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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Montadoras do Japão suspendem produção por causa do tufão

Grande parte das montadoras do Japão anunciou a suspensão da produção para garantir a segurança dos seus funcionários diante da aproximação do tufão Jangmi

Montadoras do Japão
Em resposta à aproximação do tufão Jangmi, o 6º do ano, a Toyota Motor anunciou na terça-feira (2) a suspensão das operações em suas 13 fábricas de veículos em todo o país a partir da manhã de quarta-feira (3).

Na região de Tokai (Aichi, Gifu e Mie), os alvos são 9 plantas, incluindo a de Motomachi, na cidade de Toyota (Aichi) e a de Inabe (Mie). 

A montadora declarou que garantir a segurança dos funcionários e de todas as partes envolvidas, tanto dentro quanto fora da empresa, é a principal prioridade.

Em relação às operações a partir da tarde de quarta-feira, será tomada uma decisão com base na situação, e qualquer impacto na produção será mitigado por meio de aumento futuro.

Outras montadoras
Na sequência, outra montadora, a Suzuki, também informou que, pelos mesmos motivos, suspenderá a produção em suas 5 plantas na província de Shizuoka.

A Subaru anunciou a suspensão das operações em algumas linhas de produção de sua fábrica em Yajima, na cidade de Ota (Gunma) na quarta-feira. O motivo da suspensão é o atraso na entrega de autopeças, e a montadora afirmou que avaliará a situação e decidirá sobre a retomada da produção caso a caso.

A planta de Yajima possui duas linhas de produção e fabrica o SUV carro-chefe da empresa, o Forester, entre outros veículos. Desde fevereiro deste ano, também produz dois modelos de veículos elétricos (VE): o Subaru Trailseeker e o Toyota bZ4X Touring.

A Daihatsu também anunciou a mesma medida de suspensão, na planta de Kyushu, na Nakatsu (Oita), nos dois turnos de terça-feira. Já as fábricas de Shiga, na cidade de Ryuo; de Quioto, na cidade de Oyamazaki; e a da sede, na cidade de Ikeda (Osaka) terão um turno suspenso na quarta-feira.    

Entretanto, a Nissan, a Honda e a Mitsubishi Motors não fizeram divulgação de paralisação da produção.
Fonte: Portal Mie com TxBiz, NetDenJd, CBC TV, CTV e FNN

sexta-feira, 14 de março de 2025

Suzuki e Daihatsu obrigadas a prorrogar paralisação por falta de molas

A Suzuki ampliou a paralisação para mais uma planta, como também a Daihatsu, obrigadas a esperar a normalização do fornecimento de molas

Suzuki Daihatsu
A cada dia as montadoras Suzuki e Daihatsu são obrigadas a decidir se retomam ou não a produção, por causa da falta de fornecimento de molas automotivas, pelo impacto da explosão ocorrida na Chuo Spring de Aichi.

Na quinta-feira (13), a Suzuki anunciou que, além da planta número 2 de Kosai, a de Sagara, na cidade de Makinohara, ambas na província de Shizuoka, vão continuar com a paralisação até 19 deste mês. Mas, a decisão da retomada da produção deverá ser tomada nessa data, pois ainda não é uma decisão final.

A planta número 2 de Kosai está paralisada temporariamente desde 10 deste mês e a de Sagara será suspensa a partir da tarde de sexta-feira (14). 

Essa paralisação afeta a produção dos keis Alto, Alto Lapin e Wagon R, nas linhas de Kosai; além dos modelos Swift, Solie e X Bee (Cross Bee) da planta de Sagara.

Em relação à Daihatsu, a planta de Quioto, que produz o Probox da Toyota, continuará suspensa até 19 também. Nessa data, a planta da matriz, em Osaka, também terá a produção suspensa. A planta de Ryuo, na província de Shiga, continuará paralisada até 19.

Suzuki e Daihatsu continuam prejudicadas: o que diz a Chuo Spring
A Chuo Spring informou que quase todas as linhas da planta onde sofreu a explosão foram retomadas. A única que continua parada é aquela cujo coletor de pó explodiu.

A empresa também está tomando medidas para acomodar produção alternativa sempre que possível em sua fábrica de Fujioka, a fim de atender às necessidades dos clientes – Toyota (já voltou ao normal em Aichi), Suzuki e Daihatsu, cujas operações foram interrompidas devido a atrasos no fornecimento de peças.
Fonte: Portal Mie com NetDenJd, FNN, NHK

sábado, 31 de agosto de 2024

Montadoras prorrogam suspensão da produção por causa do tufão

A maioria das montadoras do país, incluindo a Toyota, estendeu a suspensão da produção até segunda-feira. Veja a decisão de cada uma.

montadoras no Japão
A passagem do lento tufão Shanshan sobre o país está causando uma série de suspensões das atividades comerciais, de serviços e industriais. As montadoras já haviam anunciado a suspensão da produção, foi prorrogada uma vez e agora decidiram estender ainda mais.

A Toyota Motor informou na sexta-feira (30) que estendeu a suspensão das 28 linhas de 14 plantas até o fim do dia de segunda-feira (2). Ao longo do dia será tomada a decisão se irá retomar a produção no turno noturno de segunda-feira. As suas fábricas estão paradas desde a tarde de quarta-feira (28). 

~Atualização~ Na manhã de segunda-feira (2), a Toyota Motor informou que retomará a produção nas suas 14 plantas a partir do turno noturno desse dia.

Os motivos da suspensão da produção de todas as montadoras de veículos do país foram: garantir a segurança dos funcionários e evitar escassez de peças por conta da logística. 

A Honda informou que reduzirá a produção de sua planta de Suzuka, cidade homônima (Mie) para 50% na segunda-feira (2). As demais plantas deverão funcionar normalmente. Quanto à operação na terça-feira (3), a decisão será tomada na segunda.

Em relação à Daihatsu Motor, suas plantas de Quioto, na cidade de Oyamazaki; da matriz, em Ikeda (Osaka) e de Shiga, na cidade de Ryuo, a suspensão da produção foi estendida até segunda-feira. Se voltará a operar no turno noturno, será decidido durante o dia.

Por outro lado, a planta de Oita, na cidade de Nakatsu, que estava suspensa também, voltou a operar no segundo turno de sexta-feira. Informou que não houve danos humanos, tampouco nos equipamentos.

Já a planta da Nissan Kyushu, na cidade de Kanda (Fukuoka), teve danos parciais causados pela chuva intensa, mas não afetou o sistema de produção, por isso retomou na noite de sexta-feira. As demais plantas da Nissan estão produzindo normalmente.

A Mitsubishi Motors suspendeu a produção em sua fábrica de Mizushima, na cidade de Kurashiki (Okayama) durante toda a sexta-feira, enquanto a de Okazaki (Aichi) a atividade foi normal. Na segunda-feira tomará decisão de como ficará a produção, com base na situação do tufão Shanshan.
Fonte: Portal Mie com Nagoya TV, Yomiuri e NetDenJd

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Três dos 6 modelos da Daihatsu liberados são da planta de Shiga

Com essa liberação de 3 modelos fabricados na planta de Shiga, da Daihatsu, acende-se uma luz para a volta da produção

Daihatsu
O Ministério de Terras, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão (MLIT) liberou 3 modelos da Daihatsu que estavam suspensos para expedição, por terem cumprido as normas de segurança, na sexta-feira (16).

Os modelos liberados são os: Rocky, da própria marca; Rise produzido para a Toyota e Rex fabricado para a Subaru.

Esses 3 modelos foram produzidos na planta de Shiga, na cidade de Ryuo, a qual continua com a paralisação. Mas, a Daihatsu deverá negociar com seus fornecedores de peças e concessionária para considerar quando reiniciar a produção. A estimativa seria 1.º de março, mas essa data ainda não está confirmada.

Outros 3 modelos também foram liberados, que são o Hijet e Pixis Van da Toyota, além do Sambar da Subaru.

O MLIT está verificando se 45 modelos nacionais da Daihatsu, incluindo aqueles que já não estão em produção, cumprem as normas de segurança. Com o anúncio de liberação da sexta-feira, já são 21 modelos dentro das normas e liberados. A verificação continua em 24 modelos.
Fonte: Portal Mie com NHK, Nikkei, NTV e Sankei

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Paralisação de fábricas da Daihatsu no Japão deve afetar mais de 400 fornecedores de peças

Autoridades descobriram 174 casos de irregularidades em 64 modelos de veículos da montadora

Daihatsu
A montadora Daihatsu está enfrentando uma crise significativa relacionada a irregularidades na obtenção de certificações de segurança. Como resultado, a empresa decidiu suspender as operações em todas as suas fábricas de automóveis no Japão a partir da próxima segunda-feira (25).

Esta suspensão afetará diretamente 423 fornecedores de peças com os quais a Daihatsu tem transações, e a empresa está considerando compensações para essas perdas de receita.

No entanto, o impacto vai além desses fornecedores diretos. De acordo com a Teikoku Databank, uma empresa de pesquisa privada, existem cerca de 8.136 empresas, incluindo subcontratados indiretos e empresas de transporte, que têm negócios com a Daihatsu.

Muitas dessas empresas são pequenas e médias, e a paralisação prolongada das operações da Daihatsu pode ter consequências graves para a economia regional.

Além disso, a Daihatsu é líder no mercado de veículos leves no Japão, com uma participação de mais de 30%, e tem cerca de 30.000 concessionárias em todo o país.

Paralisação de 4 fábricas da Daihatsu
A suspensão de produção afeta as quatro fábricas da montadora localizadas em Ryuo (Shiga), Oyamazaki (Quioto), Nakatsu (Oita) e Ikeda (Osaka).

A paralisação em Shiga, Quioto e Oita começa na segunda-feira, enquanto a fábrica de Osaka suspenderá as operações no dia seguinte.

A Daihatsu havia anteriormente interrompido as vendas de todos os modelos de veículos após a descoberta de 174 casos de irregularidades em 64 modelos diferentes.

As irregularidades incluem a não realização dos devidos testes de segurança em colisões.

O Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão planeja verificar a conformidade desses modelos com os padrões nacionais. Até o momento, não há uma previsão clara para a retomada da produção nas fábricas.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 30 de junho de 2023

Todas as montadoras japonesas tiveram aumento de produção em maio

Todas as 8 fabricantes do Japão comemoram aumento em relação ao mesmo mês do ano passado

montadoras japonesas
Todas as 8 principais montadoras do país anunciaram na quarta-feira (29), aumento de produção em maio deste ano, em comparação ao mesmo mês de 2022, mostrando que a escassez dos semicondutores está ficando mais branda.

Cada uma das montadoras apresentou seus percentuais de aumento. Veja abaixo.

  1. Toyota: não está no topo da lista, mas produziu 847 mil unidades, com 33,4% de aumento e recorde em maio
  2. Daihatsu: 59,8%
  3. Mazda: 39,9%
  4. Honda: 34,7%
  5. Subaru: 25%
  6. Nissan: 18,5%
  7. Mitsubishi: 15,8%
  8. Suzuki: 8,3%

Todas as 8 montadoras se recuperaram dos cortes de produção devido ao impacto da pandemia do coronavírus. Mas, ainda enfrentam o desafio do fornecimento de semicondutores, por isso, os atrasos nas entregas de alguns modelos devem continuar.

Toyota anuncia aumento de produção a partir de julho
Em particular, a Toyota Motor reformulou o planejamento da produção dos próximos 3 meses, de julho a setembro. Aumentou 10% em relação ao ano fiscal anterior, com meta de 2,59 milhões de unidades. 

Desse total, pretende fabricar nas suas plantas domésticas 870 mil unidades, o que significa aumento de 26%, considerado um grande volume. Pretende acelerar para recuperar as interrupções de produção ocorridas no ano anterior, especialmente dos novos modelos.

A maior montadora do mundo pretende eliminar a carteira de pedidos acumulada no Japão.
Fonte: Portal Mie com NHK, release, Netdenjd e Chubu Keizai

quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Toyota decide expulsar a Hino da CJPT pela quebra de confiança diante do escândalo da fraude

A CJPT é composta por 5 montadoras, com objetos práticos em relação à construção de uma sociedade sem carbono

Hino
A Toyota Motor anunciou na quarta-feira (24) de agosto que a Hino Motors será expulsa da Commercial Japan Partnership Technologies (CJPT), uma parceria entre várias montadoras, por causa das fraudes de inspeção reveladas uma após a outra pela fabricante.

A Toyota apontou que as sequências de inspeção fraudulenta da Hino “não combinam com os sentimentos e objetivos compartilhados da CJPT“. A discussão prosseguiu com uma proposta do presidente Akio Toyoda, e ele decidiu expulsá-lo, dizendo: “A continuidade das atividades, incluindo a Hino, não ganhará a compreensão dos clientes e da sociedade”.

“A fraude do teste de certificação que a Hino causou desta vez prejudicou muito a confiança de todas as partes interessadas, incluindo nossos clientes, e nós, como empresa controladora da Hino e como acionista, estamos extremamente desapontados. uma situação em que não se pode reconhecê-la como uma companheira de 5,5 milhões de pessoas”, disse Toyoda.

A Hino detém uma participação de 10% na CJPT, valor que será adquirido pela Toyota.  

O que é CJPT e sua importância
A Toyota e a Hino estabeleceram a CJPT em abril de 202, incluindo a Isuzu Motors, e estão trabalhando para a realização de uma sociedade zero em emissão de carbono (CN, acrônimo de carbon neutrality). A Suzuki e a Daihatsu Motor também começaram a participar em julho de 2021. 

Por meio da CJPT, as cinco empresas estão realizando experimentos de demonstração para o uso de combustível de hidrogênio na província de Fukushima e na cidade de Fukuoka, pesquisas conjuntas sobre motores a hidrogênio e o desenvolvimento de veículos elétricos kei para uso comercial (BEV). Já estão estudando a padronização e aplicação prática de baterias tipo cartucho com a Yamato Transport.
Fonte: Portal Mie com IT Media

sábado, 16 de abril de 2016

Paralisação de fábricas pode afetar fornecimento de autopeças no Japão

Empresas estão verificando os danos nos equipamentos após uma série de terremotos no sul do país
autopeças no Japão

As fábricas do setor automotivo instaladas na região de Kyushu, principalmente em Kumamoto e Fukuoka, estão verificando os danos provocados pelos tremores dos últimos dias.

A maioria das empresas confirmou a paralisação temporária dos serviços nas áreas atingidas, informou a emissora NHK.

Após o abalo de magnitude 6,5 na noite de quinta-feira (14), outro terremoto intenso, de 7,3 graus, foi registrado na madrugada deste sábado (16). Outros tremores secundários estão ocorrendo na região.

O ministro da Economia, Comércio e Indústria, Motoo Hayashi, disse que a paralisação das fábricas em Kyushu não é tão grave quanto os efeitos da tragédia de 2011, mas admitiu que as montadoras locais e de outras regiões do Japão poderão ser afetadas com o fornecimento de autopeças.

A fabricante Honda anunciou que está fazendo reparos em uma parte dos equipamentos instalados em uma fábrica de motocicletas na cidade de Ozu (Kumamoto). A empresa pretendia reiniciar as operações a partir de segunda-feira (18), mas desistiu devido as réplicas de tremores que continuam neste sábado.

A Toyota Jidousha Kyushu, uma subsidiária da fabricante Toyota, anunciou a suspensão do serviço em três fábricas de peças automobilísticas na província de Fukuoka, incluindo a cidade de Kanda. De acordo com a empresa, o fornecimento de peças também está estagnado.

A Nissan Jidousha Kyushu também anunciou a paralisação do serviço na fábrica localizada na cidade de Kanda, em Fukuoka.

A empresa Daihatsu Kyushu, que tem uma fábrica em Nakatsu (Oita), anunciou que este sábado foi dia de folga e que os equipamentos não estavam em operação no momento do abalo. Porém, a empresa não decidiu se o serviço irá funcionar normalmente no início da semana e está verificando no momento se houve danos à estrutura e máquinas.

Na fábrica da Aisin Seiki, localizada ao sul da cidade de Kumamoto, houve quebra de vidros e danos à estrutura das paredes durante o terremoto de quinta-feira. A empresa, que fornece peças de motor de carros e portas para todas as fabricantes do país, anunciou que as operações estão paralisadas no momento e ainda não há previsão de volta.

A empresa Renesas Electronic, que fabrica semicondutores para automóveis, também alertou para a paralisação do serviço na fábrica localizada ao sul da cidade de Kumamoto.

A sequência de fortes abalos já provocou pelo menos 27 mortes e deixou mais de mil pessoas feridas nas áreas atingidas. As réplicas de tremores continuam e a região de Kyushu está em estado de alerta.
Fonte: Alternativa