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terça-feira, 8 de outubro de 2019

Média salarial do Japão cai pelo 2° mês e fica em ¥276 mil

Dados preocupam governo, devido ao aumento do custo de vida este ano
Média salarial do Japão

O imposto sobre o consumo subiu de 8% para 10% este mês, mas a média de salários do Japão não está caminhando na mesma direção.

Segundo uma reportagem da emissora NHK, os dados preliminares do mês de agosto mostram que a média salarial do trabalhador comum ficou em ¥276.296, valor que corresponde a soma do salário básico com o pagamento de horas extras.

O dado mostra uma queda de 0,2% em comparação ao mesmo mês do ano passado. A queda também foi registrada por dois meses consecutivos.

O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social coleta os dados através de pesquisas com 31 mil locais de contratação em todo o país. Os dados são lançados pela Pesquisa Mensal de Estatísticas de Trabalho, coletada mês a mês.

Os dados mais detalhados mostram que a média salarial do trabalhador de tempo integral ficou em ¥357.112 no mês de agosto. Já o trabalhador de meio período ganhou em média ¥99.111 no mesmo mês, com recuo de 0,1% em comparação a agosto de 2018.

O cálculo do salário real comparado às mudanças do custo de vida do país também não revela dados positivos. Em comparação com o mesmo mês do ano passado, a queda é de 0,6% e o registro negativo segue por oito meses consecutivos.

“O custo de vida aumentou este ano, mas a média salarial mostra tendência a queda”, analisou um porta-voz do Ministério.
Fonte: Alternativa

sábado, 29 de julho de 2017

Salário mínimo médio do Japão sobe para 848 ienes

Salário do Japão
A decisão foi anunciada na noite de terça-feira pelo Conselho Central do Salário Mínimo do Japão, com aumento de 25 ienes a hora
O Sub-Comitê do Conselho Central do Salário Mínimo, ligado ao Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, decidiu na terça-feira (25), o aumento de 25 ienes para a média do salário mínimo, elevando-o a 848 ienes a hora. Esta decisão é para o ano fiscal de 2017. É o maior aumento desde 2002 e ficou dentro da meta do governo, que era de 3%.

Com essa decisão, o governo espera promover melhorias nas condições para os empregados não regulares, como aqueles que trabalham em tempo parcial (part time)  ou arbeit (arubaito) que ganham pouco mais que o salário mínimo atual. Além disso, espera avançar para a redução da diferença salarial entre empregados regulares e não-regulares.

Novo salário mínimo a partir de outubro
A média salarial atual é de 823 ienes a hora e o Conselho de cada província determina o seu piso salarial mínimo. O governo espera implantar este novo valor já a partir de outubro deste ano.

O conselho, considerando a economia de cada região, dividiu as províncias em grupos de A a D, para a implantação do novo salário mínimo. No grupo A estão Tóquio, Kanagawa, Osaka e mais 3, com 26 ienes de aumento; no grupo B entraram Ibaraki, Shizuoka, Hyogo e mais 8 províncias, com 25 ienes a mais; no grupo C estão Hokkaido, Tokushima, Fukuoka e mais 11 províncias, com 24 ienes e no grupo D entraram Aomori, Ehime, Miyazaki e mais 13 províncias, com 22 ienes de aumento.
Com novo salário mínimo espera-se reduzir as diferenças

Em março deste ano, o governo anunciou que tem em mente chegar a mil ienes a hora, como média do país, com a execução da reforma trabalhista.

O número de trabalhadores não regulares no Japão é de cerca de 40%. Esse público recebe cerca de 60% a menos que o trabalhador regular. Segundo o jornal econômico Nikkei, está abaixo dos países europeus onde a margem é de 70 a 80%.

Com kaizen nesse aspecto, na redução dessa diferença, há expectativa de aquecimento da economia do país.
Fonte: Portal Mie com Nikkei Shimbun e Yomiuri