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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Honda suspende produção em fábricas de Saitama e Mie por falta de peças após terremoto

Problemas no fornecimento também afetam a Nissan, que prevê reduzir produção em 5 mil veículos devido ao desastre em Kumamoto

Honda
A Honda anunciou na segunda-feira (3) que suspenderá grande parte da produção em fábricas nas províncias de Saitama e Mie devido aos problemas no fornecimento de peças causados pelo terremoto de 28 de julho, informou o jornal Yomiuri.

A paralisação ocorrerá entre quarta (5) e sexta-feira (7) na fábrica de Yorii, em Saitama. Já a unidade de Suzuka, em Mie, interromperá as atividades na quinta (6) e na sexta-feira. Algumas linhas continuarão funcionando.

A medida amplia os efeitos do terremoto sobre as operações da montadora. A Honda mantém suspensa desde 28 de julho a produção na fábrica de Ōzu, na província de Kumamoto.

Retomada da produção continua indefinida
As fábricas não tinham operações previstas entre os dias 8 e 16 por causa das férias de verão. No entanto, a Honda ainda não definiu se retomará a produção a partir do dia 17.

A unidade de Yorii produz modelos como o sedã Civic, enquanto a fábrica de Suzuka monta o miniveículo N-BOX, entre outros modelos.

A Honda também enfrentou problemas semelhantes depois do terremoto de Kumamoto, em 2016. Na ocasião, uma fábrica terceirizada responsável pela montagem de miniveículos precisou reduzir a produção.

Nissan prevê redução de 5 mil veículos
O terremoto também afetou outras montadoras. A Nissan informou na segunda-feira que a paralisação parcial de uma fábrica de sua subsidiária em Fukuoka, entre 30 de julho e 5 de agosto, deve reduzir a produção em cerca de 5 mil veículos.

Por outro lado, a Mitsubishi Motors prevê retomar integralmente, a partir de quarta-feira, as operações de sua fábrica em Okayama, que funcionava parcialmente.

A fabricante de autopeças Aisin também anunciou que sua subsidiária Aisin Kyushu, em Kumamoto, retomou parte da produção no domingo (2). A unidade fabrica componentes para portas, entre outras peças. Contudo, ainda não há previsão para a retomada completa das atividades.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Aumento salarial dos trabalhadores das grandes montadoras do Japão

Começou a negociação pelo aumento salarial dos trabalhadores das maiores montadoras, na chamada batalha da primavera, com pedidos mais moderados

montadoras do Japão
Na chamada batalha da primavera (shunto), os sindicatos dos trabalhadores das grandes montadoras do Japão apresentaram suas demandas para negociação do aumento salarial.

A reunião ocorreu na quarta-feira (18) e foi pontuada por uma tendência notável de redução nas reivindicações pelo aumento salarial e bônus deste ano fiscal em comparação com o ano passado.

O sindicato dos trabalhadores da Nissan Motor, que está atravessando um período difícil, solicitou um aumento salarial mensal reduzido, se comparado ao ano passado, de 10 mil ienes e bônus equivalente a 5 salários.    

Já o sindicato dos trabalhadores da Honda apresentou um pedido de aumento mensal de 18,5 mil ienes e bônus equivalente a 5,4 meses de salário.

O da Mitsubishi Motors pediu 18 mil ienes mensais de aumento e bônus de 5 salários, ambos inferiores à demanda do ano passado.   

Em relação ao sindicato dos trabalhadores da Toyota Motor apresentou 19 cenários diferentes de aumento salarial, discriminados por tipo de cargo e qualificação.

No cenário mais otimista, solicitaram um aumento mensal de 21.580 ienes. Também solicitaram um pagamento único de bônus equivalente a 7,3 meses de salário, menor do que o pedido no ano passado.

Os sindicatos dos trabalhadores da Subaru e da Mazda também solicitaram pagamentos únicos menores do que no ano passado.

Os representantes de cada sindicato explicaram que suas reivindicações são mais baixas do que no ano passado porque as empregadoras enfrentam desafios causados pelo tarifaço de Trump e outros fatores.
Fonte: Portal Mie com NHK e FNN

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Nissan e Mitsubishi planejam empreendimento conjunto em 2025

O empreendimento visa oferecer serviços de condução autônoma em áreas rurais no Japão onde escassez de mão de obra é mais grave e opções de transporte público são limitadas

Nissan e Mitsubishi
A Nissan Motor Co. e a empresa comercial Mitsubishi Corp. estão considerando estabelecer um empreendimento conjunto até março de 2025 para oferecer serviços usando tecnologia de direção autônoma e baterias de veículos elétricos (VEs), disseram na segunda-feira (4) fontes com conhecimento do assunto.

O empreendimento visa oferecer serviços de condução autônoma em áreas rurais no Japão onde escassez de mão de obra é mais grave e opções de transporte público são limitadas devido à população em envelhecimento.

A nova companhia, que será de propriedade igualitária da Nissan e Mitsubishi, também está considerando usar eletricidade armazenada em baterias de VEs como fonte de energia de emergência para residências, de acordo com as fontes.

A Nissan está avançando em parcerias no negócio de VEs. No início deste ano, a montadora entrou em acordo com a Honda Motor Co. para explorar uma colaboração na produção de veículo elétricos.

A Mitsubishi Motors Corp. também faz parte de sua aliança tripla, que inclui a Renault SA.

A Mitsubishi Corp. disse em junho que ela e a Honda estabeleceriam um empreendimento conjunto para oferecer serviços usando tecnologias de VEs enquanto estudam um sistema de transporte público eficiente utilizando IA através de um teste em Shiojiri (Nagano), dentre outros projetos.

A Nissan visa vendas de ¥2,5 trilhões (US$16 bilhões) a partir de novos negócios com tecnologias autônoma e de VEs no ano fiscal que termina em março de 2031.
Fonte: Portal Mie com Mainichi

sábado, 31 de agosto de 2024

Montadoras prorrogam suspensão da produção por causa do tufão

A maioria das montadoras do país, incluindo a Toyota, estendeu a suspensão da produção até segunda-feira. Veja a decisão de cada uma.

montadoras no Japão
A passagem do lento tufão Shanshan sobre o país está causando uma série de suspensões das atividades comerciais, de serviços e industriais. As montadoras já haviam anunciado a suspensão da produção, foi prorrogada uma vez e agora decidiram estender ainda mais.

A Toyota Motor informou na sexta-feira (30) que estendeu a suspensão das 28 linhas de 14 plantas até o fim do dia de segunda-feira (2). Ao longo do dia será tomada a decisão se irá retomar a produção no turno noturno de segunda-feira. As suas fábricas estão paradas desde a tarde de quarta-feira (28). 

~Atualização~ Na manhã de segunda-feira (2), a Toyota Motor informou que retomará a produção nas suas 14 plantas a partir do turno noturno desse dia.

Os motivos da suspensão da produção de todas as montadoras de veículos do país foram: garantir a segurança dos funcionários e evitar escassez de peças por conta da logística. 

A Honda informou que reduzirá a produção de sua planta de Suzuka, cidade homônima (Mie) para 50% na segunda-feira (2). As demais plantas deverão funcionar normalmente. Quanto à operação na terça-feira (3), a decisão será tomada na segunda.

Em relação à Daihatsu Motor, suas plantas de Quioto, na cidade de Oyamazaki; da matriz, em Ikeda (Osaka) e de Shiga, na cidade de Ryuo, a suspensão da produção foi estendida até segunda-feira. Se voltará a operar no turno noturno, será decidido durante o dia.

Por outro lado, a planta de Oita, na cidade de Nakatsu, que estava suspensa também, voltou a operar no segundo turno de sexta-feira. Informou que não houve danos humanos, tampouco nos equipamentos.

Já a planta da Nissan Kyushu, na cidade de Kanda (Fukuoka), teve danos parciais causados pela chuva intensa, mas não afetou o sistema de produção, por isso retomou na noite de sexta-feira. As demais plantas da Nissan estão produzindo normalmente.

A Mitsubishi Motors suspendeu a produção em sua fábrica de Mizushima, na cidade de Kurashiki (Okayama) durante toda a sexta-feira, enquanto a de Okazaki (Aichi) a atividade foi normal. Na segunda-feira tomará decisão de como ficará a produção, com base na situação do tufão Shanshan.
Fonte: Portal Mie com Nagoya TV, Yomiuri e NetDenJd

sexta-feira, 30 de junho de 2023

Todas as montadoras japonesas tiveram aumento de produção em maio

Todas as 8 fabricantes do Japão comemoram aumento em relação ao mesmo mês do ano passado

montadoras japonesas
Todas as 8 principais montadoras do país anunciaram na quarta-feira (29), aumento de produção em maio deste ano, em comparação ao mesmo mês de 2022, mostrando que a escassez dos semicondutores está ficando mais branda.

Cada uma das montadoras apresentou seus percentuais de aumento. Veja abaixo.

  1. Toyota: não está no topo da lista, mas produziu 847 mil unidades, com 33,4% de aumento e recorde em maio
  2. Daihatsu: 59,8%
  3. Mazda: 39,9%
  4. Honda: 34,7%
  5. Subaru: 25%
  6. Nissan: 18,5%
  7. Mitsubishi: 15,8%
  8. Suzuki: 8,3%

Todas as 8 montadoras se recuperaram dos cortes de produção devido ao impacto da pandemia do coronavírus. Mas, ainda enfrentam o desafio do fornecimento de semicondutores, por isso, os atrasos nas entregas de alguns modelos devem continuar.

Toyota anuncia aumento de produção a partir de julho
Em particular, a Toyota Motor reformulou o planejamento da produção dos próximos 3 meses, de julho a setembro. Aumentou 10% em relação ao ano fiscal anterior, com meta de 2,59 milhões de unidades. 

Desse total, pretende fabricar nas suas plantas domésticas 870 mil unidades, o que significa aumento de 26%, considerado um grande volume. Pretende acelerar para recuperar as interrupções de produção ocorridas no ano anterior, especialmente dos novos modelos.

A maior montadora do mundo pretende eliminar a carteira de pedidos acumulada no Japão.
Fonte: Portal Mie com NHK, release, Netdenjd e Chubu Keizai

terça-feira, 24 de maio de 2022

Toyota suspenderá mais produção no Japão em meio aos lockdowns em Xangai

A Toyota já havia ajustado seu cronograma de produção em algumas fábricas no início deste mês pela mesma razão

Toyota
A Toyota informou que suspenderá operações em linhas de produção no Japão por mais tempo do que o anteriormente anunciado devido à dificuldade de obter peças por causa dos lockdowns em Xangai, na China.

A montadora japonesa informou nesta terça-feira (24) que 16 linhas de montagem no Japão estarão paralisadas por até 5 dias entre quarta-feira (25) e 3 de junho.

A Toyota já havia ajustado seu cronograma de produção em algumas fábricas no início deste mês pela mesma razão.

Contudo, a companhia disse que sua meta de produção global está inalterada a 9,7 milhões de unidades para o ano até março de 2023.

Executivos da Toyota dizem que a escassez de semicondutores e a pandemia estão “dificultando olhar para o futuro”.

As montadoras rivais, Honda e Mitsubishi, também estão reduzindo produção em algumas plantas neste mês. Elas, também, estão citando dificuldades em obter peças de Xangai.
Fonte: Portal Mie com NHK

terça-feira, 13 de abril de 2021

Mitsubishi corta produção de 7.500 veículos no Japão e na Tailândia

No Japão, a produção será reduzida nas fábricas de Okazaki e Kurashiki

Mitsubishi
A Mitsubishi Motors vai cortar a produção de 7.500 veículos em três fábricas no Japão e na Tailândia em abril, disse a empresa na segunda-feira (12), citando a escassez de chips.

A Mitsubishi está examinando se haverá mais cortes de produção em maio, acrescentou um porta-voz da empresa.

A produção será reduzida nas fábricas de Okazaki (Aichi) e Kurashiki (Okayama), no Japão, e em uma unidade na Tailândia.

A montadora pretende compensar o corte de produção depois de maio, aumentando os dias de trabalho e reduzindo as folgas dos funcionários.

A Mitsubishi Motors já cortou a produção em 4.000 unidades em março devido à escassez de semicondutores.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Mitsubishi Motors encerrará produção do primeiro veículo elétrico produzido em massa

 Falta de recursos deixou o i-MiEV sem atualizações por uma década e ultrapassado por recém-chegados no mercado

Mitsubishi i-MiEV
A Mitsubishi Motors encerrará a produção do primeiro veículo elétrico (VE) produzido em massa do mundo, o i-MiEV, no fim do ano fiscal de 2020, segundo reportagem do Asia Nikkei.

As vendas do i-MiEV têm sido fracas, e os carros ficam para trás de rivais em distâncias de viagem e outros fatores.

A Mitsubishi Motors comercializa o i-MiEV desde 2009 em mais de 50 países, incluindo Japão, nações na Europa e EUA, mas até agora vendeu apenas 32 mil unidades.

Isso está em contraste total com o Leaf da Nissan, cerca de 500 mil os quais foram vendidos desde seu lançamento em 2010.

“Não tínhamos dinheiro necessário e pessoal para continuar a investir no desenvolvimento de carros elétricos”, disse um executivo da Mitsubishi Motors.

A Mitsubishi não conseguiu assumir nenhuma única remodelação do i-MiEV, cuja distância de viagem com carga total continua inalterada a cerca de 160Km.

A montadora japonesa desenvolverá um novo veículo elétrico leve para substituir o i-MiEV com sua parceira de aliança, a Nissan. As duas planejam lançar o modelo no ano fiscal de 2023.

Parcerias entre montadoras estão aumentando em meio à intensa corrida para desenvolver veículos elétricos.

A Honda fará parceria com a General Motors para desenvolver dois carros elétricos voltados ao mercado- norte-americano.
Fonte: Asia Nikkei

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Nissan, Renault e Mitsubishi fortalecem aliança

Novo plano de negócios de meio termo das 3 empresas reduz os custos de desenvolvimento de veículos e melhora a eficiência
Nissan, Renault e Mitsubishi

Os líderes da aliança automotiva da Renault, Nissan e Mitsubishi Motors revelaram um novo plano de negócios de meio termo para reduzir os custos de desenvolvimento e melhoria da eficiência de veículos.

Executivos das três montadoras anunciaram o plano em uma coletiva de imprensa online nesta quarta-feira (27).

As empresas disseram que promoverão a estratégia que eles chamam de esquema “líder-seguidor”, na qual elas potencializarão as posições de liderança e forças geográficas.

Sob o novo esquema, a Nissan tomará a iniciativa na condução autônoma e capitalizará sua vantagem nos mercados do Japão, China e Estados Unidos.

A Renault focará em tecnologias de carros conectados com foco na Europa e Rússia.

A Mitsubishi Motos trabalhará no desenvolvimento de híbridos plug-in e tomará a liderança no Sudeste Asiático.

As três empresas na aliança dizem que cerca da metade de seus modelos serão desenvolvidos e produzidos sob o novo esquema até 2025. Elas também esperam reduzir seus investimentos em novos modelos em até 40 por cento.

O presidente da Renault Jean-Dominique Senard disse que o novo panorama foca na eficiência e competitividade em invés do volume em meio à intensa competição. Ele enfatizou a saída da política de expansão buscada pelo seu predecessor Carlos Ghosn.

Makoto Uchida, presidente da Nissan, disse que a empresa vai acelerar o processo de eliminação, em medida que deve ser tomada na crise do coronavírus.

Visto que a epidemia provocou um duro golpe nos membros da aliança, analistas automotivos estão prestando atenção se o novo plano gerará resultados completos.
Fonte: Portal Mie com NHK

quinta-feira, 14 de março de 2019

Empresas japonesas oferecem aumento salarial menor em negociações com sindicatos

A Toyota propôs reajuste de ¥10.700 em média, uma queda de ¥1.000 em relação ao ano passado
empresas japonesas

As grandes empresas japonesas ofereceram aumentos salariais menores nas negociações anuais sobre reajustes na quarta-feira, enquanto o primeiro-ministro Shinzo Abe mantém a pressão sobre as companhias para melhorar a remuneração dos funcionários, em um esforço visando vencer a deflação que assola o Japão por quase duas décadas.

Mas, à medida que o crescimento econômico desacelera, as empresas se preocupam em oferecer grandes aumentos salariais, porque isso os compromete com custos fixos mais altos em um momento de incerteza, à medida que os lucros da empresa se estabilizam.

"O ímpeto em relação aos aumentos salariais pode enfraquecer, já que a inflação subjacente continua fraca", disse Hisashi Yamada, economista sênior do Japan Research Institute.

“A incerteza é alta nas perspectivas externas, como a guerra comercial entre os EUA e a China e a política instável da Europa. Além disso, o imposto sobre consumo vai aumentar em outubro. Sem aumentos suficientes de salários, é difícil derrotar a deflação.”

Os resultados das conversas “shunto” entre administração e sindicatos - anunciados por grandes empresas em setores como carros e eletrônicos - deram o tom para os salários de funcionários em tempo integral em todo o país, que têm implicações para os gastos do consumidor e a inflação.

Incertezas Globais
Uma desaceleração na economia global, a guerra comercial sino-americana e a trepidação sobre a forma final de um acordo para selar a saída da Grã-Bretanha da União Europeia aumentaram drasticamente as tensões sobre as empresas em todo o mundo.

Diante da crescente incerteza sobre as perspectivas de crescimento, as firmas japonesas cautelosas concentram-se mais no pagamento da soma total anual, incluindo bônus, do que o pagamento mensal, que determinará a contribuição à aposentadoria e os benefícios previdenciários.

A Toyota Motor, maior montadora do Japão, ofereceu na quarta-feira um aumento salarial de 10.700 ienes em média, uma queda de 1.000 ienes em relação ao ano passado.

"Tomamos a decisão com o aumento do imposto sobre consumo no outono, levando em conta a necessidade de aumentar a produtividade, a competitividade e responder às motivações dos sindicalistas", disse Tatsuro Ueda, diretor do grupo de administração geral e recursos humanos da Toyota, a repórteres.

A Honda Motor ofereceu um aumento de salário base de 1.400 ienes, uma queda de 300 ienes em relação a 2018, enquanto a Nissan Motor apresentou um aumento de 3.000 ienes, inalterado em relação ao ano passado.

Gigantes da eletrônica, como Panasonic, Hitachi e Mitsubishi Electric, ofereceram um aumento salarial de 1.000 ienes, uma queda de 500 ienes em relação ao ano passado.

“A tendência dos aumentos salariais permanece intacta. Espero que o crescimento dos salários continue impulsionando o ciclo virtuoso da economia”, disse o secretário-chefe do gabinete, Yoshihide Suga, a repórteres.

Uma pesquisa do Instituto de Administração Trabalhista previu que o crescimento salarial cairá para 2,15 por cento neste ano, afastando-se dos 2,26 por cento registrados no ano passado e dos 2,38 por cento em 2015, apesar das pesadas pilhas de dinheiro corporativo.

Uma pesquisa corporativa da Reuters no mês passado constatou que uma pequena maioria - 51% das empresas pesquisadas - viu os salários aumentarem em torno de 1,5% a 2% este ano.

Mas, embora as empresas sejam conservadoras com aumentos salariais, muitas direcionaram suas grandes pilhas de dinheiro para recompras de ações para garantir melhores retornos aos seus investidores.

No próximo ano fiscal, a partir de 1º de abril, o governo de Abe começará a implementar uma reforma no estilo de trabalho para conter as notórias jornadas de trabalho do Japão.

A reforma também inclui “pagamento igual para trabalho igual”, com o objetivo de reduzir as disparidades salariais entre funcionários efetivos e trabalhadores temporários ou em tempo parcial e elevar a idade de aposentadoria para lidar com o envelhecimento da população.

A medida afastou o foco dos aumentos salariais, frustrando as esperanças dos formuladores de políticas de estimular um ciclo virtuoso, aumentando os salários para estimular o consumo e impulsionar a inflação para a meta de 2 por cento.

Os sindicatos do Japão tendem a não ser tão agressivos quanto os do Ocidente porque atribuem maior importância à segurança no emprego e mantêm um senso de lealdade da empresa.

A diminuição do número de membros de sindicatos privou os sindicalistas de poder de barganha, com as empresas contratando mais trabalhadores temporários não-sindicalizados e funcionários não regulares, que representam quase 40% dos trabalhadores.

"Nas negociações deste ano, as empresas e os sindicatos não parecem dar maior ênfase aos aumentos salariais do que antes", disse Kiichi Murashima, economista do Citigroup Global Markets Japan.

"Em vez disso, eles estão considerando uma gama mais ampla de questões como disparidade salarial, produtividade da mão-de-obra e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal".
Fonte: Alternativa com Reuters