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terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Falências no Japão devem superar 10 mil em 2025 pelo segundo ano consecutivo

Pequenas empresas foram as mais afetadas pelo aumento dos preços e pela escassez de mão de obra

Falências no Japão
O número de falências corporativas no Japão totalizou 9.372 no período de janeiro a novembro, tornando provável que o número para 2025 ultrapasse 10 mil pelo segundo ano consecutivo, de acordo com uma empresa de pesquisa de crédito na segunda-feira (8).

As falências com dívidas ¥10 milhões ou mais em novembro caíram 7,5% em relação ao ano anterior, para 778, informou a Tóquio Shoko Research.

Pequenas empresas foram particularmente atingidas pelo aumento dos preços e pela escassez de mão de obra, mostraram os dados.

Redução da dívida total e impacto sensorial
O total de dívidas em novembro caiu 48,6%, para ¥82,4 bilhões, já que as falências envolvendo passivos de ¥500 milhões ou mais foram reduzidas pela metade.

Por setor, o de serviços registrou o maior número de falências no mês com 250, embora tenha sido uma diminuição de 17,8% em comparação com o mesmo período do ano passado.

As falências de 700 empresas no período de janeiro a novembro foram atribuídas às pressões inflacionárias, um aumento de 7,4%, com a fraqueza do iene contribuindo para custos mais altos de alimentos e energia.
Fonte: Portal Mie com MN

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Falências de restaurantes de yakiniku aumentam a ritmo recorde no Japão

O alto número de falências é devido amplamente aos custos altos de carne bovina importada, alimentados pela prolongada desvalorização do iene

Falências de restaurantes de yakiniku
Falências de restaurantes de yakiniku no Japão aumentaram para um ritmo recorde neste ano, devido amplamente aos custos altos de carne bovina importada alimentados pela prolongada desvalorização do iene.

De acordo com a Teikoku Databank, o número de falências de restaurantes de yakiniku entre janeiro e setembro deste ano chegou a 39, o dobro se comparado ao mesmo período do ano passado.

Isso marca o número anual mais alto desde os inícios das pesquisas em 2000.

O principal fator por trás disso é a histórica desvalorização do iene. Os preços de carne importada, incluindo a bovina dos EUA, continuaram a aumentar, com o valor sendo em média 1,7 vez mais caro em comparação há 4 anos.

Além disso, aumentos nos custos com eletricidade, gás e mão de obra pressionaram ainda mais as operações de negócios.

A análise da Teikoku Databank indica que restaurantes de yakiniku menores, em particular, não estão conseguindo implementar aumentos de preços significantes devido a preocupações em perder clientes, levando-as lutar contra a feroz competição de preços.

Há a possibilidade de que o número de falências possa exceder 50 para o ano.
Fonte: Portal Mie com News on Japan

quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Falência de restaurantes de ‘karaage’ é o maior da história

Lojas de karaage tiveram popularidade alta durante a pandemia, mas muitas lojas começaram a falir com o fim das restrições sociais

karaage
Algo incomum está acontecendo com os “karaage”, cuja popularidade cresceu rapidamente no Japão após à pandemia. De acordo com a Japan Karaage Association, o número de restaurantes especializados em karaage aumentou em quase 2.000 em dois anos, de aproximadamente 2.500 em 2020 para 4.379 em todo o país.

Entretanto, no período de janeiro a junho de 2023, foram identificadas nove falências de empresas que operam restaurantes de karaage, principalmente as que operam apenas “takeout”. Esse número é mais do que em 2009, que teve 6 casos, sendo o maior número de todos os tempos.

No entanto, muitos dos restaurantes de pratos fritos são pequenas empresas com um ou dois pontos de venda e, se forem incluídos os fechamentos e encerramentos não divulgados, acredita-se que mais restaurantes que oferecem frituras tenham falido.

Crescimento na pandemia
Em meio ao rápido crescimento da demanda por “refeições caseiras” devido à pandemia, os alimentos fritos, que não perdem o sabor mesmo quando frios, tornaram-se populares como um acompanhamento fácil para viagem. O número de restaurantes explodiu nos últimos anos à medida que mais e mais empresas se concentram no karaage como o protagonista de novos negócios devido ao seu baixo investimento inicial, fácil operação e matéria-prima barata.

Por outro lado, o mercado está gradualmente se transformando em um “oceano vermelho”, já que a concorrência se intensificou, especialmente nas áreas urbanas, devido à rápida abertura de novos restaurantes nos últimos anos. A flexibilização das restrições para sair de casa levou a uma redução na demanda por comida para viagem (take out), enquanto os preços do frango importado, do óleo de cozinha e de outras matérias-primas subiram.

Em alguns casos, o baixo custo da matéria-prima, que era um ponto forte, não é mais uma realidade e algumas empresas faliram por não conseguirem suportar o aumento dos custos.

Nos últimos anos, foi desenvolvida uma estratégia de diferenciação, como o uso de carne barata e alimentos fritos feitos com ingredientes e métodos de cozimento especiais. Embora ainda haja espaço para a expansão no interior ou áreas rurais, onde o número de lojas é relativamente pequeno em comparação com as áreas urbanas, existe a possibilidade de um abalo no futuro, à medida que as lojas de alimentos fritos perderem a preferência dos consumidores.
Fonte: Portal Mie com Teikoku Data Bank

domingo, 11 de agosto de 2019

Falências de empresas no Japão crescem 13,6% em julho

Uma pesquisa revelou que 783 empresas japonesas fecharam as portas
empresas no Japão

 O número de falências de empresas no Japão atingiu o seu nível mais alto em um período de mais de dois anos.

Uma pesquisa realizada pela Teikoku Databank, uma companhia de avaliação de crédito do setor privado, revelou que 783 empresas japonesas fecharam as portas em julho deste ano.

O número significa um aumento de 13,6% em relação ao mesmo mês do ano passado, sendo o valor mais alto desde maio de 2017.

A pesquisa abrange empresas com mais de 95 mil dólares em dívidas. A quantidade de falências aumentou em seis das sete categorias de indústrias identificadas pela pesquisa.

No setor de comércio, o aumento chegou a 19,5%. A escalada no preço de produtos alimentícios, que afeta restaurantes e mercados, contribuiu para o alto índice. No setor de serviços, o aumento de 9,5% foi causado por uma intensa competição no desenvolvimento de softwares.

É possível que a situação apenas piore para algumas empresas. Um painel do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social do Japão aprovou na semana passada um aumento de 3% do salário mínimo.

Agravando ainda mais a situação, a elevação do imposto sobre consumo de 8% para 10%, que entrará em vigor em outubro, deve obrigar muitos estabelecimentos a atualizarem suas caixas registradoras e sistemas de gestão.
Fonte: Alternativa com Agência Brasil