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segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Um em cada 7 trabalhadores no Japão é idoso, mostram dados do governo

Os números refletem a crescente participação da população com 65 anos ou mais na economia do país

trabalho no Japão
O número de idosos ativos no mercado de trabalho no Japão atingiu um recorde de 9,3 milhões em 2025, segundo levantamento do Ministério dos Assuntos Internos e Comunicações divulgado neste domingo (14). Foi o 21º ano consecutivo de aumento, refletindo a crescente participação da população com 65 anos ou mais na economia.

A taxa de emprego dos idosos chegou a 25,7%, alta de 0,5 ponto em relação ao ano anterior. Ou seja, um em cada quatro pessoas com 65 anos ou mais trabalha, segundo o jornal Yomiuri

Com isso, os idosos passaram a representar 13,7% de todos os trabalhadores do país — aproximadamente 1 em cada 7 pessoas empregadas.

Entre os setores com maior presença estão o comércio (1,33 milhão de pessoas) e a área de saúde e bem-estar (1,15 milhão). O Japão mantém uma das maiores taxas de emprego de idosos entre os principais países do mundo.

População idosa no Japão
O governo costuma divulgar esses dados na véspera do Dia do Respeito aos Idosos (Keirou no Hi/敬老の日), comemorado na segunda-feira (15).

A estimativa da população com 65 anos ou mais é de 36,19 milhões de pessoas. Esse número representa uma queda de 50 mil em relação ao ano anterior, a primeira em dois anos. A redução ocorreu porque o número de falecimentos superou o de pessoas que entraram nessa faixa etária.

Apesar da queda, a proporção de idosos em relação ao total da população subiu para 29,4%, um novo recorde histórico. Desde 1950, a participação dessa faixa etária vem crescendo de forma contínua. Projeções indicam que, em 2050, os idosos podem representar 37,1% da população japonesa.

Perfil e proporção populacional

  • Homens idosos: 15,68 milhões (26,2% da população total masculina).
  • Mulheres idosas: 20,51 milhões (32,4% da população total feminina), superando os homens em 4,83 milhões.
  • 70 anos ou mais: 29,01 milhões (23,5% da população total).
  • 80 anos ou mais: 12,89 milhões (10,5%).

Segundo dados da ONU, o Japão tem a maior proporção de idosos entre os 38 países com mais de 40 milhões de habitantes. Em seguida aparecem: Itália (25,1%), Alemanha (23,7%) e França (22,5%).
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Osaka começa a liberar gradualmente volta ao trabalho na província

A decisão afeta empresas, universidades e outras instituições acadêmicas
Osaka

A província de Osaka começará a liberar gradualmente o funcionamento de empresas e de outros setores da sociedade que estão temporariamente fechados para conter a disseminação do coronavírus.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (14) depois que Osaka cumpriu os critérios estabelecidos de forma independente para suspender a solicitação, noticiou a NHK.

A província removerá neste sábado (16) a suspensão de atividades realizadas por universidades e outras instituições acadêmicas, museus, bibliotecas, instalações comerciais, teatros e cinemas.

A solicitação também valerá para instalações de lazer, esporte e lazer, se o espaço total for inferior a 1.000 metros quadrados. Estão incluídas na medida salas de pachinko e cibercafés.

Pubs e restaurantes deverão fechar às 22h e parar de oferecer bebidas alcoólicas às 21h.

A província manterá a suspensão de atividades para bares, locais de música ao vivo, academias e outros tipos de empresas onde as infecções por aglomeração foram confirmadas.

A solicitação também permanecerá em vigor para os organizadores e operadores dos locais dos eventos, exceto os espaços alugados para reuniões.

Osaka criará diretrizes específicas para os operadores de empresas e instalações para impedir a propagação de infecções.

A decisão encerrar a suspensão das atividades até então vigente ocorreu após Osaka atender a três critérios por sete dias consecutivos.

De acordo com os critérios, deve haver menos de 10 novos casos não rastreáveis por dia; a porcentagem de casos positivos entre os testados para o vírus deve ser menor que 7%; e a taxa de ocupação de leitos hospitalares para pacientes em estado grave deve ser abaixo de 60 por cento.

Osaka planeja preparar outro conjunto de condições para atenuar ou suspender a solicitação de fechamento temporário de empresas e instalações que continuarão a ser cobertas por ela.

A província considera também relaxar a solicitação se o governo central elevar o estado de emergência em Osaka.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 14 de março de 2019

Empresas japonesas oferecem aumento salarial menor em negociações com sindicatos

A Toyota propôs reajuste de ¥10.700 em média, uma queda de ¥1.000 em relação ao ano passado
empresas japonesas

As grandes empresas japonesas ofereceram aumentos salariais menores nas negociações anuais sobre reajustes na quarta-feira, enquanto o primeiro-ministro Shinzo Abe mantém a pressão sobre as companhias para melhorar a remuneração dos funcionários, em um esforço visando vencer a deflação que assola o Japão por quase duas décadas.

Mas, à medida que o crescimento econômico desacelera, as empresas se preocupam em oferecer grandes aumentos salariais, porque isso os compromete com custos fixos mais altos em um momento de incerteza, à medida que os lucros da empresa se estabilizam.

"O ímpeto em relação aos aumentos salariais pode enfraquecer, já que a inflação subjacente continua fraca", disse Hisashi Yamada, economista sênior do Japan Research Institute.

“A incerteza é alta nas perspectivas externas, como a guerra comercial entre os EUA e a China e a política instável da Europa. Além disso, o imposto sobre consumo vai aumentar em outubro. Sem aumentos suficientes de salários, é difícil derrotar a deflação.”

Os resultados das conversas “shunto” entre administração e sindicatos - anunciados por grandes empresas em setores como carros e eletrônicos - deram o tom para os salários de funcionários em tempo integral em todo o país, que têm implicações para os gastos do consumidor e a inflação.

Incertezas Globais
Uma desaceleração na economia global, a guerra comercial sino-americana e a trepidação sobre a forma final de um acordo para selar a saída da Grã-Bretanha da União Europeia aumentaram drasticamente as tensões sobre as empresas em todo o mundo.

Diante da crescente incerteza sobre as perspectivas de crescimento, as firmas japonesas cautelosas concentram-se mais no pagamento da soma total anual, incluindo bônus, do que o pagamento mensal, que determinará a contribuição à aposentadoria e os benefícios previdenciários.

A Toyota Motor, maior montadora do Japão, ofereceu na quarta-feira um aumento salarial de 10.700 ienes em média, uma queda de 1.000 ienes em relação ao ano passado.

"Tomamos a decisão com o aumento do imposto sobre consumo no outono, levando em conta a necessidade de aumentar a produtividade, a competitividade e responder às motivações dos sindicalistas", disse Tatsuro Ueda, diretor do grupo de administração geral e recursos humanos da Toyota, a repórteres.

A Honda Motor ofereceu um aumento de salário base de 1.400 ienes, uma queda de 300 ienes em relação a 2018, enquanto a Nissan Motor apresentou um aumento de 3.000 ienes, inalterado em relação ao ano passado.

Gigantes da eletrônica, como Panasonic, Hitachi e Mitsubishi Electric, ofereceram um aumento salarial de 1.000 ienes, uma queda de 500 ienes em relação ao ano passado.

“A tendência dos aumentos salariais permanece intacta. Espero que o crescimento dos salários continue impulsionando o ciclo virtuoso da economia”, disse o secretário-chefe do gabinete, Yoshihide Suga, a repórteres.

Uma pesquisa do Instituto de Administração Trabalhista previu que o crescimento salarial cairá para 2,15 por cento neste ano, afastando-se dos 2,26 por cento registrados no ano passado e dos 2,38 por cento em 2015, apesar das pesadas pilhas de dinheiro corporativo.

Uma pesquisa corporativa da Reuters no mês passado constatou que uma pequena maioria - 51% das empresas pesquisadas - viu os salários aumentarem em torno de 1,5% a 2% este ano.

Mas, embora as empresas sejam conservadoras com aumentos salariais, muitas direcionaram suas grandes pilhas de dinheiro para recompras de ações para garantir melhores retornos aos seus investidores.

No próximo ano fiscal, a partir de 1º de abril, o governo de Abe começará a implementar uma reforma no estilo de trabalho para conter as notórias jornadas de trabalho do Japão.

A reforma também inclui “pagamento igual para trabalho igual”, com o objetivo de reduzir as disparidades salariais entre funcionários efetivos e trabalhadores temporários ou em tempo parcial e elevar a idade de aposentadoria para lidar com o envelhecimento da população.

A medida afastou o foco dos aumentos salariais, frustrando as esperanças dos formuladores de políticas de estimular um ciclo virtuoso, aumentando os salários para estimular o consumo e impulsionar a inflação para a meta de 2 por cento.

Os sindicatos do Japão tendem a não ser tão agressivos quanto os do Ocidente porque atribuem maior importância à segurança no emprego e mantêm um senso de lealdade da empresa.

A diminuição do número de membros de sindicatos privou os sindicalistas de poder de barganha, com as empresas contratando mais trabalhadores temporários não-sindicalizados e funcionários não regulares, que representam quase 40% dos trabalhadores.

"Nas negociações deste ano, as empresas e os sindicatos não parecem dar maior ênfase aos aumentos salariais do que antes", disse Kiichi Murashima, economista do Citigroup Global Markets Japan.

"Em vez disso, eles estão considerando uma gama mais ampla de questões como disparidade salarial, produtividade da mão-de-obra e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal".
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Lei aprovada há 3 anos causa preocupações em trabalhadores de empreiteiras no Japão

Organização de advogados está oferecendo consultas gratuitas por telefone
Trabalho no Japão

Nos últimos dias, dezenas de trabalhadores enviados por empreiteiras buscaram ajuda para tentar resolver uma questão provocada pela aprovação de uma lei polêmica há três anos.

Em 2015, uma lei que limita em até três anos a atuação de um trabalhador enviado por empreiteira em determinada empresa ou fábrica entrou em vigor no Japão.

A lei diz que, se o trabalhador pretender continuar no local, a empreiteira deverá solicitar a efetivação junto ao local de contratação e, se não ocorrer, o trabalhador será enviado para outro local.

Uma reportagem da NHK informou que, com o fim do contrato de pessoas que começaram a trabalhar assim que a lei entrou em vigor, muitos estão preocupados em não serem efetivados e precisarem sair de onde estão atuando no momento.

Após três anos com a lei em vigor, o cenário que parece estar se formando é de trabalhadores sem perspectiva de efetivação e que procuram ajuda jurídica, pois acreditam que serão demitidos ao fim do prazo do contrato, informou a NHK.

Uma organização de proteção aos direitos dos trabalhadores temporários decidiu disponibilizar um número para consultas gratuitas temporárias, que colocará o trabalhador em contato com um advogado. As consultas poderão ser realizadas apenas em japonês.

Telefones:
20 de novembro:
Fukuoka – das 17h às 21h – 092-721-1208

21 de novembro:
Chiba – das 13h às 16h – 043-221-4884

22 de novembro:
Kanagawa – das 10h às 17h – 045-651-6441

23 de novembro:
Fukui – das 10h às 15h – 0776-25-7727
Ishikawa – das 10h às 15h – 076-231-2110
Toyama – das 10h às 15h – 076-423-0698
Osaka – das 10h às 17h – 06-6361-8624
Nagasaki – das 10h às 17h – 0120-41-61-05
Gunma – das 13h às 15h – 027-251-5707
Gifu, Aichi, Mie – das 13h às 16h – 080-4525-0503/ 080-3650-5225

24 de novembro:
Tochigi – das 10h às 12h – 028-643-7711
Tóquio – das 13 às 17h – 03-3251-5363/ 03-3251-5364
Saitama – das 16h às 17h – 048-837-4821

27 de novembro:
Quioto – das 13h às 18h – 075-256-3360
Miyagi – das 16h às 20h – 022-261-4444/ 022-261-5555
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Reforma do estilo de trabalho no Japão: criação da Kids Week

Kids Week
O governo quer implementar a Kids Week dentro dos planos da Reforma de Estilo de Trabalho, já a partir do ano que vem

Uma das propostas do governo é estimular os trabalhadores a tirar as férias remuneradas (yukyu) a que tem direito. Ele quer a colaboração dos setores público e privado do país, instalando uma nova conferência para discussão do tema, especialmente sobre a “Reforma do Estilo das Férias”, dentro do seu projeto de Reforma do Estilo de Trabalho.

O que o governo pretende implementar já no ano que vem é a chamada Kids Week. Uma parte do período de férias escolares de verão seria transferida para uma outra data, na tentativa de aumentar a taxa de gozo das férias remuneradas. Dessa forma, o governo pretende proporcionar a oportunidade para os pais trabalhadores a passarem um tempo com seus filhos na Kids Week (Semana das Crianças, em tradução livre). Para a implementação desse projeto, ele contaria com as autoridades municipais para acertar essa semana especial com o calendário de festivais de verão locais.

Kids Week e aumento da solicitação de férias
O pensamento do governo é de criar política de base, junto aos municípios, de forma que possam prever em orçamento essa implantação no próximo ano fiscal.

Ainda durante este mês, pretende abrir uma conferência com as partes relacionadas. Seriam o MEXT-Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia, Ministério da Economia, Comércio e Indústria, pessoas e entidades relacionadas à educação para debaterem sobre a reforma relacionada às férias.

Com a introdução da Kids Week, o governo tem uma meta. Segundo dados do ano de 2.015, o índice de solicitação de pedido de férias remuneradas (yukyu) foi de 48,7%. Ele pretende atingir 70% até 2.020 e para isso quer contar com a cooperação dos setores privado e público.

Sob a ótica do governo, para continuar desenvolvendo sua proposta de Reforma do Estilo de Trabalho, é preciso prosseguir com o assunto das férias remuneradas no Japão.
Fonte: Portal Mie com NHK

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Japão: ofertas de trabalho atingem o nível mais alto dos últimos 24 anos

No mês passado, o governo registrou 127 ofertas de trabalho para cada 100 pessoas que procuravam emprego

Trabalho no Japão
As ofertas de trabalho atingiram o nível mais alto desde dezembro de 1991, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social.

No mês passado, o governo registrou 127 ofertas de trabalho para cada 100 pessoas que procuravam emprego. As províncias que mais tinham vagas sobrando eram Tóquio, Fukui e Gifu.

Novas ofertas de trabalho aumentaram 6,2 por cento em dezembro, em relação ao mesmo mês de 2014, com destaques para os setores de hotelaria e restaurantes; transportes e entregas de encomendas e comércio.

A taxa de desemprego no Japão se manteve em 3,3 por cento em dezembro, o mesmo índice em relação ao mês anterior, segundo o governo.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Trabalhadores com mais de 65 anos terão direito a seguro-desemprego

Os idosos que forem demitidos poderão receber o benefício por até 50 dias

trabalhador mais de 65 anos no JapãoO Japão vai permitir que trabalhadores com mais de 65 anos de idade também tenham direito ao seguro-desemprego, informou a emissora NHK nesta quarta-feira.

O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social pretende revisar a legislação que regulamenta o benefício. Atualmente, somente trabalhadores até 65 anos podem receber o seguro-desemprego porque, teoricamente, pessoas acima dessa idade estariam aposentadas.

Mas a número de funcionários idosos está crescendo nas empresas japonesas. Um levantamento feito no ano passado mostrou que 3,2 milhões de pessoas acima de 65 anos estavam trabalhando normalmente, um aumento de mais de duas vezes em relação há 10 anos.

Segundo o projeto, os trabalhadores acima de 65 anos que forem demitidos terão direito a receber o benefício por até 50 dias.

O governo também pretende isentar as empresas e os trabalhadores idosos da contribuição ao seguro-desemprego. Normalmente, metade da taxa seria descontada do salário do empregado e a outra metade seria de responsabilidade da empresa.
Fonte: Alternativa
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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Pesquisa: 76% das empresas japonesas apoiam entrada de trabalhadores estrangeiros

Por outro lado, 5% das empresas disseram ser absolutamente contra a ideia

trabalhadores-estrangeiros-japaoUma pesquisa realizada pela agência de notícias Reuters e divulgada nesta sexta-feira mostra que 76 por cento das empresas japonesas apoiam a entrada de mais trabalhadores estrangeiros não-qualificados.

Mas, segundo a maioria dessas empresas, o governo precisa adotar medidas e regras antes de liberar a entrada de estrangeiros para evitar o aumento de criminalidade no país e a contratação de trabalhadores em situação ilegal.

Segundo a pesquisa, 8 por cento das empresas responderam que o Japão precisa liberar rapidamente os estrangeiros por causa da falta de mão de obra, não somente como trabalhadores temporários, mas também por um longo prazo.

Ainda de acordo com o levantamento, 68 por cento por cento das empresas aprovam a ideia, mas é necessário antes criar infraestrutura e condições adequadas para abrigar os trabalhadores.

Por outro lado, 5 por cento das empresas disseram ser absolutamente contra a entrada de estrangeiros não-qualificados porque as diferenças culturais e de costumes poderiam causar problemas, dificultando a convivência com japoneses no ambiente de trabalho.

Para a pesquisa, a Reuters ouviu 400 empresas de grande e médio porte entre os dias 30 de novembro e 9 de outubro.

Plano do governo
Um plano de controle de imigração a longo prazo, compilado recentemente pelo Ministério da Justiça, aponta para a necessidade do Japão considerar o acolhimento de um leque maior de estrangeiros, inclusive para efetuar trabalho não-qualificado, sem deixar de incentivar a entrada de pessoas com conhecimentos especializados.

Contra um cenário alarmante sobre a escassez de mão de obra devido a um declínio populacional e uma crescente demanda de trabalho na preparação dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, o ministério vai além do que foi proposto em 2010 em um projeto para expandir a imigração.

O plano básico de política de imigração - o quinto desde o original em 1992 - também inclui uma nova categoria para o reconhecimento de refugiados, enquanto visualiza mais medidas para impedir que terroristas consigam entrar no país.
Fonte: Alternativa com Reuters
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sábado, 6 de junho de 2015

Mesmo com escassez de trabalhadores no Japão, Abe quer criar mais 400 mil vagas de emprego

duty-free-japanO primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, anunciou nesta sexta-feira (5) investimentos de ¥4 trilhões na área do turismo, que poderão gerar cerca de 400 mil novos postos de trabalho no setor que está sendo um dos principais motores da economia japonesa.

Para melhorar as economias locais estagnadas, o governo também elaborou um plano de aumentar para 20 mil o número de lojas duty-free fora de grandes centros urbanos, até o ano de 2020, quando a capital sediará os Jogos Olímpicos.

O governo também quer estabelecer um certificado de produtos locais com marcas regionais. Cada região turística irá contar com um logotipo que identificará a produção local.

Os cerca de 13,4 milhões de turistas que visitaram o Japão no ano de 2014, gastaram cerca de ¥2,03 trilhões, incentivados pelo enfraquecimento do iene, pela expansão do relaxamento das exigências do visto e pela isenção de impostos, que entrou em vigor em outubro do ano passado.
Fonte: IPC Digital
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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Previsões para o mercado de trabalho em abril

Brasileiros representam 13,3% do total da mão de obra estrangeira

Emprego no Japão As previsões otimistas para o mercado de trabalho em abril, levaram ao aumento da procura por candidatos japoneses. Porém, as vagas destinadas aos estrangeiros, principalmente trabalhadores brasileiros nos setores automotivo e de eletrônicos, estagnaram.

As empresas de recursos humanos aguardam a reação do mercado à nova alíquota do imposto sobre o consumo, o shohizei, de 5% para 8% a partir de abril. Analistas acreditam que depois dessa pausa, as contratações poderão ser retomadas, pois há uma escassez de mão de obra em vários setores da economia.

O governo japonês precisa oferecer condições para que pessoas de qualquer idade possam ingressar no mercado de trabalho.

Pesquisas sobre a força de trabalho apontam claramente para um panorama difícil, confirmando a necessidade urgente de medidas que incentivem a contratação.

Há uma tendência de aumento em longo prazo de funcionários não fixos, da mesma forma que deve crescer o número de desempregados por tempo prolongado. Para auxiliar essas pessoas, o Japão oferece programas de capacitação e para o reingresso ao mercado de trabalho, além de subsídios que garantem a subsistência do desempregado. Mas há os prós e contras dessas medidas.

A mão de obra brasileira
Segundo levantamento feito pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social, em outubro do ano passado havia 717.504 trabalhadores estrangeiros no Japão. Esse número é 35.054 (5,1%) maior ao que foi registrado no mesmo período anterior.

O total de empresas que contrataram essa mão de obra também aumentou 5,8%, chegando a 126.729. A maioria das companhias que contavam com estrangeiros em seu quadro de trabalhadores era de pequeno e médio porte, com menos de 30 funcionários. Um parcela considerável (27,6%) é da indústria de manufatura.

Os brasileiros representam 13,3% do total da mão de obra estrangeira. Essa tem sido a média. O grupo que cresceu mais nos últimos anos é formado pelos vietnamitas: de 26.828 subiu para 37.537 trabalhadores dessa nacionalidade.

O Japão precisa de um número maior ainda da mão de obra estrangeira. Um dos projetos em discussão prevê a entrada de 200 mil trabalhadores do exterior. (Publicado no jornal Empregos)

Trabalhadores estrangeiros
(outubro de 2013)
Total 717.504
Chineses 303.886 (42.4%)
Coreanos 34.100 (4,8%)
Filipinos 80.170 (11.2%)
Vietnamitas 37.537 (5,2%)
Brasileiros 95.505 (13,3%)
Peruanos 23.189 (3,2%)
G8 e australianos 53.584 (7,5%)
Outros 89.533 (12,5%)

Dados do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social
Fonte: IPC Digital

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Dias de folga e intervalos no trabalho no Japão

A lei japonesa determina que o empregador deve conceder ao funcionário um dia de folga por semana, no mínimo

A lei japonesa determina que o empregador deve conceder ao funcionário um dia de folga por semanaA jornada normal de trabalho é de 8 horas diárias e 40 horas semanais. Esta é a carga horária estabelecida por lei (houtei). Existe, porém, o tempo de jornada diária definida pela empresa, conhecida como shoutei.

Se no contrato laboral estiver especificado que a jornada diária da empresa é de quatro horas, ela estará desobrigada a pagar a hora extra, se pedir que o funcionário trabalhe mais que as quatro horas.

Ela deverá pagar o adicional de hora extra, se a jornada exceder as 8 horas por dia ou 40 horas semanais.

Segmentos como o do comércio, saúde e higiene ou de recepção e entretenimento, com menos de 9 funcionários, podem estabelecer jornada de 44 horas semanais.

A lei autoriza que, em casos de grande oscilação do volume de trabalho, em determinados períodos ou estações, um horário mais flexível ou irregular, ultrapassando as 8 horas diárias ou 40 semanais.

Duração do intervalo
Muitos trabalhadores acham o horário do intervalo curto, muitas vezes, insuficiente para fazer a refeição de forma tranquila. Veja, porém, o que a lei prescreve:

- Se a jornada diária ultrapassar a 6 horas, o tempo mínimo de intervalo é de 45 minutos.

- Se a jornada diária exceder a 8 horas, o tempo mínimo de intervalo é de uma hora.

O intervalo não é contabilizado como horário de trabalho, por isso o empregador não tem o dever de pagar esse período de descanso.

Os minutos gastos para a preparação e/ou arrumação do local de trabalho são considerados como jornada de trabalho, se elas forem feitas sob instrução de algum superior.

Dia de folga e o pagamento ou não do adicional
A Lei de Normas Trabalhistas determina que o empregador deve conceder ao funcionário um dia de folga por semana, no mínimo. Ela, porém, não obriga que a empresa especifique qual dia da semana será o descanso. Isso significa que essa folga não precisa ser necessariamente aos sábados e domingos.

Pensando, porém, na conveniência do trabalhador, a legislação recomenda que o empregador defina o dia semanal de descanso. Portanto, a firma não estará infringindo a lei se pedir que o trabalhador compareça ao serviço no domingo ou feriado, desde que esteja concedendo um dia de folga/semana.

Suponha-se que a empresa adote um sistema de duas folgas semanais, aos sábados e domingos. Se solicitar que o funcionário compareça ao sábado, ela fica desobrigada de pagar o adicional referente ao trabalho em dia de descanso, já que está respeitando o domingo como folga.

Mas se a carga semanal ultrapassar o permitido por lei, em decorrência do maior número de dia de trabalho, será necessário o pagamento do adicional de hora extra.

Segmentos como o da construção civil, que dependem das intempéries climáticas, não precisam garantir um dia de folga por semana, desde que o trabalhador tenha quatro folgas ao longo de quatro semanas.

É preciso, porém, definir com clareza o dia inicial da contagem deste sistema de folga no Regimento Interno, o shugyou kissoku.

Recomenda-se que o empregador avise com antecedência que, em quais dias previstos como folga, o funcionário deverá trabalhar. Neste caso, ele fica obrigado a pagar o adicional de 35%.

Caso trabalhe no dia de folga, o funcionário poderá compensar, descansando em data normal de trabalho. Neste caso, não terá direito ao adicional.
Fonte: Alternativa

sábado, 11 de agosto de 2012

Emprego no Japão, trabalho em Chiba Tel 11 3101-8193

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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Emprego no Japão, trabalho em Fukushima

   No momento não existe vagas de emprego em Fukushima, devido a catastrofe de marçoa de 2012 que devastou a região. Existem algumas empresas estao dispovagas na região com salários exorbitantes, porém, as unicas pessoas autorizadas a entrar na região de Fukushima-ken, são tecnicos do governo japones e voluntarios acima de 65 anos que se cadastram e passam por uma analise para ver se tem possibilidade ou não.

Portanto, não aceitem vagas nessa região, exitem mutias outras regiões no Japão disponiilizando vagas não tem motivos apra ser justamente uma área afetada.

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quinta-feira, 24 de março de 2011

Estrangeiros que deixaram o Japão enfrentam hostilidade no retorno

BBC 24/03/2011 06h34 - Atualizado em 24/03/2011 11h47


Japoneses criam expressão 'flyjin' (estrangeiro voador) para os que 'abandonaram' o país após tsunami e ameaça nuclear.

Muitos estrangeiros e japoneses residentes em Tóquio que voltaram ao trabalho nesta semana, depois do terremoto e do tsunami que assolaram o Japão no último dia 11, lidam agora com a rejeição de quem se manteve em atividade no ápice da crise.

'Percebi que há uma tensão entre os japoneses e os estrangeiros que estão voltando ao trabalho', disse à BBC Brasil Mark Pink, fundador da empresa de recrutamento TopMoneyJobs.com, de Tóquio.

Com o risco do terremoto e da contaminação radioativa, muitos japoneses deixaram a capital e se refugiaram em cidades do interior. No entanto, foram os estrangeiros que mais lotaram voos e trens em busca de lugares seguros.

Uma nova corruptela foi criada para designar estes estrangeiros que deixaram o Japão: flyjin (soma de fly, 'voar' em inglês, e gaijin, 'estrangeiro' em japonês).

A 'fuga' ocorreu, em boa parte, pelos apelos dramáticos de algumas embaixadas, como a norte-americana, a alemã, a chinesa e a francesa, que aconselharam seus cidadãos a deixar o país frente à ameaça de uma crise nuclear fora de controle.

Questão cultural
A decisão de 'abandonar o navio', segundo Pink, está diretamente ligada à questão cultural. 'No Japão, há uma cultura de que o trabalho é tão ou mais importante do que a família', disse. 'Já para os estrangeiros, a segurança está em primeiro lugar.'

Para o executivo, a mídia estrangeira também colaborou para aumentar o desespero das pessoas. 'Houve ainda uma pressão de amigos e familiares para que eles voltassem para seus países ou fossem para outro lugar longe do Japão.'

Atsushi Saito, diretor da Bolsa de Valores de Tóquio, disse em entrevista que está desapontado com os estrangeiros. 'Temos de acabar com esses rumores e mostrar o quanto o Japão é um país maravilhoso', disse.

Em relação ao trabalho, Pink diz que ainda é cedo para fazer uma análise mais profunda. 'Mas há esposas e familiares de gerentes que não querem mais voltar para o país. Então, a menos que haja uma alteração na responsabilidade desses funcionários dentro da empresa, muitos terão de pedir as contas.'

'Entendo que isso tudo é muito frustrante para os japoneses, mas como dizem os franceses: 'c'est la vie' (é a vida)', afirma.

Opiniões diversas
O japonês Hiroyuki Yasuda diz que entende a decisão dos estrangeiros e lembra que muitos japoneses também foram para outro lugar. 'Eles têm essa alternativa e, quando voltarem, nós os receberemos de braços abertos', disse.

O brasileiro Julio Cesar Caruso, 35 anos, é outro dos que respeita a decisão de quem partiu. 'Eu mesmo não fui para outro lugar por ter uma filha que vive com a mãe em Tóquio e sabendo que elas permaneceriam aqui', disse. 'Jamais me sentiria tranquilo em qualquer parte do Japão ou do mundo.'

Para Caruso, as pessoas fora do Japão estão mais apavoradas do que as que vivem aqui. 'Mas não creio que isso se deve somente ao exagero cometido pela mídia, mas também pela falta de conhecimento da geografia do Japão. Era preciso mostrar que não foi o Japão todo que foi atingido pelo maremoto ou pelo terremoto.'

Isaac Almeida Silva Júnior, 39 anos, também acha que houve um exagero da mídia. 'Minha mãe chegou a pedir para não comer, não beber água da torneira e nem tomar banho', afirma o brasileiro, que não pensa em voltar ao Brasil por causa dos filhos que vivem com a ex-mulher.

No entanto, Silva Júnior não deixa de criticar os japoneses. 'Na crise econômica de 2008/09, os estrangeiros foram os primeiros a serem mandado embora. Até pagaram para os brasileiros deixar o país. Então, agora eles não podem criticar quem tem a opção de ir para um lugar mais seguro', falou.

Já a japonesa Mai Mizuno diz que a vontade é de deixar Tóquio. 'Não entendo porque os escritórios continuam funcionando. Isso tudo é uma loucura', disse. O namorado, espanhol, já fugiu do país. 'Ele foi para Taiwan e vive agora outra realidade.'

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Emprego no Japão, trabalho em Gunma Tel 11 3101-8193

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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Emprego no Japão, trabalho em Tochigi Tel 11 3101-8193

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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Emprego no Japão, trabalho em Yamagata Tel 11 3101-8193

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sábado, 12 de fevereiro de 2011

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