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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Montadoras do Japão suspendem produção por causa do tufão

Grande parte das montadoras do Japão anunciou a suspensão da produção para garantir a segurança dos seus funcionários diante da aproximação do tufão Jangmi

Montadoras do Japão
Em resposta à aproximação do tufão Jangmi, o 6º do ano, a Toyota Motor anunciou na terça-feira (2) a suspensão das operações em suas 13 fábricas de veículos em todo o país a partir da manhã de quarta-feira (3).

Na região de Tokai (Aichi, Gifu e Mie), os alvos são 9 plantas, incluindo a de Motomachi, na cidade de Toyota (Aichi) e a de Inabe (Mie). 

A montadora declarou que garantir a segurança dos funcionários e de todas as partes envolvidas, tanto dentro quanto fora da empresa, é a principal prioridade.

Em relação às operações a partir da tarde de quarta-feira, será tomada uma decisão com base na situação, e qualquer impacto na produção será mitigado por meio de aumento futuro.

Outras montadoras
Na sequência, outra montadora, a Suzuki, também informou que, pelos mesmos motivos, suspenderá a produção em suas 5 plantas na província de Shizuoka.

A Subaru anunciou a suspensão das operações em algumas linhas de produção de sua fábrica em Yajima, na cidade de Ota (Gunma) na quarta-feira. O motivo da suspensão é o atraso na entrega de autopeças, e a montadora afirmou que avaliará a situação e decidirá sobre a retomada da produção caso a caso.

A planta de Yajima possui duas linhas de produção e fabrica o SUV carro-chefe da empresa, o Forester, entre outros veículos. Desde fevereiro deste ano, também produz dois modelos de veículos elétricos (VE): o Subaru Trailseeker e o Toyota bZ4X Touring.

A Daihatsu também anunciou a mesma medida de suspensão, na planta de Kyushu, na Nakatsu (Oita), nos dois turnos de terça-feira. Já as fábricas de Shiga, na cidade de Ryuo; de Quioto, na cidade de Oyamazaki; e a da sede, na cidade de Ikeda (Osaka) terão um turno suspenso na quarta-feira.    

Entretanto, a Nissan, a Honda e a Mitsubishi Motors não fizeram divulgação de paralisação da produção.
Fonte: Portal Mie com TxBiz, NetDenJd, CBC TV, CTV e FNN

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Aumento salarial dos trabalhadores das grandes montadoras do Japão

Começou a negociação pelo aumento salarial dos trabalhadores das maiores montadoras, na chamada batalha da primavera, com pedidos mais moderados

montadoras do Japão
Na chamada batalha da primavera (shunto), os sindicatos dos trabalhadores das grandes montadoras do Japão apresentaram suas demandas para negociação do aumento salarial.

A reunião ocorreu na quarta-feira (18) e foi pontuada por uma tendência notável de redução nas reivindicações pelo aumento salarial e bônus deste ano fiscal em comparação com o ano passado.

O sindicato dos trabalhadores da Nissan Motor, que está atravessando um período difícil, solicitou um aumento salarial mensal reduzido, se comparado ao ano passado, de 10 mil ienes e bônus equivalente a 5 salários.    

Já o sindicato dos trabalhadores da Honda apresentou um pedido de aumento mensal de 18,5 mil ienes e bônus equivalente a 5,4 meses de salário.

O da Mitsubishi Motors pediu 18 mil ienes mensais de aumento e bônus de 5 salários, ambos inferiores à demanda do ano passado.   

Em relação ao sindicato dos trabalhadores da Toyota Motor apresentou 19 cenários diferentes de aumento salarial, discriminados por tipo de cargo e qualificação.

No cenário mais otimista, solicitaram um aumento mensal de 21.580 ienes. Também solicitaram um pagamento único de bônus equivalente a 7,3 meses de salário, menor do que o pedido no ano passado.

Os sindicatos dos trabalhadores da Subaru e da Mazda também solicitaram pagamentos únicos menores do que no ano passado.

Os representantes de cada sindicato explicaram que suas reivindicações são mais baixas do que no ano passado porque as empregadoras enfrentam desafios causados pelo tarifaço de Trump e outros fatores.
Fonte: Portal Mie com NHK e FNN

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Montadoras japonesas perdem participação de mercado no Sudeste Asiático

Montadoras japonesas estão perdendo participação de mercado no Sudeste Asiático, devido à crescente concorrência de marcas chinesas, que impulsionam as vendas de veículos elétricos

montadoras japonesas
Montadoras japonesas estão perdendo participação de mercado no Sudeste Asiático, à medida que rivais chineses intensificam a produção local para impulsionar as vendas de veículos elétricos na região.

Em resposta, empresas automobilísticas japonesas têm reduzido a produção na Tailândia, uma após a outra. Isso pode desferir um golpe nas cadeias de suprimentos na região do Sudeste Asiático, que abriga mais de 2,7 mil fabricantes japonesas de peças.

A participação de mercado pode cair abaixo de 70%
Na Thailand International Motor Expo, realizada em Bangkok em novembro e dezembro, a Toyota Motor revelou a mais recente edição de sua linha de picapes Hilux, que recentemente passou por uma revisão completa pela primeira vez em uma década.

Além de melhorar a eficiência de combustível dos modelos a diesel, a empresa adicionou um modelo de veículo elétrico (VE) à linha. Já começou a aceitar pedidos.

Na Tailândia, as picapes são consideradas o “carro nacional”, e a Hilux, que é produzida principalmente no país, tem desfrutado de uma popularidade robusta na região.

No entanto, durante uma coletiva de imprensa, Noriaki Yamashita, presidente da Toyota Motor Thailand, disse com uma expressão séria, “Queremos proteger nossas cadeias de suprimentos aumentando as vendas”.

A Tailândia responde por quase 20% do mercado automotivo do Sudeste Asiático.

No entanto, a participação combinada do mercado tailandês detida por nove montadoras japonesas caiu para 69,8% nos primeiros 10 meses de 2025, uma queda de 6,6 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024.

Essas empresas mantiveram uma participação de mercado na faixa de 80% a 90% ao longo da década de 2010, mas isso despencou para 77,8% em 2023. É até possível que fique abaixo de 70% para a totalidade de 2025.

Na Indonésia, que responde por cerca de 30% do mercado automotivo do Sudeste Asiático, as montadoras japonesas também viram sua participação de mercado cair abaixo de 90% em 2024 e diminuir ainda mais, para 82,9%, nos primeiros 10 meses de 2025.

A concorrência entre montadoras japonesas e locais está se intensificando no Vietnã.

Impacto nas cadeias de suprimentos
A expansão agressiva de montadoras chinesas, como a BYD, para países do Sudeste Asiático, incluindo Tailândia e Indonésia, desde 2022, tem sido um fator importante na súbita perda de terreno das montadoras japonesas.

Ao reduzir drasticamente o preço dos VEs, as empresas automobilísticas chinesas invadiram o que antes era um reduto japonês, conquistando uma participação de mercado de mais de 20% na Tailândia.

As montadoras chinesas também intensificaram a produção de veículos elétricos em novas fábricas na Tailândia e estão competindo ferozmente com as empresas japonesas, mesmo na Indonésia.

Sob a pressão desta invasão chinesa, as montadoras japonesas estão reduzindo sua produção na Tailândia. A Honda Motor consolidará suas duas fábricas de veículos acabados no país em um único local o mais cedo possível em 2026.

A Mitsubishi Motor também planeja suspender a produção em uma de suas três fábricas em 2027.
Fonte: Portal Mie com JN

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Nissan e Mitsubishi planejam empreendimento conjunto em 2025

O empreendimento visa oferecer serviços de condução autônoma em áreas rurais no Japão onde escassez de mão de obra é mais grave e opções de transporte público são limitadas

Nissan e Mitsubishi
A Nissan Motor Co. e a empresa comercial Mitsubishi Corp. estão considerando estabelecer um empreendimento conjunto até março de 2025 para oferecer serviços usando tecnologia de direção autônoma e baterias de veículos elétricos (VEs), disseram na segunda-feira (4) fontes com conhecimento do assunto.

O empreendimento visa oferecer serviços de condução autônoma em áreas rurais no Japão onde escassez de mão de obra é mais grave e opções de transporte público são limitadas devido à população em envelhecimento.

A nova companhia, que será de propriedade igualitária da Nissan e Mitsubishi, também está considerando usar eletricidade armazenada em baterias de VEs como fonte de energia de emergência para residências, de acordo com as fontes.

A Nissan está avançando em parcerias no negócio de VEs. No início deste ano, a montadora entrou em acordo com a Honda Motor Co. para explorar uma colaboração na produção de veículo elétricos.

A Mitsubishi Motors Corp. também faz parte de sua aliança tripla, que inclui a Renault SA.

A Mitsubishi Corp. disse em junho que ela e a Honda estabeleceriam um empreendimento conjunto para oferecer serviços usando tecnologias de VEs enquanto estudam um sistema de transporte público eficiente utilizando IA através de um teste em Shiojiri (Nagano), dentre outros projetos.

A Nissan visa vendas de ¥2,5 trilhões (US$16 bilhões) a partir de novos negócios com tecnologias autônoma e de VEs no ano fiscal que termina em março de 2031.
Fonte: Portal Mie com Mainichi

sábado, 31 de agosto de 2024

Montadoras prorrogam suspensão da produção por causa do tufão

A maioria das montadoras do país, incluindo a Toyota, estendeu a suspensão da produção até segunda-feira. Veja a decisão de cada uma.

montadoras no Japão
A passagem do lento tufão Shanshan sobre o país está causando uma série de suspensões das atividades comerciais, de serviços e industriais. As montadoras já haviam anunciado a suspensão da produção, foi prorrogada uma vez e agora decidiram estender ainda mais.

A Toyota Motor informou na sexta-feira (30) que estendeu a suspensão das 28 linhas de 14 plantas até o fim do dia de segunda-feira (2). Ao longo do dia será tomada a decisão se irá retomar a produção no turno noturno de segunda-feira. As suas fábricas estão paradas desde a tarde de quarta-feira (28). 

~Atualização~ Na manhã de segunda-feira (2), a Toyota Motor informou que retomará a produção nas suas 14 plantas a partir do turno noturno desse dia.

Os motivos da suspensão da produção de todas as montadoras de veículos do país foram: garantir a segurança dos funcionários e evitar escassez de peças por conta da logística. 

A Honda informou que reduzirá a produção de sua planta de Suzuka, cidade homônima (Mie) para 50% na segunda-feira (2). As demais plantas deverão funcionar normalmente. Quanto à operação na terça-feira (3), a decisão será tomada na segunda.

Em relação à Daihatsu Motor, suas plantas de Quioto, na cidade de Oyamazaki; da matriz, em Ikeda (Osaka) e de Shiga, na cidade de Ryuo, a suspensão da produção foi estendida até segunda-feira. Se voltará a operar no turno noturno, será decidido durante o dia.

Por outro lado, a planta de Oita, na cidade de Nakatsu, que estava suspensa também, voltou a operar no segundo turno de sexta-feira. Informou que não houve danos humanos, tampouco nos equipamentos.

Já a planta da Nissan Kyushu, na cidade de Kanda (Fukuoka), teve danos parciais causados pela chuva intensa, mas não afetou o sistema de produção, por isso retomou na noite de sexta-feira. As demais plantas da Nissan estão produzindo normalmente.

A Mitsubishi Motors suspendeu a produção em sua fábrica de Mizushima, na cidade de Kurashiki (Okayama) durante toda a sexta-feira, enquanto a de Okazaki (Aichi) a atividade foi normal. Na segunda-feira tomará decisão de como ficará a produção, com base na situação do tufão Shanshan.
Fonte: Portal Mie com Nagoya TV, Yomiuri e NetDenJd

sexta-feira, 17 de maio de 2024

Toyota, Honda e Nissan poderão desenvolver software juntas

Visando não ficar atrás das montadoras de VEs da China e dos Estados Unidos, há um movimento para as fabricantes nacionais se unirem nessa corrida

Toyota, Honda e Nissan
Três montadoras japonesas – Toyota, Honda e Nissan –  estão considerando colaborar entre elas para o desenvolvimento de software para os veículos de próxima geração. 

Ao reunir as tecnologias de 7 domínios, incluindo a IA generativa (inteligência artificial) e semicondutores, pretendem conduzir a um desenvolvimento que mantenha os custos baixos. A concorrência internacional em relação à digitalização dos automóveis é feroz e é preciso trabalhar em conjunto para competir com concorrentes estrangeiros, como os americanos e chineses que lideram a tecnologia de digitalização dos VEs.

Outras montadoras poderão ser incluídas
Isto será incluído na estratégia digital automobilística que o Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI) e o Ministério da Terra, Infraestruturas, Transportes e Turismo (MLIT) irão compilar durante o mês, a Estratégia Mobility DX (transformação digital).

As duas partes discutirão medidas concretas depois do verão e pretendem colaborar a partir de 2025. A esperança é expandir isso para outras montadoras nacionais, como Suzuki, Mazda, Subaru e Mitsubishi.

A importância do software
Na Estratégia de Mobilidade DX, os setores público e privado estão se concentrando em uma tecnologia chamada “veículo definido por software (SDV)”. O SDV refere-se à tecnologia que melhora a funcionalidade do veículo atualizando software em vez de hardware, como motores e peças.

Por exemplo, mesmo que um carro não tenha originalmente funções de direção autônoma, será possível adicioná-las posteriormente, simplesmente atualizando o software. Se uma peça quebrar, ela poderá ser consertada atualizando o software, assim como um smartphone.

O SDV também é descrito como a “suavização dos automóveis”, e os veículos elétricos (VEs) já foram realizados pela Tesla nos EUA e pela BYD na China. À medida que a tecnologia de semicondutores e a IA evoluem, a forma como os fabricantes de automóveis respondem ao SDV terá um grande impacto na sua competitividade no mercado global no futuro.

O que é API
No futuro, se considera a padronização das especificações da infraestrutura chamada API, que desempenha a função de conectar software e sistemas. Se as três montadoras padronizarem as especificações, baterias, sensores, etc. poderão ser instaladas entre os fabricantes. Também será mais fácil vincular serviços como reconhecimento de voz, mapas e direção autônoma.

O desenvolvimento de pessoal de software também é um problema. É necessário criar um ambiente no qual os recursos humanos possam ser atribuídos às áreas de vanguarda, como a condução autônoma, criando áreas onde a colaboração possa transcender as fronteiras da empresa.

O que são as tecnologia de 7 domínios

  1. Semicondutores: com um único chip se processam diversas informações
  2. API: conectividade entre os sistemas de peças das outras empresas
  3. Simulações: implementação da execução do projeto e testes de volante virtualmente
  4. Geração pela IA: automatização da análise das imagens e inspeções
  5. Segurança: proteção do veículo contra ataques cibernéticos
  6. Para o motorista: medição da distância de uma pessoa ou obstáculos
  7. Mapa 3D de alta definição: compreensão precisa das condições da estrada circundante e da posição do carro

Todos esses domínios são de extrema importância para a automatização das operações de inspeção e segurança (ataque cibernético, para o motorista e para o veículo) e também para os essenciais para a condução autônoma.

O METI apela à uniformização nas 7 áreas onde seria difícil criar singularidade, mesmo que cada empresa as desenvolvesse individualmente.
Fonte: Portal Mie com Yomiuri e Nikkei

sexta-feira, 30 de junho de 2023

Todas as montadoras japonesas tiveram aumento de produção em maio

Todas as 8 fabricantes do Japão comemoram aumento em relação ao mesmo mês do ano passado

montadoras japonesas
Todas as 8 principais montadoras do país anunciaram na quarta-feira (29), aumento de produção em maio deste ano, em comparação ao mesmo mês de 2022, mostrando que a escassez dos semicondutores está ficando mais branda.

Cada uma das montadoras apresentou seus percentuais de aumento. Veja abaixo.

  1. Toyota: não está no topo da lista, mas produziu 847 mil unidades, com 33,4% de aumento e recorde em maio
  2. Daihatsu: 59,8%
  3. Mazda: 39,9%
  4. Honda: 34,7%
  5. Subaru: 25%
  6. Nissan: 18,5%
  7. Mitsubishi: 15,8%
  8. Suzuki: 8,3%

Todas as 8 montadoras se recuperaram dos cortes de produção devido ao impacto da pandemia do coronavírus. Mas, ainda enfrentam o desafio do fornecimento de semicondutores, por isso, os atrasos nas entregas de alguns modelos devem continuar.

Toyota anuncia aumento de produção a partir de julho
Em particular, a Toyota Motor reformulou o planejamento da produção dos próximos 3 meses, de julho a setembro. Aumentou 10% em relação ao ano fiscal anterior, com meta de 2,59 milhões de unidades. 

Desse total, pretende fabricar nas suas plantas domésticas 870 mil unidades, o que significa aumento de 26%, considerado um grande volume. Pretende acelerar para recuperar as interrupções de produção ocorridas no ano anterior, especialmente dos novos modelos.

A maior montadora do mundo pretende eliminar a carteira de pedidos acumulada no Japão.
Fonte: Portal Mie com NHK, release, Netdenjd e Chubu Keizai

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Toyota paralisará fábricas no Japão por até 12 dias em outubro; veja calendário

A escassez de semicondutores continua afetando as montadoras japonesas

Toyota
A Toyota disse na quinta-feira (22) que planeja produzir cerca de 800 mil veículos no mundo em outubro, cerca de 100 mil abaixo de seu plano médio mensal, devido à escassez de semicondutores.

A montadora japonesa disse no mês passado que pretendia produzir cerca de 900 mil veículos por mês, em média, de setembro a novembro. Agora, espera produzir cerca de 850 mil veículos por mês, em média, de outubro a dezembro.

De acordo com seu plano de produção de outubro, a Toyota suspenderá as operações de 10 linhas de produção em sete fábricas no Japão por até 12 dias (veja mais detalhes abaixo).

A montadora produziu 627.452 veículos em todo o mundo em outubro do ano passado, quando a pandemia interrompeu o fornecimento de peças no Sudeste Asiático.

A redução na produção prevista para outubro pode ser vista como um sinal preocupante de que a baixa oferta de chips continuará atingindo a produção da maior montadora de automóveis do mundo em vendas no segundo semestre do ano fiscal que se encerra em março.

Apesar disso, a Toyota não ajustou sua meta de produção global de veículos para o ano fiscal atual, mantendo previsão de recorde de 9,7 milhões de unidades.

A rival Honda disse na quinta-feira que reduzirá a produção de carros em até 40% em duas fábricas japonesas no início de outubro devido a problemas contínuos na cadeia de suprimentos e logística, incluindo a escassez de chips.

Calendário de paralisação da Toyota no Japão
Motomachi
Linha GR: dias 3 e 4 de outubro

Takaoka
Linha 2: dias 7, 8, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 17, 18, 19 e 20 de outubro

Tsutsumi
Linha 2: dias 8 e 15 de outubro

Tahara
Linha 1: dias 8 e 15 de outubro
Linha 3: dias 6, 7, 8, 14 e 15 de outubro

Kyushu Miyata
Linhas 1 e 2: dias 8 e 15 de outubro

Toyota Shokki
Linhas 301 e 302: dias 8, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 17, 18, 19, 20 e 21 de outubro

Hamura (Hino)
Linha 1: dias 6, 7, 14, 21 e 28 de outubro
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 22 de junho de 2021

Subaru e Suzuki informam sobre paralisação temporária

As duas montadoras japonesas amargam o mesmo problema da falta de semicondutores

montadoras japonesas
Duas montadoras japonesas informaram na sexta-feira (18) sobre as paralisações temporárias porque continua a escassez global de semicondutores.

Uma delas, a Suzuki, irá suspender a produção da planta Sagara, em Shizuoka, onde se produz os veículos Swift e Solio, por 7 dias, em 1.º e 2 de julho e de 5 a 9. Da mesma forma, a planta de Kosai também terá paralisação temporária em 1.º e 2 de julho. Lá se produz o Spacia e o Hustler.

Não será a primeira vez, pois desde abril a montadora vem tendo que suspender as linhas de montagem por um ou dois dias. A Suzuki tem previsão de que a produção seja reduzida em cerca de 20 a 30% em relação ao plano convencional.

Outra a anunciar a mesma decisão é a Subaru. Em 16 de julho deixará de operar as plantas Yajima e da matriz, em Gunma.

Em abril ela foi obrigada a paralisar temporariamente a produção, o que ocasionou uma redução de cerca de 10 mil unidades do seu planejamento.
Fonte: Portal Mie com Yomiuri e Nikkei

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Montadoras japonesas estão cortando produção em meio à escassez de chips

Montadoras japonesas estão cada vez mais reduzindo suas produções

montadoras japonesas
Montadoras japonesas estão cada vez mais reduzindo suas produções após atrasos em suas aquisições de chips semicondutores terem se tornado evidentes no início de janeiro.

A escassez global de semicondutores é um golpe para as montadoras, que viram suas produções se recuperarem em prazo relativamente precoce das dificuldades provocadas pela pandemia de coronavírus.

O governo japonês pediu para aumentar os envios ao Japão, contudo, é provável que leve vários meses para montadoras japonesas receberem materiais suficientes.

“O impacto não é pequeno”, disse um oficial sênior de uma grande montadora.

A demanda por semicondutores cresceu em linha com um aumento nas vendas de computadores e consoles de games em meio à pandemia. Em contraste, a produção de automóveis caiu no primeiro semestre de 2020.

Isso promoveu uma mudança no fornecimento de semicondutores, de automóveis para outros produtos, dificultando a aquisição de chips por montadoras, disseram oficiais da indústria.

A Nissan e a Honda estão cortando produção nacional de carros compactos em várias milhares de unidades por mês cada.

A Toyota está reduzindo produção nos EUA e França. A companhia está investigando o impacto financeiro da medida, disse um oficial de relações públicas.

Um oficial da Rohm disse que “suas plantas de semicondutores vêm funcionando a altas taxas de utilização desde o outono passado”.

A Renesas Electronics está fabricando chips para montadoras em sua planta de Hitachinaka (Ibaraki) em nome da Asahi Kasei, que suspendeu produção devido a um incêndio.

Mesmo assim, a escassez de material continua, levando a Renesas e a Toshiba a proporem aumentar os preços de seus semicondutores.

Em 26 de janeiro, o ministro da indústria, Hiroshi Kajiyama, disse que o governo está pedindo a fabricantes taiwanesas de semicondutores, incluindo a Taiwan Semiconductor Manufacturing, que aumentem a produção.

Mesmo após a atual escassez for eliminada, a demanda por semicondutores deve aumentar ainda mais em linha com o acelerado desenvolvimento tecnológico.

“Montadoras podem precisar rever a maneira que elas desenvolvem planos de produção e pedidos de peças”, disse um oficial sênior do ministério da indústria.
Fonte: Portal Mie com Japan Times

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Principais montadoras do Japão anunciam que vão voltar a contratar funcionários temporários em suas fábricas

montadoras do Japão

As grandes montadoras do Japão anunciaram que vão voltar a contratar funcionários temporários para trabalharem em suas fábricas.

Por conta da pandemia de COVID-19 e a queda na demanda por veículos novos, as montadoras deixaram de contratar novos funcionários temporários para suas fábricas de veículos e auto-peças.

A Toyota informou que sua fábrica em Motomachi, província de Aichi, voltará a contratar a partir de julho. A montadora não anunciou o número de pessoas que serão contratadas, mas a produção será dos principais veículos da empresa.

Já a Honda anunciou que vai contratar funcionários temporários em sua fábrica de Suzuka, na província de Mie, enquanto a Nissan contratará Oppama, província de Kanagawa.

As montadoras alertam, no entanto, que apesar do retorno das contratações, ainda é difícil prever como o mercado vai reagir. Até a produção voltar aos níveis pré-coronavírus, levará um tempo, segundo as montadoras.
Fonte: IPC Digital

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Nissan, Renault e Mitsubishi fortalecem aliança

Novo plano de negócios de meio termo das 3 empresas reduz os custos de desenvolvimento de veículos e melhora a eficiência
Nissan, Renault e Mitsubishi

Os líderes da aliança automotiva da Renault, Nissan e Mitsubishi Motors revelaram um novo plano de negócios de meio termo para reduzir os custos de desenvolvimento e melhoria da eficiência de veículos.

Executivos das três montadoras anunciaram o plano em uma coletiva de imprensa online nesta quarta-feira (27).

As empresas disseram que promoverão a estratégia que eles chamam de esquema “líder-seguidor”, na qual elas potencializarão as posições de liderança e forças geográficas.

Sob o novo esquema, a Nissan tomará a iniciativa na condução autônoma e capitalizará sua vantagem nos mercados do Japão, China e Estados Unidos.

A Renault focará em tecnologias de carros conectados com foco na Europa e Rússia.

A Mitsubishi Motos trabalhará no desenvolvimento de híbridos plug-in e tomará a liderança no Sudeste Asiático.

As três empresas na aliança dizem que cerca da metade de seus modelos serão desenvolvidos e produzidos sob o novo esquema até 2025. Elas também esperam reduzir seus investimentos em novos modelos em até 40 por cento.

O presidente da Renault Jean-Dominique Senard disse que o novo panorama foca na eficiência e competitividade em invés do volume em meio à intensa competição. Ele enfatizou a saída da política de expansão buscada pelo seu predecessor Carlos Ghosn.

Makoto Uchida, presidente da Nissan, disse que a empresa vai acelerar o processo de eliminação, em medida que deve ser tomada na crise do coronavírus.

Visto que a epidemia provocou um duro golpe nos membros da aliança, analistas automotivos estão prestando atenção se o novo plano gerará resultados completos.
Fonte: Portal Mie com NHK

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Montadoras do Japão registram queda de 34% nas vendas globais de março

Empresas poderão enfrentar redução ainda maior nos próximos meses
Montadoras do Japão

As montadoras japonesas viram uma queda de 34% nas vendas globais de veículos em março, quando o surto de coronavírus começou a se espalhar pelo mundo, e poderão enfrentar uma redução ainda maior nos próximos meses.

A Toyota Motor, a Nissan Motor, a Honda Motor e as outras quatro grandes montadoras do país registraram vendas no varejo de cerca de 1,82 milhão de carros em todo o mundo em março, ante 2,77 milhões no mesmo mês de 2019.

Para o ano fiscal encerrado em março, suas vendas globais combinadas caíram 7,3%, para 26,5 milhões de veículos, a menor em quatro anos, mostraram os cálculos da Reuters com base nos números de vendas individuais das montadoras anunciados na terça-feira.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Nissan suspende operações em linhas de produção de fábricas no Japão

Suspensão das operações em linhas de produção no Japão se deve à interrupção nas redes de fornecimento de peças vindas da China
Nissan Motor

De acordo com informações divulgadas pela rede NHK, a Nissan Motor suspenderá operações de linhas de produção de uma fábrica na província de Tochigi na terça-feira (3) devido a uma interrupção na rede de fornecimento da China. A empresa produz carros de luxo nessa planta.

A Nissan também suspendeu a produção em suas duas fábricas na província de Fukuoka nesta sexta-feira (28). Oficiais dizem que ambas as plantas voltarão às operações normais no dia seguinte. Além disso, a produção dependerá de fornecimentos da China.

Outras montadoras estão no mesmo barco. A Honda, Mazda e Suzuki, todas, tiveram que reduzir a produção.
Fonte: Portal Mie com NHK

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Nissan anuncia corte de 12,5 mil empregos após lucro cair 98%

A crise está piorando na segunda maior montadora do Japão
Nissan Motor

A montadora japonesa Nissan Motor anunciou nesta quinta-feira (25) que está cortando 12,5 mil empregos e alertou que uma rápida recuperação em seu desempenho não será iminente depois de divulgar que seu lucro trimestral foi quase anulado.

O anúncio mostra como uma crise - provocada por vendas fracas e custos crescentes - está piorando na segunda maior montadora do Japão, enquanto tenta se recuperar de um escândalo de má conduta financeira em torno do ex-presidente Carlos Ghosn.

A Nissan disse que os cortes de empregos serão feitos globalmente até 2022 e acrescentou que reduzirá a capacidade de produção em cerca de 10% até o final do ano fiscal de 2022. A montadora tinha 138 mil funcionários no mundo em março de 2018.

Seu lucro operacional no primeiro trimestre despencou 98,5%, para 1,6 bilhão de ienes (14,80 milhões de dólares), à medida que tenta se manter na América do Norte, um mercado-chave em que os custos de descontos de veículos aumentaram para acompanhar os rivais.

Anos de descontos elevados para aumentar as vendas deixaram a Nissan com uma imagem de marca barata e baixos valores de revenda de veículos, enquanto os custos para oferecer descontos altos atingiram sua lucratividade.

O fraco trimestre aumentará a pressão sobre Hiroto Saikawa, CEO da Nissan, que foi encarregado de reforçar o desempenho da empresa em meio ao escândalo de Ghosn, que negou as acusações de má conduta financeira.

A montadora está ampliando os cortes de empregos inicialmente anunciados em maio, enquanto se esforça para melhorar as margens de lucro fracas nos Estados Unidos, onde Ghosn durante anos tinha pressionado para aumentar agressivamente sua participação de mercado durante seu tempo como CEO.

O lucro operacional da Nissan no trimestre de abril a junho, em comparação com os 109,14 bilhões de ienes do mesmo período do ano anterior, não atingiu a média de 39,52 bilhões de ienes de oito estimativas de analistas compiladas pelo Refinitiv.

A companhia manteve a previsão de lucro de 230 bilhões de ienes para o ano fiscal que termina em março de 2020, uma queda de 28% em relação ao ano passado e a mais fraca em mais de uma década.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Até 2050, Japão visa produzir apenas carros eletrificados

A meta é produzir apenas carros elétricos, híbridos e movidos a célula de combustível para reduzir as emissões de gás de efeito estufa
O Japão visa produzir apenas carros eletrificados

O Japão visa produzir apenas carros eletrificados até o ano 2050 para reduzir as emissões de gás de efeito estufa.

O ministério da indústria decidiu sobre a estratégia durante uma reunião realizada na terça-feira (24). Dentre os participantes estavam executivos de montadoras como a Toyota, Nissan e Honda, além de professores universitários e outros.

Eles adotaram uma meta de longo prazo, até 2050, para reduzir emissões de carros japoneses em até 80% dos níveis de 2010. Para chegar a isso, eles estabeleceram um objetivo de produzir somente carros elétricos, híbridos e movidos a célula de combustível.

A indústria, academia e o governo vão trabalhar juntos para desenvolver tecnologias de próxima geração, como novos tipos de baterias e motores.

O ministro da indústria, Hiroshige Sato, disse aos participantes que as metas de tornar populares veículos eletrificados e reduzir emissões enviam uma mensagem de que o Japão contribuirá proativamente aos esforços.

A medida do Japão ocorre em meio a uma mudança global para tais veículos, principalmente na Europa e na China.

O ministério planeja explorar planos detalhados que incluem um novo padrão de quilometragem, e espera que as fabricantes japonesas mantenham a competitividade.
Fonte: Portal Mie com NHK

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Montadoras no Japão registram aumento na produção

Produção de carros aumentando no Japão, com destaque para a Nissan, que produziu 55% a mais do que o ano anterior
Montadoras no Japão

A produção doméstica de grandes fabricantes de veículos no Japão aumentou no mês de novembro em comparação ao ano anterior, de acordo com dados divulgados na terça-feira (27).

A Toyota Motor Co., fabricante líder no Japão, produziu 274.839 unidades no país, alta de 2.2% ante o ano anterior, enquanto suas vendas nacionais totalizaram 131.014 veículos, aumento de 7.7%.

A Nissan Motor Co., a segunda maior fabricante de veículos no país por volume, informou que sua produção doméstica teve um aumento de 55.5% em comparação ao ano anterior, totalizando 103.664 unidades e que 47.758 carros foram vendidos no mês, alta de 14.3%.

A Honda Motor, a terceira maior montadora do país, produziu 81.519 unidades, alta de 12.6% e suas vendas tiveram um aumento de 9.4%, com 58.164 carros comercializados no mês.

Já a Mazda Motor Co. registrou um aumento de 6.1% na produção doméstica, com 93.683 veículos, e suas vendas nacionais totalizaram 16.228 unidades, alta de 1.3%.

Contudo, a Mitsubishi Motors, que formou uma aliança de capital com a Nissan em outubro, disse que sua produção doméstica diminuiu 22.5%, totalizando 44.125 unidades, enquanto suas vendas no país melhoraram pela primeira vez em 9 meses, com um aumento de 22%, totalizando 8.092 veículos.
Fonte: Portal Mie com News and Culture

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Toyota segue no topo ao superar GM e Volkswagen no 1º tri

Montadora japonesa e as companhias de seu grupo viram as vendas mundiais crescerem 6,3% no período de janeiro a março

Carro da ToyotaA Toyota manteve-se como líder de vendas entre as montadoras mundiais no primeiro trimestre de 2014, superando as rivais Volkswagen e General Motors após vender 2,58 milhões de veículos globalmente.

A montadora japonesa e as companhias de seu grupo viram as vendas mundiais crescerem 6,3 por cento no período de janeiro a março, ante igual período do ano passado, sustentada por uma forte demanda no Japão e também por uma recuperação nas vendas na China e na Europa, disse a Toyota nesta quarta-feira.

Durante o mesmo período, a General Motors vendeu 2,42 milhões de veículos, um crescimento de 2 por cento na base anual, enquanto as vendas do grupo da Volkswagen subiram para 2,4 milhões de veículos, uma alta de 5,8 por cento.

A Toyota disse também nesta quarta-feira que, no ano fiscal encerrado em março, as vendas mundiais do grupo ultrapassaram a marca de 10 milhões de veículos pela primeira vez. O grupo Toyota vendeu 10,13 milhões de automóveis no mundo durante o período, um crescimento de 4,5 por cento na comparação anual.

As vendas de grupo da Toyota incluem números da fabricante de minicaros Daihatsu e da montadora de caminhões e ônibus Hino Motors.

A Toyota foi a montadora campeã de vendas de 2008 até 2010 e reconquistou a posição em 2012, depois de ter caído ao terceiro lugar em 2011, atrás da GM e da Volkswagen, na sequência de desastres naturais no Japão e na Tailândia.

Em 2014, o grupo Toyota planeja vender 10,32 milhões de veículos, representando um crescimento de 4 por cento. A expectativa é de que as vendas se desacelerem em seu mercado doméstico devido a um aumento de imposto sobre vendas que entrou em vigor no Japão em abril.
Fonte: Exame com Reuters

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Montadoras japonesas retomam atividades após nevasca

Fábricas estavam suspensas após uma forte nevasca ter interrompido as entregas de peças

Nissan: nevasca pesada no Japão fechou muitas estradas, interrompendo a entrega de produtos e suspendendo a produção de carros por um dia ou mais na Toyota, Nissan, Honda, Suzuki, Mazda e a Fuji Heavy IndustriesA maior parte das montadoras japonesas incluindo a Toyota retomaram as operações em suas fábricas que estavam suspensas após uma forte nevasca ter interrompido as entregas de peças, disseram as companhias nesta terça-feira, limitando o impacto em seus volumes de produção doméstica.

A Mazda, no entanto, disse que suspendeu as operações na manhã desta terça-feira em sua fábrica em Hiroshima já que as entregas de peças foram atrasadas. A Nissan disse também que as operações em uma de suas fábricas ainda estavam interrompidas.

Uma nevasca pesada no Japão fechou muitas estradas, interrompendo a entrega de produtos e suspendendo a produção de carros por um dia ou mais na Toyota, Nissan, Honda, Suzuki, Mazda e a Fuji Heavy Industries, que fabrica veículos da marca Subaru, ao mesmo tempo que as montadoras se apressam para atender uma forte demanda antes de uma elevação sobre o imposto de vendas em abril.

A Toyota retomou nesta terça-feira as operações em todas as quatro fábricas afetadas pelo clima, disse a porta-voz da companhia, Kayo Doi.

A Honda, a Suzuki e a Fuji Heavy também retomaram as operações em suas fábricas suspensas nesta terça-feira, segundo porta-vozes das companhias. A Fuji Heavy disse que ainda está indecisa sobre planos para a quarta-feira.
Fonte: Exame com Reuters