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quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Quase metade das empresas japonesas diz que conflito Israel-Hamas afetará seus negócios

Muitas dessas empresas esperam um grande aumento nos preços do petróleo

conflito Israel-Hamas
Quase metade das empresas japonesas estão preocupadas que o conflito entre Israel e o Hamas possa impactar negativamente seus lucros, temendo principalmente um aumento no custo do petróleo e de outras matérias-primas em decorrência da instabilidade no Oriente Médio.

Uma pesquisa da Reuters apontou que 48% das empresas consultadas antecipam um efeito negativo nos lucros, enquanto 49% não preveem impactos significativos, e apenas 3% veem potenciais benefícios.

A pesquisa também revela que muitas dessas empresas esperam um aumento na cotação do petróleo, com cerca de 46% prevendo que o preço do barril possa chegar a 120 dólares ou mais, significativamente acima do valor atual de aproximadamente 81 dólares.

Além disso, há uma expectativa considerável entre as empresas japonesas de que o Banco do Japão (BOJ) encerre sua política de taxas de juro negativas até junho de 2024, com 46% das empresas aguardando essa mudança. Interessantemente, 40% das empresas afirmaram que a atual política de taxas negativas tem um impacto positivo em suas operações.

Essas conclusões vêm de uma pesquisa mensal realizado pela Nikkei Research a pedido da Reuters, com 502 empresas grandes e médias não financeiras participantes, onde 251 responderam entre 24 de outubro e 2 de novembro, sob condição de anonimato.
Fonte: Alternativa


sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Fabricantes japonesas reduzirão dependência de fornecedores da China, mostra pesquisa

Cinquenta e três por cento buscam alternativas, visto que riscos de Taiwan e da Covid pesam

Fábrica de equipamentos de proteção pessoal na China
Mais da metade de fabricantes japonesas planejam reduzir a dependência de fornecedores chineses, visto que as companhias buscam construir mais redes flexíveis em meio às crescentes tensões entre EUA e China, descobriu uma pesquisa do site Asia Nikkei.

O Asia Nikkei conduziu uma pesquisa com redes de fornecimento em meados de novembro e recebeu respostas de 79 de 100 grandes fabricantes japonesas abordadas.

De acordo com os resultados, 78% das companhias disseram que o risco na obtenção de peças e materiais da China aumentou comparado há 6 meses.

Cinquenta e três por cento das empresas disseram que reduziriam a proporção de fornecimento da China em sua produção global. Especificamente, 60% das empresas que trabalham com maquinários, 57% das automotivas e químicas e 55% de eletrônicas disseram que fariam isso.

Como razões para reduzir a dependência chinesa, 80% das companhias citaram preocupações com uma emergência em Taiwan, enquanto 67% citaram a política zero Covid da China para conter o coronavírus através de lockdowns e outras medidas rigorosas.

Daquelas que disseram que reduziriam a dependência de fornecedores na China, cerca de 86% citaram o Japão como uma país de fonte alternativa, antes da Tailândia (76%) e outras nações no Sudeste Asiático.

Além do iene fraco, companhias japonesas parecem ver a produção doméstica como relativamente mais vantajosa do que a no exterior devido a aumentos salariais domésticos mais lentos.

A Panasonic transferiu parte de sua produção de aspiradores de pó e outros produtos da China para o Japão.

Já a Kirin Holdings está considerando diversificar sua obtenção de ácido cítrico, incluindo compras da Tailândia e de outros países.
Fonte: Portal Mie com Asia Nikkei