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quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Toyota suspende produção por até 4 dias em duas linhas no Japão

A paralisação mostra que a montadora não conseguiu retornar às operações normais em dezembro

Toyota Motor
A Toyota Motor anunciou nesta quinta-feira (9) que está suspendendo a produção de veículos em duas linhas no Japão por até quatro dias, devido à falta de peças produzidas no sudeste da Ásia, onde as infecções por coronavírus continuam altas.

Segundo a agência de notícias Jiji Press, problemas de logística e na cadeia de abastecimento do Japão também influenciaram na decisão da Toyota.

A linha número 3 da fábrica da montadora em Tahara (Aichi) parou de funcionar no turno noturno de quarta-feira (8) e vai ficar parada até sábado (11).

Já a linha 1 da Toyota Motor Kyushu, em Miyawaka (Fukuoka), teve a produção suspensa na noite de quarta-feira até sexta-feira (10).

A paralisação das duas linhas mostra que a Toyota não conseguiu retornar às operações normais em dezembro, como havia planejado no mês passado.

A montadora havia dito anteriormente que esperava retornar à produção normal pela primeira vez em sete meses em dezembro, depois que a escassez de fornecimento de chips e outras peças interrompeu temporariamente suas operações.

A Toyota espera uma queda na produção de 3.500 veículos com a paralisação, mas manterá sua meta de fabricar 9 milhões de unidades em todo o mundo durante o ano fiscal encerrado em 31 de março, disse um porta-voz da montadora.
Fonte: Alternativa com Reuters

sábado, 16 de abril de 2016

Paralisação de fábricas pode afetar fornecimento de autopeças no Japão

Empresas estão verificando os danos nos equipamentos após uma série de terremotos no sul do país
autopeças no Japão

As fábricas do setor automotivo instaladas na região de Kyushu, principalmente em Kumamoto e Fukuoka, estão verificando os danos provocados pelos tremores dos últimos dias.

A maioria das empresas confirmou a paralisação temporária dos serviços nas áreas atingidas, informou a emissora NHK.

Após o abalo de magnitude 6,5 na noite de quinta-feira (14), outro terremoto intenso, de 7,3 graus, foi registrado na madrugada deste sábado (16). Outros tremores secundários estão ocorrendo na região.

O ministro da Economia, Comércio e Indústria, Motoo Hayashi, disse que a paralisação das fábricas em Kyushu não é tão grave quanto os efeitos da tragédia de 2011, mas admitiu que as montadoras locais e de outras regiões do Japão poderão ser afetadas com o fornecimento de autopeças.

A fabricante Honda anunciou que está fazendo reparos em uma parte dos equipamentos instalados em uma fábrica de motocicletas na cidade de Ozu (Kumamoto). A empresa pretendia reiniciar as operações a partir de segunda-feira (18), mas desistiu devido as réplicas de tremores que continuam neste sábado.

A Toyota Jidousha Kyushu, uma subsidiária da fabricante Toyota, anunciou a suspensão do serviço em três fábricas de peças automobilísticas na província de Fukuoka, incluindo a cidade de Kanda. De acordo com a empresa, o fornecimento de peças também está estagnado.

A Nissan Jidousha Kyushu também anunciou a paralisação do serviço na fábrica localizada na cidade de Kanda, em Fukuoka.

A empresa Daihatsu Kyushu, que tem uma fábrica em Nakatsu (Oita), anunciou que este sábado foi dia de folga e que os equipamentos não estavam em operação no momento do abalo. Porém, a empresa não decidiu se o serviço irá funcionar normalmente no início da semana e está verificando no momento se houve danos à estrutura e máquinas.

Na fábrica da Aisin Seiki, localizada ao sul da cidade de Kumamoto, houve quebra de vidros e danos à estrutura das paredes durante o terremoto de quinta-feira. A empresa, que fornece peças de motor de carros e portas para todas as fabricantes do país, anunciou que as operações estão paralisadas no momento e ainda não há previsão de volta.

A empresa Renesas Electronic, que fabrica semicondutores para automóveis, também alertou para a paralisação do serviço na fábrica localizada ao sul da cidade de Kumamoto.

A sequência de fortes abalos já provocou pelo menos 27 mortes e deixou mais de mil pessoas feridas nas áreas atingidas. As réplicas de tremores continuam e a região de Kyushu está em estado de alerta.
Fonte: Alternativa