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sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

TSMC: construção de nova planta no Japão

Ao mesmo tempo em que a maior fabricante de semicondutores do mundo anunciou resultados financeiros e lucro recordes, revelou que pensa em nova planta no Japão

Taiwan Semiconductor Manufacturing Company
A TSMC – Taiwan Semiconductor Manufacturing Company informou que registrou recorde nos seus resultados financeiros em 2022, de 2,263 trilhões de dólares taiwaneses, o equivalente a 9,8 trilhões de ienes. Foi um aumento de 42,6% em relação ao ano anterior.

O lucro final também foi recorde, fechando com 1,165 trilhão de dólares taiwaneses, o equivalente a 4,4 trilhões de ienes.

Na quinta-feira (12) a TSMC, a maior empresa de fabricação terceirizada de semicondutores do mundo, anunciou em uma coletiva de imprensa online sobre seu desempenho. Aproveitou a ocasião para anunciar que está “considerando a construção de uma segunda planta no Japão”.

Atualmente a sua primeira planta japonesa está sendo construída na província de Kumamoto, em parceria com a Sony e outras empresas, com previsão de início de operação no segundo semestre de 2024. 

A TSMC é uma importante fabricante de semicondutores que tem como uma das parceiras de negócios a Apple, fabricante do iPhone e outros dispositivos.  

Possui a maior capacidade de produção do mundo, além da avançada tecnologia, como a produção em massa de semicondutores de 3 nanômetros atendendo com sucesso os dispositivos e equipamentos de última geração.
Fonte: Portal Mie com ANN e NHK

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Japão quer primeira fábrica que produza chips de 20 nanômetros no país, segundo jornal Nikkan Kogyo

O investimento está estimado em 1 trilhão de ienes (US$ 9,2 bilhões)

TSMC
O governo do Japão quer que a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. Ltd. (TSMC) e o Sony Group invistam 1 trilhão de ienes (US$ 9,2 bilhões) para construir a primeira fábrica de chips de 20 nanômetros do país, informou o jornal Nikkan Kogyo na quarta-feira (26).

A fábrica seria construída perto da unidade de sensores de imagem da Sony no sudoeste do Japão, de acordo com uma proposta apresentada pelo Ministério do Comércio e Indústria do Japão, cita a notícia. Não foram dados mais detalhes sobre a proposta ou quando ela foi feita.

O CEO da Sony, Kenichiro Yoshida, recusou-se a comentar a notícia em um briefing estratégico na quarta-feira, mas disse que "o fornecimento estável de chips é importante para o Japão manter sua competitividade internacional".

A TSMC também não quis comentar. Um porta-voz do ministério disse que a notícia não era verdade, mas não quis entrar em detalhes.

A amarga tensão comercial entre os Estados Unidos e a China resultou na preocupação de que grande parte da produção mundial de chips esteja localizada em Taiwan, além de contribuir para uma escassez global de chips que atingiu as montadoras de maneira particularmente forte.

O Japão, como os Estados Unidos, está procurando em aumentar a produção de semicondutores em ambiente doméstico, em uma tentativa de garantir que suas empresas possam proteger os componentes essenciais.

A fábrica de semicondutores mais avançada do Japão, que fabrica chips de 40 nanômetros, é a Renesas Electronics Corp.

Um chip de 20 nanômetros é mais poderoso, pois contém mais transistores em um espaço menor.

O líder democrata do Senado dos EUA, Chuck Schumer, revelou neste mês uma lei para aprovar US$ 52 bilhões para aumentar significativamente a produção e pesquisa de chips semicondutores nos EUA em cinco anos.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 11 de maio de 2021

Panasonic anuncia retirada da produção nacional de TV

A Panasonic, que lançou a tevê a cores em 1960, e já foi uma das maiores do segmento, anunciou a retirada da produção nacional

Panasonic
Na segunda-feira (10) a Panasonic informou que encerrou a produção nacional dos aparelhos de tevê OLED (eletroluminescência orgânica ou LED orgânico), levando-a para o exterior. 

Essa produção estava na planta de Utsunomiya (Tochigi), encerrada no final de março deste ano. O motivo da desistência é que o custo era alto devido à pequena produção, o que levou à queda na lucratividade. Também encerrou no Vietnã e na Índia.

A planta de Tochigi permanecerá como base de desenvolvimento dos métodos de fabricação dos televisores e produção de peças de reparo.

Informou que concentrará as produções na Malásia e República Tcheca, além de terceirizar a produção dos aparelhos menores para uma indústria da China.

A Panasonic começou a produção doméstica de televisores em 1952 durante a antiga era Matsushita Electric Industrial e vendeu mais de 20 milhões de unidades em todo o mundo, no seu auge em 2010. Lançou a tevê a cores em 1960. Desde muito tempo o segmento de aparelhos de tevê foi o carro-chefe da fabricante.

No entanto, devido à forte concorrência de preços com fabricantes sul-coreanos e chineses, foi forçada a se retirar da atividade da tevê de plasma, em 2014.

Declínio dos fabricantes japoneses
No ano fiscal de 2020 mais recente, as vendas globais dos aparelhos de tevê caíram para 3,6 milhões de unidades.

A Panasonic quer melhorar sua lucratividade revisando seu sistema de produção em todo o mundo. A retirada da produção doméstica tornou-se um símbolo do declínio dos fabricantes japoneses de televisores.

A Hitachi, que produzia aparelhos com a marca Wooo, interrompeu a produção em 2012. A Toshiba vendeu sua produção doméstica, da marca Regza, para um fabricante chinês há três anos. Além disso, a Sharp interrompeu a produção de TVs LCD em sua fábrica na província de Tochigi há três anos.

Continuam em atividade o Grupo Sony, com planta em Inazawa (Aichi) e Mitsubishi Electric, com fábrica em Nagaokakyo (Quioto). 
Fonte: Portal Mie com NHK e Nikkei

terça-feira, 2 de março de 2021

Sony vai parar de produzir e vender produtos eletrônicos no Brasil

Segundo a empresa, a fábrica de Manaus será fechada no fim deste mês

Sony Brasil
A Sony anunciou na segunda-feira que vai parar de vender produtos eletrônicos no Brasil, segundo comunicado publicado na conta da companhia no Twitter, sem dar motivos para a decisão.

"Como anunciado em setembro de 2020, a Sony Brasil vai encerrar suas atividades comerciais ao final do mês de março de 2021", afirmou a companhia no comunicado. "Com isso, iremos interromper as vendas de produtos eletrônicos como TVs, câmeras e equipamentos de áudio."

Procurada, a Sony do Brasil afirmou que "sempre adota medidas para fortalecer a estrutura e a sustentabilidade de seus negócios para responder às rápidas mudanças no ambiente externo".

Segundo a empresa, a fábrica de Manaus será fechada no fim deste mês e a venda dos produtos eletrônicos de consumo da marca no país será interrompida em meados deste ano, "considerando o ambiente recente de mercado e a tendência esperada para os negócios".

A companhia afirmou que a decisão não afeta outros negócios do grupo no país como videogames, música e cinema e produtos profissionais.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Sony vê aumento na demanda por chips impulsionando lucro para recorde em quase 20 anos

O retorno ao resultado de 20 anos atrás acontece após uma grande reformulação da companhia 

A Sony afirmou na sexta-feira que espera que seu lucro anual suba 73 por cento, perto de um recorde de quase duas décadas, impulsionado pela demanda de fabricantes de smartphones por chips.

A Sony estimou lucro operacional de 500 bilhões de ienes (4,5 bilhões de dólares) no ano fiscal que se encerra em março. Se alcançado, o resultado será o maior desde o pico de 526 bilhões de ienes registrado no ano fiscal de 1998, quando vendas fortes de eletrônicos se combinaram com a popularidade do primeiro PlayStation e o sucesso do filme "Homens de Preto".

O retorno ao resultado de 20 anos atrás acontece após uma grande reformulação da companhia promovido pelo presidente-executivo, Kazuo Hirai, que incluiu a saída da Sony do mercado de notebooks e redução das operações do grupo com televisores.

A Sony previu que as operações da divisão de chips, que incluem sensores de imagem, retornarão ao lucro neste ano, estimando resultado positivo de 120 bilhões de ienes.

Para atender à demanda, a companhia vai mais que dobrar o investimento em sensores de imagem para 110 bilhões de ienes, elevando a capacidade de produção em 13,6 por cento até o final de março.

Na área de videogames, outro pilar de receita do grupo japonês, a Sony espera elevar o lucro em 25,4 por cento, impulsionado pelas vendas online de jogos.

"Faz mais de três anos e meio desde o lançamento do PlayStation 4", disse o vice-presidente financeiro da Sony, Kenichiro Yoshida. "As vendas provavelmente vão desacelerar (em 10 por cento) para 18 milhões de unidades neste ano, mas estamos planejando grandes lançamentos de jogos. Acreditamos que a plataforma entrou no período de colheita", disse o executivo se referindo ao momento de pico na receita.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Sony busca novas alternativas para o futuro

Empresa não vai produzir mais computadores pessoais

Sony JapanA empresa japonesa Sony anunciou na quinta-feira (6) a demissão de 5.000 trabalhadores, como parte de um plano de reestruturação que inclui o fim da fabricação de computadores pessoais. O anúncio antecede o resultado para o ano fiscal, que deve ser negativo.

A atividade de fabricação de PCs da Sony, reunida sob o selo Vaio, será vendida ao fundo de investimentos JIP (Japan Industrial Partners). O grupo não revelou detalhes financeiros, mas especula-se que o negócio renderá entre 40 e 50 bilhões de ienes (cerca de R$ 940 milhões a R$ 1,18 bilhão).

Sony também vai reestruturar a divisão das TV. A decisão faz parte do plano de reestruturação da empresa, que passa pela venda da marca de computadores Vaio. Ainda assim, a Sony não desistirá da marca Bravia tão facilmente como da marca Vaio, já que o mercado das TV “ainda é importante” para os planos da empresa. De momento, a Sony domina o mercado japonês e americano com televisões 4K.

DNA Empresarial
Os padrões da Sony no passado era explorar as "sub- marcas" da empresa, produtos como Bravia, as câmeras de vídeo Handycam, ou as câmeras digitais Cybershot, são nomes valiosos da marca Sony.

Kunitake Ando, um ex- presidente da Sony afirmou o que cada produto citado representa para a empresa: "As marcas são o DNA da Sony."

A Sony não vive um bom momento financeiro há alguns anos e isso está se refletindo em suas avaliações de crédito. Nesta segunda-feira, 27, a gigante japonesa teve sua avaliação reduzida para "junk", ou "lixo" em português, pela agência de classificação de risco de crédito Moody's.

Apesar do sucesso nas vendas do Playstation 4, a Sony não tem tido sucesso em outros ramos de atividade, onde tem visto a concorrência crescer, a pressão do mercado aumentar e sua participação diminuir.

É o caso do ramo de PCs, notebooks e câmeras, onde a japonesa sempre teve muito sucesso, mas o crescimento dos smartphones e tablets tem feito as vendas caírem vertiginosamente, o que tem se refletido em anos consecutivos de prejuízo para a Sony. A companhia ainda não conseguiu decolar na área de mobilidade.

Além disso, o mercado de TVs tem se mostrado extremamente complicado. Apesar de produzir televisores de qualidade, a Sony não tem conseguido acompanhar as concorrentes Samsung e LG em relação a preço, o que também tem feito as vendas caírem.

Com o downgrade, os empréstimos deverão ficar mais caros para a Sony, o que obviamente é ruim para os negócios da empresa. A Moody's também aposta que "a rentabilidade da Sony deverá permanecer fraca e volátil".

"Esperamos que a maioria dos seus negócios com eletrônicos para consumo, como TVs, mobile, câmeras digitais e PCs, devem continuar enfrentando pressão para redução de receitas.

Novos Rumos
A Sony começará a investir em saúde. A empresa está formando uma nova empresa com o intuito de pesquisar o genoma humano para tornar realidade a medicina personalizada, como resultado de uma colaboração de uma subsidiária e uma empresa americana.

Chamada P5 Inc, a nova empreitada foi formada a partir da M3, uma empresa de medicina cuja acionista majoritária é a Sony, e a Illumina, que produz equipamento de sequenciamento do genoma.

A colaboração é vista pela Sony como uma plataforma de informação do genoma, capaz de oferecer serviços de análise para corporações e instituições de pesquisa e agregar dados genéticos com outras informações médicas. Inicialmente, os serviços beneficiarão apenas as instituições japonesas.

A expectativa é que o negócio se expanda até pacientes individuais, oferecendo a mesma mistura de dados para oferecer assistência médica personalizada. As pesquisas poderiam desenvolver novos métodos de tratamento para identificar a origem e a propensão de doenças.

A Sony não esconde que a área médica só aumenta de importância dentro da estratégia da empresa, e o CEO Kaz Hirai já anunciou que é um de seus planos inclui-la entre os pilares do negócio da gigante japonesa
Fonte: IPC Digital

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Sony quer ampliar produção de sensores

A companhia pode comprar uma fábrica japonesa da empresa de chips Renesas para dar impulso ao setor

Sony quer ampliar produção de sensoresA Sony pode comprar uma fábrica japonesa da empresa de chips Renesas Electronics para reforçar a produção de sensores de imagem à medida que a demanda de fabricantes de smartphones cresce, disseram fontes à Reuters.

As negociações estão em curso e nenhum acordo foi alcançado, disseram as fontes. Ambas as companhias não quiseram comentar o assunto.

Os sensores de imagem têm sido um raro sucesso para a Sony, que vem dominando o setor de CMOS, tomando um terço do mercado em 2012 segundo a empresa de pesquisas Techno Systems Research. O presidente-executivo da Sony, Kazuo Hirai, identificou os sensores como um dos pilares da reformulação de sua empresa.

O mercado global de sensores CMOS tem projeção de crescimento de 60 por cento nos próximos cinco anos até 2017, para 12,28 bilhões de dólares, de acordo com a Techno Systems Research, conforme a demanda por smartphones continua a aumentar, particularmente na China.

A Sony investiu 220 bilhões de ienes (2,15 bilhões de dólares) em produção de CMOS em três anos até setembro, elevando a capacidade em 140 por cento. A empresa disse que espera ampliar a capacidade em mais 20 por cento nos próximos anos, com a maior parte do orçamento de 60 bilhões de ienes deste ano para investimento em semicondutores usados em CMOS.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Sony do Japão poderá parar alguns dias para economizar energia

Um dos grandes problemas resultantes do terremoto e tsunami que atingiram a região de Tohoku no Japão está em como a capacidade de gerar energia do país ficou afetada e o governo pede para que haja prudência nos gastos. A Sony está considerando parar suas operações por alguns dias para economizar energia.

Usina Nuclear Fukushima Daiichi (Foto: Divulgação)Usina Nuclear Fukushima Daiichi (Foto: Divulgação)

O governo do Japão estabeleceu metas de redução para as grandes produtoras, levando a Sony a considerar a possibilidade de instaurar vários feriados, dando aos trabalhadores duas semanas de folga durante o verão, quando a demanda pela eletricidade atingirá seu pico, fazendo-os compensar mais tarde no final do ano, quando acredita-se que a situação já estará estabilizada.

George Boyd, porta-voz da Sony, falou exatamente essas palavras para a rede de notícias BBC: “Esperamos fornecer duas semanas de feriados para os trabalhadores para aliviar o consumo elétrico. Estamos inclinados a trazer as horas de trabalho à frente para cortar o uso de eletricidade em uma base diária também”.

Várias usinas nucleares e estações térmicas sofreram danos durante as tragédias, sendo a Fukushima Daiichi a que está em piores condições. Jack Tretton, chefe da Sony Computer Entertainment America, já comentou que isso pode vir a atrasar o lançamento do portátil da empresa, o NGP, mas outro porta-voz disse que não haveria problemas.

Muitas outras empresas já foram afetadas no mundo dos jogos, desde atrasos até cancelamentos afetando os projetos em produção até desligamentos dos servidores no caso de Final Fantasy XI, Final Fantasy XIV e Metal Gear Online.
Fonte: Globo.com