Mostrando postagens com marcador Nissan. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nissan. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Honda suspende produção em fábricas de Saitama e Mie por falta de peças após terremoto

Problemas no fornecimento também afetam a Nissan, que prevê reduzir produção em 5 mil veículos devido ao desastre em Kumamoto

Honda
A Honda anunciou na segunda-feira (3) que suspenderá grande parte da produção em fábricas nas províncias de Saitama e Mie devido aos problemas no fornecimento de peças causados pelo terremoto de 28 de julho, informou o jornal Yomiuri.

A paralisação ocorrerá entre quarta (5) e sexta-feira (7) na fábrica de Yorii, em Saitama. Já a unidade de Suzuka, em Mie, interromperá as atividades na quinta (6) e na sexta-feira. Algumas linhas continuarão funcionando.

A medida amplia os efeitos do terremoto sobre as operações da montadora. A Honda mantém suspensa desde 28 de julho a produção na fábrica de Ōzu, na província de Kumamoto.

Retomada da produção continua indefinida
As fábricas não tinham operações previstas entre os dias 8 e 16 por causa das férias de verão. No entanto, a Honda ainda não definiu se retomará a produção a partir do dia 17.

A unidade de Yorii produz modelos como o sedã Civic, enquanto a fábrica de Suzuka monta o miniveículo N-BOX, entre outros modelos.

A Honda também enfrentou problemas semelhantes depois do terremoto de Kumamoto, em 2016. Na ocasião, uma fábrica terceirizada responsável pela montagem de miniveículos precisou reduzir a produção.

Nissan prevê redução de 5 mil veículos
O terremoto também afetou outras montadoras. A Nissan informou na segunda-feira que a paralisação parcial de uma fábrica de sua subsidiária em Fukuoka, entre 30 de julho e 5 de agosto, deve reduzir a produção em cerca de 5 mil veículos.

Por outro lado, a Mitsubishi Motors prevê retomar integralmente, a partir de quarta-feira, as operações de sua fábrica em Okayama, que funcionava parcialmente.

A fabricante de autopeças Aisin também anunciou que sua subsidiária Aisin Kyushu, em Kumamoto, retomou parte da produção no domingo (2). A unidade fabrica componentes para portas, entre outras peças. Contudo, ainda não há previsão para a retomada completa das atividades.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Aumento salarial dos trabalhadores das grandes montadoras do Japão

Começou a negociação pelo aumento salarial dos trabalhadores das maiores montadoras, na chamada batalha da primavera, com pedidos mais moderados

montadoras do Japão
Na chamada batalha da primavera (shunto), os sindicatos dos trabalhadores das grandes montadoras do Japão apresentaram suas demandas para negociação do aumento salarial.

A reunião ocorreu na quarta-feira (18) e foi pontuada por uma tendência notável de redução nas reivindicações pelo aumento salarial e bônus deste ano fiscal em comparação com o ano passado.

O sindicato dos trabalhadores da Nissan Motor, que está atravessando um período difícil, solicitou um aumento salarial mensal reduzido, se comparado ao ano passado, de 10 mil ienes e bônus equivalente a 5 salários.    

Já o sindicato dos trabalhadores da Honda apresentou um pedido de aumento mensal de 18,5 mil ienes e bônus equivalente a 5,4 meses de salário.

O da Mitsubishi Motors pediu 18 mil ienes mensais de aumento e bônus de 5 salários, ambos inferiores à demanda do ano passado.   

Em relação ao sindicato dos trabalhadores da Toyota Motor apresentou 19 cenários diferentes de aumento salarial, discriminados por tipo de cargo e qualificação.

No cenário mais otimista, solicitaram um aumento mensal de 21.580 ienes. Também solicitaram um pagamento único de bônus equivalente a 7,3 meses de salário, menor do que o pedido no ano passado.

Os sindicatos dos trabalhadores da Subaru e da Mazda também solicitaram pagamentos únicos menores do que no ano passado.

Os representantes de cada sindicato explicaram que suas reivindicações são mais baixas do que no ano passado porque as empregadoras enfrentam desafios causados pelo tarifaço de Trump e outros fatores.
Fonte: Portal Mie com NHK e FNN

segunda-feira, 30 de junho de 2025

Nissan fará grandes cortes de produção em fábrica no Japão

A Nissan reduzirá drasticamente a produção na planta de Oppama em julho e agosto, impactada pelas vendas fracas do Nissan Note

Nissan
A Nissan Motor planeja realizar cortes de produção em grande escala em sua planta principal de Oppama, localizada em Yokosuka (Kanagawa), durante os meses de julho e agosto, conforme informaram fontes confiáveis.

O motivo desta decisão seriam as vendas fracas do modelo compacto Nissan Note, fabricado na unidade.

Relatórios indicam que a produção será reduzida em quase 50%, e a taxa de utilização da capacidade pode cair para cerca de 20%.

A fábrica de Oppama é uma das sete plantas domésticas e internacionais que a Nissan está considerando fechar, destacando as dificuldades crescentes enfrentadas pela unidade.

No período de redução, os funcionários estarão envolvidos em tarefas como manutenção das linhas de produção, e a Nissan não planeja realizar demissões.

Planta-mãe da Nissan
Em operação desde 1961 como a “planta-mãe” da Nissan para tecnologias de produção, a fábrica de Oppama possui uma capacidade anual de 240 mil unidades.

Em 2010, começou a produzir o Leaf, o primeiro veículo elétrico de massa do mundo, fabricando cinco modelos até 2019.

No entanto, a planta foi redimensionada em parte devido ao envelhecimento das instalações, e a produção do Leaf foi transferida para a fábrica de Tochigi (Tochigi), com Oppama produzindo somente o Note e seus derivados atualmente.

No Japão, a Nissan está organizando o fechamento da planta de Oppama e da planta de Shonan em Hiratsuka, também na província, da sua subsidiária Nissan Shatai.

Internacionalmente, a fabricante está considerando encerrar a produção de veículos na África do Sul, Índia e Argentina, além de fechar duas plantas no México.
Fonte: Portal Mie com Yomiuri

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Nissan e Mitsubishi planejam empreendimento conjunto em 2025

O empreendimento visa oferecer serviços de condução autônoma em áreas rurais no Japão onde escassez de mão de obra é mais grave e opções de transporte público são limitadas

Nissan e Mitsubishi
A Nissan Motor Co. e a empresa comercial Mitsubishi Corp. estão considerando estabelecer um empreendimento conjunto até março de 2025 para oferecer serviços usando tecnologia de direção autônoma e baterias de veículos elétricos (VEs), disseram na segunda-feira (4) fontes com conhecimento do assunto.

O empreendimento visa oferecer serviços de condução autônoma em áreas rurais no Japão onde escassez de mão de obra é mais grave e opções de transporte público são limitadas devido à população em envelhecimento.

A nova companhia, que será de propriedade igualitária da Nissan e Mitsubishi, também está considerando usar eletricidade armazenada em baterias de VEs como fonte de energia de emergência para residências, de acordo com as fontes.

A Nissan está avançando em parcerias no negócio de VEs. No início deste ano, a montadora entrou em acordo com a Honda Motor Co. para explorar uma colaboração na produção de veículo elétricos.

A Mitsubishi Motors Corp. também faz parte de sua aliança tripla, que inclui a Renault SA.

A Mitsubishi Corp. disse em junho que ela e a Honda estabeleceriam um empreendimento conjunto para oferecer serviços usando tecnologias de VEs enquanto estudam um sistema de transporte público eficiente utilizando IA através de um teste em Shiojiri (Nagano), dentre outros projetos.

A Nissan visa vendas de ¥2,5 trilhões (US$16 bilhões) a partir de novos negócios com tecnologias autônoma e de VEs no ano fiscal que termina em março de 2031.
Fonte: Portal Mie com Mainichi

sábado, 31 de agosto de 2024

Montadoras prorrogam suspensão da produção por causa do tufão

A maioria das montadoras do país, incluindo a Toyota, estendeu a suspensão da produção até segunda-feira. Veja a decisão de cada uma.

montadoras no Japão
A passagem do lento tufão Shanshan sobre o país está causando uma série de suspensões das atividades comerciais, de serviços e industriais. As montadoras já haviam anunciado a suspensão da produção, foi prorrogada uma vez e agora decidiram estender ainda mais.

A Toyota Motor informou na sexta-feira (30) que estendeu a suspensão das 28 linhas de 14 plantas até o fim do dia de segunda-feira (2). Ao longo do dia será tomada a decisão se irá retomar a produção no turno noturno de segunda-feira. As suas fábricas estão paradas desde a tarde de quarta-feira (28). 

~Atualização~ Na manhã de segunda-feira (2), a Toyota Motor informou que retomará a produção nas suas 14 plantas a partir do turno noturno desse dia.

Os motivos da suspensão da produção de todas as montadoras de veículos do país foram: garantir a segurança dos funcionários e evitar escassez de peças por conta da logística. 

A Honda informou que reduzirá a produção de sua planta de Suzuka, cidade homônima (Mie) para 50% na segunda-feira (2). As demais plantas deverão funcionar normalmente. Quanto à operação na terça-feira (3), a decisão será tomada na segunda.

Em relação à Daihatsu Motor, suas plantas de Quioto, na cidade de Oyamazaki; da matriz, em Ikeda (Osaka) e de Shiga, na cidade de Ryuo, a suspensão da produção foi estendida até segunda-feira. Se voltará a operar no turno noturno, será decidido durante o dia.

Por outro lado, a planta de Oita, na cidade de Nakatsu, que estava suspensa também, voltou a operar no segundo turno de sexta-feira. Informou que não houve danos humanos, tampouco nos equipamentos.

Já a planta da Nissan Kyushu, na cidade de Kanda (Fukuoka), teve danos parciais causados pela chuva intensa, mas não afetou o sistema de produção, por isso retomou na noite de sexta-feira. As demais plantas da Nissan estão produzindo normalmente.

A Mitsubishi Motors suspendeu a produção em sua fábrica de Mizushima, na cidade de Kurashiki (Okayama) durante toda a sexta-feira, enquanto a de Okazaki (Aichi) a atividade foi normal. Na segunda-feira tomará decisão de como ficará a produção, com base na situação do tufão Shanshan.
Fonte: Portal Mie com Nagoya TV, Yomiuri e NetDenJd

sexta-feira, 17 de maio de 2024

Toyota, Honda e Nissan poderão desenvolver software juntas

Visando não ficar atrás das montadoras de VEs da China e dos Estados Unidos, há um movimento para as fabricantes nacionais se unirem nessa corrida

Toyota, Honda e Nissan
Três montadoras japonesas – Toyota, Honda e Nissan –  estão considerando colaborar entre elas para o desenvolvimento de software para os veículos de próxima geração. 

Ao reunir as tecnologias de 7 domínios, incluindo a IA generativa (inteligência artificial) e semicondutores, pretendem conduzir a um desenvolvimento que mantenha os custos baixos. A concorrência internacional em relação à digitalização dos automóveis é feroz e é preciso trabalhar em conjunto para competir com concorrentes estrangeiros, como os americanos e chineses que lideram a tecnologia de digitalização dos VEs.

Outras montadoras poderão ser incluídas
Isto será incluído na estratégia digital automobilística que o Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI) e o Ministério da Terra, Infraestruturas, Transportes e Turismo (MLIT) irão compilar durante o mês, a Estratégia Mobility DX (transformação digital).

As duas partes discutirão medidas concretas depois do verão e pretendem colaborar a partir de 2025. A esperança é expandir isso para outras montadoras nacionais, como Suzuki, Mazda, Subaru e Mitsubishi.

A importância do software
Na Estratégia de Mobilidade DX, os setores público e privado estão se concentrando em uma tecnologia chamada “veículo definido por software (SDV)”. O SDV refere-se à tecnologia que melhora a funcionalidade do veículo atualizando software em vez de hardware, como motores e peças.

Por exemplo, mesmo que um carro não tenha originalmente funções de direção autônoma, será possível adicioná-las posteriormente, simplesmente atualizando o software. Se uma peça quebrar, ela poderá ser consertada atualizando o software, assim como um smartphone.

O SDV também é descrito como a “suavização dos automóveis”, e os veículos elétricos (VEs) já foram realizados pela Tesla nos EUA e pela BYD na China. À medida que a tecnologia de semicondutores e a IA evoluem, a forma como os fabricantes de automóveis respondem ao SDV terá um grande impacto na sua competitividade no mercado global no futuro.

O que é API
No futuro, se considera a padronização das especificações da infraestrutura chamada API, que desempenha a função de conectar software e sistemas. Se as três montadoras padronizarem as especificações, baterias, sensores, etc. poderão ser instaladas entre os fabricantes. Também será mais fácil vincular serviços como reconhecimento de voz, mapas e direção autônoma.

O desenvolvimento de pessoal de software também é um problema. É necessário criar um ambiente no qual os recursos humanos possam ser atribuídos às áreas de vanguarda, como a condução autônoma, criando áreas onde a colaboração possa transcender as fronteiras da empresa.

O que são as tecnologia de 7 domínios

  1. Semicondutores: com um único chip se processam diversas informações
  2. API: conectividade entre os sistemas de peças das outras empresas
  3. Simulações: implementação da execução do projeto e testes de volante virtualmente
  4. Geração pela IA: automatização da análise das imagens e inspeções
  5. Segurança: proteção do veículo contra ataques cibernéticos
  6. Para o motorista: medição da distância de uma pessoa ou obstáculos
  7. Mapa 3D de alta definição: compreensão precisa das condições da estrada circundante e da posição do carro

Todos esses domínios são de extrema importância para a automatização das operações de inspeção e segurança (ataque cibernético, para o motorista e para o veículo) e também para os essenciais para a condução autônoma.

O METI apela à uniformização nas 7 áreas onde seria difícil criar singularidade, mesmo que cada empresa as desenvolvesse individualmente.
Fonte: Portal Mie com Yomiuri e Nikkei

quinta-feira, 20 de julho de 2023

Produção de motores em fábrica da Nissan no Japão passa da marca de 40 milhões

A atual linha de produção da planta da Nissan de Yokohama reflete a mudança global para veículos elétricos

Nissan de Yokohama
A planta de Yokohama (Kanagawa) da Nissan alcançou um novo marco no mês passado quando ela produziu seu quadragésimo milionésimo motor.

A fábrica iniciou as operações em 1935, dois anos após a fundação da companhia na mesma cidade. Membros da mídia foram convidados para ver sua linha de produção na quarta-feira (19).

A atual linha de produção da planta reflete a mudança global para veículos elétricos. No ano fiscal de 2022, motores para veículos elétricos e híbridos contaram por cerca de 40% de sua produção.

A Nissan planeja estabelecer uma linha piloto na planta de Yokohama no ano que vem para desenvolver baterias de estado sólido, que são dispositivos de armazenamento de energia de próxima geração.

O gerente da planta, Tamiyo Wada, disse que a Nissan está mudando seu foco para o desenvolvimento de tecnologias inovadoras para veículos elétricos e alcançando neutralidade de carbono.
Fonte: Portal Mie com NHK

sexta-feira, 30 de junho de 2023

Todas as montadoras japonesas tiveram aumento de produção em maio

Todas as 8 fabricantes do Japão comemoram aumento em relação ao mesmo mês do ano passado

montadoras japonesas
Todas as 8 principais montadoras do país anunciaram na quarta-feira (29), aumento de produção em maio deste ano, em comparação ao mesmo mês de 2022, mostrando que a escassez dos semicondutores está ficando mais branda.

Cada uma das montadoras apresentou seus percentuais de aumento. Veja abaixo.

  1. Toyota: não está no topo da lista, mas produziu 847 mil unidades, com 33,4% de aumento e recorde em maio
  2. Daihatsu: 59,8%
  3. Mazda: 39,9%
  4. Honda: 34,7%
  5. Subaru: 25%
  6. Nissan: 18,5%
  7. Mitsubishi: 15,8%
  8. Suzuki: 8,3%

Todas as 8 montadoras se recuperaram dos cortes de produção devido ao impacto da pandemia do coronavírus. Mas, ainda enfrentam o desafio do fornecimento de semicondutores, por isso, os atrasos nas entregas de alguns modelos devem continuar.

Toyota anuncia aumento de produção a partir de julho
Em particular, a Toyota Motor reformulou o planejamento da produção dos próximos 3 meses, de julho a setembro. Aumentou 10% em relação ao ano fiscal anterior, com meta de 2,59 milhões de unidades. 

Desse total, pretende fabricar nas suas plantas domésticas 870 mil unidades, o que significa aumento de 26%, considerado um grande volume. Pretende acelerar para recuperar as interrupções de produção ocorridas no ano anterior, especialmente dos novos modelos.

A maior montadora do mundo pretende eliminar a carteira de pedidos acumulada no Japão.
Fonte: Portal Mie com NHK, release, Netdenjd e Chubu Keizai

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Nissan corta produção global em 30% até novembro devido à escassez de chips

Os planos da Nissan para aumentar a produção no segundo semestre do ano foi afetada pela escassez de chips em curso

Nissan
A Nissan Motor encolherá a planejada produção global para outubro e novembro em 30%, soube o Nikkei na quinta-feira (21), enquanto a escassez de chips mundial persiste.

A montadora japonesa informou recentemente os fornecedores sobre seu plano atualizado para fabricar 263 mil veículos em outubro e 320 mil em novembro. Ambos os números ficaram abaixo da perspectiva anterior em 30%.

A Nissan havia interrompido operações em sua fábrica nos EUA por 2 semanas em agosto devido à produção paralisada de semicondutores na Malásia.

Mas o ritmo de produção até setembro excedeu as previsões, devido em parte às estimativas iniciais da Nissan sendo mais conservadoras do que outras companhias. A montadora conseguiu conter um impacto negativo da escassez de chips na medida.

O plano de produção a partir de outubro pediu um aumento na produção comparado ao ano anterior, mas os fornecimentos de semicondutores ficaram apertados enquanto outras montadoras também aumentaram a produção. Isso levou à mais recente medida da Nissan em cortar a produção comparado aos seus planos anteriores.
Fonte: Portal Mie com Asia Nikkei

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Nissan adia lançamento de carro elétrico em meio à escassez de chips

O Ariya será o 1º veículo 100% elétrico da Nissan destinado ao mercado de automóveis geral desde a estreia do Leaf há uma década

Ariya da Nissan
A Nissan disse na sexta-feira (4) que adiará o planejado lançamento de seu veículo elétrico Ariya neste inverno devido à escassez global de chips que afeta as montadoras.

Anunciado em julho de 2020, o novo modelo 100% elétrico era para ser colocado à venda no Japão a partir de meados de 2021, antes de chegar à Europa, América do Norte e China até o fim do ano.

Uma porta-voz da Nissan confirmou que a escassez de semicondutores que afeta montadoras em todo o mundo estava impedindo o lançamento.

O Ariya será o primeiro veículo 100% elétrico da Nissan destinado ao mercado de automóveis geral desde a estreia do Leaf há uma década
Fonte: Portal Mie com Japan Today

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Montadoras japonesas estão cortando produção em meio à escassez de chips

Montadoras japonesas estão cada vez mais reduzindo suas produções

montadoras japonesas
Montadoras japonesas estão cada vez mais reduzindo suas produções após atrasos em suas aquisições de chips semicondutores terem se tornado evidentes no início de janeiro.

A escassez global de semicondutores é um golpe para as montadoras, que viram suas produções se recuperarem em prazo relativamente precoce das dificuldades provocadas pela pandemia de coronavírus.

O governo japonês pediu para aumentar os envios ao Japão, contudo, é provável que leve vários meses para montadoras japonesas receberem materiais suficientes.

“O impacto não é pequeno”, disse um oficial sênior de uma grande montadora.

A demanda por semicondutores cresceu em linha com um aumento nas vendas de computadores e consoles de games em meio à pandemia. Em contraste, a produção de automóveis caiu no primeiro semestre de 2020.

Isso promoveu uma mudança no fornecimento de semicondutores, de automóveis para outros produtos, dificultando a aquisição de chips por montadoras, disseram oficiais da indústria.

A Nissan e a Honda estão cortando produção nacional de carros compactos em várias milhares de unidades por mês cada.

A Toyota está reduzindo produção nos EUA e França. A companhia está investigando o impacto financeiro da medida, disse um oficial de relações públicas.

Um oficial da Rohm disse que “suas plantas de semicondutores vêm funcionando a altas taxas de utilização desde o outono passado”.

A Renesas Electronics está fabricando chips para montadoras em sua planta de Hitachinaka (Ibaraki) em nome da Asahi Kasei, que suspendeu produção devido a um incêndio.

Mesmo assim, a escassez de material continua, levando a Renesas e a Toshiba a proporem aumentar os preços de seus semicondutores.

Em 26 de janeiro, o ministro da indústria, Hiroshi Kajiyama, disse que o governo está pedindo a fabricantes taiwanesas de semicondutores, incluindo a Taiwan Semiconductor Manufacturing, que aumentem a produção.

Mesmo após a atual escassez for eliminada, a demanda por semicondutores deve aumentar ainda mais em linha com o acelerado desenvolvimento tecnológico.

“Montadoras podem precisar rever a maneira que elas desenvolvem planos de produção e pedidos de peças”, disse um oficial sênior do ministério da indústria.
Fonte: Portal Mie com Japan Times

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Principais montadoras do Japão anunciam que vão voltar a contratar funcionários temporários em suas fábricas

montadoras do Japão

As grandes montadoras do Japão anunciaram que vão voltar a contratar funcionários temporários para trabalharem em suas fábricas.

Por conta da pandemia de COVID-19 e a queda na demanda por veículos novos, as montadoras deixaram de contratar novos funcionários temporários para suas fábricas de veículos e auto-peças.

A Toyota informou que sua fábrica em Motomachi, província de Aichi, voltará a contratar a partir de julho. A montadora não anunciou o número de pessoas que serão contratadas, mas a produção será dos principais veículos da empresa.

Já a Honda anunciou que vai contratar funcionários temporários em sua fábrica de Suzuka, na província de Mie, enquanto a Nissan contratará Oppama, província de Kanagawa.

As montadoras alertam, no entanto, que apesar do retorno das contratações, ainda é difícil prever como o mercado vai reagir. Até a produção voltar aos níveis pré-coronavírus, levará um tempo, segundo as montadoras.
Fonte: IPC Digital

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Nissan, Renault e Mitsubishi fortalecem aliança

Novo plano de negócios de meio termo das 3 empresas reduz os custos de desenvolvimento de veículos e melhora a eficiência
Nissan, Renault e Mitsubishi

Os líderes da aliança automotiva da Renault, Nissan e Mitsubishi Motors revelaram um novo plano de negócios de meio termo para reduzir os custos de desenvolvimento e melhoria da eficiência de veículos.

Executivos das três montadoras anunciaram o plano em uma coletiva de imprensa online nesta quarta-feira (27).

As empresas disseram que promoverão a estratégia que eles chamam de esquema “líder-seguidor”, na qual elas potencializarão as posições de liderança e forças geográficas.

Sob o novo esquema, a Nissan tomará a iniciativa na condução autônoma e capitalizará sua vantagem nos mercados do Japão, China e Estados Unidos.

A Renault focará em tecnologias de carros conectados com foco na Europa e Rússia.

A Mitsubishi Motos trabalhará no desenvolvimento de híbridos plug-in e tomará a liderança no Sudeste Asiático.

As três empresas na aliança dizem que cerca da metade de seus modelos serão desenvolvidos e produzidos sob o novo esquema até 2025. Elas também esperam reduzir seus investimentos em novos modelos em até 40 por cento.

O presidente da Renault Jean-Dominique Senard disse que o novo panorama foca na eficiência e competitividade em invés do volume em meio à intensa competição. Ele enfatizou a saída da política de expansão buscada pelo seu predecessor Carlos Ghosn.

Makoto Uchida, presidente da Nissan, disse que a empresa vai acelerar o processo de eliminação, em medida que deve ser tomada na crise do coronavírus.

Visto que a epidemia provocou um duro golpe nos membros da aliança, analistas automotivos estão prestando atenção se o novo plano gerará resultados completos.
Fonte: Portal Mie com NHK

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Montadoras do Japão registram queda de 34% nas vendas globais de março

Empresas poderão enfrentar redução ainda maior nos próximos meses
Montadoras do Japão

As montadoras japonesas viram uma queda de 34% nas vendas globais de veículos em março, quando o surto de coronavírus começou a se espalhar pelo mundo, e poderão enfrentar uma redução ainda maior nos próximos meses.

A Toyota Motor, a Nissan Motor, a Honda Motor e as outras quatro grandes montadoras do país registraram vendas no varejo de cerca de 1,82 milhão de carros em todo o mundo em março, ante 2,77 milhões no mesmo mês de 2019.

Para o ano fiscal encerrado em março, suas vendas globais combinadas caíram 7,3%, para 26,5 milhões de veículos, a menor em quatro anos, mostraram os cálculos da Reuters com base nos números de vendas individuais das montadoras anunciados na terça-feira.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Nissan suspende operações em linhas de produção de fábricas no Japão

Suspensão das operações em linhas de produção no Japão se deve à interrupção nas redes de fornecimento de peças vindas da China
Nissan Motor

De acordo com informações divulgadas pela rede NHK, a Nissan Motor suspenderá operações de linhas de produção de uma fábrica na província de Tochigi na terça-feira (3) devido a uma interrupção na rede de fornecimento da China. A empresa produz carros de luxo nessa planta.

A Nissan também suspendeu a produção em suas duas fábricas na província de Fukuoka nesta sexta-feira (28). Oficiais dizem que ambas as plantas voltarão às operações normais no dia seguinte. Além disso, a produção dependerá de fornecimentos da China.

Outras montadoras estão no mesmo barco. A Honda, Mazda e Suzuki, todas, tiveram que reduzir a produção.
Fonte: Portal Mie com NHK

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Nissan anuncia corte de 12,5 mil empregos após lucro cair 98%

A crise está piorando na segunda maior montadora do Japão
Nissan Motor

A montadora japonesa Nissan Motor anunciou nesta quinta-feira (25) que está cortando 12,5 mil empregos e alertou que uma rápida recuperação em seu desempenho não será iminente depois de divulgar que seu lucro trimestral foi quase anulado.

O anúncio mostra como uma crise - provocada por vendas fracas e custos crescentes - está piorando na segunda maior montadora do Japão, enquanto tenta se recuperar de um escândalo de má conduta financeira em torno do ex-presidente Carlos Ghosn.

A Nissan disse que os cortes de empregos serão feitos globalmente até 2022 e acrescentou que reduzirá a capacidade de produção em cerca de 10% até o final do ano fiscal de 2022. A montadora tinha 138 mil funcionários no mundo em março de 2018.

Seu lucro operacional no primeiro trimestre despencou 98,5%, para 1,6 bilhão de ienes (14,80 milhões de dólares), à medida que tenta se manter na América do Norte, um mercado-chave em que os custos de descontos de veículos aumentaram para acompanhar os rivais.

Anos de descontos elevados para aumentar as vendas deixaram a Nissan com uma imagem de marca barata e baixos valores de revenda de veículos, enquanto os custos para oferecer descontos altos atingiram sua lucratividade.

O fraco trimestre aumentará a pressão sobre Hiroto Saikawa, CEO da Nissan, que foi encarregado de reforçar o desempenho da empresa em meio ao escândalo de Ghosn, que negou as acusações de má conduta financeira.

A montadora está ampliando os cortes de empregos inicialmente anunciados em maio, enquanto se esforça para melhorar as margens de lucro fracas nos Estados Unidos, onde Ghosn durante anos tinha pressionado para aumentar agressivamente sua participação de mercado durante seu tempo como CEO.

O lucro operacional da Nissan no trimestre de abril a junho, em comparação com os 109,14 bilhões de ienes do mesmo período do ano anterior, não atingiu a média de 39,52 bilhões de ienes de oito estimativas de analistas compiladas pelo Refinitiv.

A companhia manteve a previsão de lucro de 230 bilhões de ienes para o ano fiscal que termina em março de 2020, uma queda de 28% em relação ao ano passado e a mais fraca em mais de uma década.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 14 de março de 2019

Empresas japonesas oferecem aumento salarial menor em negociações com sindicatos

A Toyota propôs reajuste de ¥10.700 em média, uma queda de ¥1.000 em relação ao ano passado
empresas japonesas

As grandes empresas japonesas ofereceram aumentos salariais menores nas negociações anuais sobre reajustes na quarta-feira, enquanto o primeiro-ministro Shinzo Abe mantém a pressão sobre as companhias para melhorar a remuneração dos funcionários, em um esforço visando vencer a deflação que assola o Japão por quase duas décadas.

Mas, à medida que o crescimento econômico desacelera, as empresas se preocupam em oferecer grandes aumentos salariais, porque isso os compromete com custos fixos mais altos em um momento de incerteza, à medida que os lucros da empresa se estabilizam.

"O ímpeto em relação aos aumentos salariais pode enfraquecer, já que a inflação subjacente continua fraca", disse Hisashi Yamada, economista sênior do Japan Research Institute.

“A incerteza é alta nas perspectivas externas, como a guerra comercial entre os EUA e a China e a política instável da Europa. Além disso, o imposto sobre consumo vai aumentar em outubro. Sem aumentos suficientes de salários, é difícil derrotar a deflação.”

Os resultados das conversas “shunto” entre administração e sindicatos - anunciados por grandes empresas em setores como carros e eletrônicos - deram o tom para os salários de funcionários em tempo integral em todo o país, que têm implicações para os gastos do consumidor e a inflação.

Incertezas Globais
Uma desaceleração na economia global, a guerra comercial sino-americana e a trepidação sobre a forma final de um acordo para selar a saída da Grã-Bretanha da União Europeia aumentaram drasticamente as tensões sobre as empresas em todo o mundo.

Diante da crescente incerteza sobre as perspectivas de crescimento, as firmas japonesas cautelosas concentram-se mais no pagamento da soma total anual, incluindo bônus, do que o pagamento mensal, que determinará a contribuição à aposentadoria e os benefícios previdenciários.

A Toyota Motor, maior montadora do Japão, ofereceu na quarta-feira um aumento salarial de 10.700 ienes em média, uma queda de 1.000 ienes em relação ao ano passado.

"Tomamos a decisão com o aumento do imposto sobre consumo no outono, levando em conta a necessidade de aumentar a produtividade, a competitividade e responder às motivações dos sindicalistas", disse Tatsuro Ueda, diretor do grupo de administração geral e recursos humanos da Toyota, a repórteres.

A Honda Motor ofereceu um aumento de salário base de 1.400 ienes, uma queda de 300 ienes em relação a 2018, enquanto a Nissan Motor apresentou um aumento de 3.000 ienes, inalterado em relação ao ano passado.

Gigantes da eletrônica, como Panasonic, Hitachi e Mitsubishi Electric, ofereceram um aumento salarial de 1.000 ienes, uma queda de 500 ienes em relação ao ano passado.

“A tendência dos aumentos salariais permanece intacta. Espero que o crescimento dos salários continue impulsionando o ciclo virtuoso da economia”, disse o secretário-chefe do gabinete, Yoshihide Suga, a repórteres.

Uma pesquisa do Instituto de Administração Trabalhista previu que o crescimento salarial cairá para 2,15 por cento neste ano, afastando-se dos 2,26 por cento registrados no ano passado e dos 2,38 por cento em 2015, apesar das pesadas pilhas de dinheiro corporativo.

Uma pesquisa corporativa da Reuters no mês passado constatou que uma pequena maioria - 51% das empresas pesquisadas - viu os salários aumentarem em torno de 1,5% a 2% este ano.

Mas, embora as empresas sejam conservadoras com aumentos salariais, muitas direcionaram suas grandes pilhas de dinheiro para recompras de ações para garantir melhores retornos aos seus investidores.

No próximo ano fiscal, a partir de 1º de abril, o governo de Abe começará a implementar uma reforma no estilo de trabalho para conter as notórias jornadas de trabalho do Japão.

A reforma também inclui “pagamento igual para trabalho igual”, com o objetivo de reduzir as disparidades salariais entre funcionários efetivos e trabalhadores temporários ou em tempo parcial e elevar a idade de aposentadoria para lidar com o envelhecimento da população.

A medida afastou o foco dos aumentos salariais, frustrando as esperanças dos formuladores de políticas de estimular um ciclo virtuoso, aumentando os salários para estimular o consumo e impulsionar a inflação para a meta de 2 por cento.

Os sindicatos do Japão tendem a não ser tão agressivos quanto os do Ocidente porque atribuem maior importância à segurança no emprego e mantêm um senso de lealdade da empresa.

A diminuição do número de membros de sindicatos privou os sindicalistas de poder de barganha, com as empresas contratando mais trabalhadores temporários não-sindicalizados e funcionários não regulares, que representam quase 40% dos trabalhadores.

"Nas negociações deste ano, as empresas e os sindicatos não parecem dar maior ênfase aos aumentos salariais do que antes", disse Kiichi Murashima, economista do Citigroup Global Markets Japan.

"Em vez disso, eles estão considerando uma gama mais ampla de questões como disparidade salarial, produtividade da mão-de-obra e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal".
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Até 2050, Japão visa produzir apenas carros eletrificados

A meta é produzir apenas carros elétricos, híbridos e movidos a célula de combustível para reduzir as emissões de gás de efeito estufa
O Japão visa produzir apenas carros eletrificados

O Japão visa produzir apenas carros eletrificados até o ano 2050 para reduzir as emissões de gás de efeito estufa.

O ministério da indústria decidiu sobre a estratégia durante uma reunião realizada na terça-feira (24). Dentre os participantes estavam executivos de montadoras como a Toyota, Nissan e Honda, além de professores universitários e outros.

Eles adotaram uma meta de longo prazo, até 2050, para reduzir emissões de carros japoneses em até 80% dos níveis de 2010. Para chegar a isso, eles estabeleceram um objetivo de produzir somente carros elétricos, híbridos e movidos a célula de combustível.

A indústria, academia e o governo vão trabalhar juntos para desenvolver tecnologias de próxima geração, como novos tipos de baterias e motores.

O ministro da indústria, Hiroshige Sato, disse aos participantes que as metas de tornar populares veículos eletrificados e reduzir emissões enviam uma mensagem de que o Japão contribuirá proativamente aos esforços.

A medida do Japão ocorre em meio a uma mudança global para tais veículos, principalmente na Europa e na China.

O ministério planeja explorar planos detalhados que incluem um novo padrão de quilometragem, e espera que as fabricantes japonesas mantenham a competitividade.
Fonte: Portal Mie com NHK

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Montadoras no Japão registram aumento na produção

Produção de carros aumentando no Japão, com destaque para a Nissan, que produziu 55% a mais do que o ano anterior
Montadoras no Japão

A produção doméstica de grandes fabricantes de veículos no Japão aumentou no mês de novembro em comparação ao ano anterior, de acordo com dados divulgados na terça-feira (27).

A Toyota Motor Co., fabricante líder no Japão, produziu 274.839 unidades no país, alta de 2.2% ante o ano anterior, enquanto suas vendas nacionais totalizaram 131.014 veículos, aumento de 7.7%.

A Nissan Motor Co., a segunda maior fabricante de veículos no país por volume, informou que sua produção doméstica teve um aumento de 55.5% em comparação ao ano anterior, totalizando 103.664 unidades e que 47.758 carros foram vendidos no mês, alta de 14.3%.

A Honda Motor, a terceira maior montadora do país, produziu 81.519 unidades, alta de 12.6% e suas vendas tiveram um aumento de 9.4%, com 58.164 carros comercializados no mês.

Já a Mazda Motor Co. registrou um aumento de 6.1% na produção doméstica, com 93.683 veículos, e suas vendas nacionais totalizaram 16.228 unidades, alta de 1.3%.

Contudo, a Mitsubishi Motors, que formou uma aliança de capital com a Nissan em outubro, disse que sua produção doméstica diminuiu 22.5%, totalizando 44.125 unidades, enquanto suas vendas no país melhoraram pela primeira vez em 9 meses, com um aumento de 22%, totalizando 8.092 veículos.
Fonte: Portal Mie com News and Culture

sábado, 16 de abril de 2016

Paralisação de fábricas pode afetar fornecimento de autopeças no Japão

Empresas estão verificando os danos nos equipamentos após uma série de terremotos no sul do país
autopeças no Japão

As fábricas do setor automotivo instaladas na região de Kyushu, principalmente em Kumamoto e Fukuoka, estão verificando os danos provocados pelos tremores dos últimos dias.

A maioria das empresas confirmou a paralisação temporária dos serviços nas áreas atingidas, informou a emissora NHK.

Após o abalo de magnitude 6,5 na noite de quinta-feira (14), outro terremoto intenso, de 7,3 graus, foi registrado na madrugada deste sábado (16). Outros tremores secundários estão ocorrendo na região.

O ministro da Economia, Comércio e Indústria, Motoo Hayashi, disse que a paralisação das fábricas em Kyushu não é tão grave quanto os efeitos da tragédia de 2011, mas admitiu que as montadoras locais e de outras regiões do Japão poderão ser afetadas com o fornecimento de autopeças.

A fabricante Honda anunciou que está fazendo reparos em uma parte dos equipamentos instalados em uma fábrica de motocicletas na cidade de Ozu (Kumamoto). A empresa pretendia reiniciar as operações a partir de segunda-feira (18), mas desistiu devido as réplicas de tremores que continuam neste sábado.

A Toyota Jidousha Kyushu, uma subsidiária da fabricante Toyota, anunciou a suspensão do serviço em três fábricas de peças automobilísticas na província de Fukuoka, incluindo a cidade de Kanda. De acordo com a empresa, o fornecimento de peças também está estagnado.

A Nissan Jidousha Kyushu também anunciou a paralisação do serviço na fábrica localizada na cidade de Kanda, em Fukuoka.

A empresa Daihatsu Kyushu, que tem uma fábrica em Nakatsu (Oita), anunciou que este sábado foi dia de folga e que os equipamentos não estavam em operação no momento do abalo. Porém, a empresa não decidiu se o serviço irá funcionar normalmente no início da semana e está verificando no momento se houve danos à estrutura e máquinas.

Na fábrica da Aisin Seiki, localizada ao sul da cidade de Kumamoto, houve quebra de vidros e danos à estrutura das paredes durante o terremoto de quinta-feira. A empresa, que fornece peças de motor de carros e portas para todas as fabricantes do país, anunciou que as operações estão paralisadas no momento e ainda não há previsão de volta.

A empresa Renesas Electronic, que fabrica semicondutores para automóveis, também alertou para a paralisação do serviço na fábrica localizada ao sul da cidade de Kumamoto.

A sequência de fortes abalos já provocou pelo menos 27 mortes e deixou mais de mil pessoas feridas nas áreas atingidas. As réplicas de tremores continuam e a região de Kyushu está em estado de alerta.
Fonte: Alternativa