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segunda-feira, 4 de março de 2024

Toyota irá anunciar investimentos de R$11 bilhões no Brasil, diz Alckmin

Os detalhes serão revelados em um evento na fábrica da montadora japonesa em Sorocaba

fábrica da Toyota
A Toyota anunciará na terça-feira (5) um investimento de 11 bilhões de reais (aproximadamente 2,2 bilhões de dólares) para os próximos anos no Brasil, informou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, no domingo (3).

Segundo ele, os investimentos serão revelados em um evento na fábrica da Toyota na cidade de Sorocaba, interior de São Paulo, informou a agência Reuters.

Alckmin acrescentou que os investimentos devem gerar 2.000 empregos e lançar novos modelos.

O colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, que noticiou o investimento planejado mais cedo no domingo, mencionou que a Toyota fabricará um carro híbrido e um veículo utilitário esportivo (SUV) na unidade de Sorocaba, sem especificar os modelos envolvidos.

A Toyota será a mais recente montadora global a divulgar planos de investimento adicional no Brasil este ano, seguindo empresas como Volkswagen, General Motors e Hyundai Motor.

“A Toyota está no Brasil há 66 anos e vem contribuindo enormemente para o adensamento das nossas cadeias produtivas. Seu anúncio é uma demonstração clara da confiança dessa grande empresa japonesa em nossa economia”, escreveu Alckmin em publicação nas redes sociais.
Fonte: Alternativa com 

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Fundo de investimento nacional adquire indústria americana de semicondutores no Japão

A indústria de semicondutores americana foi vendida para um grupo de fundo de investimento do Japão, com perspectiva de aumento de produção

semicondutores no Japão
Com a finalidade de fortalecer a produção de semicondutores de potência (power semiconductors), cuja demanda deve aumentar com o desenvolvimento dos veículos elétricos (VE), um fundo de investimentos, incluindo o Banco de Desenvolvimento do Japão, comprou uma base de produção e começou a investir nela.  

De acordo com o anúncio, a empresa japonesa Mercuria Investment, mais o Banco de Desenvolvimento do Japão e a gigante Itochu Corporation operarão a base de produção do fabricante americano de semicondutores Onsemi (ON Semiconductors), na cidade de Ojiya (Niigata). Anteriormente era da Sanyo e foi vendida para a empresa americana com sede em Arizona, em 2011.

Embora não tenha sido divulgado o valor da aquisição, a informação é de que serão mantidos os funcionários e que serão feitos investimentos para a aquisição dos mais modernos equipamentos de produção. 

Espera-se que a demanda pelos semicondutores de potência, importantes para conversão eficiente de eletricidade em energia, aumente com o desenvolvimento dos veículos elétricos (VE) e também na energia renovável. 

É raro um fundo de investimentos doméstico adquirir uma indústria de semicondutores, mas espera expandir a demanda fortalecendo a produção doméstica e também aumentar a competitividade.
Fonte: Portal Mie com NHK

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Panasonic vai quadruplicar capacidade de produção de baterias para veículos elétricos

A Panasonic espera crescente demanda da gigante de fabricação de veículos elétricos Tesla dos EUA

Panasonic
A unidade de fabricação de baterias da Panasonic Holdings disse na quarta-feira (1º) que planeja quadruplicar a produção do dispositivo para veículos elétricos (VEs) até o ano fiscal de 2028, visto que ela espera crescente demanda da gigante Tesla dos EUA.

A Panasonic Energy Co., também tem a perspectiva de que vendas atinjam ¥970 bilhões (US$7,5 bilhões) até o ano fiscal de 2024, que termina em março de 2025, alta de cerca de ¥200 bilhões de 2021.

A empresa japonesa considera seu negócio de produção de baterias uma área de crescimento. A Panasonic Energy planeja renovar sua planta na província de Wakayama para começar a produzir em massa sua próxima geração de células de bateria 4680 no ano fiscal de 2023 a serem fornecidas para a Tesla.

A Panasonic também está planejando a produção de baterias e a construção de novas fábricas na América do Norte.
Fonte: Portal Mie com News and Culture

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Volume de produção da Honda chega a 40% entre agosto e setembro e será de 70% no mês 10

A empresa alega falta de componentes automotivos, como é o caso de semicondutores

Honda Motor
A Honda Motor Co. disse nesta terça-feira (21) que suas fábricas de automóveis no Japão operaram com 40% da capacidade em agosto e setembro. O motivo é a escassez de semicondutores e outros componentes causada pela pandemia da COVID-19.

Em um comunicado à imprensa em seu site, a Honda disse que a produção no início de outubro deve se recuperar para 70% da capacidade.

"Estamos fazendo o que podemos para minimizar o impacto na produção, mas a situação continua incerta", disse a empresa japonesa.

Nesta semana, a Honda também anunciou que lançará o primeiro site de venda online de carros novos no Japão no próximo mês, segundo a NHK. 

O objetivo da medida é evitar o sistema de vendas que vem vigorando nas lojas, de contato entre vendedores e clientes, em razão da pandemia do coronavírus. 

O site terá informações para compra de automóveis, cotações, contratos entre outras informações. 

Com isso a Honda espera conquistar também novos clientes, especialmente a geração mais jovem.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Japão prepara primeiro subsídio para empresa transferir produção da China

Com início em junho, a Iris Ohyama começará a produzir máscaras em sua base de operações na província de Miyagi
Iris Ohyama começará a produzir máscaras

A fabricante de produtos para o consumidor Iris Ohyama deverá ser a primeira empresa japonesa a receber um subsídio do governo para transferir produção para fora da China como parte de um esforço voltado a construir mais redes de fornecimento flexíveis.

Com início em junho, a Iris começará a produzir máscaras cirúrgicas na fábrica Kakuda, em sua base de operações localizada na província de Miyagi, nordeste do Japão. A companhia produzirá máscaras a partir do zero, incluindo as de não tecido, a fim de ficar independente de fornecedores do exterior. Até agosto, ela planeja produzir cerca de 150 milhões de máscaras por mês.

O governo separou mais de ¥240 bilhões ($2.2 bilhões) no orçamento suplementar do ano fiscal de 2020 para preparar um subsídio voltado às companhias que reorganizam suas redes de fornecimento.

Originalmente, a Iris tinha a intenção de usar um subsídio do governo que encoraja a produção de máscaras, mas agora ela solicitou aquele de realinhamento para rede de fornecimento.

Atualmente, a Iris produz máscaras cirúrgicas em fábricas chinesas na cidade portuária de Dalian, na província de Liaoning e em Suzhou, a oeste de Xangai, com não tecidos e outros materiais principais adquiridos de companhias locais.

O novo coronavírus paralisou a fabricação e logística em todo o mundo, principalmente ao expor as vulnerabilidades de empresas japonesas, as quais dependem da China para mais de 20% de suas necessidades de peças e materiais.

O primeiro-ministro Shinzo Abe saiu em apoio de investimentos para fortalecer a produção doméstica e redes de aquisição.

“Produtos que dependem de um único país e têm alto valor agregado voltarão ao Japão como base de operações”, disse Abe durante uma reunião do governo em março.

“Mesmo se os produtos não dependem de uma única nação, e não tem alto valor agregado, a fabricação será diversificada para a ASEAN (Associação nas Nações do Sudeste Asiático)”.

O governo pedirá às empresas que considerem se a aquisição estável e produção podem ser mantidas em tempos de crise. Ele também dará suporte a reformas em indústrias como as de autopeças e eletrônicos.
Fonte: Portal Mie com Asia Nikkei