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sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Toyota paralisará fábricas no Japão por até 12 dias em outubro; veja calendário

A escassez de semicondutores continua afetando as montadoras japonesas

Toyota
A Toyota disse na quinta-feira (22) que planeja produzir cerca de 800 mil veículos no mundo em outubro, cerca de 100 mil abaixo de seu plano médio mensal, devido à escassez de semicondutores.

A montadora japonesa disse no mês passado que pretendia produzir cerca de 900 mil veículos por mês, em média, de setembro a novembro. Agora, espera produzir cerca de 850 mil veículos por mês, em média, de outubro a dezembro.

De acordo com seu plano de produção de outubro, a Toyota suspenderá as operações de 10 linhas de produção em sete fábricas no Japão por até 12 dias (veja mais detalhes abaixo).

A montadora produziu 627.452 veículos em todo o mundo em outubro do ano passado, quando a pandemia interrompeu o fornecimento de peças no Sudeste Asiático.

A redução na produção prevista para outubro pode ser vista como um sinal preocupante de que a baixa oferta de chips continuará atingindo a produção da maior montadora de automóveis do mundo em vendas no segundo semestre do ano fiscal que se encerra em março.

Apesar disso, a Toyota não ajustou sua meta de produção global de veículos para o ano fiscal atual, mantendo previsão de recorde de 9,7 milhões de unidades.

A rival Honda disse na quinta-feira que reduzirá a produção de carros em até 40% em duas fábricas japonesas no início de outubro devido a problemas contínuos na cadeia de suprimentos e logística, incluindo a escassez de chips.

Calendário de paralisação da Toyota no Japão
Motomachi
Linha GR: dias 3 e 4 de outubro

Takaoka
Linha 2: dias 7, 8, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 17, 18, 19 e 20 de outubro

Tsutsumi
Linha 2: dias 8 e 15 de outubro

Tahara
Linha 1: dias 8 e 15 de outubro
Linha 3: dias 6, 7, 8, 14 e 15 de outubro

Kyushu Miyata
Linhas 1 e 2: dias 8 e 15 de outubro

Toyota Shokki
Linhas 301 e 302: dias 8, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 17, 18, 19, 20 e 21 de outubro

Hamura (Hino)
Linha 1: dias 6, 7, 14, 21 e 28 de outubro
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 26 de julho de 2022

Governo anuncia subsídio de 92,9 bilhões de ienes para indústria de semicondutores Kioxia

Esse subsídio é para que a Kioxia e Western Digital aumentem a produção dos escassos semicondutores

Kioxia e Western Digital
O Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão (METI) anunciou na terça-feira um subsídio de 92,9 bilhões de ienes para a gigantesca fabricante de semicondutores, com fábrica em Yokkaichi (Mie), e Western Digital Corporation. Tem o objetivo de fortalecer o sistema de produção de semicondutores, escassos em todo o mundo.

As duas empresas vão acelerar o desenvolvimento e a produção de memória flash de ponta na planta de Yokkaichi, a maior fábrica de semicondutores do Japão, com base em uma parceria de 20 anos.

O ministro Koichi Hagiuda disse que “espera-se para contribua para a resiliência da atual cadeia de suprimentos de semicondutores e também para o seu desenvolvimento, o que contribuirá para fortalecer a cooperação Japão-EUA”.  

A Kioxia planeja estabelecer uma nova planta na cidade de Yokkaichi, para produzir semicondutores avançados chamados memória flash 3D em massa, amplamente utilizados na comunicação e indispensável na sociedade digital com serviços nas nuvens, 5G, IoT, IA, condução automática, assistência médica, data centers, etc.

Ao entrar em operação, em fevereiro do próximo ano, será possível produzir 105 mil memórias flash 3D por mês. E a produção em massa está prevista para março de 2024.

Os semicondutores estão em falta em todo o mundo devido à pandemia do coronavírus e, por isso, o governo está empenhado em atrair indústrias para criar um sistema de fornecimento estável.

Em junho, o governo anunciou um subsídio para a parceria entre TSMC de Taiwan e Sony, de até 476 bilhões de ienes, e esse da Kioxia e Western Digital é  o segundo caso.
Fonte: Portal Mie com, NHK, ANN e JNN 

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Toyota vai paralisar duas fábricas no Japão por mais de 10 dias em julho

A montadora cortou seu plano de produção global em 50 mil veículos

Toyota Motor
A Toyota Motor disse nesta quarta-feira (22) que vai paralisar linhas de produção em duas fábricas no Japão em julho, além das interrupções que já tinham sido anunciadas pela montadora anteriormente.

A paralisação ocorrerá nas unidades de Motomachi e Takaoka, ambas na cidade de Toyota.

Na fábrica de Motomachi, as linhas 1, GR e do Lexus LC ficarão paradas por 11 dias, em 1º de julho, de 4 a 8 e de 11 a 15 do mesmo mês.

Já na unidade de Takaoka, a produção será interrompida na linha 2 por 16 dias no mês que vem: 1, 4 a 8, 11 a 15 e 18 a 22.

A Toyota cortou seu plano de produção global de julho em 50 mil veículos devido à escassez de semicondutores e as interrupções no fornecimento de peças causadas pelas restrições da Covid-19.

A maior montadora do mundo em volume espera fabricar 800 mil veículos no próximo mês, disse em comunicado.

"Como continua difícil olhar para o futuro devido à escassez de semicondutores e à disseminação da Covid-19, existe a possibilidade de que o plano de produção seja menor", disse a empresa japonesa.

A Toyota e outras montadoras continuam lutando contra interrupções na cadeia de suprimentos e escassez de componentes causadas pela pandemia, incluindo aquelas resultantes do recente lockdown na China.

As montadoras também estão tendo que competir por suprimentos limitados de semicondutores com fabricantes de dispositivos eletrônicos de consumo.

A Toyota manteve sua meta de produção global anual de 9,7 milhões de veículos, embora a empresa tenha sinalizado em maio que as interrupções na cadeia de suprimentos poderiam forçá-la a reduzir esse número.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 24 de maio de 2022

Toyota suspenderá mais produção no Japão em meio aos lockdowns em Xangai

A Toyota já havia ajustado seu cronograma de produção em algumas fábricas no início deste mês pela mesma razão

Toyota
A Toyota informou que suspenderá operações em linhas de produção no Japão por mais tempo do que o anteriormente anunciado devido à dificuldade de obter peças por causa dos lockdowns em Xangai, na China.

A montadora japonesa informou nesta terça-feira (24) que 16 linhas de montagem no Japão estarão paralisadas por até 5 dias entre quarta-feira (25) e 3 de junho.

A Toyota já havia ajustado seu cronograma de produção em algumas fábricas no início deste mês pela mesma razão.

Contudo, a companhia disse que sua meta de produção global está inalterada a 9,7 milhões de unidades para o ano até março de 2023.

Executivos da Toyota dizem que a escassez de semicondutores e a pandemia estão “dificultando olhar para o futuro”.

As montadoras rivais, Honda e Mitsubishi, também estão reduzindo produção em algumas plantas neste mês. Elas, também, estão citando dificuldades em obter peças de Xangai.
Fonte: Portal Mie com NHK

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Isuzu também suspenderá produção temporariamente

A montadora está com problema de recebimento de autopeças, como acontece com as demais do mercado

Isuzu
A Isuzu Motors, montadora de caminhões e pick ups, informou que terá que fazer paralisação da produção da sua linha de montagem, como as demais.

A suspensão temporária será na sua fábrica de Fujisawa, cidade homônima (Kanagawa), no período de 16 a 20. Serão afetados 10 turnos, já que a suspensão da produção será tanto nas operações diurnas quanto noturnas.

Nessa planta se produzem caminhões de pequeno, médio e grande portes, como Elf, Forward e Giga.

O motivo da paralisação temporária é porque ocorre um atraso no fornecimento de autopeças, devido à pandemia do coronavírus, explicou o porta-voz da Isuzu.
Fonte: Portal Mie com Nikkan Jidosha Shimbun

segunda-feira, 18 de abril de 2022

Principais empresas mudam para mais recrutamento e crescimento pós-covid

A proporção de tais empresas otimistas aumentou em 25 pontos em comparação a uma pesquisa realizada há 1 ano

empresas japonesas
Quarenta e dois por cento das principais empresas japonesas estão planejando aumentar a contratação de novos graduados no ano fiscal de 2023, mostrou uma pesquisa da agência Kyodo no domingo (17), refletindo que mais companhias estão projetando uma recuperação da pandemia de coronavírus.

A proporção de tais empresas otimistas aumentou em 25 pontos ante uma pesquisa realizada há 1 ano, superando a daquelas que estão planejando diminuir a contratação de novos graduados, a 9%, pela primeira vez em 3 anos.

Das 117 empresas entrevistadas, 49 disseram que contratarão mais no ano com início no próximo mês de abril comparado aos níveis do ano anterior.

A pesquisa também descobriu que as consequências sobre seus planos de recrutamento em decorrência da invasão da Ucrânia pela Rússia são vistas como relativamente limitadas.

Dentre outras entrevistadas, 30% disseram que manterão os mesmos níveis do ano fiscal de 2022, enquanto 14% estavam indecisas.

A pesquisa foi conduzida entre meados de março e início de abril.

Negócios que haviam sido atingidos duramente pela pandemia, como companhias aéreas e o setor de turismo, destacaram sua determinação em aumentar o recrutamento, enquanto elas tentam explorar novas maneiras para crescimento. A ANA e Imperial Hotel estão entre eles.

Em contraste, algumas companhias nos setores de finanças e energia disseram que cortarão contratações de novos graduados e que, ao invés disso,  planejam expandir o recrutamento de pessoas de meia carreira e melhorar a eficiência dos negócios através de digitalização.

Na pesquisa, a razão mais comum dada para aumentar o recrutamento foi “expandir os negócios”, a 33%, seguida por 18% citando a necessidade de balancear a distribuição etária de funcionários.
Fonte: Portal Mie com Japan Times

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Toyota eleva perspectiva de lucro, mas faz alerta sobre riscos de produção

A montadora teve um ganho de ¥750 bilhões entre julho e setembro

Toyota
A Toyota Motor relatou nesta quinta-feira (4) um aumento melhor do que o esperado de 48% no lucro operacional do segundo trimestre e elevou sua perspectiva de lucros, pois se beneficiou de uma recuperação na demanda de veículos e um iene mais fraco.

A montadora elevou sua previsão de lucro para este ano fiscal, que termina em março de 2022, de ¥2,5 trilhões para ¥2,8 trilhões (US$ 24,5 bilhões), mas disse que sem o impacto favorável da moeda, era "em substância uma revisão para baixo devido aos aumentos de custo de matéria-prima".

Seu lucro operacional de ¥750 bilhões nos três meses até 30 de setembro foi maior do que a estimativa do consenso da Refinitiv de ¥593,3 bilhões.

Atingido por uma escassez global de chips, o fabricante do crossover RAV4 SUV e do híbrido Prius reduziu sua meta de vendas de 10,55 milhões para 10,29 milhões de veículos.

A Toyota também anunciou uma recompra de ações de até ¥150 bilhões, equivalente a 0,86% dos títulos da empresa.

Riscos de produção
A Toyota alertou que a escassez global de semicondutores ainda representa riscos para seus planos de produção para este ano fiscal.

Como outras montadoras globais, a Toyota foi forçada a cortar a produção devido à escassez de chips e às medidas de bloqueio que desaceleraram a produção de componentes nas fábricas na Malásia e no Vietnã, mesmo com a demanda de veículos em todo o mundo se recuperando de uma queda devido à pandemia.

A montadora já cortou sua meta de produção para o ano até o final de março uma vez para 9 milhões de veículos e no mês passado cortou os planos de produção de novembro em até 150.000 unidades.

"Mesmo se operarmos nossas fábricas com capacidade total a partir de dezembro, será difícil cumprir a meta de produção, mas vamos tentar alcançá-la", disse o diretor financeiro Kenta Kon em entrevista coletiva.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Volume de produção da Honda chega a 40% entre agosto e setembro e será de 70% no mês 10

A empresa alega falta de componentes automotivos, como é o caso de semicondutores

Honda Motor
A Honda Motor Co. disse nesta terça-feira (21) que suas fábricas de automóveis no Japão operaram com 40% da capacidade em agosto e setembro. O motivo é a escassez de semicondutores e outros componentes causada pela pandemia da COVID-19.

Em um comunicado à imprensa em seu site, a Honda disse que a produção no início de outubro deve se recuperar para 70% da capacidade.

"Estamos fazendo o que podemos para minimizar o impacto na produção, mas a situação continua incerta", disse a empresa japonesa.

Nesta semana, a Honda também anunciou que lançará o primeiro site de venda online de carros novos no Japão no próximo mês, segundo a NHK. 

O objetivo da medida é evitar o sistema de vendas que vem vigorando nas lojas, de contato entre vendedores e clientes, em razão da pandemia do coronavírus. 

O site terá informações para compra de automóveis, cotações, contratos entre outras informações. 

Com isso a Honda espera conquistar também novos clientes, especialmente a geração mais jovem.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Crescimento da economia do Japão acelerará somente no fim do ano, dizem economistas

O crescimento no atual trimestre será mais lento do que o esperado

economia do Japão
A economia do Japão crescerá neste trimestre em um ritmo muito mais lento do que o esperado, já que o ressurgimento das infecções por coronavírus está prejudicando o ímpeto de recuperação, revelou uma pesquisa da Reuters.

Mas os analistas preveem que o crescimento vai acelerar no final do ano, já que a esperança de uma alta nos gastos em meio a uma expansão da distribuição de vacinas permitirá que a economia se livrar do arrasto da pandemia.

Esperava-se que a economia crescesse 2,7% anualizado no trimestre julho-setembro, de acordo com a pesquisa de 2 a 11 de agosto com cerca de 40 economistas. Isso foi bem abaixo da expansão de 4,2% projetada no mês passado e de 4,8% de crescimento previsto em junho.

O governo vai divulgar uma estimativa preliminar de crescimento do produto interno bruto para abril-junho na segunda-feira (16), que os analistas esperam chegar a 0,5% anualizado. Isso foi um pouco acima da previsão anualizada de 0,4% no mês passado, embora a previsão de crescimento trimestre a trimestre ainda tenha ficado inalterada em 0,1%.

"Um atraso na recuperação do consumo privado, especialmente centrado na indústria de serviços, representa um risco de queda para a economia", disse o economista da Barclays Securities, Kazuma Maeda.

A economia do Japão encolheu anualizados 3,9% no primeiro trimestre e sua recuperação ficou atrás de outras nações avançadas, já que o lançamento tardio da vacina e a falta de gastos em serviços minaram o ímpeto.

Mais de 80% dos analistas entrevistados disseram que era alta a probabilidade de que novas variantes da Covid-19 e o recente aumento da infecção do coronavírus atrasassem a recuperação econômica do país, com a maioria deles esperando um atraso de cerca de três meses.

"Certamente o número recorde de casos resultará em cautela adicional do consumidor e forçará o governo a manter as restrições por mais tempo", disse Marcel Thieliant, economista sênior da Capital Economics.

A previsões da pesquisa mostraram que o crescimento econômico aceleraria para 5,4% anualizado em outubro-dezembro e ficaria em 3,2% nos primeiros três meses do próximo ano, ante 4,6% e 2,7%, respectivamente, projetados no mês passado.

A previsão para o ano fiscal atual foi cortada para 3,5% de crescimento, de 3,6% esperados anteriormente, enquanto a do próximo ano fiscal foi elevada para 2,7%, de 2,6%.

Os preços básicos ao consumidor, que excluem os preços voláteis dos alimentos frescos, devem crescer apenas 0,3% neste ano fiscal, inalterado em relação ao mês passado, mostrou a pesquisa.

Os respondentes foram unânimes em dizer que o Banco do Japão (BOJ) manteria sua meta de taxa de juros de curto prazo em -0,1% e a meta de rendimento de títulos de 10 anos em torno de 0% em sua reunião de política entre 21 e 22 de setembro.

Quase 90% dos analistas na pesquisa esperavam que o BOJ relaxasse sua política monetária quando fizer seu próximo movimento, embora eles estivessem divididos sobre o que o banco central faria se eventualmente restringisse sua estrutura de política.

As opções mais amplamente esperadas eram que o BOJ ajustasse sua orientação futura, aumentasse a meta de rendimento de 10 anos ou acabasse com sua política de taxas negativas e aumentasse as taxas de juros de curto prazo, mostrou a pesquisa, inalterada em relação ao mês passado.
Fonte: Alternativa com Reuters