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sábado, 27 de maio de 2023

Inflação em Tóquio desacelera em maio, mas índice-chave atinge alta de 4 décadas

Os dados de Tóquio são vistos como um indicador importante das tendências nacionais

economia do Japão
O núcleo da inflação ao consumidor na capital do Japão desacelerou em maio, mas um índice-chave, eliminando o efeito do combustível, atingiu uma alta de quatro décadas, ressaltando a ampliação da pressão de preços que pode manter vivas as expectativas de uma retirada da política monetária ultrafrouxa.

Os dados de Tóquio, que são vistos como um indicador importante das tendências nacionais, mostraram que as empresas continuaram repassando os custos de seus produtos e serviços para as famílias, em um sinal de que a pressão inflacionária pode durar mais do que o esperado pelo Banco do Japão (BOJ).

O principal índice de preços ao consumidor (IPC) de Tóquio, que exclui alimentos frescos voláteis, mas inclui custos de combustível, subiu 3,2% em maio em relação ao ano anterior, mostraram dados do governo na sexta-feira, correspondendo aproximadamente a uma previsão mediana do mercado de um ganho de 3,3%.

Embora a inflação tenha desacelerado em relação aos 3,5% do mês anterior, ela permaneceu acima da meta de 2% do Banco do Japão para um ano inteiro, pois os ganhos constantes dos preços dos alimentos compensaram a queda nos custos dos combustíveis, mostraram os dados.

Um índice que exclui os custos de alimentos frescos e combustíveis subiu 3,9% em maio em relação ao ano anterior, marcando o ritmo mais rápido de aumento desde abril de 1982, quando o Japão estava passando por uma bolha inflada de ativos.

"A inflação já parece estar superando as previsões do BOJ. As perspectivas de salários mais altos estão estimulando mais empresas a repassar o aumento dos custos trabalhistas por meio da elevação de preços", disse Takuya Hoshino, economista-chefe do Dai-ichi Life Research Institute.

"Dependendo de como os dados futuros se desenrolam, há uma chance de o BOJ responder à inflação elevada com um ajuste em sua política ultrafrouxa", disse ele.

Dados separados divulgados na sexta-feira mostraram que o preço que as empresas de serviços cobram umas das outras aumentou 1,6% em abril em relação ao ano anterior, marcando o 26º mês consecutivo de ganhos, já que a reabertura da economia após as restrições da pandemia impulsionou a demanda turística.

A economia do Japão está finalmente se recuperando das cicatrizes da pandemia de COVID-19, embora os riscos de uma desaceleração global e o aumento dos preços dos alimentos pairem sobre as perspectivas de exportação e consumo.

Com a inflação já excedendo sua meta, os mercados estão repletos de especulações de que o Banco do Japão poderá em breve eliminar gradualmente a política monetária ultrafrouxa sob o novo chefe, Kazuo Ueda.

Ueda disse repetidamente que a inflação diminuirá nos próximos meses à medida que os fatores de pressão de custo se dissiparem, e que o Banco do Japão manterá uma política ultrafrouxa até que o crescimento salarial mais forte garanta que o Japão possa ver a inflação atingir sua meta de 2% de forma sustentável.

Mas ele disse em uma entrevista em grupo na quinta-feira que o BOJ "agirá rapidamente" se sua projeção de inflação se mostrar errada e pode ajustar a política se o custo do estímulo superar os méritos.

Em uma pesquisa da Reuters divulgada na sexta-feira, mais da metade dos analistas entrevistados espera que o BOJ comece a relaxar sua política de controle da curva de rendimento (YCC) até o final de julho, como por exemplo, elevando o atual limite de 0,5% definido para os títulos do governo de 10 anos. 

O BOJ revisará suas projeções trimestrais de crescimento e inflação em uma reunião de política monetária de dois dias que terminará em 28 de julho.

Sob projeções feitas em abril, o banco central espera que o núcleo da inflação ao consumidor atinja 1,8% no atual ano fiscal que termina em março de 2024. Isso é muito menor do que uma previsão de 2,3% em uma pesquisa divulgada em 15 de maio pelo think tank Japan Center for Economic Research.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Toyota vai paralisar duas fábricas no Japão por mais de 10 dias em julho

A montadora cortou seu plano de produção global em 50 mil veículos

Toyota Motor
A Toyota Motor disse nesta quarta-feira (22) que vai paralisar linhas de produção em duas fábricas no Japão em julho, além das interrupções que já tinham sido anunciadas pela montadora anteriormente.

A paralisação ocorrerá nas unidades de Motomachi e Takaoka, ambas na cidade de Toyota.

Na fábrica de Motomachi, as linhas 1, GR e do Lexus LC ficarão paradas por 11 dias, em 1º de julho, de 4 a 8 e de 11 a 15 do mesmo mês.

Já na unidade de Takaoka, a produção será interrompida na linha 2 por 16 dias no mês que vem: 1, 4 a 8, 11 a 15 e 18 a 22.

A Toyota cortou seu plano de produção global de julho em 50 mil veículos devido à escassez de semicondutores e as interrupções no fornecimento de peças causadas pelas restrições da Covid-19.

A maior montadora do mundo em volume espera fabricar 800 mil veículos no próximo mês, disse em comunicado.

"Como continua difícil olhar para o futuro devido à escassez de semicondutores e à disseminação da Covid-19, existe a possibilidade de que o plano de produção seja menor", disse a empresa japonesa.

A Toyota e outras montadoras continuam lutando contra interrupções na cadeia de suprimentos e escassez de componentes causadas pela pandemia, incluindo aquelas resultantes do recente lockdown na China.

As montadoras também estão tendo que competir por suprimentos limitados de semicondutores com fabricantes de dispositivos eletrônicos de consumo.

A Toyota manteve sua meta de produção global anual de 9,7 milhões de veículos, embora a empresa tenha sinalizado em maio que as interrupções na cadeia de suprimentos poderiam forçá-la a reduzir esse número.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 16 de maio de 2022

Honda corta 20% da produção de duas fábricas no Japão em maio

A montadora projetou um recuo de 7% no lucro anual, ao invés do crescimento esperado por analistas

Honda
A Honda reduzirá produção em cerca de 20% em duas de suas fábricas no Japão pelo resto de maio, um mês depois de cortar a produção pela metade em uma das unidades.

As duas fábricas afetadas ficam em Suzuka (Mie) e Sayama (Saitama), que produzem modelos como Vezel, Freed e carros compactos da série N.

A Honda projetou nesta sexta-feira (13) um recuo de 7% no lucro anual, ao invés do crescimento esperado por analistas, e alertou que a longa crise de semicondutores e o aumento dos custos das matérias-primas estão prejudicando o resultado.

"No momento, esperamos colocar o negócio na trajetória de recuperação em junho", usando peças que estão em estoque, disse Yasuhide Mizuno, gerente sênior da empresa, em uma ligação após a divulgação dos resultados.

A Honda, segunda maior montadora do Japão em vendas, projeta recuo no lucro operacional para 810 bilhões de ienes (6,29 bilhões de dólares) no atual ano fiscal, que começou em abril. Analistas esperavam um aumento de 6,3%, para 926,3 bilhões de dólares, segundo dados compilados pela Refinitiv.

A empresa espera vender 4,2 milhões de veículos globalmente, um aumento de 3,1% em relação ao ano anterior.

"Além das incertezas sobre fornecimento e produção, espera-se um aumento adicional no custo" no ano fiscal que termina em março de 2023, disse a fabricante de automóveis em comunicado.

A Honda estima cerca de 300 bilhões de ienes em custos para cobrir despesas crescentes de material, mão de obra e logística no ano, um salto de cerca de 11% em relação ao período anterior.

A empresa divulgou na sexta-feira uma queda 6% menor no lucro operacional do trimestre encerrado em março ante o que era estimado por analistas, para 199,5 bilhões de ienes, superando a projeção média de 152,2 bilhões de ienes, de acordo com dados do Eikon, da Refinitiv.

As ações da Honda - que fecharam em alta de 2,2% na sexta-feira, em meio ao avanço de 2,6% do índice de referência local - acumulam alta de 1% até agora em 2022.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Crescimento da economia do Japão acelerará somente no fim do ano, dizem economistas

O crescimento no atual trimestre será mais lento do que o esperado

economia do Japão
A economia do Japão crescerá neste trimestre em um ritmo muito mais lento do que o esperado, já que o ressurgimento das infecções por coronavírus está prejudicando o ímpeto de recuperação, revelou uma pesquisa da Reuters.

Mas os analistas preveem que o crescimento vai acelerar no final do ano, já que a esperança de uma alta nos gastos em meio a uma expansão da distribuição de vacinas permitirá que a economia se livrar do arrasto da pandemia.

Esperava-se que a economia crescesse 2,7% anualizado no trimestre julho-setembro, de acordo com a pesquisa de 2 a 11 de agosto com cerca de 40 economistas. Isso foi bem abaixo da expansão de 4,2% projetada no mês passado e de 4,8% de crescimento previsto em junho.

O governo vai divulgar uma estimativa preliminar de crescimento do produto interno bruto para abril-junho na segunda-feira (16), que os analistas esperam chegar a 0,5% anualizado. Isso foi um pouco acima da previsão anualizada de 0,4% no mês passado, embora a previsão de crescimento trimestre a trimestre ainda tenha ficado inalterada em 0,1%.

"Um atraso na recuperação do consumo privado, especialmente centrado na indústria de serviços, representa um risco de queda para a economia", disse o economista da Barclays Securities, Kazuma Maeda.

A economia do Japão encolheu anualizados 3,9% no primeiro trimestre e sua recuperação ficou atrás de outras nações avançadas, já que o lançamento tardio da vacina e a falta de gastos em serviços minaram o ímpeto.

Mais de 80% dos analistas entrevistados disseram que era alta a probabilidade de que novas variantes da Covid-19 e o recente aumento da infecção do coronavírus atrasassem a recuperação econômica do país, com a maioria deles esperando um atraso de cerca de três meses.

"Certamente o número recorde de casos resultará em cautela adicional do consumidor e forçará o governo a manter as restrições por mais tempo", disse Marcel Thieliant, economista sênior da Capital Economics.

A previsões da pesquisa mostraram que o crescimento econômico aceleraria para 5,4% anualizado em outubro-dezembro e ficaria em 3,2% nos primeiros três meses do próximo ano, ante 4,6% e 2,7%, respectivamente, projetados no mês passado.

A previsão para o ano fiscal atual foi cortada para 3,5% de crescimento, de 3,6% esperados anteriormente, enquanto a do próximo ano fiscal foi elevada para 2,7%, de 2,6%.

Os preços básicos ao consumidor, que excluem os preços voláteis dos alimentos frescos, devem crescer apenas 0,3% neste ano fiscal, inalterado em relação ao mês passado, mostrou a pesquisa.

Os respondentes foram unânimes em dizer que o Banco do Japão (BOJ) manteria sua meta de taxa de juros de curto prazo em -0,1% e a meta de rendimento de títulos de 10 anos em torno de 0% em sua reunião de política entre 21 e 22 de setembro.

Quase 90% dos analistas na pesquisa esperavam que o BOJ relaxasse sua política monetária quando fizer seu próximo movimento, embora eles estivessem divididos sobre o que o banco central faria se eventualmente restringisse sua estrutura de política.

As opções mais amplamente esperadas eram que o BOJ ajustasse sua orientação futura, aumentasse a meta de rendimento de 10 anos ou acabasse com sua política de taxas negativas e aumentasse as taxas de juros de curto prazo, mostrou a pesquisa, inalterada em relação ao mês passado.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Mais de 220 mil pessoas podem perder emprego no Japão devido ao estado de emergência

Impacto econômico será de ¥5,8 trilhões, segundo o Instituto de Pesquisas Nomura

estado de emergência
Um estudo feito pelo Instituto de Pesquisas Nomura mostrou que o estado de emergência, que foi estendido pelo governo japonês até 7 de março em 10 províncias, pode deixar mais de 220 mil pessoas sem emprego no país, informou a TV Asahi nesta quarta-feira (3).

O Instituto calculou que o estado de emergência de dois meses, declarado no início de janeiro, pode causar um impacto econômico de ¥5,8 trilhões, equivalente a 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em termos anualizados.

Com base nesses números, 229 mil trabalhadores podem perder o emprego, uma vez que o estado de emergência mantém as pessoas em casa e reduz o consumo, afetando diretamente o setor de serviços, como restaurantes, que reduziram o horário de funcionamento.

O governo estendeu o estado de emergência até 7 de março em Tóquio, Kanagawa, Saitama, Chiba, Aichi, Gifu, Osaka, Hyogo, Quioto e Fukuoka.

Apenas a província de Tochigi terá o estado de emergência suspenso em 7 de fevereiro, devido à queda no número de novos casos de coronavírus.

O primeiro-ministro Yoshihide Suga disse que qualquer província poderá ter o estado de emergência suspenso antes de 7 de março se o número de infecções cair para baixos níveis.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

BC do Japão melhora perspectiva de crescimento para próximo ano fiscal

No entanto, o banco central ofereceu uma visão mais desanimadora sobre o consumo

banco central do Japão
O banco central do Japão deixou inalterada sua política monetária na quinta-feira e melhorou a projeção econômica para o próximo ano fiscal, que começa em abril, mas alertou para os crescentes riscos às perspectivas uma vez que as medidas de emergência contra o coronavírus ameaçam a frágil recuperação.

O presidente do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, disse que a diretoria também discutiu a revisão de suas ferramentas de política monetária a ser feita em março, embora tenha dado poucas indicações sobre qual será o resultado.

"Nossa revisão não irá focar apenas em lidar com os efeitos colaterais de nossa política. Precisamos torná-la mais eficaz e ágil", disse Kuroda em entrevista à imprensa.

Como esperado, o banco central manteve suas metas sob o controle da curva de rendimentos em -0,1% para os juros de curto prazo e em torno de 0% para os rendimentos dos títulos de 10 anos.

Em novas projeções trimestrais, o Banco do Japão melhorou a previsão de crescimento para o próximo ano fiscal a uma expansão de 3,9% ante 3,6% há três meses, com base nas esperanças de que o enorme pacote de gastos do governo vai aliviar o impacto da pandemia.

Mas ofereceu uma visão mais desanimadora sobre o consumo, alertando que os gastos com serviços continuarão sob "forte pressão de baixa" devido ao novo estado de emergência adotado este mês.

"A economia do Japão está acelerando como tendência", disse o banco central no relatório.

Embora Kuroda tenha reiterado a prontidão do banco para aumentar o estímulo, ele mostrou esperanças de que as exportações robustas e a distribuição esperada das vacinas melhorem as perspectivas para a recuperação.

"Não acho que o risco de o Japão cair de volta em deflação seja alto", disse ele, sinalizando que o banco central ofereceu estímulo suficiente por enquanto para aliviar o impacto da Covid-19.

Muitos analistas esperavam que o Banco do Japão optasse pela manutenção da política monetária antes da revisão em março, que busca tornar suas ferramentas sustentáveis.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Economia do Japão tem crescimento de 22,9% no 3º trimestre

 A revisão para cima está em linha com previsões e sugere que a economia do Japão está melhorando da recessão que iniciou no fim de 2019

economia do Japão
O Japão reportou que sua economia expandiu a uma taxa anual de 22,9% no último trimestre, quando empresas e gastos pessoais se recuperaram de choques relacionados à pandemia na primavera e início do verão.

Economistas disseram que a revisão para cima divulgada na terça-feira (8) estava em linha com previsões e sugere que a economia do Japão, a terceira maior do mundo, está melhorando da recessão que iniciou no fim de 2019, mesmo antes do surto de coronavírus ocorrer.

“A revisão para cima considerável no PIB do 3º trimestre e o aumento acentuado nos gastos de família, que são o ‘núcleo’, em outubro apoiam nossa opinião de que a economia do Japão vai se recuperar da pandemia mais rápido do que o consenso espera”, disse Tom Learmouth da Capital Economics em um comentário.

A expansão no trimestre julho a setembro coincidiu com um impulso para encorajar gastos domésticos, com o Go To Travel e Go To Eat – programas que oferecem descontos significativos em hotéis e restaurantes – a fim de compensar a perda de turismo estrangeiro.

A economia contraiu a um ritmo anualizado de 29,2% no trimestre abril a junho, quando o governo declarou estado de emergência e buscou reduzir a propagação do vírus com várias precauções, incluindo pedir a empresas que deixassem seus funcionários trabalhem de casa.

Com viagens internacionais praticamente paralisadas, a Olimpíada de Tóquio 2020 foi adiada.

A estimativa anterior mostrou uma expansão de 21,4%.

Novo pacote de estímulo econômico
O primeiro-ministro Yoshihide Suga anunciou um pacote adicional de estímulo no valor de cerca de US$700 bilhões na terça-feira. Esse seguiu um de US$2,2 trilhões em medidas anteriores de estímulo.

O Japão busca manter negócios funcionando mais ou menos como de costume enquanto pede às pessoas que usem máscara, álcool em gel e mantenham o distanciamento social.

Contudo, o número de casos de coronavírus aumentou nas últimas semanas, levando algumas áreas locais a pedirem aos residentes que ficassem em casa o máximo possível. Em alguns lugares, autoridades pediram a bares e restaurantes que fechassem cedo.
Fonte: Portal Mie com Japan Today

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Subaru suspenderá temporariamente produção nacional e no exterior

A montadora japonesa Subaru é a oitava do país a informar sobre a paralisação temporária das suas fábricas, sendo que a do Japão é em Gunma
Subaru

A montadora japonesa Subaru informou na quarta-feira (1.º) que suspenderá a produção das fábricas no Japão e do exterior, temporariamente, por causa da disseminação do novo coronavírus.

As fábricas de Ota (Gunma), a principal e a de Yajima, terão as atividades suspensas a partir de 11 deste mês, por falta de peças produzidas no exterior.

A Toyota e outras montadoras também já decidiram suspender a produção. Com o anúncio da Subaru, todas as 8 fabricantes de carros estarão com linhas de produção paralisadas temporariamente no Japão. Desde o Grande Terremoto ao Leste do Japão, em 2011, é a primeira vez que isso acontece.

A Subaru informou que pretende retornar somente depois do feriado de Golden Week, em 11 de maio.  Prevê-se que o impacto negativo seja de cerca de 40 mil unidades, equivalentes a 4% dos resultados da produção mundial em 2019, com 987 mil.

A fábrica de Indiana, nos Estados Unidos, paralisada, retornaria em 6 deste mês. No entanto, a retomada foi prorrogada para 17. Portanto, no total serão 71 mil veículos a menos.
Fonte: Portal Mie com ANN, Nikkei e Asahi

segunda-feira, 16 de março de 2020

Japão sofre queda no consumo e grave impacto econômico com coronavírus

Indústria, comércio e turismo foram afetados com as ações para conter o vírus

economia do japao

A disseminação do novo coronavírus pelo Japão já impacta gravemente e a economia do país.

As vendas do comércio, a indústria e o turismo estão sofrendo graves consequências e não há perspectiva de recuperação em curto prazo.

Segundo reportagem da emissora NHK, as grandes lojas de departamento do país estão registrando queda superior a 10% nas vendas, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Além do consumo, a redução no número de turistas estrangeiros também está impactando a economia. No mês passado, o Japão recebeu um número baixo de visitantes da China, apenas 10% do que costumava ser antes do coronavírus. A perspectiva é de uma redução ainda maior este mês.

O cancelamento de grandes eventos também paralisou um importante setor da economia e provocou queda no consumo.

O setor da indústria também está sofrendo forte impacto. A redução na produção e envio de componentes da China tem afetado a produção da indústria japonesa e provocado piora na situação econômica dos trabalhadores.

O impacto na economia não tem sido percebido apenas no Japão, mas também no âmbito mundial. Outros países asiáticos, Estados Unidos, Europa e até o Brasil estão sofrendo os efeitos da quarentena voluntária ou obrigatória e a queda das bolsas de valores.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a previsão da taxa de crescimento global para abaixo dos 2,9% do ano passado, que foi o pior índice registrado nos últimos dez anos.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Economia do Japão já sofre o impacto do cancelamento de viagens de chineses

A queda na vinda de turistas da China pode ter forte reflexo no produto interno bruto do Japão
Economia do Japão

As indústrias de turismo e varejo estão tentando se recuperar das consequências da disseminação do novo e mortal coronavírus, já que centenas de milhares de turistas chineses estão cancelando suas viagens de grupo ao Japão. A informação é do jornal Asahi.

O número de chineses que cancelaram suas reservas previstas até março deste ano já chegou a 400.000, de acordo com um estudo da Associação Japonesa de Agentes de Viagens (JATA), um grupo da indústria.

O número seria ainda mais alto se os viajantes chineses que planejavam ir ao Japão em viagens pessoais e de negócios fossem contados também, acrescentou o JATA.

O surto do vírus que causa uma doença semelhante à pneumonia em Wuhan, no centro da China, ocorreu logo antes do feriado do Ano Novo Lunar da China, de 24 a 30 de janeiro, quando os chineses viajam para dentro e fora do país em grandes números.

A ausência destes turistas causou impacto no planejamento dos hotéis e lojas de departamento japoneses, que dependem do poder de compra dos turistas chineses.

Shizuoka, com suas renomadas fontes termais e pontos turísticos, é uma das províncias mais atingidas, com os chineses sendo responsáveis por 60% de seus visitantes estrangeiros.

Segundo a associação de turismo da província, mais de 1.800 chineses cancelaram suas viagens.

Uma pousada de estilo japonês no resort termal de Kanzanji, em Hamamatsu, informou que não há reservas de visitantes chineses em excursões em grupo para fevereiro e março.

"Isso é realmente lamentável, pois os turistas chineses começaram a ficar em nossa pousada apenas recentemente", lamentou uma funcionária.

Em entrevista para a NHK, Taro Imafuku, do Tamatsukuri Grand Hotel Choseikaku, de Shimane, lamentou os cancelamentos já feitos por turistas chineses. “Estamos apreensivos que mais cancelamentos sejam feitos. Porém, não podemos fazer nada quanto a isso”, disse.

As lojas de departamento japonesas que esperavam uma chegada massiva de turistas chineses estão afetando suas vendas.

Os chineses respondem por cerca de 80% das compras de visitantes estrangeiros nas três principais lojas de departamento - Daimaru-Matsuzakaya, Takashimaya e Mitsukoshi-Isetan.

Com o fluxo de compradores chineses diminuindo, suas respectivas vendas relativas ao Ano Novo Lunar deste ano caíram para os níveis de um ano atrás.
Em particular, a Takashimaya Department Store registrou um declínio de 14,7%, a mais acentuada das três lojas de departamento.

As coisas estão piorando em Takashimaya, com a queda de 30 a 40% em relação a 2019 desde 29 de janeiro.

Os visitantes chineses gastaram 1.771,8 bilhão de ienes (US $ 16,4 bilhões) no Japão em 2019, segundo a Agência de Turismo do Japão.

Se a proibição de viagens em grupo ao exterior imposta pelo governo chinês continuar por seis meses, isso se traduziria em um declínio de 295 bilhões de ienes nos gastos no Japão e uma queda de 0,05% do produto interno bruto japonês, de acordo com uma estimativa do SMBC Nikko Securities Inc.

Algumas lojas de departamento estão até se preparando para que as consequências se espalhem para o consumo dos compradores japoneses.

"Se o surto de coronavírus de Wuhan demorar mais do que se pensava inicialmente, os japoneses podem se esconder em suas casas para evitar o risco de exposição", disse um funcionário de uma loja de departamentos.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Atividade das fábricas do Japão contrai em ritmo mais acelerado com queda na produção

"O setor manufatureiro terminou 2019 onde começou, preso à contração", disse um economista
fábricas do Japão

 A atividade das fábricas do Japão encolheu em ritmo mais acelerado em dezembro do que no mês anterior devido à queda na produção, ressaltando a crescente pressão sobre as empresas pela diminuição da demanda no exterior e no país.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do Jibun Bank, divulgado nesta segunda-feira (6), caiu para 48,4 pontos em uma base sazonalmente ajustada, ficando pior que a baixa mais acentuada em três anos registrada em outubro.

O índice ficou abaixo do patamar preliminar de 48,8 no mês passado e da leitura final de 48,9 em novembro.

"O setor manufatureiro do Japão terminou 2019 onde começou, preso à contração, com pouca esperança de uma recuperação iminente", disse Joe Hayes, economista da IHS Markit, que compila a pesquisa.

"A economia manufatureira sofreu seu pior desempenho em mais de três anos, com um momento claramente negativo em 2020."

A pesquisa do PMI mostrou que a produção caiu para o menor nível desde março, uma vez que as empresas enfrentaram condições desfavoráveis ​​de demanda e exportações fracas devido à queda nas vendas para a China.

No geral, os novos pedidos e a produção permaneceram em contração pelo 12º mês consecutivo, embora a queda nos novos negócios tenha desacelerado pelo segundo mês seguido.

A produção industrial do Japão caiu pelo segundo mês consecutivo em novembro, aumentando a probabilidade de contração da economia no quarto trimestre.

No mês passado, o Banco do Japão ofereceu uma visão mais sombria da produção das fábricas, mantendo intacta sua avaliação de que a terceira maior economia do mundo continua a se expandir moderadamente como uma tendência.

Pelo oitavo mês seguido, o índice PMI de manufatura permaneceu abaixo do limite de 50,0, que separa contração e expansão, marcando a queda mais longa desde um período de nove meses entre 2012 e 2013

"Os dados da pesquisa destacaram que a demanda fraca permanece um problema em todo o setor, afetando os volumes de produção e fazendo com que as empresas reduzam seus preços na esperança de mudar a maré", acrescentou Hayes.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Japão aprova estímulo de ¥13 trilhões para combater riscos comerciais

O pacote deve elevar o PIB do país em 1,4% até o ano fiscal de 2021

O gabinete do Japão aprovou na quinta-feira (5) um pacote fiscal de 122 bilhões de dólares para apoiar o crescimento estagnado da terceira maior economia do mundo em meio a riscos externos, enquanto as autoridades buscam sustentar a atividade para além dos Jogos Olímpicos de Tóquio de 2020.

O pacote de 13,2 trilhões de ienes (121,50 bilhões de dólares) deve elevar o Produto Interno Bruto do país em 1,4% até o ano fiscal de 2021 e ocorre num momento em que o Japão, como outras grandes economias, procura reviver o crescimento através dos gastos, à medida que os bancos centrais rapidamente ficam sem opções de política monetária.

No entanto, Tóquio também está procurando equilibrar sua necessidade de estímulo com esforço para reduzir sua forte dívida pública, que é mais do que o dobro do tamanho de seu PIB e a maior dívida do mundo industrial.

“A situação atual exige todas as medidas possíveis para impedir que os riscos no exterior reduzam não apenas as exportações, mas também os gastos de capital e o consumo privado”, afirmou o governo em comunicado.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Média salarial do Japão cai pelo 2° mês e fica em ¥276 mil

Dados preocupam governo, devido ao aumento do custo de vida este ano
Média salarial do Japão

O imposto sobre o consumo subiu de 8% para 10% este mês, mas a média de salários do Japão não está caminhando na mesma direção.

Segundo uma reportagem da emissora NHK, os dados preliminares do mês de agosto mostram que a média salarial do trabalhador comum ficou em ¥276.296, valor que corresponde a soma do salário básico com o pagamento de horas extras.

O dado mostra uma queda de 0,2% em comparação ao mesmo mês do ano passado. A queda também foi registrada por dois meses consecutivos.

O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social coleta os dados através de pesquisas com 31 mil locais de contratação em todo o país. Os dados são lançados pela Pesquisa Mensal de Estatísticas de Trabalho, coletada mês a mês.

Os dados mais detalhados mostram que a média salarial do trabalhador de tempo integral ficou em ¥357.112 no mês de agosto. Já o trabalhador de meio período ganhou em média ¥99.111 no mesmo mês, com recuo de 0,1% em comparação a agosto de 2018.

O cálculo do salário real comparado às mudanças do custo de vida do país também não revela dados positivos. Em comparação com o mesmo mês do ano passado, a queda é de 0,6% e o registro negativo segue por oito meses consecutivos.

“O custo de vida aumentou este ano, mas a média salarial mostra tendência a queda”, analisou um porta-voz do Ministério.
Fonte: Alternativa

domingo, 11 de agosto de 2019

Falências de empresas no Japão crescem 13,6% em julho

Uma pesquisa revelou que 783 empresas japonesas fecharam as portas
empresas no Japão

 O número de falências de empresas no Japão atingiu o seu nível mais alto em um período de mais de dois anos.

Uma pesquisa realizada pela Teikoku Databank, uma companhia de avaliação de crédito do setor privado, revelou que 783 empresas japonesas fecharam as portas em julho deste ano.

O número significa um aumento de 13,6% em relação ao mesmo mês do ano passado, sendo o valor mais alto desde maio de 2017.

A pesquisa abrange empresas com mais de 95 mil dólares em dívidas. A quantidade de falências aumentou em seis das sete categorias de indústrias identificadas pela pesquisa.

No setor de comércio, o aumento chegou a 19,5%. A escalada no preço de produtos alimentícios, que afeta restaurantes e mercados, contribuiu para o alto índice. No setor de serviços, o aumento de 9,5% foi causado por uma intensa competição no desenvolvimento de softwares.

É possível que a situação apenas piore para algumas empresas. Um painel do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social do Japão aprovou na semana passada um aumento de 3% do salário mínimo.

Agravando ainda mais a situação, a elevação do imposto sobre consumo de 8% para 10%, que entrará em vigor em outubro, deve obrigar muitos estabelecimentos a atualizarem suas caixas registradoras e sistemas de gestão.
Fonte: Alternativa com Agência Brasil

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Japão registra maior déficit comercial em quase 5 anos

As exportações para todos os mercados caíram 8,4% em janeiro
Japão registra maior déficit comercial

O Japão registrou em janeiro o maior déficit comercial em quase cinco anos, ampliando sua sequência de contas no vermelho pelo quarto mês consecutivo, ao mesmo tempo em que as exportações para a China diminuem.

Os números divulgados na quarta-feira (20) pelo Ministério das Finanças  mostram o déficit para o mês de 12,7 bilhões de dólares.

As exportações para todos os mercados caíram 8,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, principalmente devido a uma queda nas vendas de navios e maquinário para produção de semicondutores.

As importações caíram 0,6% por conta da queda nos preços do petróleo.

Exportações para a China tiveram recuo de 17,4%. Autoridades do governo disseram que isso pode ser resultado da desaceleração econômica da China, e afirmam que o feriado do Ano Novo chinês também pode ter afetado a demanda.

Por outro lado, o superávit do Japão com os Estados Unidos aumentou pela primeira vez em sete meses, crescendo 5,1% em relação ao ano anterior. As exportações de veículos para os EUA aumentaram 13%.
Fonte: Alternativa com Agência Brasil

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Produção das fábricas cai no Japão; taxa de desemprego sobe para 2,5%

Os riscos globais crescentes prejudicam a demanda e ameaçam a economia do país
Produção das fábricas no Japão

A produção industrial japonesa se contraiu em novembro e reverteu parcialmente o ganho do mês anterior, enquanto as vendas no varejo diminuíram drasticamente, à medida que os riscos globais crescentes prejudicam a demanda e ameaçam a economia do país, que depende das exportações.

A queda nas fábricas foi de 1,1 por cento, pressionada por um recuo na produção de máquinas para uso geral, após um aumento de 2,9 por cento em outubro, segundo dados divulgados pelo governo nesta sexta-feira (28).

Fabricantes entrevistados pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI) esperam que a produção suba 2,2% em dezembro, mas caia 0,8% em janeiro.

O declínio ocorre em um momento de aumento da volatilidade nos mercados globais devido a preocupações com a desaceleração do crescimento nas economias dos EUA e da China, a incerteza sobre as políticas fiscal e monetária dos EUA e o protecionismo comercial.

Além das preocupações sobre a demanda no exterior, o consumo privado do Japão, que representa cerca de 60% da economia, também não mostra sinais de força.

As vendas no varejo do Japão aumentaram 1,4 por cento no ano até novembro, desacelerando acentuadamente em relação ao aumento de 3,6 por cento observado em outubro e diminuindo o ganho de 2,2 por cento esperado pelos economistas.

Desemprego
Dados separados mostraram que a taxa de desemprego do Japão subiu para 2,5% em novembro, ante 2,4% em outubro, e a disponibilidade de empregos cresceu para 1,63 vagas por candidato, de 1,62 no mês anterior, o melhor índice em 44 anos.

O envelhecimento e o encolhimento da população do Japão levaram a um mercado de trabalho restrito, causando escassez de mão de obra e elevando os salários gradualmente, à medida que muitas empresas se esforçam para atrair trabalhadores.
Fonte: Alternativa com Reuters

domingo, 28 de outubro de 2018

Pesquisa mostra que produção das fábricas caiu no Japão após desastres naturais

A disputa comercial entre a China e os EUA também pode causar impacto sobre a economia 
produção das fábricas no Japão
 
A produção das fábricas no Japão provavelmente caiu em setembro pela primeira vez em dois meses devido a desastres naturais, mostrou uma pesquisa da Reuters na sexta-feira (26), o que aumentaria as previsões de que a economia enfraqueceu no terceiro trimestre.

A produção industrial caiu 0,3 por cento em setembro em relação ao mês anterior, segundo a pesquisa com 16 economistas. O número de agosto foi revisado para um ganho de 0,2% em relação aos 0,7% inicialmente divulgados.

Analistas disseram que tufões e terremotos, que interromperam as operações em algumas fábricas, afetaram a produção.

A disputa comercial entre a China e os Estados Unidos pode causar um impacto mais claro sobre a economia do Japão nos próximos meses, acrescentaram.

Takeshi Minami, economista-chefe do Instituto de Pesquisa Norinchukin, disse que a economia "provavelmente abrandou no terceiro trimestre, mas os gastos de capital são sólidos, o que pode ser um apoio".

“A economia da China desacelerou e o comércio global também. O crescimento econômico do Japão pode acelerar novamente, mas estamos entrando na fase em que o pico econômico pode estar aparecendo”, disse ele.

O Ministério do Comércio divulgará os dados de produção das fábricas na próxima quarta-feira. Os números do Produto Interno Bruto (PIB) de julho a setembro serão mostrados em 14 de novembro.

As vendas no varejo, outro dado importante para medir o crescimento do PIB no terceiro trimestre, devem subir 1,6 por cento em setembro em relação ao mesmo período do ano passado, desacelerando em relação ao aumento de 2,7 por cento em agosto, segundo a pesquisa.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Japão precisa atrair mais trabalhadores estrangeiros para aliviar falta de mão de obra, dizem economistas

Pesquisa também mostrou que o país deve prosseguir com o aumento do imposto sobre consumo de 8% para 10%
Japão precisa atrair mais trabalhadores estrangeiros

O governo do Japão precisa promover mais investimentos corporativos e inovação, além de atrair mais trabalhadores estrangeiros para aliviar a escassez de mão-de-obra, mostrou uma pesquisa da Reuters com economistas na última quarta-feira.

O Japão também deve prosseguir com o aumento do imposto sobre consumo de 8% para 10% no próximo ano, como planejado, disseram analistas, mesmo que a economia pareça estar em uma fase difícil após a contração no primeiro trimestre.

A pesquisa também mostrou que os economistas continuam divididos sobre quando o banco central iniciará o processo de redução de seu programa de estímulo, com alguns prevendo que será em algum momento do ano que vem e outros considerando que o processo não começará antes de 2020 ou mais tarde.

Todos os entrevistados concordam que a inflação permanecerá bem abaixo da meta de 2 por cento do banco central por algum tempo.

Na semana passada, o governo divulgou seu roteiro para o próximo ano em áreas como trabalho, educação e redução da dívida do governo, que é mais que o dobro do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Na pergunta sobre o que o Japão mais precisa entre esses objetivos, 14 economistas destacaram "investimento e inovação", outros 14 também apontaram "aceitar mais trabalhadores estrangeiros" e dez salientaram o aumento do imposto sobre consumo em outubro de 2019.

Oito citaram "promover mais a força de trabalho de mulheres e idosos", mostrou a pesquisa realizada de 5 a 12 de junho. Os entrevistados puderam escolher até três respostas.

"O Japão deveria aumentar a produtividade e restaurar a saúde fiscal de forma equilibrada", disse Hiroaki Mutou, economista-chefe do Tokai Tokyo Research Institute. "O governo deveria se abster de tomar medidas que transfiram a carga fiscal para as gerações futuras".

Quanto à meta para a taxa de inflação ao consumidor no Japão, 17 dos 38 economistas responderam que seria de cerca de 1 por cento e 16 falaram em cerca de 2 por cento, segundo a pesquisa.

O programa de estímulo do Banco do Japão desde 2013 até agora não conseguiu elevar os preços para atingir a meta. "Acreditamos que a meta de 2 por cento pode nunca ser atingida", disse Marcel Thieliant, economista sênior da Capital Economics.

"Pode fazer sentido visar uma taxa de inflação mais baixa para manter a credibilidade do banco e sua capacidade de reagir às preocupações sobre a estabilidade financeira."
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 13 de abril de 2018

BC do Japão diz que falta de mão de obra pode afetar economias regionais

O banco central melhorou sua avaliação para as áreas de Kyushu e Shikoku

BC do Japão

O banco central do Japão manteve uma visão em geral otimista sobre as economias regionais, em sinal de sua convicção sobre uma ampla recuperação, mas alertou que a escassez de mão-de-obra e a guerra comercial entre Estados Unidos e China podem obscurecer as perspectivas.

A avaliação do banco central em um relatório na quinta-feira sugere que provavelmente manterá suas projeções positivas de crescimento e de preços quando realizar uma revisão trimestral de suas projeções em na reunião de política monetária de 26 e 27 de abril.

O presidente do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, enfatizou sua determinação em manter o programa de estímulo do banco central para atingir sua meta de 2 por cento, mesmo que a economia continue a se expandir moderadamente.

“Com o aumento do hiato do produto melhorando e as expectativas de inflação de médio a longo prazo crescendo, esperamos que a inflação acelere como tendência e caminhe a 2 por cento”, disse Kuroda em uma reunião trimestral dos gerentes regionais do banco central do Japão na quinta-feira.

No relatório divulgado pelos gerentes regionais do Banco do Japão, o banco central melhorou sua avaliação para Kyushu e Shikoku, entre as nove regiões do Japão, e manteve sua visão otimista de seis áreas, à medida que o aperto no mercado de trabalho elevou a renda e o consumo das famílias.

Um alto funcionário do banco central japonês disse ao Parlamento na quinta-feira que havia sinais promissores na economia que ajudariam o banco central a atingir sua meta de preço.

“As expectativas de inflação de médio e longo prazos estão emergindo recentemente da fraqueza, enquanto os salários e a inflação estão subindo moderadamente”, disse o diretor-executivo do Banco do Japão, Eiji Maeda.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Economia crescente e falta de mão de obra fazem Japão ter a maior oferta de emprego desde 1973

A economia japonesa está passando pelo seu segundo ciclo de expansão mais longo na era do pós-guerra 

Emprego no Japão
A disponibilidade de emprego do Japão em 2017 aumentou para o nível mais alto em 44 anos, disse o governo nesta terça-feira, no mais recente sinal de que o país atingiu uma boa fase de crescimento econômico.

O índice de empregos subiu para 1,50 no ano passado, o maior resultado desde 1973, quando atingiu o recorde histórico de 1,76. Isso significa que 150 vagas estavam disponíveis para cada 100 candidatos a emprego.

A taxa de desemprego caiu pelo sétimo ano consecutivo, para 2,8%, a menor desde 1993, mostraram dados do governo.

A economia do Japão, que cresceu a uma taxa anualizada de 2,5 por cento em julho-setembro, está passando pelo seu segundo ciclo de expansão mais longo na era do pós-guerra, ajudada pela forte demanda no exterior.

A taxa de desemprego manteve-se abaixo de 3 por cento para grande parte de 2017, mas a escassez de mão de obra ainda não se traduz em crescimento salarial mais robusto, uma dor de cabeça para os formuladores de políticas econômicas, já que o Banco do Japão ainda está longe de atingir sua meta de inflação de 2%.

As taxas de participação da força laboral das mulheres aumentaram, enquanto as empresas também encorajaram pessoas idosas a retornar ao mercado de trabalho.

O número de mulheres nas folhas de pagamento atingiu um máximo de 28,59 milhões em 2017, e a taxa de desemprego feminino ficou em 2,7%, ante os 2,8% em 2016. O desemprego masculino caiu para 3,0%, abaixo dos 3,3% do ano anterior.

Em dezembro, a disponibilidade de emprego aumentou para 1,59, atingindo seu nível mais alto em 44 anos, mas o desemprego subiu para 2,8%, ante 2,7% em novembro, piorando pela primeira vez em sete meses, de acordo com dados do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar e do Ministério do Interior e das Comunicações.

"A situação pode ser diferente dependendo do setor e entre trabalhadores regulares e de meio período, mas é evidente que a escassez de mão de obra é grave à medida que a economia está se expandindo", disse Yuichiro Nagai, economista da Barclays Securities Japan Ltd.

O primeiro-ministro Shinzo Abe está pedindo às empresas para aumentar o salário dos funcionários em pelo menos 3 por cento a partir do próximo ano fiscal, que começa em abril.

As empresas estão relutantes em aumentar os salários em parte por causa da incerteza sobre suas perspectivas econômicas e algumas, aparentemente, preferem aumentar o salário dos funcionários temporários para garantir trabalho, e não para os efetivos, de acordo com uma recente análise do governo.
Fonte: Alternativa com Reuters