Mostrando postagens com marcador salário no Japão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador salário no Japão. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de julho de 2025

Aumento de salários é estratégia de empresas japonesas contra falta de trabalhadores

Empresas japonesas, como Nojima e Skylark, oferecem aumentos salariais para reter funcionários devido à escassez de mão de obra e inflação

empresas japonesas

Algumas empresas japonesas estão oferecendo aumentos salariais e outros incentivos financeiros para reter funcionários em meio à escassez de mão de obra e à inflação crescente.

A Nojima decidiu conceder dois aumentos no salário base por ano a partir deste ano fiscal. A grande varejista de eletrodomésticos anunciou que cerca de 3 mil empregados podem esperar um aumento de ¥10 mil (US$68) em setembro. Outro aumento está programado para o início de janeiro do próximo ano.

Um jovem funcionário da Nojima, situado em uma loja de Tóquio, comenta que arroz e vegetais estão muito caros e que o novo esquema é bastante útil.

Ele acrescenta que os aumentos semestrais garantirão emprego a longo prazo.

Um responsável da Nojima afirmou: “Os funcionários poderão trabalhar com segurança agora que os aumentos semestrais de salário base foram decididos. A empresa planeja elevar os salários o mais rápido possível, mesmo que seja apenas por ¥10 mil”.

A Skylark Holdings planeja elevar o teto salarial de seus gerentes de restaurante para ¥10 milhões (US$68 mil) por ano. Atualmente, a quantia no principal operador de cadeia de restaurantes é em torno de US$57 mil.

Os preços ao consumidor disparados no Japão estão ultrapassando os aumentos salariais. Os salários ajustados pela inflação em maio registraram a maior queda em quase dois anos.
Fonte: Portal Mie com NHK

segunda-feira, 10 de abril de 2023

Salários reais do Japão caem pelo 11º mês em ritmo mais lento

O pagamento de horas extras aumentou 1,7% na comparação anual em fevereiro

Salários reais do Japão
Os salários reais do Japão caíram em fevereiro pelo 11º mês, mostraram dados do Ministério do Trabalho na sexta-feira (7), embora a taxa de queda tenha diminuído graças aos subsídios governamentais à energia destinados a conter a inflação ao consumidor.

Enquanto grandes empresas japonesas concluíram as negociações trabalhistas anuais com os maiores aumentos salariais em cerca de três décadas, os preços mais altos afetaram os consumidores, já que a terceira maior economia do mundo enfrenta incertezas de uma desaceleração global e um novo presidente do banco central.

Os salários reais ajustados pela inflação, um indicador do poder de compra das famílias, caíram 2,6% em fevereiro em relação ao ano anterior, após uma queda de 4,1% em janeiro, que marcou o declínio mais rápido em quase nove anos.

Os ganhos totais em dinheiro, ou salários nominais, registraram um ganho anual de 1,1% em fevereiro, maior do que um crescimento de 0,8% em janeiro.

No entanto, o crescimento nominal da remuneração ficou aquém da taxa de inflação ao consumidor de 3,9% usada para calcular os salários em termos reais, que inclui alimentos frescos, mas exclui o aluguel equivalente dos proprietários, embora o ritmo da inflação tenha diminuído de 5,1% em janeiro, devido ao efeito de subsídios do governo para reduzir as contas de serviços públicos.

O pagamento de horas extras, um indicador da atividade empresarial, aumentou 1,7% na comparação anual em fevereiro, após um crescimento revisado de 0,5% no mês anterior.

Os pagamentos especiais caíram pelo segundo mês em 1,7% em fevereiro, após uma queda revisada de 1,3% no mês anterior. O indicador tende a ser volátil nos meses fora das temporadas de bônus semestrais de novembro a janeiro e junho a agosto.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 6 de setembro de 2022

Salários no Japão caem pelo quarto mês consecutivo em julho

A falta de crescimento salarial sustentável é uma questão espinhosa para os formuladores de políticas

Salários no Japão
Os salários reais do Japão estenderam sua queda para o quarto mês consecutivo em julho, mostraram dados do governo nesta terça-feira, com o maior salto nos preços ao consumidor em mais de sete anos, superando um ganho muito mais modesto nos salários nominais.

A falta de crescimento salarial sustentável está se tornando cada vez mais uma questão espinhosa para os formuladores de políticas, que esperam que o sentimento mais forte do consumidor impulsione a demanda e sustente o crescimento na terceira maior economia do mundo.

Os salários reais ajustados pela inflação, um barômetro do poder de compra das famílias, caíram 1,3% em julho em relação ao ano anterior, mostraram dados do Ministério do Trabalho, influenciados pelo aumento dos preços.

O índice de preços ao consumidor que o ministério usa para calcular os salários reais, que inclui preços de alimentos frescos, mas exclui aluguel equivalente dos proprietários, saltou 3,1% em relação ao ano anterior, seu aumento mais acentuado desde um ganho de 3,4% em outubro de 2014.

Isso superou o lucro nominal total em dinheiro, que subiu 1,8% em julho, abaixo do ganho revisado para baixo de 2,0% do mês anterior, mostraram os dados.

O pagamento de horas extras, um importante indicador da força da atividade corporativa, avançou 4,7% em julho em relação ao mesmo período do ano anterior, seu menor ganho em quatro meses.

Os pagamentos especiais, que incluem os bônus sazonais discricionários que as empresas tendem a reduzir quando enfrentam ventos contrários, aumentaram 2,8% em julho, abaixo do aumento de 3,0% do mês anterior.
Fonte: Alternativa com Reuters 

terça-feira, 30 de março de 2021

Lei do “salário igual para trabalho igual” entra em vigor no Japão para pequenas e médias empresas

Medida de equiparação salarial vale para funcionários efetivos e temporários

salário igual para trabalho igual
A lei do “salário igual para trabalho igual” para funcionários efetivos e temporários vai valer no Japão para pequenas e médias empresas a partir de abril, depois de já ter entrado em vigor para grandes companhias há um ano.

Segundo a lei, as empresas são obrigadas a igualar os salários e os benefícios entre os funcionários que realizam as mesmas funções, independente do tipo de contrato (efetivo, temporário, terceirizado ou qualquer outro formato).

As grandes companhias podem se adaptar mais facilmente às mudanças, mas o cenário é diferente para as pequenas e médias empresas. O aumento dos custos com a mão de obra pode forçá-las a reduzir o piso salarial, cortar benefícios, diminuir as vagas de trabalho ou até mesmo fechar as portas, nos casos mais extremos.

A medida faz parte das reformas na lei trabalhista e está dentro do Plano de Reforma do Estilo de Trabalho (Hatarakikata Kaikaku) do governo japonês, que já impôs outras mudanças como o limite de horas extras.

Fumio Shimamura, especialista técnico em leis, normas trabalhistas e seguro social (Shakai Hoken Roumushi), disse à revista Alternativa que não se deve ignorar a possibilidade de ocorrer uma diferença salarial porque na prática, além das mesmas funções de um trabalhador de empreiteira, o funcionário efetivo (seishain) pode ter mais responsabilidades e ser cobrado e remunerado por isso.

O especialista lembra que no Japão é muito comum alterações de leis ou normas entrarem em prática de forma branda, sem imposição. “Mesmo não sendo compulsórios, as empresas japonesas geralmente procuram atender o que está previsto nesses artigos. Porém, o processo é lento”, disse. 

O que são pequenas e médias empresas?
As pequenas e médias empresas no Japão são classificadas de acordo com a área de atuação:
- Setor de produção, construção e transportes: menos de 300 funcionários e capital inferior a ¥300 milhões

- Setor de comércio: menos de 100 funcionários e capital inferior a ¥100 milhões

- Setor de serviços: menos de 100 funcionários e capital inferior a ¥50 milhões

- Setor de varejo: menos de 50 funcionários e capital inferior a ¥50 milhões
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Governo japonês planeja aumentar salário mínimo; média nacional é de ¥780 /h

salário japaoO governo japonês planeja aumentar o salário mínimo e introduzir outras medidas de estímulos para revitalizar a economia, noticiou a agência Reuters, nesta segunda-feira (23). No entanto, analistas dizem que as medidas são insuficientes para tirar o país da estagnação econômica.

Segundo a agência, que conseguiu uma cópia da proposta, o governo do primeiro-ministro Shinzo Abe também irá oferecer algum tipo de ajuda financeira aos aposentados, numa tentativa de aumentar os gastos dos consumidores.

O jornal Nihon Keizai noticiou que o aumento deverá ser de 3%. A média nacional do salário mínimo foi de ¥780 por hora no último ano fiscal. O salário mínimo do Japão é estipulado de acordo com o custo de vida local, portanto, varia de acordo com a região. Nas províncias de Okinawa, Tottori e Miyazaki, o salário mínimo é de ¥693 por hora.

O governo também deverá apresentar medidas para incentivar as despesas de capital de pequenas empresas, e estipular um prazo para a redução do imposto corporativo para 30% ou menos. O governo já se comprometeu em reduzir o imposto corporativo para cerca de 31% já no próximo ano fiscal, mas as empresas demonstraram o desejo de uma redução ainda maior.

O ministro da Economia, Akira Amari, apresentará o projeto a um painel consultivo, nesta terça-feira. O governo deverá finalizar o projeto de estímulo até o final de novembro.
Fonte: IPC Digital

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Japão deverá pedir às empresas que aumentem os salários em 2016

Os consumidores têm adotado cautela e a inflação estagnou, apesar das medidas econômicas do governo

aumento salario japaoO governo do Japão está considerando pressionar empresas a elevar salários novamente em um momento de estagnação econômica devido a gastos fracos dos consumidores, disseram várias fontes do governo.

O governo do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, já convenceu várias importantes companhias a aumentar salários nos últimos dois anos com uma série de reuniões com lobbies empresariais e sindicatos.

Crescem as vozes no governo a favor de usar a mesma tática para as negociações salariais do ano que vem, disseram as fontes, após dados mostrarem nesta semana que a economia contraiu no segundo trimestre, com queda das exportações e retração dos gastos dos consumidores.

Abe assumiu o governo no fim de 2012 com a promessa de dar fim a décadas de deflação e mazelas econômicas com reformas estruturais e afrouxamento monetário, mas consumidores têm adotado cautela e a inflação estagnou.

Os pedidos anteriores do governo elevaram os salários nas maiores empresas do Japão, mas isso até agora não se disseminou pela economia.

A estratégia também atraiu críticas de que o governo está intervindo excessivamente no setor privado.
Fonte: Alternativa
www.shigoto.com.br
visto japonês, emprego no Japão, turismo no Japão e passagem para o japao

domingo, 28 de junho de 2015

Projeto de lei que garantia “salário igual para trabalho igual” foi revisado antes de ser aprovado

trabalho-fabrica-japaoO parlamento japonês aprovou, no dia 19 de junho, o polêmico projeto de lei que altera as regras para a contratação de trabalhadores temporários que, segundo o Ministério do Trabalho, irá melhorar o sistema de trabalho como um todo e incentivar a efetivação de trabalhadores temporários.

No entanto, um importante ponto do projeto, que garantiria a igualdade salarial para os trabalhadores (temporários ou efetivos) que exercem a mesma função na empresa, foi alterado uma semana antes de ser votado na Câmara Baixa. A revisão do texto do projeto foi feita pela coalizão governista em conjunto com o Partido da Inovação do Japão, que é o autor da proposta original.

No texto sobre a igualdade salarial, a expressão “garantia de igualdade salarial de acordo com a função de trabalho” foi alterada para “garantia de salário igual e equilibrado de acordo com o conteúdo do trabalho, grau de responsabilidade e outras circunstâncias.”

Em média, os trabalhadores temporários contratados por agências (empreiteiras), ganham cerca de 65% do salário de um trabalhador efetivo que ocupa a mesma função. No entanto, de acordo com um editorial do jornal Mainichi, o termo “equilibrado” poderia ser usado pelas empresas para justificar um salário ainda menor para os trabalhadores temporários que ocupam funções menos relevantes.
Fonte: IPC Digital
www.shigoto.com.br
visto japonês, emprego no Japão, turismo no Japão e passagem para o japao

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Governo japonês pediu aumento do salário mínimo para os trabalhadores

Algumas empresas se opõem porque a mão de obra ficaria mais cara

Governo japonês pediu aumento do salário mínimo para os trabalhadoresPara revigorar a economia doméstica, os consumidores japoneses tem que gastar mais. Por isso, o governo japonês pediu a comunidade empresarial do país para contribuir para a recuperação da economia através do aumento do salário mínimo dos trabalhadores.

Se a renda familiar não está crescendo, começam a diminuir gastos, prejudicando a recuperação da economia japonesa, alertou o ministro do Trabalho Norihisa Tamura, segundo o jornal Nikkei.

Tamura expressou a posição do governo em uma reunião com um grupo de trabalho no âmbito do Ministério.

A remuneração horária média mínima no Japão é de ¥ 749 ($ 7,4 ou 16 reais).

É a primeira vez em três anos que o Ministro de Trabalho é a favor do aumento do salário mínimo. Nas últimas duas ocasiões, nos anos fiscais de 2007 e 2010, o pagamento por hora subiu 14 e 17 yenes, respectivamente. Estima-se que um aumento de pelo menos 10 ienes neste tempo seria necessário para impulsionar o consumo e a derrotada deflação crônica que prejudica a economia japonesa.

Governo japonês pediu aumento do salário mínimo para os trabalhadoresAssim, o governo pretende criar um círculo virtuoso através do aumento dos salários, o que resultaria em um aumento nos gastos e, consequentemente, o rendimento das empresas.

No entanto, algumas empresas, especialmente as pequenas empresas, estão em oposição e tem medo que a mão de obra fique muito mais caro e não conseguindo arcar com as despesas.
Fonte: IPC Digital

quinta-feira, 7 de março de 2013

Salários no Japão tiveram aumento em janeiro

Foi o maior em quase dois anos

salários no JapãoAs remunerações no Japão cresceram em janeiro segundo dados difundidos pelo governo japonês, revelou o diário Nikkei. O aumento salarial foi impulsionado por lucros em setores como o de serviços financeiros e de saúde. O salário mensal de trabalhadores em período integral aumentou 1,3% interanual no primeiro mês de 2013. É o maior desde maio de 2011. Os dados são relativos a companhias com cinco ou mais funcionários.

O salário médio mensal de todos os trabalhadores (incluindo os empregados em tempo parcial), subiu 0,7% e chegou a 271.450 ienes (o primeiro aumento em nove meses). O valor inclui o pagamento de horas extras e bonificações. Um setor em que o aumento foi particularmente notável foi o de serviços com um aumento salarial de 4,6%. Na indústria médica e assistência social o aumento foi de 2,4%.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, pediu recentemente para as empresas aumentar as remunerações de seus funcionários para estimular o consumo interno. Dois grandes grupos, Seven & i Holdings e Lawson, decidiram aderir ao pedido do governo.
Fonte: IPC Digital