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sábado, 27 de maio de 2023

Inflação em Tóquio desacelera em maio, mas índice-chave atinge alta de 4 décadas

Os dados de Tóquio são vistos como um indicador importante das tendências nacionais

economia do Japão
O núcleo da inflação ao consumidor na capital do Japão desacelerou em maio, mas um índice-chave, eliminando o efeito do combustível, atingiu uma alta de quatro décadas, ressaltando a ampliação da pressão de preços que pode manter vivas as expectativas de uma retirada da política monetária ultrafrouxa.

Os dados de Tóquio, que são vistos como um indicador importante das tendências nacionais, mostraram que as empresas continuaram repassando os custos de seus produtos e serviços para as famílias, em um sinal de que a pressão inflacionária pode durar mais do que o esperado pelo Banco do Japão (BOJ).

O principal índice de preços ao consumidor (IPC) de Tóquio, que exclui alimentos frescos voláteis, mas inclui custos de combustível, subiu 3,2% em maio em relação ao ano anterior, mostraram dados do governo na sexta-feira, correspondendo aproximadamente a uma previsão mediana do mercado de um ganho de 3,3%.

Embora a inflação tenha desacelerado em relação aos 3,5% do mês anterior, ela permaneceu acima da meta de 2% do Banco do Japão para um ano inteiro, pois os ganhos constantes dos preços dos alimentos compensaram a queda nos custos dos combustíveis, mostraram os dados.

Um índice que exclui os custos de alimentos frescos e combustíveis subiu 3,9% em maio em relação ao ano anterior, marcando o ritmo mais rápido de aumento desde abril de 1982, quando o Japão estava passando por uma bolha inflada de ativos.

"A inflação já parece estar superando as previsões do BOJ. As perspectivas de salários mais altos estão estimulando mais empresas a repassar o aumento dos custos trabalhistas por meio da elevação de preços", disse Takuya Hoshino, economista-chefe do Dai-ichi Life Research Institute.

"Dependendo de como os dados futuros se desenrolam, há uma chance de o BOJ responder à inflação elevada com um ajuste em sua política ultrafrouxa", disse ele.

Dados separados divulgados na sexta-feira mostraram que o preço que as empresas de serviços cobram umas das outras aumentou 1,6% em abril em relação ao ano anterior, marcando o 26º mês consecutivo de ganhos, já que a reabertura da economia após as restrições da pandemia impulsionou a demanda turística.

A economia do Japão está finalmente se recuperando das cicatrizes da pandemia de COVID-19, embora os riscos de uma desaceleração global e o aumento dos preços dos alimentos pairem sobre as perspectivas de exportação e consumo.

Com a inflação já excedendo sua meta, os mercados estão repletos de especulações de que o Banco do Japão poderá em breve eliminar gradualmente a política monetária ultrafrouxa sob o novo chefe, Kazuo Ueda.

Ueda disse repetidamente que a inflação diminuirá nos próximos meses à medida que os fatores de pressão de custo se dissiparem, e que o Banco do Japão manterá uma política ultrafrouxa até que o crescimento salarial mais forte garanta que o Japão possa ver a inflação atingir sua meta de 2% de forma sustentável.

Mas ele disse em uma entrevista em grupo na quinta-feira que o BOJ "agirá rapidamente" se sua projeção de inflação se mostrar errada e pode ajustar a política se o custo do estímulo superar os méritos.

Em uma pesquisa da Reuters divulgada na sexta-feira, mais da metade dos analistas entrevistados espera que o BOJ comece a relaxar sua política de controle da curva de rendimento (YCC) até o final de julho, como por exemplo, elevando o atual limite de 0,5% definido para os títulos do governo de 10 anos. 

O BOJ revisará suas projeções trimestrais de crescimento e inflação em uma reunião de política monetária de dois dias que terminará em 28 de julho.

Sob projeções feitas em abril, o banco central espera que o núcleo da inflação ao consumidor atinja 1,8% no atual ano fiscal que termina em março de 2024. Isso é muito menor do que uma previsão de 2,3% em uma pesquisa divulgada em 15 de maio pelo think tank Japan Center for Economic Research.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Toyota paralisará linhas de duas fábricas no Japão por até 9 dias em janeiro

"Pedimos sinceras desculpas pelo inconveniente", disse a montadora em um comunicado

Toyota

A Toyota Motor vai paralisar linhas de duas fábricas no Japão por até nove dias em janeiro devido à falta de alguns componentes, incluindo semicondutores, um problema que ainda continua e que foi agravado pelos recentes lockdows na China, onde os casos de Covid-19 estão aumentando.

A produção será suspensa na linha 1 da fábrica de Tahara (Aichi) nos dias 9, 13, 16, 20, 23 e 27 de janeiro e na linha 1 da unidade de Hamura (Tóquio) nos dias 9, 10, 11, 12, 13, 16, 20, 23 e 27 do mesmo mês, afetando principalmente a montagem do modelo Land Cruiser Prado.

"Pedimos sinceras desculpas pelo inconveniente causado aos nossos clientes, fornecedores e partes relacionadas que aguardam a chegada dos veículos", disse a Toyota em um comunicado.

Apesar das paralisações, a montadora informou que espera produzir globalmente 700 mil veículos em janeiro (200 mil no Japão e 500 mil no exterior) e manteve uma meta de 9,2 milhões de unidades para este ano fiscal, que termina em março.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Aeroporto de Narita contrata mais estrangeiros

A medida realizada pelo aeroporto ocorre quando o país busca atrair 40 milhões de turistas estrangeiros até 2020, ano das olimpíadas
Aeroporto de Narita

A maior porta de entrada internacional do Japão está contratando mais estrangeiros para melhor atender os visitantes do exterior, enquanto eles chegam em grandes números sob a política do governo para promover o turismo.

A medida realizada pelo Narita International Airport Corp ocorre quando o país busca atrair 40 milhões de turistas estrangeiros até 2020, ano que Tóquio sediará as Olimpíadas e Paralimpíadas, e 60 milhões até 2030, para atingir crescimento econômico em meio a um mercado doméstico que está encolhendo, caracterizado por uma população em envelhecimento e persistente baixa taxa de natalidade.

Habilidades em idioma e bagagem educacional
O Ministério dos Transportes está agora considerando criar uma nova categoria de visto para expandir o emprego estrangeiro em aeroportos de todo o país para conter uma esperada escassez de japoneses.

No final de julho, Roneta Ratumaitavuki, fijiana de 24 anos, começou a trabalhar no aeroporto como uma das primeiras estrangeiras empregadas diretamente pela operadora do complexo.

Fluente em inglês, Ratumaitavuki estava atendendo um grupo de homens de Singapura no balcão de recepção de um saguão pago, orientando-os sobre onde poderiam fumar e perguntando se eles pagariam suas contas juntos ou separados.

Habilidades em idioma e bagagem educacional superior eram o que o aeroporto estava buscando quando decidiu recrutar pessoal de Fiji.

Após saber que o país onde o inglês é falado tem muitas pessoas formadas, mas várias desempregadas, a operadora do aeroporto realizou entrevistas e ofereceu cargos a três de 181 que se candidataram, de acordo com seus oficiais.

Face ao crescente número de usuários de aeroportos, uma empresa que faz a parte de segurança em Narita também começou a contratar pessoal estrangeiro nos últimos anos e agora emprega 10 pessoas de países que incluem China, Coreia do Sul e Sri Lanka.

“Com a (limitada) habilidade linguística dos japoneses, geralmente leva-se tempo para realizar verificações em materiais, incluindo líquidos”, disse um oficial responsável pelas inspeções.

Aumento de trabalhadores estrangeiros em Narita

Aumento de trabalhadores estrangeiros em Narita
O aumento no número de trabalhadores estrangeiros em Narita não só reflete a necessidade por pessoas com habilidade de comunicação em inglês e outras línguas, mas também o fato de que os japoneses acabam se afastando por conta do trabalho duro e longas horas que os empregos em aeroportos envolvem.

“Enquanto os aeroportos pareçam glamourosos, o trabalho realizado lá é muitas vezes duro, sujo e perigoso”, disse um oficial superior no Narita International Airport, frisando que as pessoas que executam tais trabalhos estão na ativa até tarde da noite ou de madrugada fora dos horários de voos.

“Os japoneses estão escolhendo empregos com melhores condições de trabalho”, disse Mamoru Uematsu, um executivo da Biseisha Co., que faz a limpeza no aeroporto 24 horas.

Ao dizer que 35 dos 300 funcionários da empresa agora são estrangeiros, Uematsu disse que os aeroportos japoneses não podem operar sem essa mão de obra.

O número de passageiros internacionais que usou aeroportos japoneses no ano fiscal de 2016 cresceu 1,4 vez em comparação a 2012, de acordo com o Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo.
Fonte: Portal Mie com Mainichi

quarta-feira, 28 de março de 2018

Comunidade brasileira cresce no Japão

Apesar do crescimento a comunidade verde amarela não chegou a 200 mil residentes

Gráfico mostra os estrangeiros no Japão, por origem

O Ministério da Justiça divulgou na terça-feira (27) os números dos residentes estrangeiros no Japão, fechados em dezembro de 2017. O total é de 2.561.848, o que se traduz em aumento de 7,5% em relação a 2016.

Apesar do crescimento da comunidade verde amarela, de 5,8%, não chegou a 200 mil. Fechou o ano anterior com 191.362 pessoas, em 5.º lugar no ranking dos estrangeiros. A maioria possui visto permanente: 112.876 pessoas, o que representa 59%.

Antes da crise, em 2007 a comunidade brasileira viveu o auge em número de residentes: 313.771. A curva começou a decrescer no ano seguinte, com o Lehman Shock. Em 2012 o registro foi de 190.609 pessoas, chegando a 173.437 em 2015. Mesmo em meio à falta de mão de obra, o crescimento da comunidade verde amarela tem sido menor do que as demais.

Brasileiros em quinto lugar
As maiores comunidades são de pessoas vindas dos países da Ásia. Brasil e Estados Unidos são os únicos das 10 maiores, de outro continente.
  1.         China:  730,890
  2.         Coreia do Sul: 450.663
  3.         Vietnã: 262.405
  4.         Filipinas: 260.553
  5.         Brasil: 191.362
  6.         Nepal: 80.038
  7.         Tailândia: 56.724
  8.         Estados Unidos: 55.713
  9.         Tailândia: 50.179
  10.         Indonésia: 49.982
A população brasileira dentro do Japão representa 7,5%, bem aquém dos 28,5% dos chineses.

A comunidade que teve um crescimento notável foi a vietnamita, com 31.2%, por conta do aumento dos estagiários técnicos e estudantes.

As províncias com maior número de residentes estrangeiros são Tóquio, Aichi, Osaka e Kanagawa, pois são as que mais oferecem vagas de trabalho e também recebem estudantes.
Fonte: Portal Mie com MOJ

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Japão: ofertas de trabalho atingem o nível mais alto dos últimos 24 anos

No mês passado, o governo registrou 127 ofertas de trabalho para cada 100 pessoas que procuravam emprego

Trabalho no Japão
As ofertas de trabalho atingiram o nível mais alto desde dezembro de 1991, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social.

No mês passado, o governo registrou 127 ofertas de trabalho para cada 100 pessoas que procuravam emprego. As províncias que mais tinham vagas sobrando eram Tóquio, Fukui e Gifu.

Novas ofertas de trabalho aumentaram 6,2 por cento em dezembro, em relação ao mesmo mês de 2014, com destaques para os setores de hotelaria e restaurantes; transportes e entregas de encomendas e comércio.

A taxa de desemprego no Japão se manteve em 3,3 por cento em dezembro, o mesmo índice em relação ao mês anterior, segundo o governo.
Fonte: Alternativa