação Médica

estado de emergência
O ministro da Economia do Japão, Yasutoshi Nishimura, responsável pela resposta do governo à Covid-19, alertou que os recursos médicos estavam ficando limitados em partes do país e que as próximas três semanas seriam essenciais para impedir a disseminação do coronavírus, sem contar que medidas mais fortes contra a infecção são necessárias para evitar outro estado de emergência.

Na quarta-feira, Tóquio pediu a redução do horário de funcionamento de bares e restaurantes e pediu aos moradores que permaneçam dentro de casa o máximo possível em "ação intensa e concentrada" para controlar o aumento dos casos de coronavírus.

A medida, anunciada pela governadora de Tóquio, Yuriko Koike, vale também vale para karaokês e todos os estabelecimentos que servem bebidas alcoólicas, com horário de funcionamento até as 22h a partir do próximo sábado até 18 de dezembro.

Os estabelecimentos que fecharem mais cedo poderão receber uma ajuda única de até ¥400 mil.

As restrições são a tentativa mais recente do Japão de conter seu maior aumento de infecções, com contagens diárias nos últimos dias ultrapassando 500 em Tóquio. A cidade tinha 54 casos graves na quarta-feira, o maior desde a suspensão do estado de emergência em maio.

“Precisamos que todos cooperem para evitar uma maior disseminação do vírus de maneira forte e concentrada”, disse Koike em entrevista coletiva, após Tóquio confirmar 401 novos casos na quarta-feira.

"Sabemos que esta é uma época do ano extremamente importante para os empresários, mas se não pararmos agora, simplesmente continuará."

Koike destacou que durante um pedido semelhante para reduzir o horário comercial no verão, o número de casos caiu. Ela acrescentou que em muitas ocasiões as pessoas pegavam o vírus em restaurantes e bares e depois o levavam para casa, infectando familiares.

A cidade de Osaka, que está entre as áreas que lutam com um aumento semelhante de casos, e a cidade de Sapporo (Hokkaido) foram excluídas temporariamente da campanha de viagens do governo "Go To Travel".

Osaka também pediu aos bares e restaurantes para fechar às 21h, com o governador Ichiro Matsui dizendo que a medida era necessária para reduzir a carga sobre os trabalhadores de saúde, cujo número é limitado - uma visão ecoada por autoridades médicas.

“Não devemos nos acostumar com o coronavírus e não devemos subestimá-lo”, disse Toshio Nakagawa, da Associação Médica do Japão.

A campanha de turismo que oferece descontos em viagens e hospedagens faz parte dos esforços do primeiro-ministro Yoshihide Suga para impulsionar as economias regionais, mas foi criticada pelo risco de levar o vírus das principais cidades para o interior.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Produção das fábricas no Japão sobe 4%; taxa de desemprego fica estável

 O primeiro-ministro Yoshihide Suga deve anunciar na próxima semana um plano para medidas de estímulo

Produção das fábricas no Japão
A produção industrial do Japão aumentou pelo quarto mês consecutivo em setembro, enquanto a terceira maior economia do mundo continua a se livrar do peso da crise da Covid-19, em grande parte graças à melhora da demanda externa.

Dados separados mostraram que a taxa de desemprego em setembro se manteve estável, enquanto o número de empregos disponíveis por candidato caiu para o nível mais baixo desde o final de 2013.

Dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (30) mostraram que a produção das fábricas aumentou 4,0% em setembro em relação ao mês anterior, principalmente devido à força na fabricação de automóveis e máquinas de produção.

“As economias internacionais, especialmente a China, estão se recuperando e as exportações do Japão estão crescendo”, disse Hiroshi Miyazaki, economista sênior da Mitsubishi UFJ Morgan Stanley Securities.

“A recuperação na indústria automobilística e no setor de componentes de alta tecnologia, cuja produção segue em linha com as exportações, é a força motriz geral.”

O salto superou a previsão média do mercado de um ganho de 3,2% em uma pesquisa da Reuters com economistas, e em comparação com um aumento revisado para baixo de 1,0% em agosto.

Os fabricantes consultados pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI) esperam que a produção cresça 4,5% em outubro e 1,2% em novembro.

A economia registrou sua pior contração do pós-guerra no segundo trimestre devido à pandemia de coronavírus, mas tem se recuperado gradualmente. Os dados do produto interno bruto com vencimento em 16 de novembro devem mostrar um retorno ao crescimento nos três meses até setembro, graças em parte a uma recuperação nas exportações e na produção.

Mas alguns analistas alertaram que os gastos de capital provavelmente prejudicarão o crescimento do terceiro trimestre, já que as empresas são forçadas a adiar os investimentos devido ao forte impacto da Covid-19 sobre os lucros corporativos.

“Os gastos de capital geralmente se recuperam mais lentamente do que a produção”, disse Miyazaki. “Possivelmente reduzirá o crescimento do terceiro trimestre.”

A produção de bens de capital, que é um indicador da saúde dos gastos de capital, cresceu apenas 2,6% em relação ao mês anterior, após queda acentuada de 4,5% em agosto.

O primeiro-ministro Yoshihide Suga anunciará na próxima semana um plano para medidas de estímulo extras para acelerar a recuperação, disseram quatro fontes do governo e do partido governista à Reuters esta semana.

Embora o tamanho do pacote ainda não tenha sido decidido, alguns legisladores do partido governista já pediram um de cerca de ¥10 trilhões (US$ 95,51 bilhões), incluindo medidas para estimular a demanda doméstica.

A taxa de desemprego no Japão ficou estável em 3,0% em setembro, mostraram dados governamentais separados, ficando abaixo da estimativa de 3,1%.

A relação empregos/candidatos caiu para 1,03 em setembro, após a marca de 1,04 no mês anterior, atingindo seu nível mais baixo desde dezembro de 2013.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Mais de 2 milhões de pessoas perderam emprego no Japão em agosto, diz governo

 A taxa de desemprego ajustada sazonalmente subiu para 3,0%

emprego no Japão
A taxa de desemprego no Japão subiu em agosto para seu maior nível em três anos e a disponibilidade de empregos teve a maior baixa em mais de seis anos, mostraram dados do governo nesta sexta-feira (2), indicando que os danos causados ​​pela pandemia de Covid-19 persistiram ao longo do mês.

Os dados mostraram que cerca de 2,06 milhões de pessoas perderam seus empregos em agosto, 490 mil a mais do que no mesmo mês do ano anterior, marcando o sétimo mês consecutivo de aumento.

Os números foram divulgados depois que o novo primeiro-ministro Yoshihide Suga se comprometeu a proteger empregos, manter as empresas em atividade e ajudar a economia a se recuperar do impacto das medidas tomadas para conter a disseminação do novo coronavírus.

“O subsídio especial de emprego do governo para apoiar as empresas atingidas pelo coronavírus ajudou a controlar a taxa de desemprego, que poderia ter aumentado muito mais”, disse Atsushi Takeda, economista-chefe do Instituto de Pesquisa Itochu.

“As pessoas começaram a buscar empregos, mas o mercado de trabalho não é forte o suficiente para absorvê-los. O ritmo de recuperação do mercado de trabalho deve desacelerar e a taxa de desemprego pode aumentar ainda mais”.

A taxa de desemprego do Japão ajustada sazonalmente subiu para 3,0% em agosto, a maior desde maio de 2017, mostraram dados do Ministério do Trabalho.

A proporção de empregos para candidatos caiu de 1,08 em julho para 1,04 em agosto, atingindo um nível visto pela última vez em janeiro de 2014.

A piora nas condições do mercado de trabalho provavelmente aumentará a pressão para que o governo ofereça mais apoio às pequenas e médias empresas para ajudar a prevenir novas demissões de funcionários.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Mazda vai normalizar produção de carros a partir de agosto

Quase todas as concessionárias retomaram as operações de vendas
Mazda em Hiroshima

A Mazda Motor Corporation informou nesta semana por meio de nota que decidiu normalizar produção de carros a partir de agosto, considerando a situação atual e as previsões até setembro.

A empresa informou que encerrará em julho todos os ajustes implementados nas fábricas no Japão (Hiroshima e Yamaguchi), México e Tailândia devido à disseminação do coronavírus.

Quase todas as concessionárias Mazda em todo o mundo retomaram as operações de vendas.

A companhia informou que as horas extras e o trabalho nos feriados serão retomados nas fábricas no Japão e que pretende seguir no ritmo normal em setembro e mais adiante.

Ao mesmo tempo, a Mazda afirma que continua apoiando os profissionais médicos que estão na linha de frente para combater a Covid-19.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Principais montadoras do Japão anunciam que vão voltar a contratar funcionários temporários em suas fábricas

montadoras do Japão

As grandes montadoras do Japão anunciaram que vão voltar a contratar funcionários temporários para trabalharem em suas fábricas.

Por conta da pandemia de COVID-19 e a queda na demanda por veículos novos, as montadoras deixaram de contratar novos funcionários temporários para suas fábricas de veículos e auto-peças.

A Toyota informou que sua fábrica em Motomachi, província de Aichi, voltará a contratar a partir de julho. A montadora não anunciou o número de pessoas que serão contratadas, mas a produção será dos principais veículos da empresa.

Já a Honda anunciou que vai contratar funcionários temporários em sua fábrica de Suzuka, na província de Mie, enquanto a Nissan contratará Oppama, província de Kanagawa.

As montadoras alertam, no entanto, que apesar do retorno das contratações, ainda é difícil prever como o mercado vai reagir. Até a produção voltar aos níveis pré-coronavírus, levará um tempo, segundo as montadoras.
Fonte: IPC Digital

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Exportações e importações do Japão têm a maior queda em 10 anos

O impacto do vírus provavelmente continuará a ser visto nas importações e exportações em junho, disse oficial do ministério das finanças
Exportações e importações do Japão

As exportações e importações do Japão registraram em maio as maiores quedas em mais de 10 anos, refletindo enfraquecimento rápido na demanda doméstica e do exterior, enquanto a pandemia de coronavírus continuou a travar as atividades econômicas globalmente, mostraram dados do governo na quarta-feira (17).

As exportações caíram 28,3% ante o ano anterior para ¥4,18 trilhões, a queda mais acentuada desde um declínio de 30,6% em setembro de 2009 após a crise financeira global, de acordo com um relatório preliminar do Ministério das Finanças. As exportações tiveram queda pelo 18º mês consecutivo.

Por item, exportações de carros diminuíram 64,1%, a maior queda desde abril de 2011 quando mergulharam 67,1% após o massivo terremoto e tsunami no mês anterior no nordeste do Japão terem forçado uma interrupção na produção. O número mais recente seguiu uma queda de 52,6% em abril.

As exportações de peças de carros despencaram 57,6%.

As importações em geral caíram 26,2%, para ¥5,02 trilhões, também registrando o maior declínio desde outubro de 2009 quando elas diminuíram 35,5%, com compras de fontes de energia como petróleo bruto e aeronaves encolhendo, disse o ministério. O número teve queda pelo 13º mês consecutivo.

Em abril, as importações tiveram uma queda mais moderada de 7,1%, refletindo uma recuperação nas compras da China, cuja economia estava recomeçando após o primeiro surto do vírus do mundo.

O déficit comercial em maio situou-se a ¥833,39 bilhões, marcando o segundo mês consecutivo no vermelho.

“É difícil prever desenvolvimentos iminentes, mas dada a atual situação nacional e internacional, o impacto do vírus provavelmente continuará a ser visto nos números de importações e exportações em junho”, disse um oficial do ministério aos repórteres.

O crescimento do Japão depende em sua maioria de comércio e turismo, todos os quais vêm sendo duramente afetados por restrições de viagens, pedidos para as pessoas ficarem em casa e distanciamento social destinados a reduzir a propagação da Covid-19.

O Japão já entrou em recessão, definida como dois trimestres seguidos de contração. A terceira maior economia do mundo já havia desacelerado no trimestre final do ano passado ante do vírus ter alcançado a escala de pandemia. O atual trimestre, até o fim de junho, deve ter uma outra contração.
Fonte: Portal Mie com Japan Times