terça-feira, 4 de abril de 2017
Empresas japonesas acham que a Economia do País vem melhorando
O Banco Central do Japão (Nichigin) divulga para o público, a cada trimestre, um “índice DI” (Diffusion Index) que mede como as empresas japonesas sentem a respeito da situação da Economia Japonesa: se ela está melhorando, ou se está piorando.
O novo índice DI foi divulgado no dia 3 de abril último e revelou que a economia vem melhorando a 2 trimestres consecutivos. O índice para este trimestre foi de 12 pontos positivos, 2 pontos superior que no trimestre passado.
O índice DI das grandes empresas do setor industrial foi de 12 pontos positivos, 2 pontos melhor que no trimestre passado. Já para o setor de serviços (das grandes empresas) foi de 20 pontos positivos, também 2 pontos superior que no trimestre anterior.
Para as médias empresas do setor industrial, o índice melhorou em 5 pontos comparado ao último trimestre (de 6 para 11). O índice DI para o setor de serviços das médias empresas também continua alto: 17 pontos, um ponto a mais que no trimestre anterior.
Já os índices em relação à expectativa da economia para o próximo trimestre, não foram tão bons: em todos os setores, os índices foram inferiores que os deste trimestre. Os índices indicam que as empresas esperam dificuldades no futuro próximo. Isto se deve às incertezas quanto ao futuro da economia mundial, principalmente devido ao fato de o novo presidente norte-americano não estar conseguindo aprovar no Congresso suas promessas de campanha para o setor de Economia.
Fonte: IPC Digital
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Japão aprova legislação para combater abusos contra estagiários estrangeiros
Em resposta às crescentes críticas sobre abusos e violações de direitos humanos no local de trabalho, o governo japonês promulgou, na última sexta-feira (18), uma legislação especial para supervisionar as empresas que empregam estrangeiros participantes do programa de estágio técnico.
A legislação foi aprovada após o governo incluir enfermagem na lista de setores abrigados pelo programa. Com o envelhecimento da população, o governo estima que a demanda por esse tipo de profissional deverá crescer nos próximos anos.
Criado em 1993, o programa é acusado de promover a importação de mão de obra barata para suprir a escassez de trabalhadores.
Para combater os abusos e violações de leis trabalhistas, o governo irá criar uma agência para inspecionar as condições de trabalho e oferecer serviços de aconselhamento aos estagiários.
Sob a nova legislação, as empresas contratantes não poderão confiscar o passaporte ou restringir o livre deslocamento dos estagiários, o que são recorrentes denúncias recebidas pelo Ministério do Trabalho.
De acordo com o ministério, 70% das cerca de 5.700 empresas e organizações que empregam estagiários estrangeiros violaram algum tipo de lei trabalhista no ano passado.
Segundo informações da agência Kyodo, a próxima etapa no aperfeiçoamento do programa será a exigência de um nível básico de conhecimento da língua japonesa para evitar problemas de comunicação.
Fonte: Alternativa
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Trabalhadores com mais de 65 anos terão direito a seguro-desemprego
Os idosos que forem demitidos poderão receber o benefício por até 50 dias
O Japão vai permitir que trabalhadores com mais de 65 anos de idade também tenham direito ao seguro-desemprego, informou a emissora NHK nesta quarta-feira.
O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social pretende revisar a legislação que regulamenta o benefício. Atualmente, somente trabalhadores até 65 anos podem receber o seguro-desemprego porque, teoricamente, pessoas acima dessa idade estariam aposentadas.
Mas a número de funcionários idosos está crescendo nas empresas japonesas. Um levantamento feito no ano passado mostrou que 3,2 milhões de pessoas acima de 65 anos estavam trabalhando normalmente, um aumento de mais de duas vezes em relação há 10 anos.
Segundo o projeto, os trabalhadores acima de 65 anos que forem demitidos terão direito a receber o benefício por até 50 dias.
O governo também pretende isentar as empresas e os trabalhadores idosos da contribuição ao seguro-desemprego. Normalmente, metade da taxa seria descontada do salário do empregado e a outra metade seria de responsabilidade da empresa.
Fonte: Alternativa
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sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Pesquisa: 76% das empresas japonesas apoiam entrada de trabalhadores estrangeiros
Por outro lado, 5% das empresas disseram ser absolutamente contra a ideia
Uma pesquisa realizada pela agência de notícias Reuters e divulgada nesta sexta-feira mostra que 76 por cento das empresas japonesas apoiam a entrada de mais trabalhadores estrangeiros não-qualificados.
Mas, segundo a maioria dessas empresas, o governo precisa adotar medidas e regras antes de liberar a entrada de estrangeiros para evitar o aumento de criminalidade no país e a contratação de trabalhadores em situação ilegal.
Segundo a pesquisa, 8 por cento das empresas responderam que o Japão precisa liberar rapidamente os estrangeiros por causa da falta de mão de obra, não somente como trabalhadores temporários, mas também por um longo prazo.
Ainda de acordo com o levantamento, 68 por cento por cento das empresas aprovam a ideia, mas é necessário antes criar infraestrutura e condições adequadas para abrigar os trabalhadores.
Por outro lado, 5 por cento das empresas disseram ser absolutamente contra a entrada de estrangeiros não-qualificados porque as diferenças culturais e de costumes poderiam causar problemas, dificultando a convivência com japoneses no ambiente de trabalho.
Para a pesquisa, a Reuters ouviu 400 empresas de grande e médio porte entre os dias 30 de novembro e 9 de outubro.
Plano do governo
Um plano de controle de imigração a longo prazo, compilado recentemente pelo Ministério da Justiça, aponta para a necessidade do Japão considerar o acolhimento de um leque maior de estrangeiros, inclusive para efetuar trabalho não-qualificado, sem deixar de incentivar a entrada de pessoas com conhecimentos especializados.
Contra um cenário alarmante sobre a escassez de mão de obra devido a um declínio populacional e uma crescente demanda de trabalho na preparação dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, o ministério vai além do que foi proposto em 2010 em um projeto para expandir a imigração.
O plano básico de política de imigração - o quinto desde o original em 1992 - também inclui uma nova categoria para o reconhecimento de refugiados, enquanto visualiza mais medidas para impedir que terroristas consigam entrar no país.
Fonte: Alternativa com Reuters
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domingo, 28 de junho de 2015
Projeto de lei que garantia “salário igual para trabalho igual” foi revisado antes de ser aprovado
O parlamento japonês aprovou, no dia 19 de junho, o polêmico projeto de lei que altera as regras para a contratação de trabalhadores temporários que, segundo o Ministério do Trabalho, irá melhorar o sistema de trabalho como um todo e incentivar a efetivação de trabalhadores temporários.
No entanto, um importante ponto do projeto, que garantiria a igualdade salarial para os trabalhadores (temporários ou efetivos) que exercem a mesma função na empresa, foi alterado uma semana antes de ser votado na Câmara Baixa. A revisão do texto do projeto foi feita pela coalizão governista em conjunto com o Partido da Inovação do Japão, que é o autor da proposta original.
No texto sobre a igualdade salarial, a expressão “garantia de igualdade salarial de acordo com a função de trabalho” foi alterada para “garantia de salário igual e equilibrado de acordo com o conteúdo do trabalho, grau de responsabilidade e outras circunstâncias.”
Em média, os trabalhadores temporários contratados por agências (empreiteiras), ganham cerca de 65% do salário de um trabalhador efetivo que ocupa a mesma função. No entanto, de acordo com um editorial do jornal Mainichi, o termo “equilibrado” poderia ser usado pelas empresas para justificar um salário ainda menor para os trabalhadores temporários que ocupam funções menos relevantes.
Fonte: IPC Digital
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quinta-feira, 30 de abril de 2015
Japão continua acreditando em maior consumo após aumentos de salários
O BC deixou inalterada sua promessa de elevar a base monetária a um ritmo anual de 80 trilhões de ienes
O banco central do Japão manteve seu forte estímulo monetário nesta quinta-feira, evitando mais afrouxamento por enquanto na expectativa de que a alta dos salários e uma esperada recuperação no consumo privado vai levar a inflação na direção de sua meta de 2 por cento.
As grandes empresas japonesas ofereceram aumentos salariais maiores que o esperado a partir deste ano fiscal, que começou em abril, atendendo a um pedido do primeiro-ministro Shinzo Abe para aquecer a economia.
Como esperado, o BC deixou inalterada sua promessa de elevar a base monetária, ou dinheiro e depósitos no banco central, a um ritmo anual de 80 trilhões de ienes (672 bilhões de dólares) através de compras de títulos governamentais e ativos de risco.
O BC japonês tem mantido o ritmo desde que aumentou o estímulo em outubro do ano passado para impedir que a queda dos preços do petróleo, e uma subsequente desaceleração na inflação, adie o fim de 15 anos da deflação.
Fonte: Alternativa com Reuters
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segunda-feira, 30 de junho de 2014
Produção industrial do Japão sobe 0,5% em maio
Produção industrial japonesa subiu 0,5% em maio em relação ao mês anterior
A produção industrial do Japão subiu 0,5% em maio em relação ao mês anterior, informou nesta segunda-feira o governo.
Segundo os dados publicados pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria, a produção industrial japonesa "se mostra plana" atualmente.
As indústrias que mais contribuíram para o aumento de maio foram as de equipamentos de transporte, têxtil e de autopeças e dispositivos eletrônicos.
Os produtos que mais contribuíram para que aumentasse a manufatura em maio foram os recipientes de reação destinados a testes químicos, os centros de mecanização referentes às máquinas altamente automatizadas e os automóveis com motores de mais de 660 centímetros cúbicos.
Segundo a pesquisa realizada pelo Ministério entre empresas japonesas, espera-se que a produção industrial no país asiático retroceda 0,7% em junho e que avance depois 1,5% em julho.
A produção industrial, que mede o ritmo das fábricas japonesas, é considerada chave para antecipar o desempenho da economia do país, altamente dependente do setor manufatureiro.
Fonte: Exame com EFE
domingo, 15 de setembro de 2013
Japão pede a empresas que aumentem salários
Governo discute a extensão e o período de um possível corte de impostos
O governo japonês está pedindo que companhias lucrativas aumentem salários e paguem mais a empreiteiros para que a economia possa ganhar fôlego, afirmou neste domingo o ministro da Economia, Akira Amari.
"Estamos pedindo às companhias que estão ganhando dinheiro que não fiquem com isso guardado, mas que gastem para que a economia entre num ciclo virtuoso", declarou Amari num programa de televisão. De acordo com ele, o governo promoverá um encontro com trabalhadores e representantes de empresas ainda esta semana para discutir os rumos da economia.
Amari disse ainda que o governo discute a extensão e o período de um possível corte de impostos. Ele não deu mais detalhes. Economistas vem alertando que o Japão pode experimentar um retrocesso caso haja elevação de impostos sobre consumo, como é esperado.
O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe decidiu prosseguir com um plano de elevação do imposto de 5% sobre vendas para 8% em abril de 2014, de acordo com fontes com conhecimento do assunto. A arrecadação extra será usada para ajudar a pagar as crescentes despesas com previdência.
Ao mesmo tempo, o primeiro-ministro encaminhou um pacote de estímulo que pode injetar um total de US$ 50 bilhões na economia para compensar o impacto da alta de impostos, ainda segundo as fontes.
Fonte: Exame com Dow Jones Newswires
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Empresas do Japão mostram otimismo com 3º trimestre
O índice que mede o humor das grandes companhias, em uma pesquisa conjunta do Ministério das Finanças e do Gabinete de Governo, melhorou para 6,6 no trimestre referente aos meses de julho a setembro, de -22 no trimestre anterior. O resultado foi melhor do que o previsto pelas empresas durante o levantamento realizado no período de abril a junho, que era de 4,4.
A pesquisa define como grandes companhias as que têm capital superior a 1 bilhão de ienes (US$ 12,945 milhões).
"A recuperação econômica pós-terremoto parece mais forte do que o esperado, em parte porque as empresas conseguiram restaurar rapidamente os canais de suprimento interrompidos", afirmou o economista Norio Miyagawa, da Mizuho Research and Consulting. A pesquisa é considerada um indicador antecedente da pesquisa trimestral "tankan" do sentimento de negócios, que deve sair no mês que vem.
Fonte: Agência Estado com Dow Jones


