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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Montadoras japonesas perdem participação de mercado no Sudeste Asiático

Montadoras japonesas estão perdendo participação de mercado no Sudeste Asiático, devido à crescente concorrência de marcas chinesas, que impulsionam as vendas de veículos elétricos

montadoras japonesas
Montadoras japonesas estão perdendo participação de mercado no Sudeste Asiático, à medida que rivais chineses intensificam a produção local para impulsionar as vendas de veículos elétricos na região.

Em resposta, empresas automobilísticas japonesas têm reduzido a produção na Tailândia, uma após a outra. Isso pode desferir um golpe nas cadeias de suprimentos na região do Sudeste Asiático, que abriga mais de 2,7 mil fabricantes japonesas de peças.

A participação de mercado pode cair abaixo de 70%
Na Thailand International Motor Expo, realizada em Bangkok em novembro e dezembro, a Toyota Motor revelou a mais recente edição de sua linha de picapes Hilux, que recentemente passou por uma revisão completa pela primeira vez em uma década.

Além de melhorar a eficiência de combustível dos modelos a diesel, a empresa adicionou um modelo de veículo elétrico (VE) à linha. Já começou a aceitar pedidos.

Na Tailândia, as picapes são consideradas o “carro nacional”, e a Hilux, que é produzida principalmente no país, tem desfrutado de uma popularidade robusta na região.

No entanto, durante uma coletiva de imprensa, Noriaki Yamashita, presidente da Toyota Motor Thailand, disse com uma expressão séria, “Queremos proteger nossas cadeias de suprimentos aumentando as vendas”.

A Tailândia responde por quase 20% do mercado automotivo do Sudeste Asiático.

No entanto, a participação combinada do mercado tailandês detida por nove montadoras japonesas caiu para 69,8% nos primeiros 10 meses de 2025, uma queda de 6,6 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024.

Essas empresas mantiveram uma participação de mercado na faixa de 80% a 90% ao longo da década de 2010, mas isso despencou para 77,8% em 2023. É até possível que fique abaixo de 70% para a totalidade de 2025.

Na Indonésia, que responde por cerca de 30% do mercado automotivo do Sudeste Asiático, as montadoras japonesas também viram sua participação de mercado cair abaixo de 90% em 2024 e diminuir ainda mais, para 82,9%, nos primeiros 10 meses de 2025.

A concorrência entre montadoras japonesas e locais está se intensificando no Vietnã.

Impacto nas cadeias de suprimentos
A expansão agressiva de montadoras chinesas, como a BYD, para países do Sudeste Asiático, incluindo Tailândia e Indonésia, desde 2022, tem sido um fator importante na súbita perda de terreno das montadoras japonesas.

Ao reduzir drasticamente o preço dos VEs, as empresas automobilísticas chinesas invadiram o que antes era um reduto japonês, conquistando uma participação de mercado de mais de 20% na Tailândia.

As montadoras chinesas também intensificaram a produção de veículos elétricos em novas fábricas na Tailândia e estão competindo ferozmente com as empresas japonesas, mesmo na Indonésia.

Sob a pressão desta invasão chinesa, as montadoras japonesas estão reduzindo sua produção na Tailândia. A Honda Motor consolidará suas duas fábricas de veículos acabados no país em um único local o mais cedo possível em 2026.

A Mitsubishi Motor também planeja suspender a produção em uma de suas três fábricas em 2027.
Fonte: Portal Mie com JN

terça-feira, 4 de outubro de 2022

Daikin produzirá aparelhos de ar-condicionado sem peças da China

Até março de 2024, a Daikin planeja estabelecer uma rede de fornecimento para produzir aparelhos de ar-condicionado sem ter que depender de peças fabricadas na China

Daikin Industries
A Daikin Industries do Japão planeja estabelecer até março de 2024 uma rede de fornecimento para produzir aparelhos de ar-condicionado sem ter que depender de peças fabricadas na China, enquanto o setor de fabricação cresce cada vez mais cauteloso com a política rigorosa zero-Covid da China.

A Daikin, uma das principais fabricantes de aparelhos de ar-condicionado do mundo, fabricará seus próprios componentes centrais, incluindo peças que ajudam a conservar energia, e também vai encorajar seus fornecedores a fabricarem seus produtos fora da China.

Até agora, fabricantes japonesas têm concentrado suas bases de produção e fornecimento de peças na China onde a mão de obra e despesas gerais são mais baratas. A dependência na China é particularmente alta para peças usadas em eletrodomésticos e automóveis.

De fato, a Daikin dependeu pesadamente da China para peças desde meados de 2010, importando 35% de suas necessidades, em uma base de valor, do país em 2020.

O número caiu para 20% em 2021, mas os lockdowns em Xangai neste ano, resultado de medidas rigorosas de Pequim para conter a propagação da covid-19, levaram a uma queda na produção de algumas peças, impactando o trabalho da Daikin.

Como resultado, a Daikin considerou que ela precisava ter fornecedores de contingência em outras regiões. Para peças como válvulas e grandes folhas de metal, a Daikin continuará a obter da China, mas ao mesmo tempo, começará a comprar de outras fabricantes no Japão e no Sudeste Asiático em caso de emergência.

Enquanto o afastamento de peças chinesas resultará em um aumento nos custos de aquisição, a Daikin vê isso como segurança contra futuras emergências.
Fonte: Portal Mie com Asia Nikkei

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Toyota paralisará fábricas no Japão por até 12 dias em outubro; veja calendário

A escassez de semicondutores continua afetando as montadoras japonesas

Toyota
A Toyota disse na quinta-feira (22) que planeja produzir cerca de 800 mil veículos no mundo em outubro, cerca de 100 mil abaixo de seu plano médio mensal, devido à escassez de semicondutores.

A montadora japonesa disse no mês passado que pretendia produzir cerca de 900 mil veículos por mês, em média, de setembro a novembro. Agora, espera produzir cerca de 850 mil veículos por mês, em média, de outubro a dezembro.

De acordo com seu plano de produção de outubro, a Toyota suspenderá as operações de 10 linhas de produção em sete fábricas no Japão por até 12 dias (veja mais detalhes abaixo).

A montadora produziu 627.452 veículos em todo o mundo em outubro do ano passado, quando a pandemia interrompeu o fornecimento de peças no Sudeste Asiático.

A redução na produção prevista para outubro pode ser vista como um sinal preocupante de que a baixa oferta de chips continuará atingindo a produção da maior montadora de automóveis do mundo em vendas no segundo semestre do ano fiscal que se encerra em março.

Apesar disso, a Toyota não ajustou sua meta de produção global de veículos para o ano fiscal atual, mantendo previsão de recorde de 9,7 milhões de unidades.

A rival Honda disse na quinta-feira que reduzirá a produção de carros em até 40% em duas fábricas japonesas no início de outubro devido a problemas contínuos na cadeia de suprimentos e logística, incluindo a escassez de chips.

Calendário de paralisação da Toyota no Japão
Motomachi
Linha GR: dias 3 e 4 de outubro

Takaoka
Linha 2: dias 7, 8, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 17, 18, 19 e 20 de outubro

Tsutsumi
Linha 2: dias 8 e 15 de outubro

Tahara
Linha 1: dias 8 e 15 de outubro
Linha 3: dias 6, 7, 8, 14 e 15 de outubro

Kyushu Miyata
Linhas 1 e 2: dias 8 e 15 de outubro

Toyota Shokki
Linhas 301 e 302: dias 8, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 17, 18, 19, 20 e 21 de outubro

Hamura (Hino)
Linha 1: dias 6, 7, 14, 21 e 28 de outubro
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Toyota pretende recuperar em dezembro produção reduzida por falta de peças, dizem fontes

Os embarques de componentes podem ajudar a montadora a recuperar cerca de um terço da produção

Toyota
A Toyota Motor quer recuperar em dezembro a produção reduzida pela escassez de componentes, após uma recuperação nos embarques de fornecedores atingidos pela pandemia do coronavírus.

Os embarques podem ajudar a montadora a recuperar cerca de um terço da produção perdida por interrupções no fornecimento, disseram três fontes familiarizadas com os planos.

No mês passado, a Toyota cortou sua meta de produção para este ano fiscal, que termina em março de 2022, em 300.000 veículos, para 9 milhões de unidades, porque o aumento das infecções de Covid-19 desacelerou o trabalho nas fábricas de peças na Malásia e no Vietnã, agravando a escassez global de chips que a forçou a reduzir a produção, assim como outras montadoras.

A Toyota pediu aos fornecedores que compensassem a perda de produção para que pudesse montar 97.000 veículos adicionais entre dezembro e o final de março, com alguns considerando turnos adicionais de fim de semana para cumprir o pedido, disseram as fontes.

"Nada ainda foi decidido sobre os planos de produção para além de novembro", disse um porta-voz da Toyota.

"As taxas de infecção de Covid-19 no Sudeste Asiático estão caindo drasticamente e as preocupações das pessoas sobre o risco de produção estão diminuindo", disse Takashi Miyao, pesquisador da Carnorama, consultor da indústria automotiva. “Parece que a indústria está saindo de um túnel”, acrescentou.

A Toyota, que havia fortalecido sua cadeia de suprimentos contra interrupções após o terremoto de 2011 que devastou a costa nordeste do Japão, foi a última das principais montadoras a rever seus planos de produção devido à escassez de peças. A pandemia forçou o fechamento das fábricas de componentes e, ao mesmo tempo, aumentou a demanda por semicondutores de que as montadoras precisavam, já que as pessoas forçadas a ficar em casa compravam tablets e outros dispositivos eletrônicos.

Com poucas peças, as montadoras não conseguiram tirar proveito da recuperação da demanda por carros em mercados importantes, como a China. As vendas de veículos lá em setembro caíram um quinto em relação ao ano anterior.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Subaru anuncia paralisação em setembro

A montadora com fábricas em Gunma terá que suspender temporariamente a produção por 4 dias

Subaru
Na quarta-feira (1.º) a Subaru informou que suspenderá a produção nas suas plantas de Gunma por 4 dias.

O motivo é que parte do fornecimento das peças dos seus parceiros do sudeste asiático deverá sofrer um atraso, por causa da disseminação do novo coronavírus.

A fábrica principal, Gunma Seisakusho em Ota e a de Yajima, que são as plantas de veículos acabados, mais a de Oizumi, que fabrica motores e transmissões, ficarão fechadas por quatro dias úteis, de 7 a 10 deste mês.

Além da escassez de semicondutores, o impacto da disseminação do novo coronavírus nas indústrias da Ásia é grande. A Toyota anunciou no mês anterior redução de produção de 360 mil veículos, e a Daihatsu de 40 mil unidades.
Fonte: Portal Mie com NHK, Bloomberg e LNews